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PROJETO E

CONSTRUÇÃO DE
FOGUETES

ESTUDO BÁSICO
INTRODUÇÃO
• O desenvolvimento de foguetes envolve o estudo
da Física, da Mecânica dos Fluidos, Transmissão
de Calor e Massa, Termodinâmica e Princípios de
Resistência dos Materiais, Química entre outras.
• O desenvolvimento envolve quatro etapas, que
são: projeto, construção, lançamento e a
recuperação do foguete. Esta recuperação visa a
análise de integridade, da queima do propelente
e do funcionamento do paraquedas.
INTRODUÇÃO
• É um trabalho que visa mostrar aos alunos do
Curso de Engenharia Mecânica da UFJF o
emprego de disciplinas do curso e sua integração
com a de outros cursos ministrados;
• Requer o estudo que o conjunto das atividades,
tanto de sala, como de laboratório e de campo,
sejam estruturados e sistemáticos. A exploração,
investigação, verificação, devem ser coroadas de
bom senso e paciência.
INTRODUÇÃO
• É fundamental que a interação entre os alunos
possibilite a geração de novas experiências e
conhecimento, com objetivo do bem comum.
• Levar em conta, sempre, a SEGURANÇA,
individual e coletiva.
• Cooperação e estudo coletivo serão
necessários em várias oportunidades.
INTRODUÇÃO
• SOBRE SEGURANÇA NO MANUSEIO COM
EXPLOSIVO:
1) NO PRIMEIRO MOMENTO -> MEDO/RECEIO
2) CONHECIMENTO E ADAPTAÇÃO
3) DISPLICÊNCIA/NEGLIGÊNCIA
4) ACIDENTE
5) RESPEITTO E CUIDADO
GRÁFICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO
COM EXPLOSIVO
• TRABALHO COM EXPLOSIVO
REAÇÃO
Acidente
Ou

tempo
INTRODUÇÃO
• SEGURANÇA: NÃO BRINQUE OU NEGLIGENCIE
COM EXPLOSIVOS!
DESENVOLVIMENTO
Conceitos Básicos Importantes
• Centro de gravidade (CG): ponto de aplicação
da resultante das forças de gravidade que
atuam em cada partícula de um sistema.
Ponto de aplicação da força peso de um corpo.
• Centro de massa (CM): ponto em que se pode
admitir que a massa esteja concentrada.
• Nos campos gravitacionais uniformes o centro
de gravidade coincide com o centro de massa.
CARGA PONTUAL
• Cargas pontuais são abstrações de cargas
distribuídas em domínios com dimensões
características pequenas comparadas com as
do elemento estrutural ao qual estão
aplicadas ou de representação de um sistema
resultante equivalente de forças distribuídas.
F
A Carga Resultante F tem o seu ponto
de aplicação no CG do bloco
CARGA RESULTANTE DE UMA CARGA
LINEARMENTE DISTRIBUÍDA

FORÇAS

Ponto de Aplicação da Resultante

PESO
CENTRO DE GRAVIDADE
O Centro de Gravidade (CG) da placa triangular é o
ponto de aplicação do seu peso p e que o peso é a
resultante das forças atrativas que a terra exerce sobre
todas as partículas do corpo. X
X

x
x CG

CG
p
y y

y y
CENTRO DE MASSA

• LOCALIZAÇÃO DO CENTRO DE MASSA


POSIÇÃO DO CENTRO DE MASSA
• Dessa forma, podemos determinar o centro
de massa CM no plano x e no plano y, da
seguinte forma:
O ponto C de coordenadas (xCM, yCM) obtidas através das médias
ponderadas:
CENTRÓIDE, CM E CG
• Na mecânica, o centróide, o centro de gravidade
e o centro de massas podem, sob certas
circunstâncias, coincidir entre si. Nesses casos,
pode-se utilizar os termos de maneira
intercambiável, mesmo que designem conceitos
diferentes.
• O centroide é um conceito puramente
geométrico enquanto centro de gravidade e
centro de massas se relacionam com as
propriedades físicas de um corpo.
CÁLCULO DO CENTRO DE GRAVIDADE
• Para pequenas dimensões do corpo e em virtude de
sua grande distância ao centro da Terra, supor o corpo
submetido a um sistema de forças paralelas (𝑝𝑖 ), cuja
resultante é o peso P do corpo
• Logo P . x = ∑ 𝑝𝑖 . 𝑥𝑖 ou x = ∑𝑝𝑖 . 𝑥𝑖
P

• Da mesma forma y = ∑𝑝𝑖 . 𝑦𝑖 (ou integrando)


P
x = න 𝑥𝑖 𝑑𝑝𝑖 e para y basta trocar 𝑥𝑖 por 𝑦𝑖 .
P
CENTRO DE MASSA
• Já vimos que na mecânica clássica, centro de
massa de um corpo é o ponto onde toda a
massa do corpo está concentrada.
• O centro de massa não precisa coincidir com o
centro geométrico. O centro de massa nem ao
menos precisa estar dentro do corpo.
Linha de
simetria
Não há massa, mas reside ai o centro
de massa
• Importante destacar que o centro de massa (CM)
de um corpo extenso pode estar em um ponto
onde NÃO existe qualquer massa; idem para o
centro de gravidade (CG).
• Este é o caso, por exemplo, para um anel ou uma
coroa cilíndrica ou em L entre tantos outros
corpos. No caso de uma mesa ”pesada” de
mármore, O CM e o CG da mesa, dependendo da
distribuição da massa no tampo da mesma e nos
seus pés, pode estar em um local onde nada de
material da mesa exista.

cg
Comparação Centróide, CG E CM
• Para que o centroide coincida com o centro de
massa, o objeto deve ter densidade uniforme, ou
a distribuição de matéria através do objeto deve
ter certas propriedades, tais como simetria.
• Para que um centroide coincida com o centro de
gravidade, o centroide deve coincidir com o
centro de massa e o objeto deve estar sob a
influência de um campo gravitacional uniforme
Movimento de uma barra tubular
• Seja a barra tubular lançada no espaço e se
observando cuidadosamente, é como se toda
a massa da barra tubular estivesse
concentrada em único ponto e todas as forças
que atuam em cada partícula da barra
também estivessem aplicadas nesse ponto.
POSIÇÃO DO CG OU CM
• Quando uma pessoa está com seu corpo
esticado, seu centro de massa (CM) está um
pouco abaixo do umbigo. Porém se ela
levantar os braços ou as pernas, ou ainda
dobrar o corpo, ou os braços ou as pernas, o
centro de massa irá para outra posição.
MODELO – DISCÓBULO E O SEU CG

CG
CENTRO DE PRESSÃO CP
• Centro de pressão é o ponto de aplicação da
Força Aerodinâmica sobre o foguete;
Fa

cg

No ar, forças aerodinâmicas agem sobre a superfície do foguete, na figura Fa,


que age no centro de pressão Cp. O peso de todos os componentes existentes
atuam no CG FOGUETE
CENTRO DE PRESSÃO CP
• O CP é similar ao de gravidade CG, a única
diferença é que as forças envolvidas são as
forças de pressão do ar agindo sobre o
foguete durante o seu voo. O CP pode ser
determinado da mesma maneira que o CG.
• Se o CG depende da distribuição de peso no
foguete, a localização do CP depende da
distribuição das forças aerodinâmicas sobre o
engenho.
FORÇA AERODINÂMICA
Sustentação
• Distribuição
Empuxo

Arrasto

Peso

A força aerodinâmica é a força resultante exercida em um corpo pelo ar (ou outro


gás no qual o corpo esteja imerso) e é devida ao movimento relativo entre o corpo e
o fluido. A força aerodinâmica surge de duas causas:
da pressão que o ar exerce sobre a superfície do corpo (força normal);
da viscosidade que existe entre o fluido e o corpo (forças tangenciais).
FORÇAS AERODINÂMICAS
• As forças aerodinâmicas são resultados de variações de
pressão em torno da superfície do foguete.
Componentes:
• Arrasto é a componente paralela ao movimento e no
sentido contrário a ele.
• Sustentação é a componente perpendicular ao movimento.
Um exemplo de força aerodinâmica é a tração que
experimenta um corpo quando é exposto ao vento. Quando
um aerofólio, uma asa ou um planador se movem contra o ar,
a força produzida possui um componente paralela a direção
do movimento relativo e uma perpendicular
POSIÇÕES DO CG&CP
• Distribuição de Forças aerodinâmicas
Direção
do vento

CP
CG
Estudo do Foguete
• Os foguetes reais destinam-se ao transporte de
pessoas (ao espaço) ou de cargas (explosiva ou
não). Podem possuir inúmeros estágios. Esses
estágios contém carga propulsora para levar o
foguete ao seu destino. Essas cargas podem ser
sólida ou líquida ou mesmo hibrida;
• As pressões ocorrentes da queima da carga
propulsora implica em se calcular a espessura da
parede e até que ponto essa queima leva o
foguete (ALCANCE).
ESTÁGIOS DO FOGUETE E SEU APOGEU
EQUILÍBRIO
• Um corpo está em equilíbrio quando a
somatória de todas as forças que atuam sobre
ele for nula. De acordo com a Primeira Lei de
Newton, quando a resultante das forças que
atuam sobre um corpo é nula, o corpo
permanece em seu estado de repouso ou em
movimento retilíneo uniforme. Portanto, um
objeto em equilíbrio pode estar em repouso
ou em movimento retilíneo uniforme
EQUILÍBRIO
TIPOS DE EQUILIBRIO
EQUILÍBRIO
• TIPOS DE EQUILIBRIO
EQUILIBRIO DA PEDRA DE TANDIL
EQUILÍBRIO
• INDIFERENTE
A TORRE DE PISA
Sendo a Torre de Pisa um
prisma, sabe-se que, para
que um prisma permaneça
em equilíbrio é necessário
que a vertical que passa
pelo seu baricentro passe
também por um ponto
interno ao polígono da sua
base. Como isso ainda está
acontecendo com a Torre,
ela permanecerá em pé,
Se o ângulo ϴ crescer, sentido horário, a projeção do peso sem desmoronar.
(cor branca) estará fora da linha base do solo.
CIENTISTA ALEMÃO von BRAUN

Werner von Braun — rocket scientist


extraordinaire. -
A ESTABILIDADE E UM FOGUETE
• O CG é o ponto de aplicação do peso do
foguete, ou seja, existe tanto peso
distribuído à frente quanto atrás do CG do
foguete.
• Se experimentalmente, for amarrado um
fio resistente (de acordo com o peso do
foguete) sobre CG e segurá-lo, o foguete
ficará em equilíbrio
A ESTABILIDADE E UM FOGUETE

P
A ESTABILIDADE E UM FOGUETE
Se for adicionado mais material ao M
corpo do foguete, haverá uma Peso de
desestabilidade e assim procurar-se-á argila
uma nova posição de equilíbrio para o
engenho.
Se optarmos por carregar material na
parte frontal (direção da Ogiva), a
tendência é que haja inclinação para Braço de Alavanca
baixo e o experimentador terá que
procurar a nova posição de equilíbrio,
movendo o fio na direção da ogiva
até encontrar a nova posição de
equilíbrio.
Surge uma grandeza Momento M cuja
tendência é fazer o engenho girar,
sendo que o braço de alavanca é a
distância onde está fixado o fio e a
posição da carga suplementar.
A ESTABILIDADE E UM FOGUETE
• É óbvio que duas ações podem acontecer se
mudar a carga “extra” (argila) ou afastá-la da sua
posição inicial, em direção a ogiva: foguete irá
inclinar-se cada vez mais.
• É importante entender que a posição do centro
de gravidade em um foguete – ou em qualquer
corpo – está associada com a distribuição de
peso e não com o peso em si. Todavia, se
aumentarmos a carga num ponto, esta fará o
foguete inclinar conforme a resultante ocorrente.
A ESTABILIDADE E UM FOGUETE
• As figuras mostram o que acontece com a
mudança de posição da carga adicional

Carga extra à ré
Carga à frente

M=∑Fxd
A ESTABILIDADE E UM FOGUETE

O novo ponto de equilíbrio se dá onde os dois momentos são iguais em módulo, mas
tem direções opostas.

Peso do Foguete X Braço de Momento do foguete = Peso da carga X Braço de Momento da Carga Extra
A ESTABILIDADE E UM FOGUETE
Quando houver alteração
da posição da carga “extra”
e nova distância d, essa
posição faz mudar o
“braço” do momento, e
consequentemente, o
momento em si. Quando a
linha que está em volta do
foguete que o
experimentador segura é
alterada aproximando -a à
posição da carga “extra”, o
foguete retorna ao
equilíbrio. O momento
causado pelo peso da carga
suplementar é reduzido
pela redução do “braço”. Ao
mesmo tempo, um novo
momento foi introduzido no
lado oposto.
A ESTABILIDADE E UM FOGUETE
• O centro de
gravidade é
importante para a
estabilidade de um
foguete, não porque
seu ponto de
equilíbrio está lá,
mas porque quando
um foguete está em
vôo livre, ele irá girar
somente em torno
deste ponto
ESTABILIDADE DE UM FOGUETE
• Num escoamento externo, quando o corpo se
movimento através do fluido, se manifesta
uma interação fluido-corpo resultando em
forças que podem ser descritas em função da
tensão de cisalhamento na parede provocada
pelos efeitos viscosos e uma tensão normal
provocada pela distribuição de pressão.
REVISÃO: FORÇAS ATUANTES NO
CENTRO DE PRESSÃO CP
• CENTRO DE PRESSÃO (CP): O centro de pressão é
o ponto de aplicação da força aerodinâmica (FA)
sobre um ENGENHO.
• A força aerodinâmica (FA) é composta por duas
componentes ortogonais:
1) A força de arrasto (FD) na direção do eixo
longitudinal do ENGENHO;
2) A força normal (N) ou Sustentação FL na
direção perpendicular ao eixo longitudinal do
ENGENHO.
CONCEITOS IMPORTANTES NO VôO
• Durante um vôo de um engenho, o ar escoa com mais
velocidade no extradorso (acima) V3 da asa do que no
intradorso (abaixo) V2, devido a curvatura mais acentuada
que a asa possui.
• Com o aumento da velocidade ocorre a redução da pressão
de acordo com o Teorema de Bernoulli ( "Se a velocidade
de uma partícula de um fluido aumenta enquanto ela se
escoa ao longo de uma linha de corrente, a pressão do
fluido deve diminuir e vice-versa“).
• O Resultado é uma força que empurra a asa para cima e
para trás.
• Essa força é a Resultante Aerodinâmica, que está aplicada
num ponto do aerofólio denominado Centro de Pressão.
FORÇAS ATUANTES NO VÔO

SUSTENTAÇÃO
FORÇA AERODINAMICA FA
ARRASTO

A componente da força resultante FA que atua


na direção normal ao escoamento é
denominada força de sustentação (Lift, L ou FL).
A componente da força resultante FA que atua
na direção do escoamento é denominada força
de arrasto (Drag, D ou FD) .
Consequência do teorema de
BERNOULLI
• Ele nos permite entender por que os aviões
conseguem voar.
Na parte superior da asa a velocidade do ar
é maior (as partículas percorrem uma distância
maior no mesmo tempo), logo, a pressão na
superfície superior é menor do que na superfície
inferior, o que acaba por criar uma força de
sustentação de baixo para cima.
• O BALANÇO DE FORÇAS APONTA RESULTANTE
PARA CIMA,
FORMATO DA ASA DE UM F1

• O formato da asa de um F1 faz com que o ar que passe por baixo


dela tenha uma velocidade maior que o ar que passa por cima dela.
Isso acontece porque a parte de baixo é curva, aumentando a
distância percorrida pelo ar e conseqüentemente sua velocidade.
Utilizando o princípio de Bernoulli temos que, sendo a velocidade
do ar (fluido) maior na parte de baixo da asa a pressão é menor, e
na parte de cima, como a velocidade do ar é menor a pressão é
maior. Desta diferença de pressão surge a força de aderência do
carro. Quando a força de aderência do carro atinge valor maior que
o da força peso ele gruda na pista e consegue fazer curvas até com
forças laterais 3,5 vezes o seu próprio peso.
AEROFÓLIO FRONTAL USANDO BERNOULLI

Seu ângulo de inclinação faz o ar que passa por cima


da asa ser refletido para o alto. Esse deslocamento
do ar provoca uma reação contrária (SETA
AMARELA), que empurra o carro para baixo, contra
o asfalto.
O AUMENTO DA VELOCIDADE OCORRE
A REDUÇÃO DA PRESSÃO DE ACORDO
COM O TEOREMA DE BERNOULLI

extradorso

intradorso
• SUSTENTAÇÃO: A componente da força aerodinâmica
perpendicular ao movimento do fluido é a sustentação que é
a responsável pelo vôo dos aviões. A sustentação também é
denominada de Empuxo Aerodinâmico. Nos aviões as asas
apresentam um formato aerodinâmico cuja seção é
denominado aerofólio ou perfil aerodinâmico. Com uma certa
curvatura na parte superior e plana na inferior (a importância
será vista posteriormente). Corte A-B
B

SUSTENTAÇÃO

A B Perfil
aerodinâmico/
aproximação
CARACTERÍSTICA DA SUSTENTAÇÃO:
• O TEOREMA DE BERNOULLI BASE PARA SUSTENTAÇÃO:
• Sustentação é uma força aerodinâmica produzida pelo movimento de um aerofólio
(asa) através do ar.
• A sustentação dá a um aeroplano a capacidade de subir no ar e aí se manter
durante o vôo.
• IMPORTANTE: Um aerofólio que se move no ar produz a sustentação porque
exerce em sua superfície inferior uma pressão maior do que na superfície
superior.
• Um aerofólio cria essa diferença de pressão por causa de sua forma especial,
chamada curvatura, e da deflexão (desvio) do ar.
• A quantidade de sustentação produzida por uma asa depende em parte de seu
ângulo de ataque e de seus dispositivos de alta sustentação.
• A maioria dos aerofólios tem uma superfície superior curvada, e uma superfície
inferior plana ou menos curva.
• O ar que passa sobre a parte superior de uma asa arqueada tem de percorrer um
caminho maior que o ar que flui por baixo dela. Pelo fato de o ar que passa por
cima deslocar-se, no mesmo período de tempo, mais que o ar debaixo, o ar de
cima flui mais depressa.
CARACTERÍSTICA DA SUSTENTAÇÃO
• Linhas Aerodinâmicas: Dá-se o nome às linhas com
que se desenha um corpo ou à sua conformação, para
que encontre um mínimo de resistência ao se deslocar
através de um fluido. A melhor forma aerodinâmica
para um corpo depende de sua velocidade através do
fluido. Se for menor que a do som, convém que seja
mais arredondado na frente e que se vá afilando para
trás.
• É a forma que observamos nos submarinos e nos
aviões subsônicos. Na natureza, os peixes em geral têm
esse tipo de conformação. Para a velocidade superior à
do som, o corpo deve ter a parte dianteira pontuda. É o
caso dos aviões supersônicos e dos foguetes.
OUTROS TIPOS DE SEÇÃO RETAS
• os vórtices:sua geração aumenta o arrasto
da aeronave.

Observe o
que
acontece na
parte
traseira do
perfil. Há
mais ou
menos
formação de
vórtices
CARROS DE FÓRMULA 1
• Qualquer veículo que se mova em alta
velocidade deve ser capaz de fazer duas
coisas: reduzir a resistência do ar e aumentar
a força vertical descendente gerada pela
carroceria e seus anexos aerodinâmicos.
CARROS DE FÓRMULA 1
• Os carros de Fórmula 1 são baixos e largos para reduzir a
resistência do ar. Aerofólios, difusor, placas externas e
defletores laterais aumentam a estabilidade.
• Aerofólios, que surgiram pela primeira vez na década de 60,
agem com o mesmo princípio das asas de um avião, só
que ao contrário. As asas do avião criam sustentação,
enquanto os aerofólios de carros de Fórmula 1
proporcionam força vertical descendente (downforce), que
seguram o carro na pista, especialmente nas curvas.
• O ângulo dos aerofólios dianteiros e traseiros pode ser
ajustado para que se obtenha o equilíbrio ideal entre
resistência do ar e força descendente.
CASO DO ARRASTO
• Arrasto
• É uma força aerodinâmica que apõe
resistência ao movimento de um objeto para
diante. A forma do objeto aumenta a força de
arrasto. Aos objetos fabricados com formas
destinadas a produzir o mínimo possível de
arrasto damos o nome de aerodinâmicos.
DOIS TIPOS DE ARRASTO
• Dois tipos de arrasto – arrasto de atrito e
arrasto de forma agem sobre todos os objetos
em movimento. Um terceiro tipo, arrasto
induzido, só afeta os engenhos em vôo.
• Arrasto de Atrito é o que ocorre junto à
superfície de um objeto. É produzido numa
fina camada de ar, chamada camada limite. O
atrito resulta do deslizamento de uma camada
de fluido sobre outra camada.
ARRASTO DE FORMA
• Arrasto de Forma é o que se observa quando o
ar passa ao longo do objeto e em certo ponto,
se afasta dele. Este tipo de arrasto produz
turbilhões de ar que subtraem energia ao
objeto e retardam seu movimento. O arrasto
de forma pode ocorrer com objetos que não
sejam aerodinâmicos
• Nas munições dá-se o nome de Drag de Base
EFEITO CORIOLIS/FORÇA DE CORIOLIS
• FORÇA DE CORIOLIS É UMA FORÇA RESULTANTE DA
ROTAÇÃO TERRESTRE.
•São as diferenças de pressão à superfície que causam o
movimento do ar (vento) das altas para as baixas pressões,
num esforço para conseguir um equilíbrio;
•O desvio aumenta com a velocidade do vento e com a
latitude (a força de Coriolis é nula no equador e vai ficando
mais forte à medida que a latitude aumenta).
Centro de alta pressão: é aquela no qual a pressão aumenta
para dentro do sistema ou diminui para a periferia. Sistema
fechado.
Centro de baixa pressão: sistema fechado. A pressão diminui
para dentro do sistema ou aumenta para a periferia.
PARA LEMBRAR
PARA LEMBRAR!
• Longitude é medida em graus, de zero a 180◦
para leste ou para oeste, a partir do Meridiano
de Greenwich, e não há uma posição inicial
natural para marcar a longitude.
• OESTE LESTE
• Latitude é o ângulo entre o plano do equador
à superfície de referência. A latitude mede-se
para norte e para sul do equador, entre 90º
sul, no Pólo Sul e 90º norte, no Pólo Norte.
NORTE

SUL
EFEITO CORIOLIS/FORÇA DE CORIOLIS
• A força de Coriolis só atua sobre corpos (no
nosso caso, parcelas de ar) em movimento em
relação ao sistema fixo à Terra e sempre em
direção perpendicular ao movimento, de
modo a alterar apenas a direção do
movimento.
A rotação do nosso sistema de referência
é máxima nos pólos e diminui com a
latitude, até anular-se no equador.
Nos pólos, onde a superfície é
perpendicular ao eixo da Terra, a rotação
diária faz com que o plano horizontal do
nosso sistema de coordenadas faça uma
EXEMPLO:
A diferença pode ser facilmente visualizada se
imaginarmos um poste vertical situado no Polo
Norte e um situado no equador. Durante o
curso de um dia o poste sobre o Polo faz uma
rotação completa sobre seu eixo vertical, mas
o poste situado no equador não gira sobre si, e
apenas coincidirá com sua posição inicial.

Os postes situados entre estes extremos


experimentam taxas intermediárias de rotação
em torno de seus eixos verticais.
Consequentemente, como a orientação
horizontal (rotação em torno de um eixo
vertical) da superfície da Terra muda mais
rapidamente em altas latitudes que em baixas
latitudes, a força de Coriolis será maior em
altas latitudes.

Ilustração da quantidade de rotação de uma superfície horizontal em torno de


um eixo vertical em várias latitudes, num período de 24 horas.
EFEITO CORIOLIS/FORÇA DE CORIOLIS
• Imaginemos um foguete lançado do Polo
Norte para um alvo no equador.
• Se o foguete leva 1 hora para atingir o alvo, a
Terra terá girado 15° para leste durante o vôo.
Para alguém fixo sobre a Terra pareceria que o
foguete desviou sua rota e atingiu a Terra 15°
a oeste de seu alvo
FORÇA DE CORIOLIS
Complementando, imagine que um satélite artificial é lançado do
pólo norte na direção do pólo sul. Se a Terra não girasse, esse
satélite seguiria uma órbita sempre acima do mesmo meridiano
terrestre. No entanto, a Terra gira de oeste para leste, dando uma
volta em torno de si mesma em um dia. A figura mostra um satélite
indo do pólo norte ao equador em 3 horas. Durante esse tempo, a
Terra gira de 45 graus (um oitavo de volta)

Durante esse tempo, a Terra gira de 45 graus


(um oitavo de volta). A interpretação desse
fato, para alguém que vê tudo de fora da
Terra, é que a órbita do satélite é uma
circunferência em um plano fixo porque a
única força sobre ele é a gravidade. E, como a
força da gravidade sempre aponta para o
centro da Terra, não poderia desviar a
trajetória do satélite para fora desse plano fixo.
FORÇA DE CORIOLIS
De outrq forma, a figura mostra a
mesma trajetória vista por alguém
que está parado sobre a Terra.
Esse outro observador vê o satélite
se desviando para o oeste, como se
alguma força o empurrasse para o
lado. “PENSANDO” que a Terra está
fixa, afirma que alguma força
misteriosa desvia o satélite, que é
chamada de "força de Coriolis".
O que acontece
• Na realidade, a trajetória do foguete foi reta e assim seria
vista por um observador fixo no espaço. Foi a rotação da Terra
que produziu, para um observador na Terra, a aparente
deflexão. Note que o foguete foi desviado para a direita de
seu percurso devido à rotação anti-horária do HN-hemisfério
Norte (visto do espaço). Rotação horária do HS-hemisfério Sul
(visto do espaço) produz desvio para a esquerda.
Nos pólos, onde a superfície é perpendicular
ao eixo da Terra, a rotação diária faz com que
o plano horizontal do nosso sistema de
coordenadas faça uma volta completa em
torno do eixo vertical cada 24 horas. Em
outras palavras, a superfície sobre a qual o
vento sopra faz uma rotação completa cada
dia.

No equador a superfície da Terra é paralela ao


eixo de rotação da Terra; consequentemente,
ela não sofre rotação em torno de um eixo
vertical à superfície. Portanto, no equador a
superfície sobre a qual o vento sopra não
sofre rotação num sentido horizontal.
O efeito de
Coriolis.
Durante o
vôo do
foguete do
Polo Norte
ao ponto x, a
rotação da
Terra levou o
ponto x à
posição x1. A
rotação da
Terra faz com
que a
trajetória do
foguete
assinalada
sobre a
superfície da
Terra seja
curva.
EFEITO CORIOLIS/FORÇA DE CORIOLIS


A componente vertical é muito
menor que a força gravitacional,
de modo que ele afeta muito
pouco os movimentos verticais.
A componente horizontal é Direção vertical
sempre perpendicular à direção
do movimento, induzindo desvio
para a direita no Hemisfério
Norte e para a esquerda no
Hemisfério Sul. Estes desvios em Força de Coriolis
relação a um sistema fixo à Terra
Direção N-S
podem ser exemplificados de
maneira simples
RELAÇÃO ENTRE OS EFEITOS

EFEITO MAGNUS
X
CORIOLIS
ESCOAMENTO DO AR, AO REDOR DE UMA
ESFERA, EM FUNÇÃO DA VELOCIDADE DE VOO
• A existência do movimento, de um corpo sólido,
relativamente a um fluido onde se encontra imerso, dá
lugar a uma força de resistência, agindo sobre esse
corpo, que se opõe ao movimento. Como essa força tem
origem no movimento relativo do corpo, é
perfeitamente equivalente estudar-se
(i) o escoamento do fluido ao redor do corpo em
repouso,
ou (i i) o movimento do sólido no fluido em repouso.
• Trata- se de estudar o escoamento estacionário do ar ao
redor da bola, o que equivale ao estudo do movimento
uniforme da bola no ar.
EFEITO MAGNUS
• Como estamos trabalhando com o teorema de
BERNOULLI é importante conhecer mais um
efeito que ocorre quando um cilindro está em
movimento em um fluído: O EFEITO MAGNUS
>É o fenômeno pelo qual a rotação de um
objeto altera sua trajetória em um fluido
(líquido ou gás). Esse efeito pode ser
observado quando um jogador de futebol
chuta uma bola com efeito em direção ao gol
e esta faz uma curva no ar.
BOLA DE “EFEITO”
• Como já mencionamos mais atrás, quando a bola
gira sobre si mesma (i.é, a bola está com "efeito")
ela é submetida, além da força de arrasto, a uma
força suplementar que é o empuxo.
Enquanto o arrasto é longitudinal e, assim,
restringe- se a frear a bola, e portanto a reduzir o
seu alcance, o empuxo é transversal à direção de
movimento, encurvando a cada instante a trajetória
da bola.
Lembrando: Esquema das quatro forças da
aerodinâmica, atuando na asa de um avião.

Asa em corte
Imagine se essa bola de futebol é chutada em
direção ao gol. O ar passa pela bola. Enquanto
esta se move ela arrasta consigo um pouco de
ar durante os giros. Onde a bola e o ar se
movimentam na mesma direção a velocidade é
maior, portanto a pressão é menor. Agora no
outro extremo, aonde o ar se move contrário à
bola a velocidade é menor, portanto a pressão
é maior. Isso faz com que a bola desvie seu
caminho normal, produzindo então o Efeito
Magnus.
SPIN
CALIBRES
MUNIÇÃO DE ARMAMENTO PESADO EM VÔO

CULOTE

ESPOLETA

CINTAS DE FORÇAMENTO
FINALIDADE DO RAIAMENTO
MOVIMENTO DO PROJETIL DENTRO DO CANO
ALVO

ESTOJO
PERCUSSOR

RAIS E FUNDO DE RAIS

CARGA DE
PROJEÇÃO
CÁPSULA
PROJETIL
EFEITO MAGNUS E DE CORIOLIS
Posição relativa do alvo

Posição inicial da
Momento do tiro t1 mira em t0
SPIN DO PROJETIL

BAIXA PRESSÃO WT

ALTA PRESS]AO
ÂNGULO DE ATAQUE

α
ÂNGULO DE ATAQUE

• FORÇAS AERODINÂMICAS
Esquema das quatro forças da aerodinâmica,
atuando na asa de um avião.
ÂNGULO DE ATAQUE
• Ângulo de ataque, em aeronáutica, é um
ângulo aerodinâmico e pode ser definido
como o ângulo formado pela corda do
aerofólio e a direção do seu movimento
relativo ao ar, ou melhor, em relação ao vento
aparente (ou vento relativo). Esquema das
quatro forças da aerodinâmica, atuando na
asa de um avião.
ÂNGULO DE ATAQUE
• FORÇAS AERODINÂMICAS E ÂNGULO DE ATAQUE
ÂNGULO DE INCIDÊNCIA
• O angulo de ataque não deve ser confundido com o de
incidência, que é um angulo de passo. O angulo de
incidência é o angulo entre a linha de corda e o plano
de rotação do sistema rotor. O angulo de incidência é
um angulo mecânico enquanto o angulo de ataque é
um angulo aerodinâmico.
• Na ausência de ar induzido, e/ou velocidade horizontal,
o angulo de ataque e o angulo de incidência são o
mesmo. Sempre que o vento aparente é modificado,
pelo fluxo de ar induzido ou pelo deslocamento do
helicóptero o angulo de ataque é diferente do angulo
de incidência.
ÂNGULO DE INCIDÊNCIA E ATAQUE
FORÇAS AERODINÂMICAS
• A Força Normal é denominada de SUSTENTAÇÃO
é a componente perpendicular ao movimento.
• A força criada pela hélice ou pela turbina é
chamada de EMPUXO é também uma força
aerodinâmica. As forças aerodinâmicas que
atuam em uma aeronave são normalmente
divididas em três componentes
A FUNÇÃO DO ÂNGULO DE ATAQUE α
• A literatura aponta uma das razões que o
engenho incline na direção do vento, ou
descreva, constantemente, arcos durante o
vôo em um dia com ventos fortes, é a
presença de um ângulo de ataque α. O vento
o atinge logo na saída da base de lançamento.

α
Centro de pressão CP
• O centro de pressão CP se move ao longo da
corda do aerofólio com a mudança no ângulo
de ataque. Durante praticamente todo o vôo,
o centro de pressão se move para frente com
o aumento do ângulo de ataque, e para trás
quando esse ângulo diminui.
Ângulo de ataque
• Quando um ângulo de ataque é aumentado
gradativamente para um ângulo positivo, o
componente da sustentação aumenta
rapidamente até um certo ponto, e, então,
repentinamente começa a diminuir.
• Durante essa ação, o componente de arrasto
aumenta primeiro vagarosamente, e depois
rapidamente, conforme a sustentação começa
a diminuir.
ÂNGULO DE ATAQUE
• Quando o ângulo de ataque aumenta para o
ângulo de máxima sustentação, o ponto crítico
é atingido. Isso é conhecido como ângulo
crítico. Quando o ângulo crítico é atingido, o
ar cessa de fluir suavemente na superfície
superior do aerofólio, começando a
turbulência ou o turbilhonamento. Isso
significa que o ar se desprende da cambra
superior da asa.
ÂNGULO DE ESTOLAGEM
• O que antes era uma área de baixa pressão,
está agora cheia de ar turbulento. Quando
isso ocorre, a sustentação diminui e o arrasto
torna-se excessivo. A força de gravidade
empenha-se em jogar o nariz da aeronave
para baixo. Assim vemos que o ponto de
turbulência é o ângulo de estolagem.
A distribuição das forças sobre o aerofólio
varia com o ângulo de ataque
• Como temos visto, a distribuição das forças
sobre o aerofólio varia com o ângulo de
ataque. A aplicação da força resultante, ou
seja, o centro de pressão, varia
correspondentemente. Na medida em que o
ângulo aumenta, o centro de pressão se move
para frente e, conforme o ângulo diminui, o
centro de pressão se move para trás. O
passeio instável do centro de pressão é
característico de praticamente todo aerofólio.
DECOMPOSIÇÃO DA FORÇA
AERODINÂMICA
• A força aerodinâmica compõe-se de
ângulo de ataque
Força Normal N
Aerodinâmica FA Sustentação FL

Arrasto FD
CP

vento
FUNCIONAMENTO DO FOGUETE
Funcionamento do foguete

• A força de ação que impulsiona o foguete é o


Empuxo. A sua intensidade depende da
quantidade e da velocidade de escape dos
gases pela retaguarda, por meio da tubeira
• A massa do foguete é continuamente variável,
devido a queima
COMBUSTÍVEIS &COMBURENTE
+CALOR
• A RAZÃODO FOGO
COMBUSTÍVEL E COMBURENTE
• COMBUSTÍVEL: É O QUE QUEIMA
• COMBURENTE: AQUELE QUE FAZ QUEIMAR.
• EXEMPLO:
• o hidrogênio + oxigênio: Os dois em contato se
inflamam, o HIDROGÊNIO é o combustível, e o
OXIGÊNIO, aquele que faz queimar é o comburente,
COMBUSTÍVEIS &COMBURENTE
+CALOR
• A palavra propelente significa combustível e
oxidante. O combustível é o composto químico
que o foguete queima. No entanto, para que a
queima ocorra é necessária a presença de um
oxidante (oxigênio).
• Os foguetes, como viajam no espaço, devem
levar oxigênio para possibilitar a queima de
combustível.
AS LEIS DE NEWTON&FOGUETES
• Primeira Lei
• Deve haver um desequilíbrio de forças para que o
foguete saia da plataforma de lançamento ou para que
uma nave, no espaço, altere sua velocidade ou direção.
• Segunda Lei
• A quantidade de empuxo (força) produzida pelo motor
do foguete será determinada pela massa de gás que
está sendo queimado e a velocidade com que este gás
escapa.
• Terceira Lei
• O movimento do foguete, reação, será no sentido
oposto à do empuxo, ação, realizado pelo motor.
EQUAÇÃO DE MOVIMENTO PARA UM FOGUETE

• A força de ação que impulsiona o foguete é o


Empuxo.

Quantidade de movimento
empuxo
Q=m X v
Impulsão p = F X t

p=Q
Produto de
derivadas
FORÇAS INTERNAS
• Observe que a massa total do foguete varia,
assim ele é impulsionado sob a ação
puramente das forças internas proveniente da
queima da carga propulsiva.

γ = - dm perda de massa
dt
Queima de gases
pressão

escape
TUBEIRA
Foguetes com propelente sólido
• Os foguetes movidos a propelentes sólidos
tem os motores mais simples. São compostos
de um envelope, um isolador, ignitor,
propelente e uma tubeira.
• O envelope é, usualmente, um cilindro de
metal ou material composto, revestido
internamente por um isolador que impede
que o propelente queime esse envelope.
Propelentes sólidos
• Propelentes sólidos contém combustível e
oxidante, ambos combinados na mistura
química. Geralmente, o combustível é uma
mistura de compostos de hidrogênio e
carbono e o oxidante é um composto de
oxigênio
A forma e velocidade de queima do grão são dos mais importantes fatores
da eficiência de um motor de foguete a combustível sólido. Exemplo
simplificados seguintes:

VELOCIDADE DE QUEIMA E ÁREA DE QUEIMA

A - Um motor de foguete de grão simples, o mais simples concebível.


B- Grão de combustível com furo central e superfície exterior inibida, ou seja, só a
parede do furo central e as faces dos extremos entram em combustão.
C- Foguete em combustão, no instante T1 após ignição.
D - Dimensões do grão, já parcialmente consumido, no instanteT1
SEQUÊNCIA DE QUEIMA

Um parâmetro muito importante é a área do grão que está em combustão -


Este grão de Bates está representado com a superfície exterior inibida, isto é,
impedida de queimar. Admitimos, por outro lado, que a queima do grão, o
seu consumo, se processa perpendicularmente ás superfícies expostas á
queima
PROCESSOS DE QUEIMA DE UM FOGUETE

• TIPO 1
• Os foguetes que usam propelentes sólidos
tem um centro perfurado ( ao longo de toda a
extensão do propelente. Nestes casos, a
ignição é iniciada por um dispositivo, o
ignitor, localizado na parte frontal do motor e
a queima ocorre uniformemente ao longo de
toda a superfície do centro oco.
Processos de queima de um foguete
• TIPO 2
• Foguetes que não tem esse centro perfurado
(oco) tem a ignição iniciada junto à tubeira e,
então, o processo de queima ocorre no
sentido da região da tubeira para a parte
frontal do foguete.
QUEIMA DE PROPELENTE
• Em quaisquer dos casos, somente a superfície do
propelente se queima. Sendo assim, para se conseguir
um maior empuxo, usar o centro oco do propelente é
muito mais eficiente, pois que se aumenta a área da
superfície de queima.
• Propelentes sólidos queimam de dentro para fora com
uma razão de queima e velocidade de queima muito
maiores, resultando em maiores forças de empuxo.
• Para aumentar ainda mais a superfície de queima dos
propelentes o centro oco pode ter a forma de estrela,
como mostra as figuras seguintes:
COMO SE DÁ A QUEIMA DO GRÃO DE
UM FOGUETE
Mono perfurado
• No lado esquerdo, vê-se o foguete antes da
ignição. O combustível sólido é mostrado em
verde. Ele é cilíndrico, com um tubo furado no
meio. Quando você acende o combustível, ele
queima ao longo da parede do tubo. Ao queimar,
começa pelo lado interno em direção à carcaça
até que todo o combustível tenha sido queimado.
• Perfis estrelados ou multi perfurados, a ideia é
aumentar a área da superfície do canal,
ampliando assim a área de combustão e,
consequentemente, o empuxo. À medida que o
combustível queima, o formato se iguala,
formando um círculo
ESQUEMA SIMPLIFICADAO DE UM
FOGUETE
• FOGUETE
PROPELENTE SÓLIDO - PERFIS
• TIPO ESTRELA
PROPELENTE SÓLIDO - PERFIS
• MONO PERFURADO
PROPELENTE SÓLIDO - PERFIS
• PERFIS

• MULTI PERFURADO CORDÃO - SÓLIDO

Há outros tipos de grãos, como o ROSETA e o perfil RETANGULAR (grão tipo Laminar)
Pólvora sem fumaça
• Pólvora sem fumaça (coloidal ou química), consiste de
nitrocelulose (pólvoras de base simples),
frequentemente combinada com a até 50 % de
nitroglicerina (pólvoras de base dupla), e algumas
vezes nitroglicerina e nitroguanidina (base tripla),
conformada em pequenas esferas ou extrudadas em
cilindros ou flocos usando-se solventes como éter.
• A razão para estas substâncias não fazerem fumaça é
que os produtos de combustão são principalmente
gasosos, comparados aos em torno de 55% de
produtos sólidos para a pólvora negra (carbonato de
potássio, sulfato de potássio e enxofre).
PÓLVORA NEGRA
• A pólvora negra é uma mistura de nitrato de
potássio (também conhecido como salitre),
carvão e enxofre em pó.
• A pólvora é feita de 75% de nitrato, 15% de
carbono e 10% de enxofre
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO
MOVIMENTO
• Se considerarmos um foguete de massa
instantânea m e velocidade v, num sistema
inercial (Referencial inercial é um referencial
para o qual se uma partícula não está sujeita
a forças, então está parada ou se
movimentando em linha reta e com velocidade
constante – 1ª Lei de Newton), tem-se que há
uma variação da massa ( massa do foguete +
combustível) que é expelida.
REFERENCIAIS NÃO INERCIAIS
• Corpos em referenciais não inerciais ficam
sujeitos às chamadas forças fictícias (pseudo-
forças); isto é, forças proveniente da
aceleração do próprio referencial e não de
forças físicas atuando no corpo. Exemplos de
forças fictícias são a força centrífuga e a força
de Coriolis em referenciais girantes.
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO
MOVIMENTO
• Perda de massa do sistema, pela ejeção do
combustível Perda de massa
y
Se a velocidade
v
de ejeção do γ = - dm
combustível,
com relação ao dt
foguete, é dada ve
por ve, então a
velocidade do
combustível,
com relação ao
observador
inercial é:
Vcomb = ve + v z x
EXEMPLO DE UM SISTEMA DE MASSA
VARIÁVEL
• Um foguete que se desloca com forças
externas desprezíveis.
Limite do Sistema
y

u
v
M F reação = vrel dM/dt
U
SS
A

γ = dM/dt x
EXEMPLO DE UM SISTEMA DE MASSA
VARIÁVEL
• Partículas de gás são expelidas na descarga,tendo
uma velocidade u – v em relação ao foguete.
• A taxa com que a massa é expelida na descarga é
– dM/dt. A força de reação F sobre o foguete é
dada por
Freação = (dM/dt) vrel
As velocidades indicadas para o foguete e para os
gases expelidos são relativas ao eixo x (chão)
EXEMPLO DE UM SISTEMA DE MASSA
VARIÁVEL
• É interessante analisar o problema do foguete sob a
ótica da 3ª Lei de Newton e do Princípio da
Conservação do Momento Linear, como será visto na
demonstração seguinte.
• Escolhe-se um sistema de massa constante, sendo a
Mfoguete + Mmassa dos gases , e o referencial x-y é relação ao
centro de massa.
• O foguete exerce força sobre os gases quentes,
expelindo um jato através da tubeira; que é a força de
ação.
• O jato de gases quentes exerce força sobre o foguete,
impelindo-o para frente; é a força de reação.
EXEMPLO DE UM SISTEMA DE MASSA VARIÁVEL

• As forças expostas são internas ao sistema foguete +


gases. Não havendo forças externas (ex. ação da gravidade
e resistência do ar), o momento total (quantidade de
movimento) do sistema não variará ( o Centro de Massa
permanecerá em repouso durante todo o processo de
queima).
• Cada parte do sistema foguete + gases, sofrerá variações
em suas quantidades de movimento, em relação ao
referencial x-y que passa pelo centro de massa (CM).
• Os gases quentes adquirirão um movimento para a
retaguarda e o foguete em sentido contrário (para frente)
APLICAÇÃO
Seja um foguete de massa igual a 15.000 kg na sua
Freação
partida, isto é, o reservatório de combustível está
(Empuxo)
completamente cheio, na plataforma de lançamento.
O foguete é lançado verticalmente e quando todo o
combustível for totalmente queimado, sua massa
passa a ser de 5.000 kg. Os gases ejetados à taxa de
150 kg/s com uma velocidade de 2.000 m/s em
Ejeção relação ao foguete (velocidade de escape), valores
de gases estes, ambos, supostos constantes, enquanto o
combustível é queimado. Perguntas

a) Qual é o Empuxo?

b) Se não há nenhuma força externa agindo no


sistema, qual é a velocidade do foguete após todo o
combustível ter sido queimado?
SOLUÇÃO
• O Empuxo é dado por F reação = vrel dM/dt
• São dados a velocidade relativa vrel = 2.000 m/s
e a taxa dos gases ejetados γ = dM/dt
SOLUÇÃO
a) O Empuxo é dado por Freação = vrel dM/dt
São dados a velocidade relativa vrel = 2.000 m/s F = 2.000 m/s X 150 kg/s
e a taxa dos gases ejetados γ = dM/dt= 150 kg/s F = 300.000 N

Limite do Sistema
y

u
v
M F reação = vrel dM/dt
U
SS
A

γ = dM/dt x
Continuação da Solução
• b) Considerando, como dado, que Fext = 0 e
que a Impulsão = Quantidade de Movimento
vem: M dv = vrel dM ou dv = vrel dM
dt dt M
Integrando entre os instantes em que a
velocidade do foguete é v0 e a massa do
foguete M0 , até os instantes em que a
velocidade seja v e a massa M, teremos
Continuação da Solução
• = vrel , sendo v0, v, M0 e M os limites entre a partida

do foguete e o instante t, quando a massa é M.

• Admitindo como constante a velocidade de ejeção no intervalo considerado ->


• Veja que 1 + M0 – M =
• v - v0 = - vrel = - vrel ln 1 + M0 – M M
M = M + M0 – M , utilizou-se um
M
artifício para “melhorar” o Ln
Analisando: - a variação da velocidade v - v0 do foguete em um intervalo de tempo ∆t
qualquer depende, somente, da velocidade de ejeção (escape), em sentido
contrário a ela, e da fração da massa expelida γ naquele intervalo de tempo.
Como M0 > M o logaritmo neperiano é positivo, o que indica que a variação de
velocidade devido a ignição tem a direção e sentido vrel oposta a velocidade de
ejeção dos gases.
Continuação da Solução
• Como, no exercício, o foguete partiu de v0 =0, e M0 = 15.000 = 3,0
= γ (taxa de queima) M 5.000
• de modo que a
velocidade do foguete, depois de expirado totalmente o combustível
é
vrel = (2.000 m/s). Ln 3 = 7.920 km/h

sendo 1m/s = 3,6 km/h e ln 3 =1,1 vem


2.000 m/s = 3,6 x 2.000 = 7.200 -> 7.200x 1,1= 7.920 km/h
logo, a velocidade após a queima de todo combustível é

.
vrel = 7.920 km/h
OUTRA MANEIRA DE CALCULAR γ
• Supondo que o foguete parte do repouso,
v0 = 0, com massa inicial M0 e alcança a
velocidade final vf, após a queima total do
combustível, quando a sua massa passa a ser M,
pode-se escrever a equação
v - v0 = - vrel , como

v - v0 = ou e(v-vo)/ vrel = Mo *
v rel M

e = 2,71828 -> base neperiana


OBSERVAÇÕES
• A diferença M0- M representa a massa de combustível queimado, sendo M a massa útil após a
ignição e a fração M0 / M chama-se RELAÇÂO DE MASSA, que podemos inferir que ela cresce
exponencialmente à medida que se procura aumentar a velocidade final atingida,ou seja,
quanto maior a velocidade final v, menor a carga útil M que atinge esta velocidade final.
• Assim, para se obter um incremento de velocidade igual a velocidade de escape dos gases, a
diferença
∆v = v - vo = vrel , a equação (*), anterior, mostra que a relação de massa M0 / M é igual a
e = 2,72, ou seja, a carga útil é na verdade aproximadamente 1/3 do total.
Se quisermos aumentar para ∆v = 2 vrel -> e2 = 7,4, e assim e3 = 20, que nos induz a inferir que
apenas 1/20 da massa do foguete representa carga útil.
Com isso é muito difícil construir uma estrutura capaz de armazenar as imensas quantidades do
combustível necessário e de resistir aos impactos da aceleração de partida* para valores da
relação de massa superiores a 10, de modo que usualmente esta relação corresponda a
v ≈ 2 v escape
*(setback force
f= força de inércia para trás, que é criado pela aceleração para a frente de um projétil ou míssil
/foguete, durante sua fase de lançamento; as forças são diretamente proporcional ao produto
da aceleração pela massa das peças a serem aceleradas). O setback force é expresso por
quantidade de g que suporta a munição na saída. Realiza-se em Campo de provas um DROP
TEST, simulando as massas existentes e o engenho cai de uma altura H de ponta-cabeça sobre
uma base de aço ou cimento,verificando-se se a estrutura supor as ações decorrentes.Isto énão
há desintegração na saída do foguete.
Setback Force
• DROP TEST
α = Força = Pressão . A.g = PAg
Massa Peso W
g
Onde: P é a pressão máxima,
A a seção reta do cilindro-
”calibre” (do engenho), e W o
H peso total do engenho.

Muro
circular
de
proteção
Base de aço
ou
concreto
OBSERVAÇÕES
• Para eliminar esses empecilhos técnicos de
carregar grande volume de combustível (Líquido),
no caso de grandes percursos, como ir à Lua, e
ter massa suficiente para suportar as pressões
decorrentes da combustão do propelente, utiliza-
se a construção de foguetes de vários estágios, e
a cada estágio que funciona, descarta-se a
carcaça do estágio anterior (peso morto). Assim,
parte-se com uma velocidade inicial, e massa
bem menor, igual à velocidade final do estágio
anterior.
FOGUETE DE 2 ESTÁGIOS

SEPARAÇÃO DE UM DOS ESTÁGIOS DO FOGUETE

As principais razões para o uso de estágios em foguetes são:


A) Para melhorar a performance geral, eliminando o "peso
morto" durante o voo na fase de combustão.
B) Para manter a aceleração dentro dos limites necessários
mesmo com a redução do empuxo ao longo do voo.
DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DIFERENCIAL
DO MOVIMENTO DE UM FOGUETE
• Como o foguete só se movimenta por ação de
força interna, a quantidade de movimento pfog
que é dado por : pfog (t)= m . V, no instante t,
seguinte depois (t + dt), a quantidade de
movimento será:
pfog (t + dt) = ( m - │dm│) (v + dV)
Importante observar que que a quantidade
de massa ejetada de combustível é de módulo
│dm│.
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO

• O momentum total no instante seguinte (t +


dt), não é apenas a do foguete, mas há que se
considerar, também, a massa │dm│ de
combustível que adquire a velocidade vcomb ao
ser expelida. Logo teremos

ptot (t + dt) = pfog (t + dt) + │dm│ vcomb


EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO

• Como Fext= 0, a quantidade de movimento


total (momentum total) deve ser conservado
durante o intervalo de tempo dt e, assim,
mv= pfog (t + dt) + │dm│ vcomb e levando
em consideraçõ o valor de pfog teremos
mv = ( m - │dm│) (v + dv) + │dm│ vcomb
ou ainda
mv = mv - v │dm│+ mdv + │dm│ vcomb
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO

• Fatorando, vem : (vcomb – v) │dm│ + mdv = 0


e como Vcomb = ve + v ->
ve= Vcomb – v : . ve │dm│ + m dv = 0
dividindo por dt, vem
ve │dm│ + m dv = 0 (**)
dt dt
Como a massa do foguete decresce com o tempo,
vem
│dm│ = - dm ou ainda
dt dt
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO

• Desta forma m dv = ve dm (de **)


dt dt
m dv = - γ ve onde γ = - dm
dt dt
A taxa de variação da Quantidade de Movimento do
foguete é dada por
dpfog = d (mv) = m dv + v dm = - γ (ve + v)
dt dt dt dt
E de acordo com a 2ª Lei de Newton Lei da
derivação do
produto
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO

• A força total resultante sobre o foguete, é dada por


Ftot = - γ ( ve + v),
que é a força obtida pela expulsão de combustível
onde γ = - dm
dt
Se considerarmos a ação da gravidade, força
(externa) peso F, resultante, atuando sobre o foguete a
2ª Lei de Newton aponta que: dpfog = - γ (ve + v) + F
dt
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO

• Foi visto que dpfog = m dv + v dm


dt dt dt
daí
m dv + v dm = - γ (ve + v) + F
dt dt
m dv - γ v = - γ (ve + v) + F, que resolvendo
dt
Esta é a equação
m dv = - γ ve + F de movimento
- Ve = vrel, é a
velocidade relativa dt para o foguete sob
do jato de material ação de uma força
em relação ao externa
foguete.
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO

• Finalmente, a impulsão dp = dm vrel + Fext,


dt dt
A v representa a velocidade relativa
sendo dp = m dv rel
ao sistema de massa variável dos
elementos de massa dm dele
dt dt removidos ou a ele acrescentados,
caso haja crescimento da massa , em
teremos: um caso particular.

dp = dm ( v + vrel ) + Fext
dt dt
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO

• O termo vrel dm é a taxa (em relação ao


dt
tempo), segundo a qual o momento linear vai
sendo transferido para o ( ou do) sistema pela
massa que ele ejeta (ou recolhe). Pode ser
interpretado como a força exercida sobre o
sistema pela massa que abandona (ou que se
junta a ele). No caso do foguete em estudo, é o
Empuxo e o projetista procura torná-lo maior
possível,por questões óbvia. O exame da equação
m dv = - γ ve + F
dt
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
continuação

nos mostra que para isto ( Empuxo ) a massa


ejetada pelo foguete, na unidade de tempo, deve ser
a maior possível e que a velocidade desta massa em
relação ao foguete deve ser amais alta possível.
Representa-se melhor a equação acima por:
M dv = Fext + Freação onde Freação= vrel . dM
dt dt
Que é a força de reação exercida sobre o sistema
pela massa que é expelida.
COEFICIENTE DE RESISTÊNCIA
AERODINÂMICA

COEFICIENTE DE ARRASTO
OU RESISTÊNCIA DO AR
COEFICIENTE DE ARRASTO OU RESISTÊNCIA DO AR

• É um número adimensional, símbolo Cd, que


é usado para quantificar o arrasto ou
resistência de um objeto em um meio fluido
tal como o ar ou a água, ou, em outras
palavras permite quantificar a força de
resistência ao ar ou outro fluido por parte de
uma dada superfície.
COEFICIENTE DE ARRASTO
• Formulação
Cd = Fd
0,5 ρ v2 A
Onde Fd é a força de arrasto, a qual é por
definição a componente de força na direção da
velocidade de fluxo;
ρ é a densidade do fluído envolvente
v é a velocidade do objeto relativa ao fluído
A é a área de referência
ρ av2 ->
tem dimensão de força
FORÇA E COEFICIENTE DE ARRASTO
Fd = Cd . 0,5 ρ . V2 . A
• Nota-se pela fórmula o fator (v2) que mostra a
dependência do arrasto em relação ao
quadrado da velocidade, levando a que,
quando a velocidade duplica não só o impacto
do fluido se dá a uma velocidade dupla como
a inércia do impacto por unidade de tempo
também duplica, o que leva a que a mudança
do momento por segundo seja multiplicada
por quatro. Observe a importância da seção
reta A do perfil em relação à Força de Arrasto.
ALGUNS COEFICIENTES DE ARRASTO
• Carro esporte 0.3 – 0.4
• Homem ereto 1.0 – 1.3
• Carro de passeio 0.4 – 0.5
• Avião subsônico 0.12
• Paraquedista 1.0 - 1.4
• Cabos e fios 1.0 – 1.3
• Torre Eiffel 1.8 – 2.0
COMO SE DETERMINA O COEFICIENTE
DE ARRASTO
• Para efeito científico ou que exige apurado
técnico, usa-se o TÚNEL DE VENTO
• Pode-se, de forma expedita utilizar o seguinte
método com boa aproximação.
projétil
v0

x1

x2 cronógrafos
DESENVOLVENDO
• Como o trabalho da gravidade é nulo, o trabalho
da resistência FD será
𝑥2
-‫𝑥׬‬1 𝐹𝐷𝑑x. Também pelo teorema das forças
vivas ->τ = Ec, logo
𝑥2 𝑥2
-‫𝑥׬‬1 𝐹𝐷𝑑x =1( mΔv2) ou ‫𝑥׬‬1 𝐹𝐷𝑑x = - 1 m(v12-v22 )
2 2

FD = (1/2) m ΔV2
X2-X1
FORÇAS ATUANTES NO VÔO

SUSTENTAÇÃO
FORÇA AERODINAMICA FA
ARRASTO

Força de Arrasto (Drag)


A componente da força resultante FA que atua é a componente da
na direção normal ao escoamento é força aerodinâmica (A)
denominada força de sustentação (Lift, L ou FL). que atua no eixo
A componente da força resultante FA que atua longitudinal do
na direção do escoamento é denominada força foguete no sentido
de arrasto (Drag, D ou FD) . contrário ao seu
movimento
ESCOAMENTO E COEFICIENTE DE ARRASTO

O Cd é uma variável
importante para prever
adequadamente a trajetória
de um engenho no ar.
movimento

Fd
PRINCIPAIS FATORES QUE AFETAM O CD
• a) Tipo de escoamento: para escoamento
laminar o Cd é menor do que no turbulento;
mas geralmente o escoamento em pequenos
engenhos é turbulento;
• b) Ângulo de ataque (α): α menor -> Cd menor.
• c) Perfil das empenas: tipo de asa ou
arredondado->CD menor do que o reto.
PERFIS DE EMPENA
O coeficiente de arrasto é sempre associado com uma área de superfície particular.

Tem
menores
Cd
Cd x perfil
VARIAÇÃO DO Cd
Razões de dimensões no foguete e
seu Cd
• Razão entre o comprimento (L) total do
Foguete e o diâmetro (d) máximo do Foguete:
L

L menor -> Cd menor


d
DIMENSÕES E PROPORCIONALIDADE e Cd
A FORMA DE UM OBJETO E SEU Cd
DIMENSÕES DA
SAÍDA DOS GASES
PELA TUBEIRA,
DIÂMETRO DAS
SEÇÕES RETA DO
CORPO X Cd
TIPOS DE EMPENA

EVITA CONCENTRAÇÃO DE TENSOES


PERFIL DO NARIZ OU OGIVA
• PERFIL DO NARIZ OU OGIVA

A forma do nariz é muito importante


uma vez que "ataca" e divide o fluido
onde este se move. Na Fig.14 temos
uma ideia aproximada da influência da
forma do nariz na força de Drag que
lhe corresponde
PERFIL DO NARIZ OU OGIVA E A Fd
PRESSÃO ESTÁTICA E PRESSÃO DINÂMICA
A pressão de um gás imóvel, sobre as paredes
do recipiente que o contém, exercendo-se
perpendicularmente a essas paredes designa-
se por pressão estática - Pe. Aliás, a pressão Balão
estática de um fluido exerce-se em qualquer cheio
ponto e em todas as direções em que esse de ar
fluido se encontre presente.

A pressão dinâmica - Pd , só existe num fluido


em movimento. Para um fluido com densidade
ρ e velocidade V a pressão dinâmica é dada
por:

Pd = 1 .ρ . V2
2
Assim, por exemplo , se enchermos um balão
com ar e o fecharmos, o ar estará imóvel
dentro do invólucro e a pressão que se exerce
nas paredes do balão será apenas uma pressão
estática
ANÁLISE DAS PRESSÕES Pe E Pd
• Se considerarmos um ventilador em funcionamento,
descarregando ar para um condutor cilíndrico, sobre as
paredes internas do condutor, vai estabelecer-se um
excesso de pressão acima da pressão ambiente que é uma
pressão estática -> Pe. Todavia, como neste caso o ar está
em movimento, existirá também a pressão dinâmica -> Pd.
Neste caso a pressão total -> Pt - dentro do condutor será
Pt= Pe + Pd.
• No slide anterior, a imagem da direita representa um
foguete deslocando-se a uma velocidade Vf em ar parado.
O raciocínio pode ser feito como se o foguete estivesse
parado e o ar adjacente se deslocasse á sua volta com
velocidade Vf, uma questão de escolha de referencial.
As formas mais comuns do nariz são do tipo parábola e ogiva. Nas linhas
seguintes encontram-se pormenorizados alguns aspectos das formas mais
comuns de nariz
CARENAGEM
ESTUDO PARA O FOGUETE
CARENAGEM DRAGON 9

As dimensões estão em metros. Entre


colchete em polegadas.
ESTUDO DA CARENAGEM
• Desintegração". Esta foi a palavra usada pelo diretor técnico da Lotus, Nick
Chester, para descrever o problema da carenagem de Romain Grosjean durante o
segundo treino livre do GP da Espanha, nesta sexta-feira. Segundo Chester, uma
falha na fixação da carroceria provocou uma "explosão" repentina no carro do
francês, que cruzava a reta principal do Circuito da Catalunha, em Barcelona.

- O carro de Romain sofreu com uma falha na fixação da carroceria, o que resultou
na desintegração da carenagem em pedaços
ESTUDO DA CARENAGEM
• CONCEITUAÇÃO: O perfil da carenagem deve ser tal
que facilite o escoamento do ar sobre as paredes do
foguete,ou seja, sem a formação de turbilhões ou
vórtices e de modo a reduzir, tanto quanto possível, a
formação de “esteira” à sua retaguarda.
• A escolha criteriosa desse perfil, apóia-se no
conhecimento do efeito do turbilhonamento das
camadas (lâminas) de ar descoladas pela ogiva do
foguete, durante seu deslocamento,após o choque
com a superfície posterior do mesmo.
• Observar este fenômeno num foguete sem carenagem.
ESTUDO DA CARENAGEM

ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO


ESTUDO DA CARENAGEM
• FOGUETE SEM CARENAGEM
A
Aresta
viva
Filete de ar Zona
morta

Filete de ar

A’
A aresta viva A-A’, vai se comportar como aresta de descolamento;
em consequência, haverá uma zona morta junto à parede da tubeira, a qual, tenderá a
Aumentar a largura da “esteira” e prolongá-la até além da seção de saída. O ar arrastado pelo
Foguete,vindo a ocupar a zona morta, entrará em agitação turbulenta, criando uma região
perturbada, que provocará, sobre o jato, um efeito travador de proporções apreciáveis.
FOGUETE COM CARENAGEM CILÍNDRICA
• Para contornar o inconveniente resultante do
deslocamento na aresta A-A’, prolonga-se o perfil
cilíndrico do corpo do foguete até a superfície de
A
saída da tubeira, seção B-B’.
B

Filete de ar

Filete de ar
A’
A turbulência será deslocada para esta última seção, freiando o jato, na saída da tubeira. B’
Todavia, esta perturbação será de menores proporções que a anterior, uma vez que a
pressão dos gases, ao deixarem a tubeira, é superior, a pressão atmosférica. Entretanto, não é ainda
a carenagem cilíndrica a que mais convém ao foguete.
FOGUETE COM CARENAGEM CILÍNDRICA
• É importante observar que ao ultrapassar a ogiva, a
camada de ar não se conserva paralela à superfície
do corpo do foguete; ela segue uma trajetória
oblíqua, que poderá ficar bem caracterizada,
mediante um estudo mais pormenorizado do
fenômeno da distribuição das pressões.
O filete de ar ao deixar a
ogiva se descola da Ricochete
parede, descrevendo do filete
uma curva, cujo raio Filete C de ar
depende de outros de ar
fatores, como do ângulo
α
da ogiva, indo chocar-se
contra a parede em C,
na parte posterior do C
engenho.
FOGUETE COM CARENAGEM CILÍNDRICA
• Em consequência desse choque em C, o filete
ricocheteia, contribuindo para formar a “esteira”
mais espessa, a qual assume proporções
superiores à seção do engenho e atua, portanto,
como fator de retardação ao deslocamento.
• Assim, é fundamental e conveniente evitar esse
ricochete, de modo a reduzir a seção da esteira
de ar que acompanha o foguete em seu
deslocamento.
FOGUETE COM CARENAGEM CILÍNDRICA
• A solução para permitir o livre escoamento do
ar, a partir do ponto C, faz-se necessário afilar
o traçado posterior do foguete, dando-lhe
uma forma semelhante ao da ogiva.
Foguete com carenagem em forma de um
tronco de cone
Detalhes do escoamento na carenagem
Com esse perfil o foguete tangenciará a
superfície, determinando uma “esteira” C
De proporções mínimas, eliminando os
inconvenientes analisados nos traçados
anteriores.

O ponto C deve se
FILETE DE AR
M N C localizar na seção
terminal da parte
Corpo do foguete cilíndrica e nas
vizinhanças do
ponto de
Para permitir o livre escoamento do ar, a partir incidência do filete
do ponto C , tal como indicado no detalhe da do ar
figura, torna-se necessário afilar o traçado
posterior do foguete, dando-lhe uma forma
semelhante ao da ogiva
PERFIL MAIS CONVENIENTE À CARENAGEM DE UM FOGUETE

• A trajetória do filete de ar, no trecho


envolvente do foguete pode, com grande
aproximação, ser assimilada a um arco de
circunferência (escoamento livre). O perfil da
carenagem ficará determinado pelo
conhecimento de três pontos dessa trajetória,
pontos comuns entre o ar e o engenho. São os
pontos M, N e C. N C
M = vértice da ogiva
N = seção anterior da parte M
cilíndrica
C = seção posterior da parte
cilíndrica
TRAJETÓRIA DO FILETE DE AR
Os pontos de contatos C e D pertencente à
circunferência determinam o traçado ideal da
carenagem, um tronco de cone. Esse perfil permitirá
o livre escoamento do ar em torno do foguete.

C
D

Centro da
Circunferência
O nozzle e é um dispositivo projetado para controlar a direção de fluxo, expandir e
acelerar os gases gerados pela combustão de propelente dentro da câmara de
combustão, de modo que os gases de escape atinjam a saída do bocal com velocidades
hipersônicas (HILL e PETERSON, 1992) e (SUTTON e BIBLARZ, 2001). Geralmente seu
formato compreende uma região de convergência, estricção e divergência dos gases, este
tipo é conhecido como nozzle De Laval (SUTTON e BIBLARZ, 2001). A Figura abaixo
apresenta uma tubeira do tipo De Laval e a Figura no quadro azula presenta apresenta
um nozzle utilizado em satélite um nozzle utilizado em satélite.
CARENAGEM
Diagrama de um BOCAL/TUBEIRA De Laval, que mostra o
aumento da velocidade de escape dos gases na direção do fluxo,
com a diminuição da temperatura e da pressão . O número Mach
aumenta de subsônico para sônico na garganta e para
supersônico na região divergente
TIPOS DE BOCAL
• Como será visto no slide seguinte, a forma
mais simples de bocal é com um ângulo de 15°
(graus) na região divergente. Formas mais
complexas também são usadas, tais como
bicos de Bell ou formas parabólicas (SUTTON e
BIBLARZ, 2001). Estes formatos são
amplamente utilizados em veículos de
lançamento e outros foguetes, onde a carga
útil é um fator crítico.
Outro aspecto que afeta a eficiência de uma tubeira de foguete é o ângulo da garganta
entre as junções das regiões divergente e convergente, sendo este bem suave. A Figura a)
apresenta a geometria e as características físicas de um nozzle tipo Bell, Bell parabólico e
cônico; b) curvas de eficiência conforme a variação do half angle; e c) geometria da região
divergente
ESTUDO DA EMPENAGEM

E CANARS
CANARS (LEMES)
• O princípio de funcionamento consiste em
desviar o fluxo do fluido em questão (água no
caso de navios e ar no caso de aeronaves e
foguetes) de modo a que através de um par
ação/reação conseguir rodar o navio ou
engenho para a posição
pretendida
ESTUDO DA EMPENAGEM
• Empenas são utilizadas em alguns foguetes com a
finalidade de fornecer estabilidade aerodinâmica
durante o vôo e se encontram na parte inferior da
estrutura como apresentada na Figura seguinte.
• Quando um foguete não possui sistema de controle é
utilizada a configuração geométrica de posição
defasada entre o CP e o CG. Isto é conhecido como
controle passivo e quando o objeto, em vôo, tende a se
afastar da trajetória por causa de alguma perturbação
esta configuração tende a trazer o objeto pra posição
novamente.
ESTUDO DA EMPENAGEM
• Quando utiliza-se de sensores e aletas móveis
capazes de atuar num foguete em movimento
de maneira a corrigir qualquer distúrbio de
trajeto, é dado o nome de controle ativo. Sua
função é corrigir a trajetória do foguete por
meio de aletas, jatos de gás ou TVC. Isso pode
ser observado na Figura.
POSIÇÃO CP X CG
ESTUDO DA EMPENAGEM
• Nos foguetes, a empenagem desempenha um
papel relevante, no que concerne à
estabilidade, porque esses engenhos não são
animados de movimento de rotação no
momento da partida. Já verificamos que
munições de artilharia que são lançadas de
obuseiros e canhões possuem movimento de
rotação provocados pelo raiamento existente
no interior dos tubos desses armamentos.
TIPOS DE EMPENA PROPORCIONALIDADES

EVITA CONCENTRAÇÃO DE TENSOES


ESTUDO DA EMPENAGEM
• 1. Os estudos teóricos revelam que a
resistência do ar sobre um engenho, pode ser
considerada como a resultante de dois
esforços:
a) a resultante longitudinal das pressões sobre
a ogiva;
b) a resultante dos esforços retardadores
provocados pela agitação turbulenta do ar,nas
vizinhanças da tubeira.
ESTUDO DA EMPENAGEM
• Esforços da resistência do ar sobre o foguete
F resultante das forças sobre a
ogiva
z Rz > Sustentação
F. Senα
α
ϴ
α = ang.incidência
Drag > Rx ϴ

Peso > M.g M . g . senϴ


ESTUDO DA EMPENAGEM
• 2. no momento em que é lançado, três forças atuam
sobre o foguete:
a. Força de propulsão, orientada segundo o eixo do
foguete e age durante o tempo de combustão da carga
propulsiva;
b. Peso do foguete
c. Resistência do ar, com uma componente retardadora
Rx e um conjugado que procura imprimir um efeito de
rotação em torno do eixo perpendicular à
figura,movimento que é facilitado pela ausência de
rotação e contraposta pela resistência oferecida pela
empenagem.
ESTUDO DA EMPENAGEM
• A ausência das empenas num foguete,
acarretaria sérios inconvenientes, tais como:
- Instabilidade na trajetória;
- Aumento considerável do coeficiente balístico;
- Redução do alcance;
- Dispersão muito grande em relação ao ponto
de queda.
ESTUDO DA EMPENAGEM
• Solução:
• 1) torna-se necessário a adaptação de uma
empenagem na parte posterior do foguete, comu
ma superfície suficiente para o ar, atuando sobre
ela, faça com que o centro de resistência ou de
pressão, venha a se colocar à retaguarda do
centro de gravidade, ou, no limite que estes dois
centros venham a se tornar coincidentes. Assim,
far-se-á com que o foguete adquira uma posição
única de equilíbrio estável na trajetória.
Estudo da empenagem
• O problema é saber quais as proporções dessa
empenagem, para que essa condição seja satisfeita.
• Discussão:
• a. uma empenagem de pequena dimensões pode
deslocar o CP para um ponto ainda à frente do CG,
neste caso o engenho apresentará um cone de
estabilidade de fraca abertura. Mesmo com essa
aparência de estabilidade, corretamente empenado,
será susceptível de tomar sobre a trajetória uma
infinidade de posições de equilíbrio estável, o que
acarretará a dispersão do tiro.
Estudo da empenagem
• b. se a empenagem for de dimensões muito
grande. Pode acarretar uma resistência
exagerada e ainda o efeito indesejável de
deslocar o CG para a retaguarda,
determinando perda considerável de
velocidade E ASSIM DA ESTABILIDADE,
tornando o engenho mais sensível às
pertubações
Estudo da empenagem
• As empenas são importantes como freio
amortecedor das oscilações, como acontece
com um pendulo que se move em meio
resistente, sendo que o amortecimento é mais
rápido quanto maior for o coeficiente de
estabilidade do foguete.
• Uma forma de corrigir instabilidade é fazer
com que o CP seja levado mais para trás.
Consegue-se isso deslocando-se as aletas mais
para trás ou fazendo-as mais alongadas nessa
mesma direção.
Ajustes
Uma forma de corrigir instabilidade é fazer com que o CP seja
levado mais para trás. Consegue-se isso deslocando-se as aletas
mais para trás ou fazendo-as mais alongadas nessa mesma
CG direção.
Observe a
variação
CRESCENTE
da margem
estática

CP
BALÍSTICA EXTERNA

DETERMINAÇÃO DAS EQUAÇÕES


GERAIS DO MOVIMENTO DE UM
FOGUETE
BALÍSTICA EXTERNA
• O estudo da balística externa dos projetis
autopropulsados nos moldes clássicos
representa apenas uma aproximação do
problema, pois o foguete devido às suas
características de voo face a propulsão e a
existência de planos, como a empenagem,
planos de deriva, dispositivos giroscópicos e
de tele comando, afasta-se do modelo comum
da munição de artilharia e o faz aproximar do
modelo do voo do avião à jato.
BALÍSTICA EXTERNA
• Do exposto, um projetil autopropulsado
representa diversos graus de engenhos que
voam sob a ação de um simples propelente de
pólvora até os mais complicados foguetes
existentes com propulsão de combustível
líquido e de diversos estágios que descartam
carcaças de estágios anteriores, diminuindo o
peso que carregam, para o alcance de seus
objetivos.
BALÍSTICA EXTERNA
• Ao analisarmos o problema da trajetória dos projetis
autopropulsados, enquadram-se em dois casos limites:
a. No primeiro, o dos projetis lentos providos de planos
de sustentação, aproximam-se da trajetórias descrita
pelos aviões. No período de propulsão, a sustentação
Cz.V2 equilibra o peso do projetil M.g e a resistência ao
avanço, Cx.V2 equilibra a força propulsiva devida ao jato
decorrente da ejeção dos gases propelentes. Após esse
período entra em voo planado com a inércia obtida. A
figura ilustra essa movimentação
BALANÇO DE FORÇAS NO VOO
• Cz V2 (sustentação)

CxV2 (arrasto)
FORÇA DE IMPULSÃO

• M . g (peso)
BALÍSTICA EXTERNA
• b. no segundo caso, que é o nosso estudo, de
um engenho com simetria axial, manifesta-se
uma ligeira diferença. Os planos da sua
empenagem são paralelos à direção da força
propulsiva e a sustentação Cz.V2 desaparece
como importante força no estudo do
equilíbrio, e o engenho tende a se comportar
como uma munição clássica de artilharia,
apresentando-se uma certa curvatura.
BALÍSTICA EXTERNA
• A existência de força propulsiva em um certo
trecho da trajetória e aparecimento de forças de
sustentação, modificam o estudo desse tipo de
projetil.
• Admite-se que a aceleração da gravidade
permaneça constante, assim o peso do foguete,
durante o período de combustão, varia
proporcionalmente à sua massa;
• E que a velocidade relativa do foguete em relação
ao ar tenha a direção do seu eixo.
• Agora, considerando que a massa instantânea do
foguete m e seja v a velocidade do foguete, com
um observador inercial; sabendo-se que parte da
massa m do foguete é constituída pelo
combustível que é expelido para fora do mesmo
através do motor e designando por γa taxa de
combustível expelida para fora do foguete,

𝒅𝒎 𝒅𝒎
γ=- e é óbvio que < 0, pois o
𝒅𝒕 𝒅𝒕
foguete perde massa entre t edt
Velocidades relativas
Se a velocidade de ejeção do combustível, com relação ao
foguete, é dada por ve, então a velocidade do combustível
vcomb , com relação ao observador inercial mencionado no
slide anterior é dada por
vcomb = ve + v
EQUAÇÃO DO MOVIMENTO DE UM
FOGUETE
• Utilizando a conservação do momentum para deduzir a equação de
movimento do foguete e considerando que não haja força externa agindo
sobre o sistema (foguete + combustível), é importante deduzir que em um
determinado instante de tempo t, o momentum do foguete é dado por:
pfog = m.v (*)
definindo que o sistema como sendo o foguete e o combustível em seu interior
no instante t e nesse instante o momentum total vale o da equação (*).
Todavia depois de um intervalo de tempo dt, o momentum do foguete será
expresso pelo princípio da impulsão e quantidade de movimento

pfog (t + dt) = ( m - │dm│) (v + dV)

Importante observar que a quantidade de massa ejetada de combustível é de


módulo │dm│.
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
PARA O FOGUETE
• O momentum total no instante seguinte (t +
dt), não é apenas a do foguete, mas há que se
considerar, também, a massa │dm│ de
combustível que adquire a velocidade vcomb ao
ser expelida. Logo teremos

ptot (t + dt) = pfog (t + dt) + │dm│ vcomb


EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
PARA O FOGUETE
• Como Fext= 0, a quantidade de movimento
total (momentum total) deve ser conservado
durante o intervalo de tempo dt e, assim,
mv= pfog (t + dt) + │dm│ vcomb e levando
em consideraçõ o valor de pfog teremos
mv = ( m - │dm│) (v + dv) + │dm│ vcomb
ou ainda
mv = mv - v │dm│+ mdv + │dm│ vcomb
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
PARA O FOGUETE
• Fatorando, vem : (vcomb – v) │dm│ + mdv = 0
e como Vcomb = ve + v ->
ve= Vcomb – v : . ve │dm│ + m dv = 0
dividindo por dt, vem
ve │dm│ + m dv = 0 (**)
dt dt
Como a massa do foguete decresce com o tempo,
vem
│dm│ = - dm ou ainda
dt dt
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
PARA O FOGUETE
• Desta forma m dv = ve dm (de **)
dt dt
m dv = - γ ve onde γ = - dm
dt dt
A taxa de variação da Quantidade de Movimento do
foguete será dada por
dpfog = d (mv) = m dv + v dm = - γ (ve + v)
dt dt dt dt
E de acordo com a 2ª Lei de Newton Lei da
derivação do
produto
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
PARA O FOGUETE
• A força total resultante sobre o foguete, é dada por
Ftot = - γ ( ve + v),
que é a força obtida pela expulsão de combustível
onde γ = - dm
dt
Se considerarmos a ação da gravidade, a força
(externa) peso F, resultante, atuando sobre o foguete,
então a 2ª Lei de Newton aponta que:
dpfog = - γ (ve + v) + F
dt
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
PARA O FOGUETE
• Foi visto que dpfog = m dv + v dm
dt dt dt
daí
m dv + v dm = - γ (ve + v) + F
dt dt
m dv - γ v = - γ (ve + v) + F, que resolvendo
dt
Esta é a equação
m dv = - γ ve + F de movimento
- Ve = vrel, é a
velocidade relativa dt para o foguete sob
do jato de material ação de uma força
em relação ao externa
foguete.
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
PARA O FOGUETE
• Finalmente, a impulsão dp = dm vrel + Fext,
dt dt
A v representa a velocidade relativa
sendo dp = m dv rel
ao sistema de massa variável dos
elementos de massa dm dele
dt dt removidos ou a ele acrescentados,
caso haja crescimento da massa , em
teremos: um caso particular.

dp = dm ( v + vrel ) + Fext
dt dt
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
PARA O FOGUETE
• O termo vrel dm é a taxa (em relação ao tempo),
dt
segundo a qual o momento linear vai sendo
transferido para o ( ou do) sistema pela massa
que ele ejeta (ou recolhe). Pode ser interpretado
como a força exercida sobre o sistema pela massa
que abandona (ou que se junta a ele). No caso do
foguete em estudo, é o Empuxo e o projetista
procura torná-lo maior possível,por questões
óbvia. O exame da equação
(***)
m dv = - γ ve + F
dt
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO MOVIMENTO
continuação
nos mostra que para isto ( Empuxo ) a massa ejetada pelo
foguete, na unidade de tempo, deve ser a maior possível e que
a velocidade desta massa em relação ao foguete deve ser a
mais alta possível.
Representa-se melhor a equação acima por:
M dv = Fext + Freação onde
dt

Freação= vrel . dM
dt
Que é a força de reação exercida sobre o sistema pela massa
que é expelida.
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DO
MOVIMENTO PARA O FOGUETE
• A equação (***) representa a equação do
movimento para o foguete sob ação de uma
força externa

• m dv = - γ ve + F
dt
APLICAÇÃO
• 1. A massa inicial de um foguete e seu
combustível é mo. Uma massa mf total de
combustível é consumida a uma taxa
constante γ e expelida a uma velocidade
constante u em relação ao foguete.
Determinar a velocidade máxima do foguete.
Despreze a variação do peso do foguete com a
altitude e a resistência do arrasto do ar. O
foguete é lançado verticalmente, partindo do
repouso.
Solução
• m dv = - γ ve + F ->
dt
- (mo –γt)g = (mo – yt) dv - uγ
dt
dv = - gdt + uγ dt ou
mo – γt
v(t) = - gt + ln mo ou
mo – mf

vmax= u ln mo - gmf
mo - mf γ
EQUAÇÃO DE FOGUETE DE
TSIOLKOVSKY
• A equação do foguete de Tsiolkovski, chamada
assim por KonstantinnTsiolkovsky que foi o
primeiro que a derivou, considera o princípio
do foguete como: “um aparelho que pode
aplicar aceleração ao mesmo empuxo,
expulsando parte de sua massa a alta
velocidade na direção oposta, devido a
conservação da quantidade de movimento”.
• Diz que para qualquer manobra ou viagem que
inclua manobras:
EQUAÇÃO DE FOGUETE DE TSIOLKOVSKY
Diz que para qualquer manobra ou viagem que inclua manobras, ter-se-á a relação:

𝒎
Δv = veln 0 onde ve = vel. de ejeçãodos gases em relação ao impulso específico do foguete;
𝒎𝒇
m0é a massa total inicial e mf a massa total final, respectivamente, do sistema em estudo.
Δv é o resultado de integrar no tempo a aceleração produzida pelo uso do motor do foguete (não a
aceleração devida a outras fontes como atrito ou gravidade). No caso típico de aceleração no sentido da
velocidade, é o incremento da velocidade. No caso da aceleração no sentido contrário (desaceleração),
é o decréscimo da velocidade.

𝒎0 𝒎0 Δv
Podemos fazer: Δv = veln ->ln = ou aplicando o conceito de logaritmo
𝒎𝒇 𝒎𝒇 ve

Δv/ ve m0
𝒆 = OU m
mf 0 = mf .𝑒 Δv/ veainda,
𝒎𝒇 − Δv/ v
=𝒆 esubtraindo 1 de cada parte da igualdade, vem
𝒎𝟎

que se
1 - 𝒎𝒎 = 1 - 𝒆− Δv/veé a relação de massa (a parte da massa total inicial
𝒇

utiliza para propulsionar o foguete). m0-mf = γ = dm


m0 m0
O valor de e ≈ 2,71828, base do sistema de
logaritmos naturais ou Neperiano
EQUAÇÃO DE FOGUETE DE TSIOLKOVSKY

• Sabemos que m0>mf, pois há perda de


massa, logo o logaritmo neperiano da equação
𝒎0
• Δv = veln é positivo, ou seja a
𝒎𝒇
velocidade Δv devida à ignição tem a direção e sentido
de ve (opostos à velocidade de ejeção dos gases).
• Durante o período de ignição veé constante, sendo ve
a velocidade relativa do jato da ejeção dos gases em
relação ao foguete. Onde
- ve = vrel
• Observar que a relação de massa cresce (γ )
exponencialmente à medida que se procura aumentar
a velocidade final a ser atingida, ou seja, quanto maior
a velocidade final vf, menor a carga útil que atinge esta
velocidade final.
• A magnitude Δv é um dos valores mais importantes em
mecânica orbital que quantifica a dificuldade de mudar
de um trajetória a outra.
• Claramente, para conseguir um Δv elevado, deve
ser m0 elevado (cresce exponencialmente com Δv), ou
mf deve ser menor, ou vf deve ser elevado, ou uma
combinação destes resultados.
EQUAÇÃO DE FOGUETE DE TSIOLKOVSKY

• Sabe-se que a gravidade e o atrito também mudam a


velocidade porém não fazem parte do Δv. Por isto, Δv
não é simplesmente a mudança da velocidade. Sem
dúvida, o empuxo se aplica em menor tempo, e
durante esse período, as outras fontes de aceleração
podem ser desprezadas, assim que o Δv de um
momento determinado pode aproximar-se à mudança
de velocidade. O Δv total pode ser simplesmente
somado, embora entre momentos de propulsão a
magnitude e quantidade de velocidade muda devido à
gravidade, como por exemplo em uma órbita elíptica.
EQUAÇÃO DE FOGUETE DE TSIOLKOVSKY

• Na prática, isto se consegue com foguetes


muito grandes (aumentando m0), com vários
estágios (decrementando mf), e foguetes com
combustíveis com velocidades de ejeção
muito elevadas. Os foguetes Saturno V
utilizado no Projeto Apollo e os motores
iônicos usados em sondas não tripuladas de
longa distância são exemplos desta utilização.
EQUAÇÃO DE FOGUETE DE TSIOLKOVSKY
• A equação do foguete mostra um “decaimento exponencial de massa”, porém não como função do
tempo, e sim conforme se produz o Δv. O Δv que corresponde a “vida média" é dado por:
Δv =ve.ln 2 ≈ ve. 0,693 = 0,693 . ve
𝑚𝑜
também se vimos que Δv = veln (¨¨)
𝑚𝑓
teremos também
𝑚𝑜
vo – vf = veln , caso mo = 2. mf como visto acima.
𝑚𝑓
mas, na verdade o qe interessa é a variação da velocidade Δv;

Se quisermos que │vo- vf│= ve(X) , então em (¨¨¨) acima teremos

Δ𝑣/𝑣𝑒 𝑚
𝑒 = 𝑜 assim pa,ra obter (X), um incremento de velocidade igual à velocidade de escape dos gases,
𝑚
termos que𝑓

𝜟𝒗/𝒗𝒆 𝒎𝒐 1 𝟏
𝒆 e =2,71828 ≈ 2, 72 ou a carga útil: mf = m0
=
𝒎 𝟑
desta forma𝒇 se Δv = 2 ve, a relação é de e2 = 7,4, e para Δ= 3 ve, a relação passa a
ser de e3 = 20, ou seja, apenas 1/20 da massa do foguete representa a carga útil.
EQUAÇÃO DE FOGUETE DE TSIOLKOVSKY

• Na prática procura-se obter um compromisso


entre os objetivos de maximizar a velocidade à
atingir e a carga útil.
É muito difícil e oneroso construir uma estrutura
de foguete capaz de armazenar quantidades
vultosas de combustível e que resista aos
impactos de aceleração da partida (setback force)
para valores da relação de massas superiores a ≈
10, de modo que usualmente esta relação
corresponde a
v ≈ 2 ve.
ESTÁGIOS DE FOGUETES
• No caso de foguetes de vários estágios , a equação
𝒎
vo– vf = veln 𝒐
𝒎𝒇
se aplica a cada estágio, e em cada um deles, a massa inicial do foguete é a massa total do
foguete depois de deixar o estágio anterior e a massa final é a do foguete justamente antes de
deixar tal estágio que se está calculando. O impulso específico para cada fase pode ser
diferente.
• Desta forma, para um foguete de 2 estágios, o ganho de velocidade no 1º estágio é, pela equação
acima

𝒎
vo1– vf1= ve ln 𝒐𝟏(a) ->𝒎𝒐𝟏 é a massa total inicial e 𝒎𝒇𝟏 a massa após a queima do
𝒎𝒇𝟏
combustível. Se 𝒎𝒐 é a massa da carcaça do 1º estágio, descartada, a massa inicial do 2º estágio será
m02 = mf1 – m0 e a velocidade inicialv02= vf1de modo que
𝒎𝒐𝟐
vf2 – vf1 = veln (b)
𝒎𝒇𝟏
m02 = mf1 – m0
𝒎𝒐𝟐 -> massa inicial do 2º estágio
mf1-> massa após a queima do combustível
1º est. 2º est.
PROPULSÃO COM MASSA VARIÁVEL

• VOLUME DE CONTROLE QUE PERDE MASSA


Tempo t tempo t + dt

m F dme m - dme F

V V + dV

Velocidade de descarga relativa à massa m:


VD/e ( sentido + para trás)
ESTÁGIOS DE FOGUETES

• Assim, teremos a sucessão


𝒎𝒐𝟐
vf2 – vf1 = veln -> onde 𝒎𝒇𝟐 é a massa final
𝒎𝒇𝟐
do 2º estágio.
Somando as equações (a) e (b) membro a
membro, vem
𝒎𝒐𝟏 𝒎𝒐𝟏 𝒎𝒐𝟐
vf1 – v01 = ve ln vf2 - v01 = veln .
𝒎𝒇𝟏 𝒎𝒇𝟏 𝒎𝒇𝟐
𝒎𝒐𝟐
vf2– vf1 = ve ln Ln A + Ln B = Ln (A.B)
𝒎𝒇𝟐 Aqui temos a Prostaférese. Veja que do
lado direito da igualdade temos log de
uma multiplicação, e na esquerda uma
soma de logs.
ESTÁGIOS DE FOGUETES
• Observe que a massa m0 foi descartada na mudança do 1º
para o 2º estágio, e ela representa uma parcela apreciável da
massa total. Observemos no próximo slide a tabela para o
Sistema Saturno do projeto Apolo, empregado em missões
lunares.
Massa de
Massa kg Massa total Tempo de Empuxo
Componente combustível função
(vazio) (kg) ignição (s) (kgf)
(kg)

2 x 10 6 De 0 até 8 mil
1º estágio 140.000 (querosene + O2 2.140 x 103 140 3.400x 103 km/h a 65 km
líq.) de H

De 8mil a 24
2º estágio 420 mil ( H2 líq. +
36.000 456 mil 370 450 mil mil km/h a 180
O2 liqd.)
km de H

3º estágio 10 mil 105 mil ( H2 líq. + 115 mil 475 90 mil Injeção em
O2 liqd.) âmbito lunar a
40 mil km/h

Apolo (módulo 12 mil 11 mil ( comb liq. 23 MIL 10 mil Missões


lunar, módulo e sólidos) lunares e
de comando e retorno à Terra
de serviço) Fonte: Nussenzveig, H.Moisés. Física Básica Mecânica. 2ª ed. 1981

A massa total do sistema é de ≈ 2.700.000 kg e o foguete tem 120 m de altura e um raio de 5 m.


APLICAÇÃO – USO DA TABELA
(TRABALHO)
• 1. Calcule os valores de dm/dt dividindo a massa
de combustível de cada estágio pelo tempo de
ignição correspondente;
𝑑𝑚
• 2. Calcule o Empuxo = . ve , considerando o
𝑑𝑡
que foi falado sobre a relação Δv com mi, mf e
e(base neperiana), ver o resumo seguinte, para
os diferentes combustíveis da tabela, bem como
a variação de ve em função da altitude em que a
combustão ocorre, também visto nos slides
anteriores.
• 3. Calcule a velocidade final do 1º estágio.
APLICAÇÃO – USO DA TABELA
• 3. Para o 3º estágio, a velocidade de escape
dos gases de combustão e o incremento de
velocidade produzido por este estágio, na
ausência de forças externas.
• OBS: a diferença entre o resultado obtido e os
valores da tabela pode ser atribuída a essas
forças, que não foram consideradas.
• (gravidade e resistência atmosférica residuais)
SLIDE DE REFERÊNCIA PARA O EMPUXO
VASOS DE PRESSÃO DE PAREDES FINAS

• O que é um Vaso de Pressão?


- Vasos de Pressão são estruturas fechadas
contendo líquidos ou gases sob pressão.
Exemplos: Tanques, caldeiras, tubos e cabines
pressurizadas em aeronaves (foguetes) e
veículos espaciais.
Tanque do compressor de ar está
sujeito a uma pressão interna que as
paredes tem que suportá-la.
QUE SÃO VASOS DE PAREDES
FINAS
• Vasos de pressão com r/t>10 são considerados de paredes
finas e classificados como estruturas de cascas.
Outros exemplos incluem os tanques de armazenamento de
diversos produtos, compressores de ar, tubulações, cabines
pressurizadas
Vasos de Pressão de paredes finas e semi-espessas (Estruturas
de Cascas), podem-se citar com exemplo desse caso, os cascos
de submarinos, os tanques de ar comprimido, os extintores de
incêndio, as latas de spray e uma simples panela de pressão
de cozinha a um complexo reator nuclear.
Sendo todos sujeitos a uma grande pressão interna e
caracterizados como sendo de alto risco, pois potencialmente
armazenam uma grande quantidade de energia.
VASOS DE PRESSÃO DE PAREDES FINAS
• Corte de uma seção esférica de um vaso de
pressão em que o raio interno r é 10 maior do
que a espessura do vaso t, com pressão p
interna
ocorrente. t r/t>10
r

r =raio interno do vaso


t=espessura do vaso
p p=pressão ocorrente
Tabela para conversão de unidades de pressão
Bar kgf/cm2 psi (lbf/pol2 ) mmHg mH20 Pa ( kN/m2 )
1 1,019716 14,503 750,062 10,19716 100

0,980665 1 14,2233 735,560 10,00 98,0665

0,068947 0,070307 1 51,715 0,70307 6,89475

1,33322 1,3595 19,368 1000 13,59 133,322

0,09806 0,1000 1,42233 73,556 1 9,80665

0,0100 0,01019 0,14503 7,50062 0,10197 1

Em conformidade com o Sistema Internacional de Unidades, a


unidade oficial para pressão no Sistema Internacional de
Unidades (SI) é o Pascal (Pa).
OBJETIVO DESTA AULA DE VASOS DE
PRESSÃO
• Determinação das tensões e deformações nas
paredes dessas estruturas devido a pressões
internas oriundas dos gases ou líquidos
comprimidos. Apresentação de forma mais
simplificada possível para o estudo do
compartimento de propelentes dos foguetes.
FORMAS MAIS COMUNS DE VASOS
DE PRESSÃO
• CILÍNDRICA ESFÉRICA
TANQUE CILÍNDRICO VERTICAL
PROJETOS DE VASOS DE PRESSÃO
• Eles devem ser projetados para resistir com
segurança a pressões internas e externas.
• O projeto e a construção de vasos de pressão
envolvem uma série de cuidados especiais e exige
o conhecimento de normas e materiais
adequados para cada tipo de aplicação, pois suas
falhas podem acarretar consequências
catastróficas até mesmo com perda de vidas,
sendo considerados equipamentos de grande
periculosidade.
PROJETOS DE VASOS DE PRESSÃO
• O slide mostra a foto e o esquema de um vaso
de pressão esférico. Essas estruturas podem
ser estudadas através de modelos estruturais
de cascas ( Shell ). Método dos Elementos
Finitos Aplicado à Engenharia de Estruturas
VASOS DE PRESSÃO ESFÉRICOS
• Os vasos esféricos tem na sua forma
geométrica a vantagem de não permitir,
quando esvaziado, que nenhum resíduo ou
sobra de gás permaneça no interior do
tanque. Não apresenta vértices ou
reentrâncias internas, o que possibilita uma
liberação mais eficaz do gás contido nele, sem
o perigo de acúmulo nesses pontos.
VASOS DE PRESSÃO CILINDRICOS
CARACTERÍSTICAS
• Os vasos de pressão geralmente tem
aberturas em suas paredes (para servir como
entradas e saídas para os fluídos de trabalho).
Essas características resultam em:
• 1- Não uniformidades na distribuição de
tensão, ou concentrações de tensão, que não
podem ser analisadas pelas fórmulas
elementares descritas aqui.
CARACTEÍSTICAS
• 2- O VASO Bi-APOIADO a pressão interna
deve exceder a pressão externa (para evitar
flambagem);

• 3- A análise que será apresentada nesta aula e


próximas é baseada apenas nos efeitos de
pressão interna;
• 4- As fórmulas que serão descritas não são
válidas em pontos de concentrações de tensão.
FORMULAÇÕES PARA O PROJETO
• Principais causas de falha no vaso de pressão:

 - Deformação elástica excessiva, incluindo instabilidade


elástica;
 - Deformação plástica excessiva, incluindo instabilidade
plástica;)
 - Altas tensões localizadas;
 - Fluência a alta temperatura (Fluência é a deformação
permanente de materiais quando estes são sujeitos a cargas ou
tensões constantes e esta em função do tempo. Sem temperatura
NÃO HÁ Fluência)
 - Fratura frágil a baixa temperatura;
 - Fadiga;
 - Corrosão
ANÁLISE DAS TENSÕES – MÉTODO DAS SEÇÕES

• Supõe-se um corpo carregado e em equilíbrio


estático. Ao se cortar este corpo por um plano
qualquer e isolando-se uma das partes, pode-se
dizer que na seção cortada devem se desenvolver
esforços que se equivalham aos esforços da parte
retirada, para que assim o sistema permaneça em
equilíbrio. Estes esforços são decompostos e se
constituem nas solicitações internas
fundamentais. O isolamento de qualquer uma
das partes deve levar ao mesmo resultado.
Tensões em alguns tipos de aços
• Tipo de Aço σy (MPa) σu (MPa)
ASTM-A36 250 400
ASTM-A570 Gr 36 250 365
ASTM-A572 Gr 50 345 450
NBR 6648/CG-26 255* 410* 245** 410**
NBR 6650/CF-26 260 410
NBR 7007/MR-250 250 400
* Válido para espessuras t 16mm ** Válido para
espessuras 16mm < t 40mm
ESTUDO DAS TENSÕES NO VASO DE
PRESSÃO
• A. TENSÕES NORMAIS (σ) A tensão normal
tem a direção perpendicular à seção de
referência e o seu efeito é o de provocar
alongamento ϵ ou encurtamento das fibras
longitudinais do corpo, mantendo-as
paralelas. σ

ϵ = ∆L σ
LO
L0
L
ESTUDO DAS TENSÕES NO VASO DE
PRESSÃO
• B. TENSÕES TANGENCIAIS ( τ ) É a tensão
desenvolvida no plano da seção de referência
tendo o efeito de provocar corte ou
Distorção Específica
cisalhamento nesta seção. ( γ ) Medida de
deformação de
DESLOCAMENTO DAS ARESTAS corpos submetidos a
τ τ tensões tangenciais.

γ
τ τ τ τ
γ

τ
τ
ESTUDO DAS TENSÕES NO VASO DE
PRESSÃO
CÁLCULO DA EMPENAGEM

MÉTODO DA RELAÇÃO DE
SEMELHANÇA
vapor
• Projetil de arma leve

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