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Final do Século XIX

Professor Leonardo

Porém, existiam outros problemas na Física:


 Novos fenômenos inexplicados;
 Problemas teóricos e conceituais.
Problemas da Física Moderna
Professor Leonardo

Os Problemas da Física no Final do Século XIX:

1 – Radiação do Corpo Negro

2 – Efeito Fotoelétrico

3 – Efeito Compton
Problemas da Física Moderna
Professor Leonardo

Radiação de Corpo Negro


Lei de Stefan-Boltzmann
Energia radiante emitida por um corpo negro:
RT = σ T4

σ = 5,67 x 10-8 W/(m2 K4)


Física Moderna
Professor Leonardo
Heinrich Hertz (1887)
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo

EFEITO FOTO ELÉTRICO


Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo
Teoria dos Quanta – Max
Planck
Para explicar a natureza da radiação eletromagnética emitida
por um corpo negro, apresentou a seguinte hipótese:
Um elétron, oscilando com freqüência f, emite (ou
absorve) uma onda eletromagnética de igual
freqüência, porém a energia não é emitida (ou
absorvida) continuamente, ou não absorve nada.
E = h.f
h = constante de Planck = 6,626.10-34 J.s (ou 4,14.10-15 eV.s)
f =freqüência da radiação incidente
CORPO NEGRO
Professor Leonardo
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo
incidência de radiações
eletromagnéticas de mesma
freqüência, mas com
intensidades diferentes, obtém-se
um comportamento linear da
corrente (i) em função da
intensidade (I) da radiação. Isso
significa que o número de
elétrons arrancados é
diretamente proporcional à
intensidade da radiação
eletromagnética incidente.
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo
Com a incidência de radiações
eletromagnéticas de mesma
freqüência, mas com
intensidades diferentes, obtém-
se o comportamento mostrado
para a corrente (i) em função da
diferença de potencial (V) entre
as placas.
Sendo V0= Potencial de Corte
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo
Resultados Experimentais – Radiações de frequências diferentes
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo

Phillipp Eduard Anton Lenard:


Lenard
 Para radiação de f ≥ 1015 Hz incidente sobre
superfície metálica, ocorre emissão de elétrons;
 A emissão ocorre a alto vácuo, portanto os
portadores de carga não são íons gasosos;
 ocorria somente com luz abaixo de λ crítico ;
 a velocidade do elétron ↑ com a ↓λ incidente
e não dependente da intensidade da luz;
 aumentando a intensidade da luz produz um
número maior de elétrons emitidos (1902).
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo
Problemas com a Física Clássica
1) O aumento da intensidade da radiação incidente deveria
resultar no aumento do potencial limite

2) O efeito fotoelétrico deveria ocorrer para qualquer freqüência,


dependendo apenas da intensidade da radiação incidente

3) Deveria existir um intervalo de tempo mensurável entre a


absorção da energia da radiação e a emissão do elétron.
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo
Albert Einstein (1905)
 luz monocromática consistia de um fluxo de partículas
(fótons) com energia
E = h.f
 Na interação do fóton com o elétron podia ocorrer:
- espalhamento do fóton segundo as leis da óptica
- absorção completa da energia do fóton pelo elétron, com o
desaparecimento do fóton e emissão do elétron (fotoelétron)
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo

Efeito Fotoelétrico

Ecinética = Efóton - φ

Energia cinética do
fotoelétron Energia do Trabalho para remover
Fóton incidente o elétron do metal
Sendo:
Efóton= h.f
Efeito Fotoelétrico
Professor Leonardo

 A energia cinética de cada elétron não depende da


intensidade da luz. Isto significa que dobrando
a intensidade da luz teremos mais elétrons ejetados, mas
as velocidades não serão modificadas.
 Quando a energia cinética de um elétron for igual a zero
significa que o elétron adquiriu energia suficiente apenas
para ser arrancado do metal.
 A ausência de um lapso de tempo entre a incidência da
radiação e a ejeção do fotoelétron.
Física Moderna
Professor Leonardo
Consistência da Teoria de Einstein
Ecmax = h f – φ … mas Ecmax = e V0

h φ
V0 = f −
e e
h φ
V0 = f −
e e

Inclinação da curva Ecmax x f


Efeito Compton
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Efeito Compton

 1923 – Arthur Holly Compton

 Incidiu raios-X(monocromático) sobre um alvo de grafite

 Mediu a intensidade do raio-X espalhado em função do


comprimento de onda.
Efeito Compton
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Efeito Compton

EFEITO COMPTON
Efeito Compton
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- Fenômeno pelo qual a freqüência do fóton sofre um


decréscimo em virtude de sua colisão com um elétron;
- Elétron fracamente ligado ao núcleo não consegue
absorver todo o fóton(altamente energético);
- Ocorre uma colisão (semelhante a mecânica) entre o
fóton e o elétron, podendo ser considerado um sistema
físico isolado e colisão perfeitamente elástica;
- Na colisão o fóton perde parte de sua energia e sofre
um desvio em relação à sua direção de propagação;
Efeito Compton
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-Na colisão a quantidade de movimento (fóton+elétron)
permanece constante;
- Após a colisão com o elétron ⇒ λ ↑ ⇒ f ↓ ⇒ c = cte;
- Mediu-se a intensidade dos raios X espalhados como
função de seu λ, para vários ângulos de espalhamento;
- Resultados experimentais ⇒ apesar do feixe incidente
ter um único λ ⇒ os raios espalhados têm máximos de
intensidade em 2 comprimentos de ondas; um deles é o
mesmo
Efeito Compton
Professor Leonardo
- Resultados experimentais ⇒ apesar do feixe incidente
ter um único λ ⇒ os raios espalhados têm máximos de
intensidade em 2 comprimentos de ondas; um deles é o
mesmo que o comprimento de onda incidente,e o outro,
λ’, é maior que λ por uma quantidade ∆λ.
- ∆λ = λ’-λ ⇒ deslocamento Compton (varia com o
ângulo segundo o qual os raios X espalhados são
observados.
Efeito Compton
Professor Leonardo
- Compton (e independentemente Debye) interpretou
seus resultados experimentais postulando que:
- O feixe de Rx incidente não era uma onda de
freqüência f, mas um conjunto de fótons, cada com uma
energia E = hf, e que esses fótons colidiam com os
elétrons livres do alvo da mesma forma que colidem 2
bolas de bilhar.
- Radiação espalhada é composta por fótons que
colidiram com elétrons do alvo...
Efeito Compton
Professor Leonardo
- Fóton incidente transfere parte de sua energia para o
elétron com o qual colide ⇒ fóton espalhado tem E’
menor ⇒ f’ menor ⇒ f’ = E’/h ⇒ λ’ = c/f’ maior ⇒ isso
explica qualitativamente ⇒ ∆λ = λ’-λ.
- Percebam que na interação os fótons são encarados
como partículas, e não como ondas, e que ao contrário
do efeito fotoelétrico, eles são espalhados em vez de
serem absorvidos.
Efeito Compton
Professor Leonardo
Compton também aplicou a conservação da quantidade
de movimento (como no caso de duas esferas
elásticas), obtendo finalmente a equação:
Efeito Compton
Professor Leonardo

onde:
λ’- λ ⇒ aumento do comprimento de onda para o fóton
espalhado (em relação ao comprimento de onda do
fóton incidente);
( h/mo.c) = λc (comprimento de onda de Compton), onde
h é a constante de Planck,
mo → a massa em repouso do elétron e c a velocidade
da luz;
θ→ ângulo de espalhamento do fóton de comprimento
de onda λ'.
Efeito Compton
Professor Leonardo
−34
h 6,63.10
λc = =
m0.c 9,11.10 −31.3.108

0
−12
λc = 2,43.10 = 0,0243 A
Efeito Compton
Professor Leonardo
Espectro Eletromagnético
Professor Leonardo
Natureza Dual da Matéria
Professor Leonardo

Experimento de Young: natureza ondulatória da


luz;

Efeito Compton: natureza corpuscular da


radiação;

1924 - Louis Victor de Broglie: da simetria da


natureza, as partículas devem exibir um
comportamento ondulatório, com comprimento
de onda dado por: h
λ=
Q
Natureza Dual da Matéria
Professor Leonardo

Tese de de Broglie confirmada por G. P. Thomson, J.


Davisson E L. G. Germer (elétrons podiam ser difratados!)

E = hf
Relações de de Broglie-Einstein
h
Q=
λ
Werner Heisenberg
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Princípio da Incerteza de Heisenberg
1927 –Heisenberg
Estabelece um limite para medidas simultâneas
de certos pares de variáveis.

h
∆Q ∆x ≥

h
∆E ∆t ≥

Espectro Eletromagnético
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Incerteza na medida Incerteza na


do momento medida da posição

h
∆Q ∆x ≥

Espectro Eletromagnético
Professor Leonardo

Incerteza na Incerteza na medida


medida da energia do intervalo de tempo

h
∆E ∆t ≥