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Arte, Imaginação e Vida Cristã

Rodolfo Amorim C. Souza


L’Abri Brasil
I - Crise estética e respostas
comuns
I – Crise estética

1) Desencantamento do mundo e
relação de controle egoísta da
criação: concupiscência cultural

2) Desvalorização do aspecto
estético da vida e marginalização
da arte: achatamento da vida
I - Formas Comuns de Resposta

1) Pietismo: fuga da dimensão


criacional e de uma ação integral

2) Cristianismo de síntese: ausência de


serviço integral

3) Resposta “católica”: arte dentro e


para os domínios da igreja
II – Resposta reformada e
seus fundamentos bíblicos
II - Resposta Reformada

1) Retorno a uma noção de criação


como Teatrum Dei: narrativa
criação-queda-redenção

2) Produção de culturas direcionadas


pela fé em que floresça a vida
humana: mandato cultural e shalom
II – Bases Bíblicas Gerais

1) A bondade da criação é afirmada, com centro


em Deus Teatrum Dei: Gen 1, Salmo 104

2) Queda como introdução de uma direção


apóstata das estruturas da criação a partir de
seu centro religioso: Gen 3:6-7; Rom 1:18-28

3) Graça comum como fidelidade de Deus às


estruturas da criação em todos seus sentidos:
Gen 3: 15
III – Filosofia Cristã e a
Dimensão Estética
III – Riqueza de sentidos do real e estética
Esfera Modal Núcleo de Sentido Exemplos de Ciências
15. Fiduciária Certeza transcendental Teologia
14. Ética Imperativo moral/Amor Bioética
13. Jurídica Retribuição, justiça Direito, Política
11. Econômica Conservação Economia
10. Sociológica Intercurso Social Sociologia, Ciências
Gerenciais

9.Linguística/Semiótica Significação Semiótica, filologia


9. Estética Alusividade/Beleza Estética, Artes

8. História/Formativa Realização cultural; História


poder criativo
7. Lógica Diferenciação racional Lógica
6. Psíquica/Sensória Sensação Psicologia
5. Biótica Vida, vitalidade Biquímica
4. Física Matéria/Energia Física/Química
3. Cinemática Movimento Cinemática
2. Espacial Extensão Geometria Espacial
1. Numérica Quantidade Discreta Matemática
III – Visão Radical de Criação-queda-redenção
Justiça,
Música,
Estado,
Galeria
Partidos,
de Arte,
Mov. pressão
Casamento, Teatro
Família, Empresa,
Fundação, Sindicato,
orfanato, Estética Jurídica
Cooperativas e
projetos bancos
sociais
Ética Econômica
Desenvolvimento
Igreja, comunitário,
Missão, Social Mundo social,
Seminário, Fé DEUS Associações
ministérios
Histórica
Museu,
Biológica Arquivo,
Hospital,
Lógica Projetos
ecologia,
Psicológica Culturais
pesquisas na Educação,
genética Pedagogia,
Clínica, Pesquisa e
Terapia, Ensino
Asilo. Superior
IV – Uma Visão Estética
Cristã
IV – Atividade artística cristã

1) Arte sempre é adoração: arte é uma


forma de expressão da direção religiosa
do coração em resposta ao mandato
cultural

2) A produção e desfrute da arte em


sentido cristão é uma atividade como
outras dentro da criação divina (ex.
casamento, oração, alimentação)
Rembrandt van Rijn -
O Ascenso da Cruz
(1633) - Alte
Pinakothek, Munique
Peter Paul Rubens -
Cristo na Cruz (1620)
- Museum voor Schone
Kunsten, Antuerpia,
Belgica
Antonio Ciseri – Ecce Homo (1870)
- Galeria de Arte Moderna - Florença
Van Gogh - Pieta
(1889) - Van Gogh
Museum - Amsterdã
Paul Gauguin - O
Cristo Amarelo
(1889) - Albright-
Knox Art Gallery -
Buffalo
Edvard Munch – Golgota (1900)
Salvador Dali –
Crucificação (Corpo
Hiperbólico - 1954) -
Museu Metropolitano
de Arte – Nova York
Crucificação Azul (2003) -
Kazuya Akimoto Art Museum -
Foto
Elisabeth Ohlson - Ecce Homo
Exibition (1998) - Foto
Andres Serrano – Piss
Christ (2001) - Foto
IV – Visão Geral de Arte e Imaginação

1) Sentido estético como alusividade,


rompendo com conceitos gregos
externos de beleza e inspiração
(romantismo)

2) Arte como objetificação simbólica


imaginada de certos aspectos de sentido
sujeitos à norma da alusividade
IV – Visão Geral de Arte e Imaginação

1) Imaginação como modo de consciência


distinto da experiência ingênua e a oposição
científica dos sentidos (gegestand), sendo
uma apreensão dos múltiplos sentidos do real
e suas nuances periféricas em forma
exagerada (hineinlebentanschaung)

2) Desfrutar uma obra de arte (e.g. livro, música),


não é fugir do real, mas apreender sentidos
presentes na criação comumente não
explorados
IV – Visão Geral de Arte e Imaginação

3) Arte cristã como arte, objetificação coerente de


sentidos, mas com inclinação cristã em sua
orientação básica

4) Aspectos de inclinação cristã: tema maior


(sentido, gozo e esperança na criação e Deus) e
menor (realidade do pecado, alienação e
sofrimento na criação); atenção aos detalhes e
riquezas de sentido

5) Exemplos históricos de inclinações: Pintura


Holandesa, Música Cristã da reforma (Alemanha),
Blues e Jazz, Romance Russo
Arte Medieval

Cimbaue
The Madonna in Majesty
1285-86
Arte Renascentista

Van Eyck

Madonna de Rolin
1435
Arte Renascentista

Botticelli

Birth of Venus
1485
Arte da Reforma

Jan Steen

Celebrating
the Birth
1664
Arte da Reforma

Franz Hals

Portrait of a Man
1660
Arte da Reforma

Rembrandt

The Jewish
Bride
1666
V – O artista Cristão
V – Atitude do Artista

1) Arte cristã deve ser entendida como trabalho


laborioso, exigindo treinamento de percepção,
elaboração imaginativa e performance

2) Arte cristã não será forte sem sentido de


comunidade de vocacionados , rompendo com
noção individualista de inspiração, boemia, loucura

3) O artista cristão deve chorar, orar, pensar e


trabalhar, estar integral em sua criação, tendo uma
finalidade clara à sua vocação
VI – Conclusão
Conclusão

1) É urgente e necessário o envolvimento cristão


com as artes, mas sem foco ativista, geralmente
precipitado e superficial

2) Sem um sentido de conexão das coisas na


criação, a arte cristã será infrutífera em sua
vocação de louvor ao Criador

3) É necessária uma estética e prática cristã nas


artes como expressão do Reino de Cristo sobre
todas as coisas

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