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Evangelho

SEGUNDO
João
E a Comunidade do
discípulo amado
•Título

•Autoria

•Datação

•Público alvo

Características gerais
TÍTULO
Trata-se de um Evangelho, uma mensagem acerca
da vida de Jesus e sua divindade.
O título é atribuído a um dos apóstolos – João,
irmão de Tiago, filho de Zebedeu.
Contudo, os estudos recentes apresentam outras
Possibilidades, dentre elas, de que o autor seja um
Judeu de Jerusalém – Tese mais provável.
Por questões de conflitos e divisões nas
Comunidades Primitivas, para dar validade e
autenticidade, este Evangelho foi atribuido ao
Apóstolo João.
Quem foi o autor?
 Segundo a tradição antiga, este evangelho é atribuído
a João, que a tradição identificou como sendo o
“Discipulo amado”;

 A identidade de João, filho de Zebedeu e irmão de


outro apóstolo, Tiago foi fundida com o discipulo
amado.

 Jesus chamou aos dois, de Boanerges (filhos do

trovão)
Quem foi João

 João era um dos três discípulos mais íntimos de


Jesus. E, entre os três (Pedro, João e Tiago), era o que
tinha mais intimidade e liberdade com Jesus;

 Escreveu também 3 cartas e o livro de Apocalipse;

 Foi presbítero em Éfeso e morreu em idade

avançada – mas tudo isso, hoje em dia não é mais


aceito com unanimidade.
O Discípulo amado
 A primeira mensão – ele é um estranho ao grupo dos Doze
 Sua presença só aparece no momento da “Hora” (Jo 13,1)
 A identificação com João, filho de Zebedeu, a julgar pelos At 3,1;4,13;
18,14 a sua importância, mostra o grau de respeito que este apostolo
tinha, mas sua identidade de Discipulo Amado é um passo posterior da
Igreja, como diz Oscar Cullman:
 “Nao podemos saber o nome do Discípulo Amado, embora possa-se
suspeitar. Ele é um antigo discipulo de João Batista. Comecou a seguir
Jesus na judeia, quando o próprio Jesus estava bem próximo do Batista.
Participou da vida de seu mestre durante a sua última estada em
Jerusalém. Era conhecido do sumo sacerdote. Sua ligação com Jesus foi
diferente da de Pedro, o representante dos doze”.
Evangelho de João

Escrito entre 90 e 95 d.C

Propósito

João apresenta Jesus Cristo em sua

divindade, a fim de despertar a fé salvadora

em seus leitores
“Na verdade, fez Jesus diante dos

discípulos muitos outros sinais que não

estão escritos neste livro. Estes, porém,

foram registrados para que creiais que

Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para

que, crendo, tenhais vida em seu nome”


(Jo 20,30-31)
Evangelho de João
O livro pode ser dividido em 4 partes:
- Prólogo: O Verbo Eterno;
- O Ministério de Jesus ao mundo;
- O Ministério de Jesus aos discípulos;
- Morte e Ressurreição;
Prólogo: O Verbo Eterno
Cap. 1

- João revela que Jesus é o próprio Deus, na


Pessoa do Verbo Eterno;

- Os dois princípios existentes no mundo:


da luz e das trevas
“No princípio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele
estava no princípio com Deus. Todas as
coisas foram feitas por intermédio dele,
e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A
vida estava nele e a vida era a luz dos
homens. A luz resplandece nas trevas, e
as trevas não prevaleceram contra ela”
(Jo 1,1-5)
Pressupostos para
um Estudo bíblico
JESUS PRÉ-PASCAL = JESUS HISTÓRICO
JESUS PÓS-PASCAL – CHAVE HERMENÊUTICA OU INTERPRETATIVA
JESUS O “REVELADOR DE DEUS E DE SEU MISTERIO” (JO 1,18)
EVANGELHO LINDO, PROFUNDO, PERIGOSO E COMPLEXO
UM DOS ÚLTIMOS ESCRITOS DO NT (90 A 100)
ACEITO NO CÂNON DO NT SOMENTE NO FINAL DO SEGUNDO SÉCULO
POLICARPO
IRINEU
Semelhanças e diferencas
entre João e os Sinóticos
 Semelhanças  Diferenças
 Escrever uma mesma história sobre Jesus – como  1. Há muitas diferencas de ordem
um relato cronológica (três anos de ministério);
 Episodios comuns  2. Ordem redacional-teológica – “sinais” e
 1. Testemunho de Joao Batista “palavra” – acentuação na visão
sacramental do mundo
 2. Purificação do Templo
 3. Apresenta-se um Jesus da Glória, tudo
 3. Milagre dos pães está em vista da Glorificação do Filho – ele
 4. Caminhada sobre as águas é onisciente (sabe tudo), ninguém lhe tira a
vida, ele a dá.
 5. Ampla narração da Paixão
 4. Linguagem: dicotômica – luz x trevas,
 6. Tudo remonta ao quadro do querigma primitivo vida x morte, do alto x de baixo; de Deus x
– At 10,37-43; 13,23-31 – onde tudo parte do do diabo; do Céu x da terra;
batismo de João, ministerio público na Galileia, na
Judeia e últimos acontecimentos em Jerusalém.  5. Jesus preexiste junto de Deus desde a
eternidade; tudo é consequência de sua
 7. Mesmos títulos messianicos – messias, Filho de preexistência (Alta cristologia)
Deus, Filho do homem
 6. Acento no discipulado, na fraternidade e
no amor mútuo – não se usa o termo
apóstolo.
Caracteristicas de fundo eclesial
 As comunidades joaninas eram comunidades de tendência
sectária, como o foi quase todo o cristianismo primitivo
 1. surgiu de um movimento agrário
 2. rejeitou muitas das realidades sustentadas pela ordem
estabelecida – herança familiar, hierarquias, instituições
religiosas, riquezas, teologos intelectuais
 3. era um movimento igualitário
 4. oferecia amor especial e aceitação
 5. tinha uma forma de organização voluntária
 6. exigia um compromisso total dos membros
 7. era apocaliptíco
Os perigos do 4º Evangelho
 Um evangelho perigoso – na confluência de muitas
ideias
 1. Defesa contra o ebionismo – judeus cristãos
 2. Defesa contra o adocionismo – discipulos de João
 3. Defesa contra o Docetismo – cristão helenistas
 4. Defesa contra o Monofisitismo – cristão judeus
 5. Teses centrais: preexistência do Verbo e encarnação
(Alta cristologia)
Objetivo do Evangelho
 Ser universalista e otimista
 Superação das barreiras culturais, sociais, de genêros
 Crer na pessoa do Filho e ser Salvo (Jo 20,30-31).
 Lidar com as divisões internas – marcadas por quarto fases
 1 fase – período pré-textual – judeus cristãos – ano 50 a 60 d.C;
 2 fase – expulsão das sinagogas – cristãos judeus (período da redação do
evangelho) – anos 80 a 90;
 3 fase – divisões internas nas comunidades joaninas (escritos da 1, 2 e 3
cartas de João, o presbitero – 1Jo 2,19; sucesso do grupo dissidente 1Jo 4,5;
falsos mestres 1Jo 2,27; 2Jo 10,11; é a ‘Última hora” 1Jo 2,18.
 4. Divisão consumada – aceitação joanina da estrutura autoritária do ensino
da Igreja – o principio do paraclito como mestre interior não ofereceu
defesa contra a divisão, era preciso aceitar o ministério apóstolico. Ao lado
dos principios da preexistência e da alta teologia (paraclito), teve que se
inserir o ultimo capítulo de Jo 21.
Da baixa cristologia para a
alta cristologia
O período pré-evangelico passa por uma
remodelação e nova compreensão do valor da
encarnação, o que introduz, no seio do cristianismo
primitivo, uma nova abordagem de Jesus,
avançando do milagre de sua concepção virginal,
para sua ETERNIDADE, enquanto PREEXISTENTE e por
isso a força no mistério de sua ENCARNAÇÃO, como
luz que se irradia de sua humanidade e se projeta
para frente. Nele já está implicito “a vinda do Filho
do homem”.
A estrutura do Evangelho de João
 Duas partes e quatro seções
 1º Seção – Prólogo: Introdução e resumo da carreira da Palavra encarnada
 1º parte e 2º seção: O livro dos Sinais: a Palavra revela-se ao mundo e aos seus, mas eles
nao aceitam.
 1. Subdivide-se em dias: Dias inaugurais da revelação de Jesus aos seus discipulos sob
diferentes títulos (1,19 – 2,11) – João começa onde os sinóticos terminaram (Cristologia do
alto a partir dos títulos messianicos básicos).
 2. Do primeiro ao segundo milagre em Caná –
tema da substituição e de reações a Jesus (Jo 2 –
4)
a) Mudança da água em vinho; substituição das
águas de purificação pela sabedoria divina e sua
revelação trazida por Jesus.
b) Purificação do templo; pre-anúncio da
substituição do Templo pelo Corpo do Senhor –
“Vós destruí esse templo, e eu reerguerei em três
dias” – A ressurreição não é obra exclusiva do
Pai, o Filho dá a si mesmo a vida também.
a) Nicodemos; criptocristão – se detém no aspecto externo do
“sinal” e não percebe o seu significado – ainda nao é cristão
pleno (não reconhece Jesus como vindo de Deus, mas como
vindo por parte de Deus – ebionismo embrionário, ou
adopcionismo inicial). – “Fé inadequada”.Substituição do
“status” natural, pelo “nascer do Alto”, ser gerado por Deus
através da “água e do Espírito”- Batismo
b) A certeza de Jesus sobre o nascer de novo, provém de sua
própria vinda do alto.
c) João proclama e faz o desdobramento da teologia da
encarnação salvífica – Ele é o Filho de Deus que veio ao
mundo trazendo vida do próprio Deus para que quem nele
crê tenha a vida eternal.
d) Esse é o grande tema da “ESCATOLOGIA REALIZADA EM
JOÃO – “O JÁ DA SALVAÇÃO”, Mas João não renuncia à
ESCATOLOGIA FINAL – “O AINDA NÃO”-(Jo 5,28-29)
a) João, o batista – (Jo 3,22-30) – amigo do esposo. Tema
histórico: Jesus batizava ou não? Essa imagem vem a
reforçar a atividade batismal na “água e no Espírito” (Jo 3,5)
b) Temos um contexto de conflito – a oposição dos discipulos
de João oferece ocasião para o Batista esclarecer, quem
ele não é e a grandeza daquele para quem ele prepara.
c) Ele usa a imagem do amigo do noivo, VIGIANDO E
PROTEGENDO a casa da noiva (Israel), esperando ouvir o
aproximar-se do noivo (Jesus) para leva-lo à casa dele.
d) O conflito é histórico – quem obtinha mais sucesso? O Batista
foi considerado até o Segundo seculo, por grupos judaícos,
como sendo o messias e não Jesus – At 18,24 – 19,7 oferece
provas da existência de seguidores de João Batista.
a) A mulher samaritana junto ao poço – como alguém chega à fe?
b) Os obstáculos no caminho – objeção, maus tratos, despreso por parte dos homens judeus
c) Ela refuta o pedido de Jesus – Jesus não responde, mas oferece algo diverso – água viva.
d) Ela tenta mudra de assunto – quem é maior o nosso Pai Jacó ou Jesus?
e) Jesus não perde o foco – continua a falar da água
f) Jesus muda de tema – o marido – Jo introduz a visão de Jesus como “onisciente”
g) Jesus se esforça para conduzi-la à fe, e nada pode impedir, mesmo sua vida de
imperfeição, mas é ela que deve reconhecer.
h) O diálogo então adentra ao nível religioso – o conflito entre judeus e samaritanos.
i) Jesus mostra que o problema é irrelevante – o culto nos santuários será substituido pela
adoração em Espírito e em verdade.
j) Ela tenta desviar novamente, lançando seu compromisso para o futuro, quando vier o
Messias, Jesus retoma o tema da tradição dos Pais – EU SOU – forte exigência para que ela
creia.
k) Os discipulos voltam – a mulher some atrás do pano – dois palcos.
l) A mulher busca confirmação – não basta o batismo: Seria ele o messias?
m) So o contato pessoal faz nascer a verdadeira fé: “nós mesmos o vimos” (Jo 4,40-42)
n) A fé mais aberta e universalista dos samaritanos e a visão estreita e inadequada dos Judeus
– como Nicodemos (Jo 2,23-25).
Cura do filho do official real
 É uma seção de transição que liga agora Quem é Jesus com
seus feitos
 Há um contraste de fundo – substituição entre os parentes que
não creem, e por isso nao recebem sinais, e o official que
acreditando na palavra de Jesus volta e vê confirmada sua fé e
toda sua familia acredita e abraça a fé.
 A Nicodemos Jesus fala de nascer do alto/de novo; à
samaritana, fala da água viva, agora, ao Oficial, ele fala dá
vida que ele dá – tema central das proximas seções – O Filho
concede a vida aos que ele quiser (Jo 5,21)
3. Festas vetorotestamentárias e sua substituição
Temas:
Vida e luz (Jo 5 – 10)
Sábado – Jesus, o novo Moíses, substitui a Lei do repouso
sabático (Jo 5,1-47)
Páscoa – Pão da vida (sabedoria reveladora e a
eucaristia) substitui o maná (6,1-71)
Tabenáculos – fonte de água viva e a Luz do mundo
substituem as cerimonias da água e da luz (7,1 - 10,21)
Dedicação – Jesus é consagrado em lugar do altar do
templo (10,22-42)
Os títulos atribuidos a Jesus
 A noção de preexistência remodelou em João os títulos de:
 Messias
 O profeta Títulos inadequados
 Filho de Deus Jesus promote uma visão maior
 Filho do Homem Pois, em Jesus, se encontra unid
 Senhor (Kyrios) o céu e a terra.
 Servo
 Agora, visto sob uma ótica universal e ontológica, ele é da Ordem Divina,
da esfera celeste, enquanto que para os Sínoticos, só após a morte, Jesus
é confessado como Filho de Deus.
 SALVADOR DO HOMEM (credo samaritano) e FILHO DE DEUS
Admissão de grupos de fora –
inserção da alta cristologia
 João trabalha num nível de linguagem simbólica, onde as pessoas estão como
“tipos”, tipologias, modelos de como viver a fé
 João Batista – capítulo 1 – símbolo do AT, das religiões preparadas por Deus para
confessor o Cristo
 Maria, “a mulher” – Cap. 2 e 19 – tipo de Eva
 Nicodemos – cap. 3 - criptocristãos – necessidade de nascer de novo para poder
confessor e assim ser um verdadeiro catequista e não um mero mestre em Israel.
 A Samaritana – cap. 4 – Alta teologia e missionaridade da Igreja – contraponto
com Mt 10,5, Lc 9,52-55; At 8,1-25. eles foram evangelizados pelos helenistas, e não
pelo grupo dos doze. – Tipo da Igreja de Judeus e pagãos.
 O homem curado em Betesda – cap. 5. - o judeu cristão apegado ao templo, e à
mentalidade mágica, incapaz de aceitar a revelação pela fé no Fillho;
 O maná – o Pão do Céu; caminhando sobre as águas – cap. 6 – Jesus, o novo
Moíses
Os diferentes grupos de seguidores
 Primeiros discípulos – eram seguidores de João – baixa teologia, seguem a
perspectiva dos Sínoticos (Jo 1,35-51)
 Segundo grupo – vindos da samaria – reflete um período posterior, após a
ressurreição – a sua caracteristica mostra uma cristologia elevada, do Alto,
pois não foram convertidos pelo primeiro grupo (4,38), tem um conceito de
Jesus como “Salvador do mundo”(4,42), diverso da visão anterior do AT,
essa aceitação dos samaritanos trouxe hostilidade por parte dos “Judeus”,
que acabaram expulsando os “judeus cristãos de suas sinagogas”,
 Se Jesus diz que vem de Deus (Jo 8,41), os judeus rebatem como 8,48)
 Se os primeiros cristãos estão ainda associados ao templo (At 2,46; 3,1), João
enfatiza um grupo averso ao Templo (At 6 – 8; 7,48-50; 8,1), temos assim uma
nova abordagem da cristologia não mais centrada num Messias davídico,
provavelmente desenvolvida por Judeus contrários ao Templo, que
incorporou a si elementos dos samaritanos
 Nasce uma contraposição derivada da expulsão do templo – Jo 13,33;
15,25; 18,28-31 x Mc 15,1)
A alta cristologia introduzida pelos
samaritanos
 Os samatanos são contrários aos títulos messiânicos da casa de Davi, o termo messias não
aparece em seus textos. A Samaritana o cita, mas seus compatriotas a corrigem.
 Eles esperam o Taheb – AQUELE QUE VOLTA, O RESTAURADOR, O MESTRE E REVELADOR,
Quase como um novo Moíses que está voltando, pois se pensava que ele tinha visto Deus.
 Mas há uma correção, não foi Moisés, mas Jesus que viu o Pai e que do Céu desceu –
3,13.31; 5,20; 6,46; 7,16; 6,32-35; 7,23.
 Os samaritanos oferecem nova chave de leitura teologica – é preciso ver Jesus vindo do
céu e preexistente (cristologia elevada) – (1Cor 8,6; Fl 2,6-7; Cl 1,15-16)
 Ele é um com o Pai (10,30)
 Quem o vê, ve o Pai (14,9)
 Fala como o divino EU SOU (4, 26; 8,24.28.58; 13,19
 Assim, em João se aplica o “Termo Deus” a todas as fases da carreira de Jesus
 1. O Verbo preexistente (1,1); 2. O Verbo Encarnado (Jo 1,14.18) e Jesus Ressuscitado
(20,28).
As reaçoes dos “judeus”
 Não aceitam a pretensão de Jesus de se igualar a Deus – só
Lucifer tem tal pretensão. (Is 14,14)
 Todo o conflito de Jo 5 (cura em dia de sábado, ser igual a
Deus, cuja reaçao se dá em 5,18: “Os judeus, com mais
empenho, procuravam matá-lo, pois alem de violar o
sábado, ele dizia ser Deus seu proprio Pai, fazendo-se assim,
igual a Deus”.
 e Jo 6 – Ele é o Pão vivo descido do Céu
 Oferece seu corpo e sangue – a carne de sua existência –
sarx.
 Isso cria escandalo – muitos se afastam dele.
Trevas x luz
Filhos de Deus x filhos do diabo
 Jesus é a luz do mundo – teologia da substituição (1,11)
 Jesus forma “novos seus” (Jo 13,1) constituidos daqueles que
creram nele (1,12)
 Os judeus não são filhos de Deus, mas do diabo (8,44.47)
 Por nao crerem não possuem a luz e morrerão em seus pecados
(8,24; 9,14)
 São da carne, pois nasceram da carne e não do Espírito (3,3-7,
1,12-13;
 Nicodemos não pode ser catequista, nem mestre, porque não
assumiu a identidade cristã, pois não entende o nascimento do
alto (3,1.11).
Jesus é o novo tabernáculo de Deus
 Jesus substitui as antigas instituições, que perdem seu significado para os
cristãos, se a glória do Sinai habitou o tabernaculo (Ex 40,34), agora esta
Glória habita a humanidade de Jesus
 As duas grandes virtudes de Deus da aliança se fazem concretas em Jesus
 1. Seu HESED (amor misericordioso mostrado pelo fato Deus ter escolhido um
povo indigno)
 2. Seu EMETH (real fidelidade à escolha, Deus nao volta atrás).
 Essas duas virtudes estão agora encarnadas em Cristo que é “cheio de
graça (Hesed) e verdade (Emeth) (Jo 1,14)
 Ele substitui a LEI MOSAICA – dada por Moisés, “pois a graça e a verdade
vieram por Jesus Cristo” (Jo 1,17)’
 Seu corpo é agora o novo Templo, destruido no ano 70 d.C (Jo 2,19-21). Nele
adoramos o Pai em Espírito e verdade, pois dele nos veio o Espírito (2,21-24)