Você está na página 1de 100

FILOSOFIA

O PROBLEMA DA VERDADE
REALIDADE
IDEOLOGIA
ALIENAÇÃO
• Feitiço: o que é? Feitiço é
quando uma palavra entra
no corpo e o transforma...

• Educação é isto: o processo


pelo qual os nossos corpos
vão ficando iguais às
palavras que nos ensinam.
Eu não sou eu: eu sou a
palavra que os outros
plantaram em mim.
• Meu corpo é resultado de um enorme
feitiço. E os feiticeiros foram muitos: pais,
mães, professores, padres, pastores, gurus,
líderes políticos, livros, TV...
• Wittgenstein, filósofo para ninguém botar
defeito, definia a filosofia como uma “luta
contra o feitiço” que certas palavras
exercem sobre nós!
FILOSOFIA
• Conhecimento por puros conceitos!

• Visão de mundo!

• Concepção de vida que a pessoa adota para


seu uso pessoal!
• Barthes: “Há uma idade em que se ensina
aquilo que se sabe. Vem, em seguida, uma
outra, quando se ensina aquilo que não se sabe.
Vem, agora, talvez, a idade de uma outra
experiência: aquela de desaprender. Deixo-
me, então, ser possuído pela força de toda vida
viva: o esquecimento...”
• “Procuro despir-me do que
aprendi”, dizia Alberto
Caeiro. “Procuro esquecer-
me do modo de lembrar que
me ensinaram, e raspar a
tinta com que me pintaram
os sentido, desencaixotar
minhas emoções
verdadeiras, desembrulhar-
me, e ser eu...”
• Sócrates: A educação é, pois, a arte que se
propõe este objetivo, a conversão da alma, e que
procura os meios mais fáceis e mais eficazes de
o conseguir. Não consiste em dar visão ao órgão
da alma, visto que já a tem; mas, como ele está
mal orientado e não olha para onde deveria, ela
esforça-se por encaminhá-lo na boa direção.
• Kant: Esclarecimento (Aufklärung)
significa a saída do homem de sua
minoridade, pela qual ele próprio é
responsável. A minoridade é a incapacidade
de se servir de seu próprio entendimento
sem a tutela de um outro.
Kant: Sapere aude! Tenha a
coragem de te servir de teu próprio
entendimento, tal é portanto a divisa
do Esclarecimento "Ousa saber!"
• “Concordo e cedo sempre que me falam
com argumentos. Tenho prazer em ser
vencido quando quem me vence é a Razão,
seja quem for o seu procurador.”
FERNANDO PESSOA
A FILOSOFIA E A QUESTÃO
DA VERDADE
“Que é a verdade?”
(Pergunta de Pilatos para Jesus, conf. Jo 18,38).
Busca da verdade e da sabedoria
• A filosofia se coloca a tarefa de buscar a
verdade, sobretudo a verdade lógica, uma
vez que:
• Seu objeto são os “pressupostos mais
fundamentais acerca da realidade, do
conhecimento e do valor.”
• Seu método consiste na
• Análise de conceitos filosoficamente importantes
• Raciocínio intenso
• Teorização especulativa
A ideia de Verdade aparece [...] como uma
correspondência entre [...] discurso e a
realidade. Aristóteles foi o primeiro
pensador a formular esta relação quando
definiu a verdade como “dizer do que é, que
é, e do que não é, que não é”.
Há, no entanto, um outro sentido para
verdade. É quando de sua aplicação a uma
realidade. Diz-se de uma realidade que é
verdadeira em oposição à aparente, ilusória.

Isto não é um cachimbo – Magritte, 1929.


Esta tradição de pensar a verdade foi
inaugurada por Platão com sua Teoria das
Formas e a pressuposição de que existe uma
essência verdadeira e permanente em
oposição às aparências, que são fugazes e
enganadoras. Atingir a verdade seria, então,
atingir a essência da realidade.
[...] A história da ciência tem mostrado que não
existe uma “coisa” (teoria, proposição ou fato)
que possa seriamente ser designada como
verdadeira. Existem teorias, proposições e fatos
que hoje são verdadeiros, ou o são
relativamente a uma certa perspectiva, a um
certo contexto.
Isso significa que, por princípio, todas as
teorias, proposições ou fatos que hoje
consideramos verdadeiros podem deixar de
sê-lo amanhã. Nós jamais teremos a completa
e absoluta certeza de termos atingido a
verdade.
REALIDADE SOCIAL

• De um modo geral, podemos falar


que a “realidade social” é o
conjunto das vivências que as
pessoas têm e que são
compartilhadas pelas demais que
pertencem a um mesmo grupo.
Realidade Social
• Resulta da percepção que os indivíduos e
grupos têm de suas vivências, que são
filtradas por suas crenças, valores,
experiências...

• Nesse sentido, a “realidade” envolve


aspectos que podem não ser concretos e, às
vezes, podem não ser sequer reais!
O QUE CADA UM “VÊ” DO ELEFANTE?
Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como
os seus conselhos eram sempre excelentes, todas as
pessoas que tinham problemas recorriam à sua
ajuda.
Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade
entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre
qual seria o mais sábio.
Certa noite, depois de muito conversarem acerca da
verdade da vida e não chegarem a um acordo, o
sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir
morar sozinho numa caverna da montanha. Disse
aos companheiros:
- Somos cegos para que possamos ouvir e entender
melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E,
em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam
aí discutindo como se quisessem ganhar uma
competição. Não aguento mais! Vou-me embora.
No dia seguinte, chegou à cidade um
comerciante montado num enorme elefante.
Os cegos nunca tinham tocado nesse animal
e correram para a rua ao encontro dele.
O primeiro sábio apalpou a barriga do
animal e declarou:
- Trata-se de um ser gigantesco e muito
forte! Posso tocar nos seus músculos e eles
não se movem; parecem paredes…
- Que palermice! – disse o segundo sábio,
tocando nas presas do elefante. – Este
animal é pontiagudo como uma lança, uma
arma de guerra…
- Ambos se enganam – retorquiu o terceiro
sábio, que apertava a tromba do elefante. –
Este animal é idêntico a uma serpente! Mas
não morde, porque não tem dentes na boca.
É uma cobra mansa e macia…
- Vocês estão totalmente alucinados! – gritou
o quinto sábio, que mexia nas orelhas do
elefante. – Este animal não se parece com
nenhum outro. Os seus movimentos são
bamboleantes, como se o seu corpo fosse
uma enorme cortina ambulante…
- Vejam só! – Todos vocês, mas todos
mesmos, estão completamente errados! –
irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena
cauda do elefante. – Este animal é como
uma rocha com uma corda presa no corpo.
Posso até pendurar-me nele.
E assim ficaram horas debatendo, aos gritos,
os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego,
o que agora habitava a montanha, apareceu
conduzido por uma criança.
Ouvindo a discussão, pediu ao menino que
desenhasse no chão a figura do elefante.
Quando tateou os contornos do desenho,
percebeu que todos os sábios estavam
certos e enganados ao mesmo tempo.
Agradeceu ao menino e afirmou:
- É assim que os homens se comportam
perante a verdade. Pegam apenas numa
parte, pensam que é o todo, e continuam
tolos!”
A percepção é forçosamente seleção, porque a
pessoa não pode processar conscientemente
todos os estímulos que recebe. Segundo
alguns teóricos, o que percebemos
conscientemente é apenas 1/1000 do que
vemos. O resto fica armazenado no cérebro,
mas nunca chegará a se tornar consciente (J.
L. González, 1988, p. 63). A percepção é a um
tempo seleção e organização.
Vemos o que as coisas SÃO, em si, ou aquilo
que conseguimos “compreender” dentro de
nosso universo de significações?
Na aquisição de novos conhecimentos, têm
uma importância fundamental os
conhecimentos prévios, já que são os
esquemas ou estruturas mentais sobre os
quais se articularão as informações novas.
Um camponês ou um pastor são muito mais
capazes do que um homem de cidade de
prever se vai chover. O camponês e o pastor
vêem no céu o que o cidadão urbano é
incapaz de ver, porque não aprendeu os
códigos, lhe faltam esquemas mentais para a
representação desta realidade.
[...] Na praxes cotidiana, tende-se a viver com
a ingênua convicção de que existe uma
percepção natural da realidade, a que a
própria cultura impõe. Tende-se a identificar
percepção com objetividade.
“Cada um acha que sua forma de perceber a
realidade é o modo natural. Não contamos
com antídotos para essa visão parcial,
provinciana, do mundo. Os homens, sem
dúvida, vivem a maior parte de seus dias no
âmbito de uma só cultura” (G. Gamaleri,
1981, p. 68).
• Para Régis Debray (1994, p. 300), “o que
nos faz ver o mundo é também o que nos
impede de vê-lo , nossa ideologia.

• Nossa IDEOLOGIA está incorporada a


nossos esquemas culturais.
IDEOLOGIA

QUEM
É
VOCÊ?!
Então...

QUEM (E COMO) MODELA A


SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS??
Ideologia - I
1. O estudo das idéias (sentido etimológico).

2. Conjunto de idéias, valores, maneira de


sentir e pensar de pessoas e grupos.

3. Idéias erradas, incompletas, distorcidas,


falsas sobre fatos e a realidade.
Ideologia - II
Concepção “neutra” –

Afirma que TODOS têm sua ideologia, sua


forma de enxergar as coisas, de
compreender o mundo.

Ideologia, de acordo com essa concepção,


restringe-se mais a um âmbito psicológico.
Ideologia - III
Concepção “negativa” –

Afirma que as ideologias são mundividências,


percepções de mundo, próprias de grupos ou
de cada CLASSE SOCIAL. Assim, temos a
ideologia da “classe dominante” e a ideologia
da “classe dominada”.
Ideias erradas, incompletas, distorcidas, falsas
sobre fatos a realidade.
Pode ser uma concepção “particular” ou “total”.
Ideologia - IV
Concepção “crítica” (Thompson, 1995) –
Qualquer forma simbólica utilizada com o
propósito de que seu sentido sirva para
estabelecer e sustentar relações de
dominação.
Estabelecer: o sentido pode criar ativamente e
instituir relações de dominação.
Sustentar: o sentido pode servir para manter e
reproduzir relações de dominação através de
um contínuo processo de produção e recepção
de formas simbólicas.
IDEOLOGIA...
• De um modo geral, pode-se afirmar que
ideologia é uma “falsa consciência, falsa
representação que as classes sociais
possuem de sua própria condição.

• A representação estabelecida pela ideologia


se constitui no necessário aparecer de uma
sociedade dividida em classes.
A ideologia no discurso político
• "Quando eu fico vendo os ministros, que ganhavam
muito bem [na iniciativa privada], virem ganhar R$
7.000, R$ 8.000, eu falo: esses são heróis. Alguns
pagam para serem ministros, essa é a pura verdade.
E eu digo isso de cátedra, porque eu digo sempre: eu
sou o único que não posso reclamar do meu salário
de R$ 8.000 porque não tem nenhum torneiro
mecânico no Brasil ganhando R$ 8.000 por mês."
• (Presidente Lula, em março de 2007).
A ideologia no mercado de
trabalho
• “Vi um anúncio de emprego. A vaga era de
Gestor de Atendimento Interno, nome que
agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a
empresa exigia que os interessados
possuíssem - sem contar a formação
superior - liderança,criatividade, energia,
ambição, conhecimentos de informática,
fluência em inglês e não bastasse tudo isso,
ainda fossem HANDS ON.
• Para o felizardo que conseguisse convencer
o entrevistador de que possuía essa variada
gama de habilidades, o salário era um
assombro: 800 reais. Ou seja,um pitico.
Não que esse fosse algum exemplo fora da
realidade. Ao contrário, é quase o
paradigma dos anúncios de emprego. A
abundância de candidatos permite que as
empresas levantem cada vez mais a altura
da barra que o postulante terá de saltar
para ser admitido.”
• (Max Gehringer)
O FATO
• Pense em uma pessoa que se resigne a ficar
nos semáforos pedindo dinheiro aos
motoristas dos veículos que aguardam o
“verde” dar o sinal de partida.
• Imagine que essa pessoa consiga, durante
cada 30 segundos de trânsito parado, apenas
R$ 0,10.
• Então...
• Em 1 minuto ele teria arrecadado R$ 0,20.
• Em 5 minutos, ele arrecadaria R$ 1,00.
• Em 1 hora teria acumulado R$ 12,00.
• Bom, já é possível se imaginar que, em um
dia de 8 horas, seu ganho seria de R$ 96,00.
• Em um mês de 22 dias, o resultado desse
trabalho redundaria em um “salário” bruto
de cerca de R$ 2.110,00.
• Ou seja, algo em torno de 2 salários
mínimos vigentes em 2019.
ENTÃO...

“Programo HTML em
troca de comida.”
Viviane Forrester e o Horror
Econômico
• Será que a busca de uma ocupação
(trabalho, emprego) se tornou, ela mesma,
uma ocupação?

• Como sobreviver no mundo quando não se


é lucrativo ao lucro??
O QUE É IDEOLOGIA (conf.
Marilena CHAUÍ)
• “O real não é constituído por coisas. Nossa
experiência direta e imediata da realidade
nos leva a imaginar que o real é feito de
coisas (sejam elas naturais ou humanas),
isto é, de objetos físicos, psíquicos,
culturais oferecidos à nossa percepção e às
nossas vivências.”
O caso da montanha
• “... costumamos dizer que uma montanha é
real porque é uma coisa. No entanto, o
simples fato de que essa ‘coisa’ possua um
nome, que a chamemos ‘montanha’, indica
que ela é, pelo menos, uma ‘coisa-para-
nós’, isto é, algo que possui um sentido em
nossa experiência.”
Interpretações da “coisa”
• Politeísta: Montanha = morada dos deuses
• Empresário: Montanha = capital
• Trabalhador: Montanha = local de trabalho
• Geólogo: Montanha = objeto de estudo
• Pintor: Montanha = objeto de arte
• Alpinista: Montanha = desafio
• ...
• Nesses casos não se relaciona com a “coisa
em si”, nem apenas com a “coisa para nós”.
Constrói-se uma atitude relacional.
• Estabelecemos relações entre as pessoas e,
nessas relações, são inseridas as “coisas”.
• “O empirismo (do grego empeíría, que
significa: experiência dos sentidos)
considera que o real são fatos ou coisas
observáveis e que o conhecimento da
realidade se reduz à experiência sensorial
que temos dos objetos cujas sensações se
associam e formam idéias em nosso
cérebro.”
• “O idealista, por sua vez, considera que o
real são idéias ou representações e que o
conhecimento da realidade se reduz ao
exame dos dados e das operações de nossa
consciência ou do intelecto como atividade
produtora de idéias que dão sentido ao real
e o fazem existir para nós.”
• Já vimos, porém, que nem sempre é assim.
• Não temos acesso direto, imediato,
plenamente embasado na certeza, sobre o
que seja o real.
• “O real não é um dado sensível nem um
dado intelectual, mas é um processo, um
movimento temporal de constituição dos
seres e de suas significações, e esse
processo depende fundamentalmente do
modo como os homens se relacionam entre
si e com a natureza.”
ALIENAÇÃO
• Quando a pessoa tem seu
centro de autodeterminação
em outra instância que não
seja si mesma.
• É o ser estranho – estrangeiro
– a si mesmo.
• ALTER: outro (alter ego)
• ALIEN: estrangeiro
(alienígena)
• ALIENADO: “louco”, “fora de
si”...
• Sem uma postura crítica das ideologias que
nos rodeiam e buscam “conformar” nossa
percepção de mundo, podemos ir nos
alienando, “percebendo” um mundo que, de
fato, não existe.
• Paralelo:
• Alienação
• Esquizofrenia
• Ideologia, alienação e sociedade –
• Vivemos em uma sociedade mas, nem sempre,
nos damos conta da forma como ela se organiza
e dos instrumentos empregados para que a
percebamos como tal.
• A sociedade onde vivemos é a ESTRUTURA,
mas ela decorre de uma organização das formas
de produção (a infra-estrutura) e é justificada
por um conjunto de instituições, valores, ideias,
representações, crenças... (a superestrutura).
• “Essas idéias ou representações, no
entanto, tenderão a esconder dos homens o
modo real como suas relações sociais
foram produzidas e a origem das formas
sociais de exploração econômica e de
dominação política. Esse ocultamento da
realidade social chama-se ideologia.”
• Retomemos o caso da sociedade...
• “As classes sociais não são coisas nem idéias,
mas são relações sociais determinadas pelo
modo como os homens, na produção de suas
condições materiais de existência, se dividem
no trabalho, instauram formas determinadas
da propriedade, reproduzem e legitimam
aquela divisão e aquelas formas por meio das
instituições sociais e políticas, representam
para si mesmos o significado dessas
instituições através de sistemas determinados
de idéias que exprimem e escondem o
significado real de suas relações. As classes
sociais são o fazer-se classe dos indivíduos em
suas atividades econômicas, políticas e
culturais.”
Para Karl Marx, Sociedade deve ser entendida
como Modo de Produção. Isso significa que
a sociedade deve ser compreendida a partir
da forma como se organiza para garantir sua
sobrevivência!!
Para fazer compreender o que seja o “Modo
de Produção”, Marx indica três
componentes da organização social, já
referidos anteriormente:
• Estrutura
• Infra-estrutura
• Super- estrutura
Estrutura
• É a sociedade propriamente dita, que se nos
dá a perceber, com suas relações pessoais e
sociais e, sobretudo, com suas classes.
• Por que a sociedade é dessa forma e, não, de
outra?
• O que faz com que as relações sejam estas que
temos e não outras?
Infra-estrutura
• Assim com nenhum edifício pode subsistir
sem que tenha uma base, isto é,
fundamentos sólidos e garantidos, assim
também numa sociedade são necessários os
fundamentos. Esses fundamentos, essa base
é a infra-estrutura, que é constituída pela
produção: as forças e relações de produção.
Sem produção não existe possibilidade
duma nação sobreviver.
Super-estrutura
• A superestrutura é toda uma camada superior, que
aos poucos foi sendo criada, e colocada por cima
da infra-estrutura.
• Ela é muitas vezes imaterial, não é concreta e
palpável, mas é muito real e eficiente: as leis, o
direito, a moral, as normas, as legitimações, as
explicações, os mitos, as lendas, as tradições, os
códigos de leis de diversos tipos, os decretos, as
IDEOLOGIAS...
Produção
Marx dizia que a organização do modo de
produção é decorrência da relação (e
apropriação) dos meios de produção.
Os meios de produção se constituem de:
• Terras, máquinas, equipamentos...
• Recursos econômicos, capital; e
• Mão-de-obra = força de trabalho
Modo de produção comunista:
Terra -
Capital - - Todos (A, B, C...)
Trabalho -

Modo de produção feudal:


Terra - -A
Capital -
Trabalho - - B, C...

Modo de produção capitalista:


Terra - -A
Capital - -B
Trabalho - -C
Reconhecer...
• Alienação, reificação, fetichismo: é esse o
processo fantástico no qual as atividades
humanas começam a se realizar como se
fossem autônomas ou independentes dos
homens e passam a dirigir e comandar a
vida dos homens, sem que estes possam
controlá-las.
A mercadoria se impõe ao sujeito
Bugatti Veyron Pur Sang – U$ 3 mi
Bugatti La Voiture Noire: € 11 mi =
+/- 48 R$ mi
• Como discutir sobre a realidade e sua
construção ideologizada?

Você também pode gostar