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DIREITO

CONSTITUCIONAL
PROCESSO LEGISLATIVO
TJPE
PROCESSO LEGISLATIVO
 Conceito - Por processo legislativo entende-se o conjunto
de atos realizados pelos órgãos competentes na produção
das leis e outras espécies normativas indicadas
diretamente na Constituição.

 Espécies normativas - A Constituição prevê as seguintes


espécies normativas:

◦ emendas à Constituição;
◦ leis complementares;
◦ leis ordinárias;
◦ leis delegadas;
◦ medidas provisórias;
◦ decretos legislativos;
◦ e resoluções.
PROCESSO LEGISLATIVO

 Inexistência de hierarquia entre as espécies


normativas - todas estas espécies normativas, com
exceção das emendas, se situam no mesmo nível
hierárquico.
PROCESSO LEGISLATIVO

 Tipos de Processo Legislativo:


◦ Ordinário – utilizado na criação de leis ordinárias;
◦ Sumário – igual ao ordinário, mas possui prazos rigorosos;
◦ Especial – para cada espécie tem um procedimento diferente.

 Fases do processo legislativo ordinário


◦ Fase introdutória – iniciativa de lei;
◦ Fase constitutiva – discussão e votação;
◦ Fase complementar – promulgação e publicação.
PROCESSO LEGISLATIVO

LEIS ORDINÁRIAS
E
LEIS COMPLEMENTARES
PROCESSO LEGISLATIVO
 Processo legislativo ordinário

 Processo ordinário – É o processo destinado a elaboração de


uma lei ordinária.

 Fases do processo legislativo ordinário - Possui três fases:

◦ Introdutória
 Iniciativa;
◦ Constitutiva
 Discussão e votação
 Sanção ou veto
◦ Complementar
 Promulgação
 Publicação
PROCESSO LEGISLATIVO

 a) FASE INTRODUTÓRIA

 Conceito – é a fase que dá início ao processo de formação


do ato legal por meio da denominada iniciativa da lei.

 Conceito de iniciativa - A iniciativa é a faculdade que se


atribui a algum órgão ou pessoa para apresentar projetos
de lei ao Poder Legislativo.
 a) FASE INTRODUTÓRIA (fase de INICIATIVA)

PARLAMENTAR EXTRAPARLAMENTAR
- Qualquer membro ou comissão - Presidente da República
da Câmara de Deputados

- Qualquer membro ou comissão - STF,


do Senado Federal
- Qualquer membro ou comissão - Tribunais Superiores,
do Congresso Nacional

- - Procurador Geral da
República

- - cidadãos.
- - TCU
PROCESSO LEGISLATIVO

 Classificação da iniciativa

◦ Parlamentar – quando a iniciativa é outorgada a membros do


Congresso Nacional (deputados e senadores);

◦ Extraparlamentar – quando a iniciativa é outorgada a pessoas ou


órgãos que não pertencem ao Congresso Nacional.
PROCESSO LEGISLATIVO
◦ Geral - quando a autoridade tem iniciativa de lei sobre matérias
diversas, indeterminadas.

◦ Concorrente – ocorre quando há mais de um legitimado


simultaneamente.

◦ Reservada (ou privativa ou exclusiva) - já no caso da iniciativa


reservada, apenas aquele determinado órgão possui iniciativa sobre
projetos de lei que abordem aquela matéria (chamada de iniciativa
privativa)
INCIATIVA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
- Fixação ou modificação dos efetivos das Forças Armadas
- Criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração
direta e autárquica ou aumento de sua remuneração;

- Organização administrativa e judiciária, matéria tributária e


orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos
Territórios;
- Servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico,
provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;

- Organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União,


bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da
Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;

- Criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública,


observado o disposto no art. 84, VI;

PROCESSO LEGISLATIVO
- Dispõem sobre militares das Forças Armadas, seu regime jurídico,
provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e
transferência para a reserva.
PROCESSO LEGISLATIVO
 → Iniciativa Popular

 Forma de participação popular - É uma forma de participação direta


do cidadão na vida do Estado, nos atos de governo.

 Iniciativa geral – a iniciativa popular é geral, podendo versar sobre


qualquer matéria, exceto aquelas objetos da iniciativa reservada.

 Percentual mínimo para dar início ao projeto de lei

1% do eleitorado Divididos em Com não menos


brasileiro 05 Estados 3/10% dos
diversos eleitores de cada
estado
 Obs.: O Congresso Nacional não é obrigado a aprovar um
projeto de lei de iniciativa popular.
PROCESSO LEGISLATIVO
 Iniciativa e Casa iniciadora

 Iniciativa parlamentar - A iniciativa de cada parlamentar ou de


comissão é exercida perante sua respectiva Casa, atuando a outra casa
como revisora. Ex.: se a iniciativa for da Câmara dos Deputados, o
Senado Federal será a Casa revisora.

 Iniciativa extraparlamentar - Quando o projeto for de iniciativa do


Presidente, do STF, dos Tribunais Superiores, do Procurador-Geral da
República e dos cidadãos, a casa iniciadora será a Câmara dos Deputados.

 Iniciativa da Comissão Mista do Congresso Nacional - Quando o


projeto for de iniciativa da Comissão Mista do Congresso Nacional, este
deve ser apresentado alternadamente na Câmara dos Deputados e no
Senado Federal.
PROCESSO LEGISLATIVO
 → Iniciativa privativa e emenda parlamentar

 O STF já decidiu que mesmo nos casos de iniciativa reservada de


outros Poderes da República, não há impedimento para que os
congressistas apresentem emendas aos respectivos projetos
de lei, desde que:

◦ Não impliquem aumento de despesa nos projetos de iniciativa exclusiva do


Presidente;

◦ nos projetos sobre organização e divisão do Poder Judiciário;


PROCESSO LEGISLATIVO
 b) FASE CONSTITUTIVA

 Fase constitutiva - A fase constitutiva


possui duas atuações distintas:

◦ - a discussão e votação pelo legislativo;

◦ - e a manifestação do Chefe do Executivo, por


meio de sanção ou veto.
PROCESSO LEGISLATIVO

 Deliberação – a deliberação do projeto passa pela fase:

◦ Das comissões – análise prévia;

◦ Do plenário – discussão e votação.


PROCESSO LEGISLATIVO
 → Atuação prévia das comissões

 Apresentação do projeto de lei às comissões - A primeira fase de


instrução é a apresentação do projeto as Comissões. Em regra o projeto e
apresentado a duas comissões distintas, a primeira avalia os aspectos
materiais do projeto (comissão temática ou técnica) e a segunda os
aspectos formais, ligados a sua constitucionalidade (comissão de
Constituição e Justiça).

 Parecer opinativo das comissões temáticas - No caso dos pareceres


das comissões temáticas, estes são meramente opinativos, não
vinculando o plenário.

 Parecer vinculativo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) -


Já nos pareceres da CCJ, este é vinculativo e terminativo no caso de
opinar pela sua inconstitucionalidade.
PROCESSO LEGISLATIVO
 → Deliberação plenária

 Maioria simples para as leis ordinárias - Na Casa Legislativa, o


projeto em votação será aprovado por maioria simples ou relativa,
quando se tratar de lei ordinária (art. 47);

 Maioria absoluta para as leis complementares - Na Casa Legislativa,


o projeto em votação será aprovado por maioria absoluta (art. 69),
quando se tratar de lei complementar.

 Reapresentação de projeto de lei rejeitado por uma das casas na


mesma sessão legislativa - Um projeto de lei rejeitado por uma das
casas (iniciadora ou revisora), somente poderá ser reapresentado na
mesma sessão legislativa por maioria absoluta de qualquer das Casas
do Congresso Nacional.
PROCESSO LEGISLATIVO
 Emendas do projeto de lei por uma das casas - Caso o
projeto enviado para a Casa Revisora sofra emendas, o mesmo
voltará para a casa iniciadora, para apreciação única e
exclusivamente das emendas sofridas na casa Revisora. Caso as
emendas sejam ali aprovadas, o projeto seguirá com emendas
para sanção ou veto do Poder Executivo.

 Rejeição das emendas da casa revisora - Caso as emendas


da casa revisora não sejam aceitas, o projeto seguirá sem
emendas para a sanção ou veto do Poder Executivo. Diante
disto, verifica-se uma clara predominância da Casa
Iniciadora sobre a Casa Revisora.
PROCESSO LEGISLATIVO
 Encaminhamento ao Chefe do Executivo

 Atitudes do Chefe do Executivo - Encaminhado o


projeto para o Chefe do Poder Executivo, este poderá
adotar uma das três medidas:

◦ sancioná-lo expressamente,

◦ Sancioná-lo tacitamente

◦ ou vetá-lo.
PROCESSO LEGISLATIVO
 Prazo para manifestação do Chefe do executivo e sanção tácita - O
Presidente terá um prazo de 15 dias úteis para deliberar. Não se
manifestando neste prazo, ocorrerá a sanção tácita, devendo o Presidente
promulgar a lei em 48 horas. Não o fazendo, o Presidente do Senado o
fará em igual prazo, não o fazendo, caberá ao vice-presidente do Senado.

 Rejeição do veto do Chefe do Executivo por maioria absoluta do


Congresso Nacional - Em caso de veto presidencial, o Congresso
apreciará o veto em 30 dias, em sessão conjunta, podendo rejeitá-lo por
maioria absoluta dos seus membros, em votação secreta.

 Trancamento da pauta da sessão conjunta do Congresso Nacional


- É importante salientar que, ultrapassado o prazo sem esta votação, não
causará o trancamento da pauta da câmara dos Deputados ou do Senado
Federal, mas tão somente a pauta da imediata sessão conjunta do
Congresso Nacional.
PROCESSO LEGISLATIVO
 MANIFSTAÇÃO SOBRE O VETO PRESIDENCIAL

MANIFESTAÇÃO SOBRE O VETO PRESIDENCIAL

ONDE É PRAZO QUORUM CONSEQUÊNCIAS


FEITA
- Sessão - 30 dias - Maioria - Trancamento da
conjunta da Absoluta pauta da sessão
Câmara e do conjunta
Senado

 Veto acatado – arquivamento do projeto de lei;

 Veto rejeitado – encaminhamento ao Pres. República para


promulgação e publicação.
PROCESSO LEGISLATIVO
 → Sanção

 Conceito de sanção - É a concordância do Chefe do Poder


Executivo com o projeto de lei aprovado pelo Legislativo.

 → Veto

 Conceito de veto - É a manifestação de discordância do Chefe


do Executivo, com o projeto de lei aprovado pelo Poder
Legislativo. O Presidente da Republica deverá comunicar em 48
horas seu veto ao Presidente do Senado.
PROCESSO LEGISLATIVO
 Motivos do veto – O veto pode ser:

 Veto jurídico – quando o Presidente veta a lei por entender ser a


mesma inconstitucional

 Veto político - por entender que ela vai de encontro ao interesse


público .

 Abrangência do veto (veto total ou parcial) - o veto do Chefe do


executivo pode abranger apenas parte do projeto de lei. Neste caso,
somente poderá abranger texto integral do artigo, de parágrafo, de
inciso ou de alínea (art. 66, § 2º). O poder de veto parcial, portanto,
não é absoluto, pois, impede que o Chefe do executivo vete apenas
uma ou algumas palavras dentro de um determinado dispositivo,
subvertendo o sentido ou o alcance do texto aprovado pelo
Legislativo. Além disso, o veto não poderá desnaturar o projeto de
lei, tornando-o, por exemplo, ilógico.
PROCESSO LEGISLATIVO
 Características - O veto tem as seguintes características:

◦ Expresso (tem que resultar de uma manifestação efetiva do Chefe do


Executivo. Por isso sua inércia caracteriza a sanção)
◦ Formal (tem que ser feito por escrito)
◦ Motivado (deve ser fundamentado como veto jurídico, por
inconstitucionalidade, ou veto político, por ser o projeto contrário ao
interesse público)
◦ Supressivo (o veto apenas pode rejeitar partes do projeto, mas nunca
acrescentar algo ao projeto)
◦ Superável, suspensivo ou relativo (o veto não tem caráter absoluto,
podendo ser o projeto vetado restabelecido por deliberação do Congresso
Nacional)
◦ Irretratável (o veto do Chefe do executivo não pode ser modificado nem
por ele mesmo)
◦ Insuscetível de apreciação judicial (é ato político, não podendo ser
modificado pelo Judiciário)
◦ Pode incidir sobre o texto adotado pelo próprio Chefe do Executivo
(o veto pode incidir sobre o próprio texto apresentado pelo Chefe do
Executivo)
PROCESSO LEGISLATIVO
 c) FASE COMPLEMENTAR

 → Promulgação

 Conceito - É ato jurídico solene que atesta a existência da lei. A


lei já nasce com a sanção ou a rejeição do veto. A promulgação
apenas atesta este nascimento.

 → Publicação

 Conceito - A publicação é a exigência necessária para que a lei


entre em vigor, produza seus efeitos. Não é considerada fase
do processo legislativo, mas sim, pressuposto de eficácia
da lei.
PROCESSO LEGISLATIVO
Veto acatado - Arquivar
Veto rejeitado
30 dias
p/ apreciar o veto

Veto (expresso)
CN -PRESIDENTE DA
REPÚBLICA
PRAZO – 15

CD SF Promulgação
48h
Publicação

Maioria simples Maioria simples


/ Maioria / Maioria
absoluta absoluta
Sanção (expressa
ou tácita)
- PRESIDENTE DA Pres. Senado
REPÚBLICA
PRAZO – 15 dias

Vice-Pres.
Senado
PROCESSO LEGISLATIVO
 Procedimento sumário – o rito é semelhante
ao ordinário, porém com prazos rigorosos a
serem seguidos para que seja mais rápido.

 Requisitos do procedimento sumário - O


procedimento sumário possui dois requisitos:

◦ a) iniciativa do projeto por parte do Chefe do Executivo,

◦ b) e solicitação de urgência por este Chefe.


PROCESSO LEGISLATIVO

LEI ORDINÁRIA X LEI COMPLEMENTAR

LEI ORDINÁRIA LEI COMPLEMENTAR

DIFERENÇA DE As demais Só as reservadas pelo


ÍNDOLE MATERIAL Constituinte

DIFERENÇA DE Maioria simples Maioria absoluta


ÍNDOLE FORMAL
PROCESSO LEGISLATIVO

EMENDAS
CONSTITUCIONAIS
PROCESSO LEGISLATIVO
 → EMENDAS À CONSTITUIÇÃO

 Conceito - É um processo legislativo que visa a inserção ou


modificação de normas constitucionais. Seus requisitos estão
previstos no art. 60 da CF.

 Hierarquia – uma vez aprovada a emenda constitucional ela


passa integrar a própria Constituição Federal e portanto tem a
mesma hierarquia que a Constituição.
PROCESSO LEGISLATIVO

 INICIATIVA DA PROPOSTA DE EMENDA


CONSTITUCIONAL - a Constituição poderá ser
emendada mediante proposta:

◦ I - de 1/3, no mínimo, dos membros da Câmara dos


Deputados ou do Senado Federal;

◦ II - do Presidente da República;

◦ III - de mais da metade das Assembléias Legislativas


das unidades da Federação, manifestando-se, cada
uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
PROCESSO LEGISLATIVO
 VOTAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL

CONGRESSO PROMULGAÇÃO
NACIONAL PELAS MESAS DA
- CÂMARA DOS
DEPUTADOS
CÂMARA
- DO SENADO
SENADO FEDERAL
DOS
FEDERAL
DEPUTADOS

3/5 3/5

3/5 3/5
PROCESSO LEGISLATIVO
 Impossibilidade de repropositura da emenda na
mesma sessão legislativa - Caso a proposta seja
rejeitada ou havida por prejudicada, será arquivada, não
podendo a matéria dela constante ser objeto de nova
proposta na mesma sessão (art. 60, § 5º);
MEDIDAS PROVISÓRIAS
PROCESSO LEGISLATIVO
 → Medida Provisória

 Conceito - É um ato normativo primário geral editado pelo


Presidente da República, situado no nosso processo de elaboração
normativa ao lado da lei.

 Requisitos de relevância e urgência - Em caso de urgência e


relevância, pode o Presidente da República adotar a medida
provisória, que será submetida a apreciação do Congresso Nacional
em um prazo de 60 dias, prorrogáveis por igual período.
PROCESSO LEGISLATIVO

MEDIDA PROVISÓRIA

QUEM REQUISITOS ANÁLISE DOS CASA PROMULGA-


EDITA PRESSUPOSTOS INICIADORA ÇÃO

- Pres. da - Relevância - Comissão - Câmara - Presidente


República - Urgência Mista dos do Senado
(Deputados e Deputados Federal
Senadores)
PROCESSO LEGISLATIVO

 Desnecessidade de convocação extraordinária para a


votação de medida provisória – a edição de medida
provisória nos períodos de recesso legislativo não obriga,
necessariamente, a convocação extraordinária do
Congresso Nacional; porém, caso o Congresso nacional
seja convocado extraordinariamente, nas hipóteses
constitucionalmente previstas (art. 57, 6º), as medidas
provisórias em vigor na respectiva data serão
automaticamente incluídas na pauta de convocação.
VEDAÇÃO SOBRE AS SEGUINTES MATÉRIAS
Nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito
eleitoral;

Direito penal processual penal e processual civil;

Organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a


garantia de seus membros;

Planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos

Que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou


qualquer outro ativo financeiro;

Reservada a Lei Complementar;

Já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e


pendente de sanção ou veto do Presidente da República.
PROCESSO LEGISLATIVO
 Prazo - As medidas provisórias perderão eficácia, desde a edição,
se não forem convertidas em lei no prazo de 60 dias,
prorrogável uma vez por igual período, devendo o Congresso
Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas
delas decorrentes

 Trancamento da pauta - Se a Medida Provisória não for


apreciada até 45 dias contados da sua publicação, entrará em
regime de urgência, trancando a pauta da Casa em que estiver
tramitando.

 Promulgação da medida provisória integralmente aprovada


- Na hipótese de ser integralmente aprovada, a promulgação se
dará pelo Presidente do Senado. Caso seja alterada, segue o rito
ordinário (sanção, veto...)
PROCESSO LEGISLATIVO
 Apreciação plenária iniciada na Câmara dos Deputados- as
MPs serão apreciadas pelas duas casas, iniciando-se
obrigatoriamente pela Câmara dos Deputados. Porém, antes da
apreciação, uma comissão mista das duas casas as examinarão e
emitirão pareceres.

 Reedição - É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa de


medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido
sua eficácia por decurso de prazo.
PROCESSO LEGISLATIVO

 Controle Judicial dos pressupostos - Só


excepcionalmente é possível, diante de claro abuso da lei,
incidir controle judicial sobre os referidos pressupostos.

 Medida Provisória nos estados-membros - É possível a


adoção de medidas provisórias pelos estados-membros,
nos moldes previstos na CF e desde que esteja previsto na
Constituição do respectivo Estado.
PROCESSO LEGISLATIVO

LEI DELEGADA
PROCESSO LEGISLATIVO
 LEIS DELEGADAS

 CONCEITO – são leis elaboradas pelo Presidente da


República mediante delegação de competência do
Congresso Nacional.

 LIMITAÇÃO MATERIAL – há algumas matérias que não


podem ser objeto de delegação;

 LIMITAÇÃO TEMPORAL – a delegação deve ser


temporária.
PROCESSO LEGISLATIVO
 OBSERVAÇÕES

 Quem elabora – o Presidente da República;

 Quem delega – o Congresso Nacional;

 Necessidade de solicitação – para haver delegação de


competência tem que haver solicitação do Presidente da
República.

 Limites temporais – a delegação é temporária e não


pode ultrapassar a legislatura;
PROCESSO LEGISLATIVO
 ESPÉCIES DE DELEGAÇÃO

 Delegação típica (é a regra) – o Congresso Nacional


delega ao Presidente da República os poderes para criar a
lei delegada e não precisa aprovar posteriormente a lei
delegada criada pelo Presidente.

 Delegação atípica – o Presidente da República elaborará


o projeto de lei delegada e o submeterá à apreciação do
Congresso Nacional, que sobre ele deliberará, em votação
única, vedada qualquer emenda.
DECRETO LEGISLATIVO
PROCESSO LEGISLATIVO
 DECRETO LEGISLATIVO – são os atos da competência
exclusiva do Congresso Nacional, ou seja, NÃO há
participação do Presidente da República com sanção ou
veto.

 DISCUSSÃO – é feita pelo Congresso Nacional;

 QUORUM DE APROVAÇÃO – maioria simples;

 PROMULGAÇÃO – feita pelo Presidente do Senado que mandará publicá-


la.
RESOLUÇÕES
PROCESSO LEGISLATIVO
 RESOLUÇÃO – é ato normativo privativo das casas legislativas
(ou Câmara dos Deputados ou Senado Federal) ou do Congresso
Nacional concernente a assuntos políticos ou administrativos
de sua competência.

 INICIATIVA – qualquer membro do Congresso Nacional;

 DISCUSSÃO – se dá no âmbito da Casa Legislativa;

 QUORUM DE APROVAÇÃO – maioria simples;

 PROMULGAÇÃO – é feita pela mesa da Casa que fez a resolução


ou, se for do Congresso Nacional, pela Mesa do Senado.
PROCESSO LEGISLATIVO

 Inexistência de hierarquia entre as normas oriundas


de entes estatais distintos - Não há hierarquia entre as
normas oriundas de entes estatais distintos, só campos de
competências diversos.

 Hierarquia da Constituição Federal - a Constituição


Federal, entretanto, é norma hierarquicamente superior às
demais leis infraconsitucionais e às Constituições Estaduais
e às Leis Orgânicas Municipais ou Distritais. As Emendas
Constitucionais também têm força de normas
constitucionais.
PROCESSO LEGISLATIVO

P.
P. LEGISLATIVO
EXECUTIVO
(precisa ser
Tratado (competên- referendado pelo
Internacional
cia privativa Congresso
do Pres. Nacional para
Rep. produzir efeitos no
Brasil)
assinar)
Tratado Tratado Tratado
Internacional Internacional Internacional

Direitos Não sendo de


Direitos Humanos
Humanos Direitos Humanos

Aprovado pelo Referendado pelo Referendado pelo


CN no quorum CN (maioria CN (maioria
de emenda simples) simples)

Status de
Status de Lei Status de norma
Emenda
Ordinária Federal supra-legal
Constitucional