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Efeitos do Álcool no

organismo
Principais consequências
CONCEITO
O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central que causa
desinibição e euforia quando ingerido na forma de bebidas alcoólicas pelos seres
humanos. Em doses mais altas, o álcool é prejudicial a saúde, podendo causar
estupor e até coma.
As principais bebidas alcoólicas comercializadas no Brasil são: a cerveja, o
vinho, o licor, a cachaça, o uísque, o conhaque e os coquetéis. Segundo pesquisas,
os jovens de 13 a 21 anos têm facilidade em adquirir bebidas alcoólicas, as quais
muitas vezes são permitidas ou providenciadas pelos próprios pais.
O etanol é o álcool mais utilizado em bebidas, combustíveis, produtos de
limpeza, etc. Sua fórmula é: CH3CH2OH. Ele atinge também outros órgãos do
corpo, como o coração, a corrente sanguínea, o fígado, etc.
TEOR ALCOÓLICO
• Bebidas fermentadas, tais como a cerveja e o vinho, contêm de 2% a
20% de álcool. As bebidas destiladas contêm entre 40% e 50% ou
mais de álcool.
EFEITOS
• Uma overdose de álcool provoca efeitos depressores muito mais graves,
como: incapacidade para sentir dor, intoxicação, fazendo com que o
organismo vomite a substância tóxica e por fim leva à inconsciência, ou
ainda pior, pode causar coma ou a morte devido a uma overdose grave.
• O consumo de bebida alcoólica pode causar diversas como a esteatose,
que é o acúmulo de gordura no fígado, a qual pode evoluir para uma
cirrose. Esta, por sua vez, frequentemente não tem reversão e só é
curada através de um transplante de fígado. O doente fica com a pele
amarelada, desnutrido, com a barriga inchada e sente fortes dores
abdominais. Pode causar também sangramento pelo nariz e vômitos.
RESSACA
• Existem dois componentes da ressaca. Um é o componente tóxico do
álcool. Um vinho de baixa qualidade provoca pior ressaca porque
contém mais impurezas, mais metanol, mais chumbo. O outro
componente é a ação farmacológica do álcool no cérebro. O álcool é
um depressor do sistema nervoso central e o cérebro responde com o
efeito rebote se exposto a quantidades maiores dessa substância. Ao
contrário do efeito relaxante e agradável das doses iniciais, a pessoa
acorda no dia seguinte à bebedeira mais excitada, irritadiça, inquieta
e ansiosa, mas se sente melhor se começa a beber mais cedo, porque
alivia os sintomas da crise de abstinência.
TRATAMENTO
• Antes de se iniciar o tratamento da dependência química do álcool é
indispensável fazer uma avaliação clínica apurada para avaliar qual o
tipo de tratamento adequado para cada caso. A população de
dependentes de álcool é bastante heterogênea. Um alcoólico só é
igual ao outro se olhado à distância. O sofrimento é sempre diferente.
• Logo de cara, deve-se avaliar se além da dependência química existe
uma comorbidade psiquiátrica, principalmente depressão e
ansiedade. A associação desses transtornos com álcool é muito
comum e demanda tratamento especifico.
TRATAMENTO
• Para as pessoas sem transtornos psiquiátricos, mas dependentes de
álcool, existem inúmeras opções de tratamento. No Brasil, porém, há
escassez de oferta. Na realidade, na linha de frente, destacam-se os
Alcoólicos Anônimos, grupo de autoajuda que existe em mais de 50
países e há mais de 80 anos, com larga experiência no atendimento
de dependentes de álcool. Eles oferecem um tratamento bom e
barato alicerçado na generosidade de voluntários que se predispõem
a ajudar o próximo a vencer um problema que de certa forma
também é deles.
CONSUMO ENTRE
ADOLESCENTES
• A ingestão precoce de álcool é a principal causa de morte de jovens de
15 a 24 anos de idade em todas as regiões do mundo. O dado está
no Guia Prático de Orientação sobre o impacto das bebidas alcoólicas
para a saúde da criança e do adolescente, lançado pela Sociedade
Brasileira de Pediatria (SBP).
• Segundo estudos científicos citados no guia, quase 40% dos
adolescentes brasileiros experimentaram álcool pela primeira vez entre
12 e 13 anos, em casa. A maioria deles bebe entre familiares e amigos,
estimulados por conhecidos que já bebem ou usam drogas. Entre
adolescentes de 12 a 18 anos que estudam nas redes pública e privada
de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool.