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Filipenses 4.5-9.

5 - Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto


está o Senhor.
6 - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas
petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela
oração e súplicas, com ação de graças.
7 - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento,
guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em
Cristo Jesus.
8 - Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o
que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o
que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma
virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 - O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e
vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.
PROPOSTA DA LIÇÃO
• O “ter” anula o “ser”. Relacionamentos com
vantagens;
• Maus pensamentos: frutos da inclinação para o mal;
• Sem medo, com coragem, sem ignorância e
sabiamente;
• O verdadeiro crente tem compromisso com a verdade;
•O padrão de justiça deve nortear o nosso
comportamento;
• “Tudo o que é puro”: inocência, singeleza, sinceridade;
• “Boa fama”: tudo o que é digno de louvor, elogio e
graça;
• 5 verbos: aprender, receber, ouvir, ver e fazer;
• Todo o ministro de Deus deve ser transparente.
Na lição de hoje, veremos algumas virtudes que
acompanham aqueles cujas vidas foram
transformadas pelo Evangelho de Jesus. O Evangelho
não apenas proporciona salvação à humanidade,
mas também um conjunto de princípios de vida para
cada crente, seja na igreja, na família, na sociedade
ou com Deus. Não são meras prescrições ou
exigências frias de um código de leis, mas valores
que transcendem a vida terrena.
Veremos que o Evangelho é poderoso para mudar o
caráter de uma pessoa e torná-la apta a tomar para
si o "jugo suave" e o "fardo leve" de Cristo Jesus (Mt
11.30).
1. Nossos pensamentos. O versículo oito da
leitura bíblica em classe na versão ARA diz:
"seja isso o que ocupe o vosso pensamento".
O apóstolo quer mostrar que a experiência de
salvação, em Cristo, produz uma mudança
contínua em nossa forma de pensar, a fim de
evitarmos as futilidades mundanas que
ocupam a mente das pessoas sem Deus. Paulo
exorta-nos a preenchermos a nossa mente
com aquilo que gera vida e maturidade
espiritual, pois "nós temos a mente de Cristo"
(1 Co 2.16).
1. Nossos pensamentos.

Aqui surge uma pergunta inevitável: "O que tem


ocupado as nossas mentes no mundo de hoje?"
Infelizmente, deparamo-nos com uma geração
atraída pela ideologia do consumismo e do
materialismo, onde o ter é mais importante do que
o ser. Tal postura anula o ser humano, e faz com que
os relacionamentos sejam pensados em termos de
vantagens, ou seja, se não houver algum benefício
imediato, logo são descartados. Esse
comportamento nos aproxima do modo de vida
mundano, e nos distancia das coisas do Alto.
2. Pensando nas coisas eternas. Além da
epístola aos Filipenses, o tema do processo
de pensar é tratado por Paulo em muitas
outras ocasiões (Rm 12.2) “E não vos
conformeis com este mundo, mas
transformai-vos pela renovação do vosso
entendimento, para que experimenteis
qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus” (Cl 3.2) “Pensai nas
coisas que são de cima e não nas que são
da terra.
2. Pensando nas coisas eternas Pensar nas coisas que
são de cima, por exemplo, não sugere que devamos
viver uma espiritualidade irreal, e sim equilibrada,
conjugando mente e coração a partir dos valores
espirituais na vida terrena (cf. Jo 17.15,18) “Não peço
que os tires do mundo, mas que os livres do
mal. Assim como tu me enviaste ao mundo, também
eu os enviei ao mundo.” (1 Co 5.9,10) “Já por carta
vos tenho escrito que não vos associeis com os que
se prostituem; isso não quer dizer absolutamente
com os devassos deste mundo, ou com os avarentos,
ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque
então vos seria necessário sair do mundo”.
2. Pensando nas coisas eternas
Os maus pensamentos são frutos da
inclinação humana para o mal. Daí a
recomendação de que a nossa
mente deve ocupar-se com a Palavra
de Deus, com os princípios eternos
do reino divino, "levando cativo
todo entendimento à obediência de
Cristo" (2 Co 10.5).
3. Agindo sabiamente. Sabemos que a sociedade atual é
dominada por ideologias contrárias ao Evangelho. E é
exatamente a esse mundo que o Senhor Jesus nos enviou
a fazer a sua obra (Jo 17.18) “Assim como tu me enviaste
ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (cf. Mt
28.19) “Portanto, ide, ensinai todas as nações,
batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo”. Temos de atender o seu chamado! Não com
medo, mas com coragem; não com ignorância, mas
sabiamente; não como quem impõe uma verdade
particular, mas como quem expõe e testemunha
verdades eternas. À luz do exemplo de Jesus Cristo,
sejamos sal da terra e luz do mundo tendo "luz na
mente, mas fogo no coração".
1. "Tudo o que é verdadeiro e honesto". O
apóstolo Paulo inicia a sua reflexão com a
verdade. Percebemos que, com essa virtude, o
apóstolo entende tudo o que é reto e se opõe
ao falso. É tudo aquilo que é autêntico, não
baseado em meras suposições, ou em algo que
não possa ser comprovado. Lamentavelmente,
o espírito da mentira entrou até mesmo entre
os crentes e vem produzindo grandes males.
Difamações e rumores negativos acabam sendo
comuns entre nós. E isso desagrada
profundamente a Deus.
1. "Tudo o que é verdadeiro e honesto".
Quando o apóstolo dos gentios afirma que
devemos pensar "em tudo o que é
honesto", de fato, está nos exortando a
desenvolvermos uma conduta
transparente e decorosa, digna de alguém
que age bem à luz do dia (Rm 13.13)
“Andemos honestamente, como de dia,
não em glutonarias, nem em bebedeiras,
nem em desonestidades, nem em
dissoluções, nem em contendas e inveja”.
1. "Tudo o que é verdadeiro e
honesto".
O mundo não pode ver em nós um
comportamento que contradiga os
conceitos éticos e bíblicos da verdade
e da honestidade, pois isso é
incoerente aos princípios cristãos. O
verdadeiro crente tem um firme
compromisso com a verdade. Ele não
mente nem calunia seu irmão.
2. "Tudo o que é justo". Aqui, de acordo com o
Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD), as "coisas
que são 'justas' obedecem aos padrões de justiça de
Deus" para desenvolvermos uma relação positiva
com os que nos rodeiam.
O padrão de justiça divina deve nortear o nosso
comportamento moral em relação a Deus e às
pessoas. O verdadeiro cristão deve pautar a sua
conduta pela defesa de tudo o que é justo (Mt 5.6)
“bem-aventurados os que têm fome e sede de
justiça, porque eles serão fartos”, agindo contra
tudo aquilo que promove injustiça e gera opressão.
3. "Tudo o que é puro e
amável". Pureza sugere inocência,
singeleza ou sinceridade em relação a
algo não contaminado ou poluído.
Uma mente pura significa uma mente
casta. A ideia de "ser puro" é defendia
por Paulo na perspectiva de que as
palavras, as ações e os pensamentos
dos crentes de Filipos fossem francos e
sinceros.
3. "Tudo o que é puro e amável".
A fim de que toda impureza seja eliminada de
sua vida, o crente tem de dar lugar para que o
Espírito Santo limpe continuamente o seu
coração e consciência (Ef 5.3) “Mas a
prostituição e toda impureza ou avareza nem
ainda se nomeiem entre vós, como convém a
santos”. Assim, estaremos prontos a desejar
tudo o que promove o amor fraternal. Desse
modo, "tudo o que é amável" é aquilo que
edifica os relacionamentos entre irmãos.
4. "Tudo o que é de boa fama". O sentido
de "boa fama" é simples e objetivo, pois a
expressão se refere ao cuidado que
devemos ter com as palavras e ações em
nosso dia a dia. Então, podemos afirmar
que boa fama é tudo o que é digno de
louvor, de elogio e graça. Algumas versões
bíblicas traduzem a mesma expressão por
bom nome. Tal se refere ao que uma
pessoa é, pois possuir um bom nome é o
mesmo que ter um bom caráter.
1. Paulo, uma vida a ser imitada.
No versículo nove, o apóstolo dos
gentios utiliza cinco verbos que
denotam ação: aprender, receber,
ouvir, ver e fazer. Paulo utilizou tais
recursos para que os irmãos
filipenses percebessem que
poderiam viver as virtudes da
Palavra de Deus.
1. Paulo, uma vida a ser imitada.
Ele, inclusive, assume um papel
referencial a ser imitado. Paulo não
tem a presunção de uma pessoa que
se acha infalível, mas exorta aos
filipenses a serem uma carta
transparente e exposta a quem
quisesse vê-la. Eles deveriam, pois, ser
um modelo tanto aos crentes como aos
descrentes.
2. Paulo, exemplo de ministro. Os obreiros do Senhor
devem aprender com Paulo uma verdade pastoral:
Todo ministro de Deus deve ser transparente. Assim
como o Deus da graça chamou os fiéis da terra para
serem irrepreensíveis, Ele igualmente nos chamou
para administrarmos o seu rebanho com lisura, amor
e muita boa vontade (1 Pe 5.2,3) “apascentai o
rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado
dele, não por força, mas voluntariamente; nem por
torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como
tendo domínio sobre a herança de Deus, mas
servindo de exemplo ao rebanho”. Essas qualidades
pastorais são indispensáveis na experiência
ministerial dos líderes cristãos nos dias de hoje.
3. O Deus de paz. Se buscarmos tudo o que é
verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa
fama, teremos uma preciosa promessa: "E o Deus de
paz será convosco". A presença do "Deus de paz"
descreve uma segurança inabalável para aqueles que
confiam no seu nome.

Ele nos orienta, guarda e protege. Por isso, devemos


experimentar da constante e doce presença do "Deus
de paz", e manter uma vida irrepreensível diante
dEle, pois nas circunstâncias mais adversas
lembraremos estas palavras: "E o Deus de paz será
conosco".
Disse alguém, certa vez, que "o homem
é aquilo que pensa". Devemos,
portanto, guardar a nossa mente de
tudo quanto é vil, pernicioso,
egocêntrico e imoral. Só desfrutaremos
de uma vida cristã saudável e
equilibrada se alimentarmos a nossa
mente com tudo o que é do Alto. Por
isso, leia continuamente a Palavra de
Deus.
Apesar de a verdade, a honestidade, a pureza, a justiça, o
amor e a boa fama parecerem estar fora de moda, e até
ignorados por grande parte da sociedade, para o Altíssimo
continuam a ser virtudes que autenticam os valores do seu
Reino. E nós, os que cremos, somos chamados a vivê-las aqui
e agora (Mt 5.13-16) “Vós sois o sal da terra; e, se o sal for
insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta,
senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós
sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade
edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se
coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos
que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos
homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem
o vosso Pai, que está nos céus”.

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