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PERSONALIDADE I

AULA 20/02
DEFINIÇÃO DE PERSONALIDADE
• CONSISTÊNCIA

• PECULIARIDADE
CONSISTÊNCIA
• O que significa dizer que uma pessoa tem uma
personalidade otimista? Essa afirmação indica
que ela tem uma tendência consistente a se
comportar de maneira alegre, esperançosa e
entusiástica, enxergando o lado positivo das
coisas em ampla gama de situações.
PECULIARIDADE
• É usada para explicar porque ninguém age da
mesma forma em situações semelhantes. As
pessoas reagem de formas diferentes à
mesma situação porque cada um possui uma
personalidade diferente.
DEFINIÇÕES
• A partir dos conceitos de CONSISTÊNCIA E
PECULIARIDADE, podemos combinar estas
ideias na seguinte definição:

“personalidade refere-se ao conjunto singular de


traços de comportamento consistentes de um
indivíduo.”
O QUE SÃO TRAÇOS?
• Ao descrever uma pessoa tendemos a fazer
comentários ou afirmações descritivas do tipo:
“João é tímido demais para ser bem-sucedido
naquele tipo de trabalho”.

• Tais afirmações referem-se a traços de


personalidade.
TRAÇO
• É uma disposição duradoura de se comportar
de determinada forma em diversas situações.

• Adjetivos como honesto, temperamental,


impulsivo, ansioso, desconfiado, descrevem
tendências que denominam traços de
personalidade.
DEFINIÇÕES
• DEFINIÇÃO BIOSSOCIAL: Corresponde com o
uso popular do termo, uma vez que equipara
a personalidade ao “valor da impressão social”
que o indivíduo provoca. É a reação dos
outros ao sujeito o que define a sua
personalidade.
DEFINIÇÕES
• DEFINIÇÃO BIOFÍSICA: A personalidade está
embasada em características ou qualidades do
sujeito. A personalidade tem um lado
orgânico, assim como um lado aparente.
DEFINIÇÕES
• A palavra personalidade pode ser usada em
diversos sentidos e abordagens teóricas.
Nenhuma definição substantiva de
personalidade pode ser generalizada. A
maneira pela qual determinadas pessoas
definem a personalidade dependerá de sua
preferência teórica.
DEFINIÇÕES
• É impossível definir personalidade sem
concordar com a estrutura de referência
teórica dentro da qual a personalidade vai ser
examinada.
PERSPECTIVA PSICODINÂMICA
FREUD
• Freud era um médico neurologista que
começou a clinicar em Viena no fim do século
XIX. Como os demais neurologistas de sua
época atendia pessoas com problemas
nervosos, como medos irracionais, ansiedades
e obsessões.
FREUD
• Freud contesta a tradicional psicologia da
consciência sua época comparando a mente a
um iceberg: a parte menor representava a
região da consciência (a superfície), enquanto
massa maior abaixo da água representava a
região do inconsciente.
A ESTRUTURA DA PERSONALIDADE
PSICODINÂMICA
• As teorias psicodinâmicas compreendem
diversas teorias descendentes da obra de
Freud, que se baseia em forças mentais
inconscientes que determinam o nosso
comportamento.

• Núcleo da teoria: modelo conflitual de


motivação.
PSICODINÂMICA
• Grande parte do nosso comportamento
adulto decorre de resíduos inconscientes de
conflitos infantis não resolvidos.
• No domínio do inconsciente encontramos os
impulsos, as paixões, as ideias, os sentimentos
reprimidos, um mundo subterrâneo de forças
vitais que exercem um controle sobre os
pensamentos e ações dos indivíduos.
A ESTRUTURA DA PERSONALIDADE
• É constituída por 3 grandes sistemas: id, ego e
superego.

• O comportamento é quase sempre um


produto da interação entre esses três
sistemas.
A DINÂMICA DA PERSONALIDADE
• Freud considerava o organismo humano um
sistema complexo de energia.

• O ponto de contato entre a energia do corpo e


a da personalidade é o id e os seus instintos.
• Instinto: É uma representação psicológica
inata de uma fonte somática interna de
excitação.

• A representação psicológica é chamada de


desejo, e a excitação corporal da qual se
origina é chamada de necessidade.
INSTINTO E DESEJO
• O DESEJO age como um motivo do
comportamento.
• Os INSTINTOS são os fatores que impulsionam
o comportamento.

• Ex: O estado de fome pode ser descrito


fisiologicamente e, ao mesmo, tempo,
psicologicamente.
INSTINTOS
• Exerce um controle seletivo sobre a conduta
ao aumentar a sensibilidade da pessoa a
certos tipos de estimulação.

• Ex. A pessoa faminta é mais sensível a


estímulos alimentares.
ESTÍMULOS EXTERNOS
• Para Freud, as fontes ambientais de excitação
exercem um papel menos importante na
dinâmica da personalidade do que os instintos
inatos.

• Sempre podemos fugir de um estímulo


externo, mas é impossível fugir de uma
necessidade.
ENERGIA PSÍQUICA
• Todos os instintos tomados em seu conjunto
constituem a soma total da energia psíquica
disponível para a personalidade.

• Qual o reservatório dessa energia e a sede dos


instintos?
INSTINTO
• 4 ASPECTOS CARACTERÍSTICOS:
• Uma FONTE
• Uma META
• Um OBJETO
• Um IMPETO
REDUÇÃO DE TENSÃO
• O modelo utilizado por Freud é um modelo de
redução de tensão.

• O comportamento de uma pessoa é ativado por


irritantes internos e cessa quando uma ação
apropriada remove ou diminui a
excitação/irritação.

• A meta de um instinto, portanto, é conservar o


EQUILÍBRIO DO ORGANISMO.
COMPULSÃO À REPETIÇÃO
• Podemos descrever um instinto como um
processo que repete, tão frequentemente
quanto aparece, um ciclo de eventos que se
inicia com a excitação e termina com o
repouso.
• A personalidade é compelida a repetir
interminavelmente o inevitável ciclo da
excitação ao repouso.
A ENERGIA É DESLOCÁVEL
• A variação na escolha do objeto é possível
porque a energia psíquica é deslocável. Se um
objeto não está disponível, ou por estar
ausente ou por barreiras (defesas) dentro da
personalidade, a energia pode ser investida
em outro objeto.
• O deslocamento de energia psíquica de um
objeto para outro é o aspecto mais
importante da dinâmica da personalidade.
Explica a plasticidade da natureza humana e a
versatilidade do comportamento humano.

• Para a teoria freudiana, os instintos são as


únicas fontes de energia para o
comportamento humano.
INSTINTOS DE VIDA X INSTINTOS DE
MORTE
• Instintos de vida: servem ao propósito da
sobrevivência individual e da propagação da
espécie.

• Ex: Fome, sede, sexo.

• Qual a forma de energia pela qual os instintos


de vida realizam sua tarefa?
PULSÃO SEXUAL
• Freud atribuiu à pulsão sexual um dos
principais determinantes para a personalidade
e o comportamento humanos.

• Em suas investigações na prática clínica sobre


as causas e funcionamento da neurose,
descobriu que a maioria dos pensamentos e
desejos reprimidos referia-se a conflitos de
ordem sexual, localizados na vida infantil.
SEXUALIDADE INFANTIL
• Na vida infantil estavam experiências de caráter
traumático, reprimidas, que se configuravam
como origem dos sintomas atuais. Nesse sentido,
ocorrências da infância deixam marcas profundas
na estruturação da personalidade.

• Antes de Freud, nenhum pesquisador havia


atentado para a importância da infância para a
formação da personalidade.
SEXUALIDADE INFANTIL
• A descoberta da sexualidade na infância
provocou profundas repercussões na sociedade
puritana da época, pela concepção vigente da
“inocência da infância”.

• O sexo não está associado exclusivamente à


reprodução!
INSTINTO E SEXUALIDADE
• O Instinto sexual não é um único instinto, mas
muitos. Existem várias necessidades corporais
separadas que originam os desejos eróticos.

• Cada um desses desejos tem uma fonte


corporal específica, referidas como zonas
erógenas.
ZONA ERÓGENA
• É uma parte da pele ou da membrana mucosa
extremamente sensível à irritação e que,
quando manipulada de certa forma, remove a
irritação e produz sentimentos prazerosos.

• Sugar produz prazer oral, a eliminação produz


prazer anal, massagear ou esfregar produz
prazer genital.
A DISTRIBUIÇÃO E UTILIZAÇÃO DA
ENERGIA PSÍQUICA
• Como o id, o ego e o superego controlam e
utilizam a energia psíquica?

• Uma vez que a quantidade de energia é


limitada, existe uma competição entre os três
sistemas pela energia disponível.
• Id: originalmente possui toda a energia e a
utiliza para ação reflexa e para realização do
desejo por meio do processo primário.
O id opera segundo qual princípio?

• Ego: Não tem uma fonte própria de energia,


toma energia emprestada do id. Esse desvio
de energia é denominado de IDENTIFICAÇÃO.
IDENTIFICAÇÃO
• A fim de satisfazer uma necessidade, a pessoa
tem que aprender a comparar o que está em
sua mente ao seu equivalente no mundo
externo, por meio do processo secundário.

• Identificação é esta comparação de uma


representação mental com a realidade física.
Ela permite que o processo secundário
substitua o processo primário.
• Gradualmente, o ego torna-se mais eficiente e
obtém um monopólio virtual sobre a reserva de
energia psíquica. Entretanto, esse monopólio é
apenas relativo, se o ego deixa de satisfazer os
instintos, o id retoma seu poder.

• A medida que o id se torna ameaçador, o ego


erige defesas contra ele. Esses mecanismos de
defesa também podem ser usados para lidar com
as pressões do superego sobre o ego.
DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL
DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL
• Nos primeiros anos de vida, o prazer é
encontrado no próprio corpo, a função sexual
se apoia nos instintos básicos de
sobrevivência.
• O corpo é erotizado, isto é, as excitações
sexuais está localizadas em partes do corpo e
há um desenvolvimento progressivo.
COMPLEXO DE ÉDIPO
• No decorrer das fases, sucedem-se alguns
eventos e ocorrências. Destaca-se o complexo
de Édipo, em torno dele ocorre a estruturação
da personalidade.

• Acontece na fase fálica, entre 3 e 5 anos.