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ERGONOMIA DO VIGILANTE

EM
ESCOLTA ARMADA

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO


PROFISSIONAIS DE ESCOLTA ARMADA
ETEC SÃO MATEUS

TÉCNICO EM
SEGURANÇA DO
TRABALHO

Ariane Morato Vicente

Cleber Junior Ferreira de Souza

Henrique Martineli Sousa

Kataline Nishi

Lucas Santini Marques

Ricardo da Silva

Samuel Laia da Silva Imagem: http://www.globalsegmg.com.br/entenda-o-servico-de-escolta-armada/


INTRODUÇÃO
VIGILANTE

• A profissão de vigilância patrimonial


• Os primeiros vigilantes apareceram por volta de 1964
• De acordo com CBO (Classificação Brasileira de
Ocupação) a descrição da atividade de vigilante é: http://www.globalsegmg.com.br/vigilancia-patrimonial/

 Vigiam dependências e
áreas públicas e privadas
com a finalidade de
prevenir, controlar e
combater delitos como
porte ilícito de armas e
munições e outras
irregularidades etc. http://www.globalsegmg.com.br/quais-os-tipos-de-uniformes-
http://www.espartaseguranca.com.br/ utilizados-pelos-vigilantes/
INTRODUÇÃO
ESCOLTA ARMADA

• A escolta armada tem o objetivo de garantir o transporte


de carga ou de valores
• 77.954 vigilantes realizando atividades de escolta armada
• Na profissão de escolta armada, especificamente em se http://www.grupocomando.com.br/

tratando de cargas

http://escoltaarmada-pe.blogspot.com.br/2013/05/blog-post.html
INTRODUÇÃO
ERGONOMIA

• A ABERGO traduziu e adotou o conceito de Ergonomia

• A Ergonomia (ou Fatores Humanos)


• Existem três aspectos que definem a ergonomia e segundo a ABERGO http://www.iea.cc/
esses três são:
 Ergonomia Física
 Ergonomia Cognitiva
 Ergonomia Organizacional

• Manual de Aplicação da Norma Regulamentadora Nº 17

http://www.abergo.org.br/index.php http://ergomais.com.br/index.php/blog/ergonomia-fisica-cognitiva-
e-organizacional
JUSTIFICATIVA

• Este trabalho tem o objetivo de revelar a quais efeitos físicos e mentais


• Será observado os problemas ergonômicos e psicológicos
• Pretendemos com trabalho contribuir para soluções desses problemas
PROBLEMÁTICA OBJETIVOS
Geral
 Há problemas de ergonomia e distúrbios psicológicos no
cotidiano do profissional vigilante em escolta armada?  Identificar os problemas que causam os riscos
 Havendo problemas ergonômicos e psicológicos, estes ergonômicos, posturais e distúrbios psicológicos
poderão afetar a saúde destes profissionais? no profissional vigilante na escolta armada.
 Quais as soluções em relação aos dados apresentados
para que sejam evitados os problemas ergonômicos e
Específicos
psicológicos dos profissionais vigilantes de escolta
armada?  Detectar os motivos de estresse e se os mesmos
HIPÓTESE estão relacionados com desconforto postural,

 O trabalho de vigilante de escolta armada é perigoso, bem como analisar os problemas psicológicos que

além do fato de deixar o trabalhado com sintomas de esses profissionais enfrentam e

depressão, ansiedade e adquirir doenças ocupacionais? consequentemente apresentar propostas como


soluções psicológicas e posturais.
DESENVOLVIMENTO

• Serão abordados os resultados e as discussões


• Foram entrevistados trinta e um profissionais vigilantes
• O gráfico aponta que as maiorias dos profissionais estão
entre 25 e 43 anos de idade.

• uma enorme presença de profissionais que estão incluído


somente no ensino médio
• Catho” com obtenção do resultado de 447 vagas
• LEI Nº 7.102 /83. O Art. 16 da Lei nº 7.102 /83 estabelece
os requisitos "ter instrução correspondente à quarta série do
primeiro grau".
DESENVOLVIMENTO
• Escalas 6x1 (seis dias trabalhado por um dia de folga) e
12x36 (doze horas trabalhadas e 36 horas de descanso)
• Convenção Coletiva de 2017 do Sindicato dos Vigilantes
do Estado de São Paulo
“A jornada normal admitida na categoria compreende o
trabalho de 8 (oito) horas diárias, 44 (quarenta e quatro) horas
semanais e 191 (cento e noventa e uma) horas mensais.”

• 34,5% dos entrevistados responderam que as escalas de


trabalho são informadas de última hora
“A Súmula n° 331, inciso III, do TST, arrolou como forma de terceirização
lícita as hipóteses de serviços de vigilância[...]”.

“O Enunciado n° 256 do TST admitia apenas a terceirização de atividades


de vigilância ligadas ao setor bancário (Lei 7.102/8339).[...]”

• Portanto a revisão da súmula deixa claro


DESENVOLVIMENTO
• Quase 50% das empresas ameaçam os profissionais e demitem
• Segundo Teixeira (2013, p. 3, apud HIRIGOYEN, 2002, p. 17) o
assédio no trabalho é:
Toda e qualquer conduta abusiva (gesto, palavra,
comportamento, atitude...) que atente, [...].

• TRT 13 (Tribunal Regional do Trabalho – 13º Região), condenou


uma empresa a pagar 1,2 milhão por assédio moral
• A reclamante não era da área de Vigilância Patrimonial

• Aproximadamente 80% dos profissionais vigilantes realizam


horas extras Fatores que levam as horas extras
16

• realizam horas extras por excesso de trabalho, de 10 horas a 14


12
10

12 horas por dia


8
6
4
2
0
• deixando defasado o quadro de funcionários
DESENVOLVIMENTO

• 62,1% dos entrevistados responderam que as empresas que


contratam o serviço
• A CLT (consolidações das Leis Trabalhistas) no “Título 1” em
“Introdução” diz em seu artigo 2º: “Considera-se empregador a empresa, individual
ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade
econômica[...].”

• Também no item § 2º: Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada
uma delas, personalidade jurídica própria[...].

• Empresa que contrata um profissional vigilante de uma prestadora de


serviços terceirizada está assumindo os riscos

• apenas 17,2% dos profissionais responderam que a empresa


encaminha para o psicólogo
• Relacionando o gráfico 11 e 12, observa-se que
DESENVOLVIMENTO
• Apenas 27% dos profissionais responderam que a empresa realiza
manutenção dos veículos
• 54% responderam que a empresa realiza conserto somente quando
o veículo quebra
• LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997 que estabelece o CTB
(Código de Trânsito Brasileiro) no Art. 27 diz que:
“Antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas, o condutor deverá verificar a
existência e as boas condições de funcionamento[...]”

• Não existe um padrão de horário a ser seguido para dirigir o veículo


• Os profissionais de escolta armada

• LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997 que estabelece o CTB


(Código de Trânsito Brasileiro) no Art. 67-C diz que:
“É vedado ao motorista profissional dirigir por mais
de 5 (cinco) horas e meia ininterruptas[...]”
DESENVOLVIMENTO
• Pouco menos da metade dos profissionais de escolta armada
responderam que dormem enquanto o outro companheiro dirige
• Muitas das vezes passam mais de 12 horas dormindo
• Em um estudo feito por Luna e Souza (2014), em Rio Branco no
Acre, em que taxistas passam muitas horas dirigindo diz o seguinte:
A jornada diária média de trabalho dos taxistas estudados foi de 11,0
horas, sendo que a maioria (64,8%) trabalhava acima de 10,0 horas por
dia e 70,7% trabalhavam como taxista há mais de 10 anos[...].

• podemos atribuir as mesmas condições de um taxista para os


profissionais em escolta armada
• assim como Luna e Souza (2014) citam em gráfico alguns dos
problemas enfrentados por motoristas de taxi.
• esses mesmo problemas os profissionais de escolta armada
enfrentam,
Fonte: Sintomas osteomusculares em taxistas de
Rio Branco, Acre: prevalência e fatores associados.
(LUNA e SOUZA, 2014, Rio de Janeiro).
DESENVOLVIMENTO

• 14,8% dos profissionais entrevistados já tiveram problemas


psicológicos
• 48% conhecem alguém que já teve
• 1/3 dos profissionais tem seu período de sono insuficiente
e 48,3% razoável

• Segundo Vieira, Francisco Lima e Maria Lima (2010):

“o sono é um bom indicador de distúrbios


psicológicos, como ansiedade, depressão, fadiga,
dentre outros.”

• a relação do gráfico 18 com o 19 deixa explicito como são


acarretados os problemas
CONCLUSÃO
• A partir da análise dos gráficos é possível concluir que os profissionais vigilantes em escolta armada
• Esses problemas estão em um âmbito de idade, gênero, escolaridade dentre muitos outros fatores
• A maioria dos vigilantes responderam que não tem uma escala de trabalho definida
• o que pode levar ao estresse do indivíduo e consequentemente tensões no corpo e músculos
• empresa em que prestam serviço não fiscalizam suas empresas prestadoras
• profissional que sofre assalto e a empresa não presta o suporte através de um psicólogo
• Os profissionais relataram ainda que
• a falta de sono pode acarretar em uma dieta ruim, saúde mental afetada etc
• falta de manutenção no veículo e dirigirem por horas além do limite

Portanto os profissionais vigilantes em escolta armada sofrem por fatores que estão
solucionados em Decretos, Leis, Convenções Coletivas e as empresas parecem fazer
vista grossa quando a questão é conforto, saúde e segurança do trabalhador.