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II Seminário da Série Alfabetização Matemática,

Estatística e Científica
UESC, 09 a 13 de Fevereiro de 2009

Afonso HENRIQUES

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Referências Teóricas

REFERÊNCIAS TEÓRICAS EM EDUCAÇÃO


MATEMÁTICA - ESTATÍSTICA

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Referências Teóricas

I Fórum de Pesquisa em Ed. Mat. Sul da BA (UESC), UEFS,


EBEM, Seminários do GPEMAC, ...

Referências teóricas
Objetivo:
 fundamentar
 compreender
 modelizar
 analisar
 interpretar,...
fenômenos do ensino e aprendizagem.

Didática da Matemática x Educação Matemática

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Referências teóricas

GRANDES TEORIAS EM DIDÁTICA

Teoria de Campos Teoria Antropológica da Teoria de Situações


Conceituais (TCC) Didática (TAD) Didática (TSD)
G. Vergnaud (1996) Chevallard (1991) Brousseau (1998)

Transposição Teoria da Registros de


Didática Instrumentação Representação Semiótica
Chevallard (1985) Rabardel (1995) Duval (1993)

Metodologia de Pesquisa

Engenharia Didática
M. Artigue (1988)
Seqüência
Didática

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Transposição Didática

Transposição Didática
Chevallard (1985)

Chevallard desenvolveu a noção de Objeto de saber: conjunto de


transposição didática para distinguir conhecimentos socialmente
os diferentes saberes envolvidos no disponíveis na literatura...
processo Ensino e Aprendizagem.
Antes de ser “Objeto ensinado”, o
Necessidade da existência da “Objeto de saber” sofre um grande
Matemática do Professor “distinta” número de transformações e
daquela do Matemático / aluno. adaptações chamado de
Transposição didática.
Classe de Objetos a ensinar...

Transposição Didática: Conjunto de


transformações que sofre um objeto de
saber (conhecimento) com a finalidade
de ser ensinado.

Qual é o papel do Professor nesse processo?

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Teoria Antropológica da Didática

• Exercícios propostas aos alunos


• Técnicas disponíveis para resolvê-los Dados das instituição

• Justificativas tecnológicas - teóricas

M. Artigue (1998), A questão da aprendizagem matemática


[independentemente do ambiente de aprendizagem papel/lápis
ou computacional] coloca-se, em termos de RELAÇÕES
PESSOAIS e INSTITUCIONAIS a dados objetos e seus
desenvolvimentos articulados.

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Teoria Antropológica da Didática

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA A TEORIA ANTROPOLÓGICA DA DIDÁTICA

Antropologia Religiosa
O ponto de partida : “TUDO É OBJETO”. Objeto de estudo: Religião

Tipos de OBJETOS específicos: Antropologia Política


1. INSTITUIÇÕES (I) Objeto de estudo: Política
2. PESSOAS (X)
3. POSIÇÕES que ocupam as pessoas nas instituições Antropologia Didática
Objeto de estudo: Didática
Ex. estudar fenômenos a cerca do comportamento do
aluno diante de um problema matemático
Entra em cena com a noção de RELAÇÃO

O CONHECIMENTO - e o saber

1.INSTITUIÇÕES (I)
Elementos primitivos 2.PESSOAS (X)
3.OBJETOS DO SABER (O)

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Teoria Antropológica da Didática

Relação entre os elementos primitivos

Objeto
Relação entre eltos. Primitivos

O X
Pessoa X
Instituição I
R(I,O) R(X,O)

Todo saber é ligado ao menos a uma instituição, na qual é desenvolvido,


num dado domínio real. O ponto essencial, é portanto, que um saber não
existe “in vacuo”, num vazio social. Todo conhecimento aparece, num
dado momento, numa dada sociedade, ancorado numa ou numas
instituições, Chevallard (1989).

A relação pessoal de uma pessoa a um objeto de saber só pode ser estabelecida


quando a pessoa entra na instituição onde existe esse objeto.
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Instrumentação X Antropologia

Instituição (I)

Objeto (O)

Instrumento (i) Sujeito (X)

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Teoria Antropológica da Didática

3 ABORDAGEM (TAD)
 PRAXEOLÓGICA
 ECOLÓGICA
 OSTENSIVOS E NÃO OSTENSIVOS

O saber matemático, enquanto forma particular do conhecimento, é fruto da


ação humana institucional, e é algo que: se produz, se utiliza, se ensina ou de
uma forma geral, que transita nas instituições.

Chevallard propôs a noção de organização praxeológica ou simplesmente


praxeologia (como conceito chave) para estudar as práticas institucionais
relativas a um objeto do saber, em particular, as práticas sociais em
matemática.

A abordagem praxeológica é, portanto, um modelo para análise da ação


humana institucional.
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Teoria Antropológica da Didática

Quatro Noções

► Tipo de EXERCÍCIOS (T)

► Tipo de TÉCNICAS ()


 PRAXEOLÓGICA
► TECNOLOGIA (θ)

► TEORIA ()
É adotado o símbolo T para representar um tipo de exercício identificado numa
praxeologia, contendo ao menos um exercício t.

Uma técnica, denotada por , é uma maneira de fazer ou realizar um tipo de exercícios T.

A Tecnologia, denotada por θ, é um discurso racional (o logos) tendo por objetivo justificar
a técnica , garantindo que esta permite realizar os exercícios do tipo T. Uma segunda
função da tecnologia é a de explicar, tornar compreensível a técnica.
A Teoria, representada por , tem a função de justificar e tornar compreensível uma
tecnologia θ.
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Teoria Antropológica da Didática

QUATRO NOÇÕES

► Tipo de EXERCÍCIOS (T)


► Tipo de TÉCNICAS ()
► TECNOLOGIA (θ) Descrição
► TEORIA ()

Organização [T/] Saber – fazer [ praxe ]


Praxeológica completa

[T///] [/] Tecnológico - teórico [ logôs ]


Decomposição

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Teoria Antropológica da Didática

EXEMPLOS

Adição de números no sistema Resolver uma equação do segundo


decimal : é um TIPO DE grau: é um TIPO DE EXERCÍCIO T
EXERCÍCIO T contendo pelo menos contendo pelo menos um exercício t.
um exercício t.

T : ax 2  bx  c  0 
T : A  B t T
t T t : 2x  x  0
2

t :63 

TÉCNICAS (): usando os dedos TÉCNICAS (): Determinação de Δ


TECNOLOGIA (θ): Contar tudo ou TECNOLOGIA (θ): BHASKARA
Contar na Seqüência
TEORIA (): Conj. de conhecimentos
TEORIA (): Conjunto de conhe- matemáticos ensinados para estabelecer
cimentos natos. o teorema de Bhaskara
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Teoria Antropológica da Didática
EXEMPLOS AFIRMAÇÃO

Calcular uma integral definida : é um Produzir, ensinar e aprender matemática


TIPO DE EXERCÍCIO T contendo são ações humanas que podem descrever-
pelo menos um exercício t. se conforme o modelo praxeológico.

b

T :  f ( x)dx 
A organização praxeológica relativa às
atividades:

 
a
1  t T
t :  x 2 dx  Matemáticas é uma organização
matemática: [T///].
0

 Estatísticas é uma organização
Estatística: [T///].
TÉCNICA (): primitiva
Químicas é uma organização
TECNOLOGIA (θ): TFC Química: [T///].

TEORIA (): Conjunto de conhe-


cimentos de CDI. ...
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Teoria Antropológica da Didática

Como descrever uma


Praxeologia
Completa?

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Teoria Antropológica da Didática

Matheron (2000)

A [praxeologia] permite estudar uma mesma noção


matemática designada com mesmo nome, mas com
organização matemática de naturezas diferentes, se
desenvolvidas no seio de instituições diferentes. Esse ponto
de vista ressalta o aspecto ecológico relativo a um objeto O,
quer dizer, o aspecto do questionamento da existência real ou
da inexistência desse objeto na instituição onde vive uma
dada organização matemática. Essa dimensão ecológica
nos permite questionar: como é ensinado um dado objeto
identificado num livro didático? Que tipo de exercícios
(tarefas) a realizar e com que tipo de técnicas disponíveis (ou
não)? Qual é a organização matemática, e por conseqüência,
que tipo de progressão considerar? (op. cit., p. 52).

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Teoria Antropológica da Didática

Analisar a vida de um objeto


Identificação de organização
matemático numa instituição,
matemática que coloca esse
compreender sua significação
para essa instituição objeto em jogo na instituição

Noções:
 Organização praxeológica
 Relação institucional Estudo ecológico dos livros
didáticos, programas de cursos
(PAC), Parâmetros Curriculares, etc.

responder questões de pesquisa que se


colocam no contexto desse quadro teórico.

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Teoria Antropológica da Didática (ecologia de saberes)

Bessot (1994): Existem, nos livros didáticos, indicadores


lingüísticos que decompõem o texto do saber ensinado.

Ecologia de saberes é baseada em


noções provenientes da ecologia,
as de habitat e de nicho.
Habitat é o lugar de vida e o ambiente
conceitual de um objeto do saber.

Nicho ecológico é o lugar funcional ocupado


pelo objeto do saber no sistema ou praxeologia
dos objetos com os quais interage

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Teoria Antropológica da Didática (Ostensivo e não-ostensivos)

Implementação de uma técnica


para realizar um tipo de exercício Tradução

manipulação de objetos ostensivos


a partir dos não-ostensivos

Ostensivos Não-ostensivos
Objetos de natureza sensível, Objetos, como idéias, noções, conceitos,
manipulável, perceptível. que existem institucionalmente sem, no
entanto, poderem ser vistos, ditos,
entendidos, percebidos ou mostrados por
1 1 1

si: eles só podem ser evocados a partir
dydzdx  1 da manipulação adequada de objetos
0 0 0 ostensivos associados.

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Metodologia de Pesquisa

Engenharia Didática
M. Artigue (1988)
Seqüência
Didática

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PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Estudo das integrais simples com auxilio do software Maple:


O caso de sólido de revolução
Questionamentos sobre eventuais dificuldades dos alunos em curso de CDI.
Estudar como os alunos de cálculo II lidam com os diferentes registros de
representações que intervêm na organização matemática e didática das
Integrais Simples.

Análise de livros didáticos:


Acesso aos elementos característicos da relação institucional referente a IS.

Bessot (1994): Existem, nos livros didáticos, indicadores lingüísticos


que decompõem o texto do saber ensinado.

Descrição da Praxeologia de IS.

Análise do Software Maple (Integrais e RG):


Potencialidade / Entraves.

Estudo experimental
Análises Prévias / Análises a priori / Práticas efetivas de alunos / análises aposterior.

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PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Modelagem Matemática com Multiplicadores de


LAGRANGE
Questionamentos sobre a organização dos MDL. Sobre eventuais técnicas da
modelagem com MDL. Como tais se modificam com a utilização de CAS.

Análise de livros didáticos:


Acesso aos elementos característicos da relação institucional referente a IS.

Bessot (1994): Existem, nos livros didáticos, indicadores lingüísticos


que decompõem o texto do saber ensinado.

Descrição da Praxeologia de IS.

Análise do Software Maple (Integrais e RG):


Potencialidade / Entraves.

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PRAXEOLOGIAS

Praxeologia Natural (PraxN)

Saber - fazer Tecnológico - teórico


[ práxis ] [ logôs ]

[T/] [/]

Praxeologia Modelada (PraxM)

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Projeto de pesquisa

Estudo de Relações em Sala de Aula com a Presença


de Ambientes Computacionais
PERSAC
Afonso Henriques
Auxiliar na formação de professores-multiplicadores para
a efetiva implantação da informática no ensino de Flaviana dos Santos Silva

Matemática da Educação Básica em escolas públicas, Aline Gobbi Dutra


fornecendo condições para o professor construir Rosane Leite Funato
conhecimentos relacionados às técnicas computacionais e
Elisângela Silva Farias
entender as necessidades e metodologia para integrar os Maria Margarete Do Rosário Farias
ambientes computacionais de aprendizagem em sua prática
Larissa Pinca Sarro Gomes
pedagógica, através do estudo e melhor compreensão de
como se modificam as várias relações em sala de aula João Paulo Attie

com a utilização dos computadores. Eliene Barbosa Lima

Eduardo Silva Palmeira

Mirian Godoy Penteado

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FIM
OBRIGADO
PELA VOSSA ATENÇÃO
Venha aí

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