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O kantismo ou a Idade da Crítica

Os pré Kantianos

 Descartes – “É provável que não saibamos o que é a
beleza na natureza e no Original” Vem do dogmatismo
platónico, baseando-se na objetividade do Belo em si. O
que é o Belo? Ninguém nunca o saberá varia com países.

 Leibniz - é um anti-Descartes. Para ele o mundo é uma
imagem da nossa perceção e há a realização do uno e do
múltiplo. E o espetáculo desta estranha harmonia do
universo é o espelho da nossa própria harmonia interior.
“A harmonia Universal espalha-se de nós para as coisas e
das coisas para nós”.
 Para ele o estado artístico manifesta-se por gostos,
imagens das qualidades dos sentidos, que são pequenas
perceções ou espelhos vivos ou imagens do universo das
criaturas mas também da própria divindade, ou do
próprio autor da natureza.

 O Sensualismo inglês - Se não tivéssemos em nós o
sentimento de Beleza acharíamos os edifícios, os
Jardins o vestuário e os equipamentos úteis mas
nunca o poderíamos acha-los Belos.

 Burke – Para ele o gosto é o juíz infalível do belo e este
emana do instinto social e é causado por um sentimento
de prezer positivo que faz nascer o amor, acompanha o
relaxamento dos musculos e dos nervos. Enquanto que, o
sublime vem do instinto da conservação e está ligado à
tensão, ao vazio, ao terrivel, às trevas e à solidão.

 Home – para ele o belo é aquilo que representa as relações


entre o espetador e seus semelhantes aqui a enfase é
colocada no gosto humano.
Kant

A fonte – A verdadeira especificidade do Kantismo está na
nova teoria do gosto que considera que o gosto não é
somente um juízo do sentimento é igualmente um
sentimento de juízo.

Entre o conhecer e o desejar existe a liberdade de comprovar


o prazer da alma. Kant descobre na afetividade uma
faculdade autónoma inteiramente específica, sob o nome de
prazer ou de desprazer.
A crítica do Juízo - ela divide-se em Analítica do Juízo
estético e Dialética do Juízo estético.
A analítica do belo 
Juízo de gosto do ponto de vista da qualidade. Kant compara as
formas de satisfação estéticas do gosto do agradável e do
bem. E diz que o gosto é a faculdade de julgar o objeto ou
um modo de representação pela satisfação ou desprazer de
forma inteiramente desinteressada. É chamado de belo o
objeto dessa satisfação.

Juízo de gosto do ponto de vista da quantidade. Ele analisa o


gosto e a beleza com o objetivo de provar que a beleza é
representada sem conceito. Como um objeto de uma
satisfação necessária. É belo aquilo que agrada
universalmente sem conceito.

Juízo de gosto do ponto de vista da relação. Kant mostra aqui
que o juízo de gosto é independente da atração, da emoção e
do conceito de perfeição. A Beleza é a forma da finalidade de
um objeto enquanto percebida sem representação de fim.

Juízo de gosto do ponto de vista da modalidade. Ele afirma que


a necessidade do contentamento universal, concebida num
juízo de gosto, é uma necessidade subjetiva. Neste caso, é
belo aquilo que é reconhecido sem conceito como o objeto
de uma satisfação necessária.
O Belo e o Sublime
Para Kant a diferença entre 
o belo e o sublime é em função
da finalidade que só existe para o belo, objeto de uma
satisfação, o sublime por definição atinge apenas ideias e não
razão e nenhum objeto da natureza e por isso não pode estar
em nenhuma forma sensível.

A dialética postula que o idealismo da finalidade da


natureza é tanto uma arte como um princípio.

Para Kant o sentimento estético reside na harmonia do
entendimento e da liberdade da imaginação e no génio
criador das ideias artísticas, sem a qual não haveria
qualquer obra de arte e isto tudo está contido na
dosagem única de entendimento e da imaginação. Para
ele existe dois tipos de beleza:
Um que é Livre de interesse e um outro que é aderente
ao conceito. O sublime surge como estado puramente
subjetivo cuja finalidade é inacessível à intuição
sensível

Para Kant, a arte é uma criação consciente de objetos, que
produz nos que a comtemplam a impressão de terem sido
criadas sem intenção, à semelhança da natureza. A sua
virtude própria é o génio, que não age nunca da mesma
forma na arte e na ciência.