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FUNÇÕES EXECUTIVAS E

ENVELHECIMENTO
FALANDO SOBRE FUNÇÕES EXECUTIVAS
(DINÂMICAS)
FUNÇÕES EXECUTIVAS
VIDEO 1: https://www.youtube.com/watch?v=AcFLxIbEDFU

VÍDEO 2: (APLICAÇÕES NA VIDA - SUGESTÃO)


https://www.youtube.com/watch?v=JWXnmBLbTUw
BASE DE PESQUISA: PEPSIC/SCIELO
NUMERO DE ESTUDOS: 13 ESTUDOS

PERÍODO :10 ANOS

PALAVRAS CHAVE: ENVELHECIMENTO, FUNÇÕES EXECUTIVAS, IDOSOS


QUADRO COMPARATIVO AUTOR X METODOLOGIA
TEMA AUTO/ ANO TIPO DE ESTUDO

ENVELHECIMENTO E FUNÇÕES LEIS (2015) ESTUDO QUANTITATIVO


EXECUTIVAS FICHMAN (2013) ESTUDO QUANTITATIVO
NETTO E LADEIRA FERNANDEZ(2012) ESTUDO QUANTITATIVO
ZIBETI (2010) ESTUDO QUANTITATIVO E TRANSVERSAL
LOPES (2012) ESTUDO QUANTITATIVO
BRITO (2012) ESTUDO QUANTITATIVO
ARGIMON (2012) ESTUDO QUANTITATIVO E TRANSVERSAL

IDOSOS E FUNÇÕES EXECUTIVAS PAULA ET AL (2012) ESTUDO QUANTITATIVO


CARDOSO ET AL(2017) REVISÃO SISTEMÁTICA
PAULA ET AL (2013) ESTUDO QUANTITATIVO
KLEIN (2010) ESTUDO QUANTITATIVO E TRANSVERSAL
FIGUEIREDO (2009) ESTUDO QUANTITATIVO E TRANSVERSAL
WAGNER (2014) ESTUDO QUANTITATIVO
CONCEITOS DE FUNÇÕES EXECUTIVAS E
ENVELHECIMENTO
O envelhecimento populacional é uma preocupação mundial e exige estratégias de prevenção de saúde a
serem adotadas com a maior brevidade possível. Esse processo é acompanhado pelo declínio das
habilidades cognitivas, como a memória e as funções executivas. (CARDOSO, LANDENBERGER e
ARGIMON, 2017).

O termo funções executivas reflete um construto de múltiplas dimensões, o qual envolve processos
cognitivos evoluídos em termos ontogenéticos e filogenético. Estes processos envolvem diversos
componentes, incluindo iniciativa, planejamento, flexibilidade cognitiva, julgamento, bem como a
possibilidade de modificar o comportamento em decorrência de respostas ambientais, entre outros.
Outros componentes podem incluir memória de trabalho e inibição, segundo uma visão mais moderna e
fatorial das funções executivas. As funções executivas residem sobre processos cognitivos mais básicos
para seu adequado funcionamento, como percepção, atenção e memória, por exemplo. Em outras
palavras, para que as funções executivas sejam processadas, a integridade dos sistemas cognitivos de
base se faz necessária (MAGNER, 2014).
A questão das funções executivas e de funções complexas tem assumido
ultimamente uma posição de destaque nos estudos sobre envelhecimento e
alterações do sistema cognitivo têm sido o foco de psicólogos cognitivistas (KLEIN et
al, 2010).

Dentre as alterações neurocognitivas mais comuns na senescência estão os prejuízos


de funções executivas (FE), memória episódica, velocidade de processamento e
alterações no sono. Tais dificuldades da cognição levam a alterações nas atividades
de vida diária e podem estar associados a sintomas de demências e/ou depressivo
(CARDOSO, LANDENBERGER e ARGIMON, 2017).

À identificar precocemente declínio cognitivo nesta faixa etária, sugere-se rastrear as


funções executivas, que envolvem habilidades cognitivas como a iniciativa,
planejamento, sequência e monitoramento de comportamentos complexos dirigidos
a um objetivo (ARGIMON et al, 2012).
Estudos comprovam que no processo de envelhecimento saudável observam-se alterações
cognitivas leves envolvendo diminuição na velocidade do processamento de informação,
déficits atencionais e de funções executivas (Zibetti et al., 2010), dificuldades no raciocínio
abstrato, controle inibitório e flexibilidade cognitiva, assim como na capacidade de aprender
novas informações (CHARCHAT-FICHMAN, 2013).

Da mesma forma, o presente estudo encontrou resultados diferenciados, mostrando uma


frequência elevada de comprometimento de funções executivas, com um subgrupo
apresentando déficit de memória (...) Com o envelhecimento, há declínio acima do
esperado em funções executivas, funções reconhecidamente associadas a esta estimulação.
(CHARCHAT-FICHMAN, 2013)

Estudos quanto à avaliação do declínio funcional associado a funções executivas, estudos


longitudinais podem melhor avaliar a evolução deste quadro e mesmo estudos com baterias
mais longas de avaliação neuropsicológica para especificar quais são os déficits executivos
encontrados e o desenvolvimento de pontos de corte para esta população (idosos). Além
disto, este perfil sugere o desenvolvimento de procedimentos de intervenção para este
grupo. Uma intervenção que pode abranger a reabilitação de funções executivas, focando
no desenvolvimento de estratégias de estimulação e também compensatórias como, por
exemplo, a reorganização destas habilidades funcionais. (CHARCHAT-FICHMAN, 2013)
Em relação às tarefas Resolução de Problemas e Fluência Verbal, ambas medidas
de componentes das funções executivas do NEUPSILIN, o grupo de longevos
apresentou desempenho significativamente inferior ao dos demais grupos
(adultos jovens, de idade intermediária e idosos), que não se diferenciaram entre
si. (ZIBETTI, 2010)
FIGUEIREDO (2009), aponta que as alterações em sujeitos idosos saudáveis são
pouco observáveis, estando os comprometimentos cognitivos na faixa leve a
moderado - principalmente para funções de categorização (Fluência). Habilidades
como velocidade de processamento e flexibilidade cognitiva encontraram
resultados que tendem a indicar a preservação destes domínios cognitivos.
Frente a tais resultados o presente estudo indica que déficits no subdomínio de
planejamento das funções executivas também podem se manifestas nesses
pacientes (paciente com comprometimento cognitivo leve) (PAULA et. al, 2012)
ARGIMON, Irani I. de Lima et al . Gênero e escolaridade: estudo através do miniexame do estado mental (MEEM) em idosos. Aletheia,
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BRITTO, Ivone Lucia et. al. Avaliação das Funções executivas em idosos acometidos por doenças crônico-degenerativas. Cadernos de
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CARDOSO, Nicolas de Oliveira; LANDENBERGER, Thaís; ARGIMON, Irani Iracema de Lima. Jogos Eletrônicos como Instrumentos de
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WAGNER, Gabriela Peretti et al. A relação da estimação cognitiva com outros processos cognitivos em uma amostra de
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ZIBETTI, Murilo Ricardo et. al. Estudo comparativo de funções neuropsicológicas de grupos etários de 21 a 90 anos. Neuropsicologia
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