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Proteína Verde

Fluorescente
(GFP)

Trabalho realizado por:


Maria Feliciano
Laura Marreiros
Introdução

• Conceito de GFP;
• Estrutura e propriedades
bioquímicas;
• Descoberta;
• Aplicações das proteínas
fluorescentes;
• Vantagens e Impactos;
Conceito de GFP
• A proteína verde
fluorescente, GFP
(Green Fluorescent
Protein), é a primeira
proteína naturalmente
fluorescente que foi
identificada.
• A sua descoberta
revolucionou as
ciências biológicas.
Estrutura da Proteína

• 238 aminoácidos;
• 11 cadeias β
antiparalelas
(que forma um cilindro);
• No centro encontra-se
uma hélice α;
• Emite luz verde devido
à presença de um
cromóforo
• Ao estudarem a
bioluminescência da medusa
Descoberta Aequorea victoria , isolou e
Em 1962, Osamu Shimomura e purificou uma proteína
os seus colaboradores bioluminescente dependente
do cálcio. Verificou a presença
de uma outra proteína que
absorvia a luz azul da aequorina
e emitia luz verde num
determinado comprimento de
onda  GFP
Martin Chalfie

• Em 1988 Chalfie começou a trabalhar no


processo de colonagem e sequenciamento de
GFP
• Martin começou a trabalhar neste projeto na
universidade de Colômbia onde estudava
bioluminescentes, onde descobriu que Douglas
Prasher também estava a trabalhar no
sequenciamento da proteína, e uniram-se nesse
estudo
• Ele conseguiu incorporar o gene GFP em E. coli
de modo que eles emitissem luz verde quando
irradiados com luz UV. Chalfie e os seus colegas
de trabalho publicaram os seus resultados na
edição de 11 de fevereiro de 1994 da revista
Science.
• Conseguiram visualizar e entender pela primeira
vez o desenvolvimento das células nervosas
Roger Tsien

• Mais tarde apareceu Roger Tsien, que foi responsável


pelo entendimento do mecanismo de ação e pela
obtenção de mutantes da GFP e ampliou o espectro
cromático das proteínas fluorescentes.
Aplicações GFP
As proteínas fluorescentes são muito versáteis e são utilizadas tanto em
microbiologia como em engenharia genética ou em fisiologia. Através de
técnicas de ADN recombinante, o gene da GFP pode ser introduzido em
culturas de células vivas ou em células específicas presentes num
organismo intacto.
São usadas como sondas e, como tal, permitem a observação de processos
até então invisíveis:
✿ desenvolvimento dos neurónios
✿ crescimento e disseminar de células cancerígenas
✿ desenvolvimento da doença de Alzheimer
✿ crescimento de bactérias patogénicas
✿ proliferação do vírus da SIDA
✿ processo de infeção de parasitas (por exemplo na doença de Chagas)
✿ evolução das primeiras células do embrião
São ainda aplicadas na área da biotecnologia ambiental na deteção de
metais pesados e trinitrotolueno (TNT) em poços ou furos de água. Neste
caso, utilizam-se bactérias geneticamente modificadas resistentes ao
poluente em questão e que passam a fluorescer na sua presença.
Migração da crista neural do embrião de galinha
Vantagens
✿ Já foram criados animais com esta proteína
incorporado, o que não apresenta risco nenhum
para as suas vidas. Estes animais ajudam na
investigação da doença Alzheimer’s ou cancro, se
a GFP for modificada para ser expressa apenas em
determinados tipos de células de interesse. É
claro que a baixa percentagem de sucesso e o
custo de produção faz com que o seu uso, para
além de chamar a atenção dos media, ainda seja
reduzido.
Ratos Modificados geneticamente com GFP

• Já foram criados animais com esta proteína incorporado,


o que não apresenta risco nenhum para as suas vidas.
Estes animais para além de giros, ajudam na investigação
da doença Alzheimer’s ou cancro, se a GFP for
modificada para ser expressa apenas em determinados
tipos de células de interesse. É claro que a baixa
percentagem de sucesso e o custo de produção faz com
que o seu uso, para além de chamar a atenção dos
media, ainda seja reduzido...
Vantagens
• Permite acompanhar o desenvolvimento proteico dentro da
célula;
• Pode ser usada em vários tipos de células: eucarióticas e
procarióticas.
• Apesar de ser pequena, uma vez que é fluorescente é visível.
• Não provoca danos nas células.

Desenvolvimento de células na doença de Alzhmeir´s


Impactos
• Esta proteína apesar de ser muito vantajosa
em diversas áreas da biologia, levanta
algumas questões a nível de ética.
• Pois, ao introduzir a GFP em organismos vivos
estamos a modificar o seu código genético e
consequentemente interferimos na
descendência natural das espécies.
Conclusão
Atualmente, nenhuma outra técnica consegue detetar
tais processos biológicos e patológicos com tanta
precisão em tempo real.

Podemos concluir, que devido as suas propriedades de


luminescência, o gene da GFP é um um importante
marcador de expressão genética em células e tecidos.
Webgrafia
http://www.old.knoow.net/ciencterravida/biologia/g
fp.htm
https://en.wikipedia.org/wiki/Green_fluorescent_pr
otein
http://afracturedreality.tumblr.com/post/353107419
37/retinal-neurons
http://www.conncoll.edu/ccacad/zimmer/GFPww/G
FP‐1.htm
Charlfie, M. and Kain, S. R. (2006). Green fluorescent
protein: Properties, applications and protocols. 2nd
ed. New Jersey: Wiley - Interscience.