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4ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE

1ª PRÉ-CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE

ALEGRE, 03 DE ABRIL DE 2019


“O objetivo da conferência de saúde é
melhorar a saúde das pessoas, confirmar
o correto, modificar o errado e construir o
novo.” (Gilson Carvalho, 2011)
RETROSPECTIVA...
• Realizada a 1ª Conferência Nacional de Saúde, em 13
de janeiro de 1937 e validado o parágrafo único do
artigo 90 da Lei n.º 378;
• Início de um debate periódico e sistemático sobre a
saúde no país, apontando as diretrizes de formulação
de políticas para a área nas esferas de gestão
municipal, estadual e nacional;
• Participação comunitária no contexto da saúde com a
Constituição Federal de 1988, regulada pela Lei nº
8.142/90 e definida a partir das conferências e dos
conselhos de saúde, nas três esferas de governo.
• No artigo 1º desta lei, estabelece-se que:
“A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro
anos com representação dos vários seguimentos
sociais, para avaliar a situação da saúde e propor as
diretrizes para a formulação da política de saúde nos
níveis correspondentes (...)”.
• Até o ano de 2015, foram realizadas 15 Conferências
Nacionais de Saúde;
• Entidades ligadas à área da saúde, gestores e
prestadores de serviços do setor, sociedade civil
organizada e usuários ganham legitimidade para
ocupar esses espaços;
• Transformações históricas para a gestão da saúde no
Brasil, a exemplo da 8ª Conferência Nacional de
Saúde, em 1986, cujo relatório final serviu de base
para a elaboração do capítulo sobre saúde da
Constituição Federal de 1988, resultando na criação
do SUS.
RUMO À CONFERÊNCIA 8ª + 8

“DEMOCRACIA E SAÚDE:
SAÚDE COMO DIREITO E
CONSOLIDAÇÃO E
FINANCIAMENTO DO SUS”
EIXO TEMÁTICO 1
SAÚDE COMO DIREITO
• Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948,
menciona em seu artigo 25 o conceito de saúde como
direito humano, o qual deve ser universal, indivisível
e interdependente;
• Movimento da reforma sanitária brasileira;
• Realização da VIII Conferência Nacional de Saúde em
1986, aberta à participação da sociedade;
• Conceito ampliado de saúde x ausência de doenças;
• A CF/1988 deu materialidade legal para a “Saúde
como Direito de todos e Dever do Estado”;
• Leis Orgânicas da Saúde em 1990: 8080/90 +
8142/90.
EIXO TEMÁTICO 2
CONSOLIDAÇÃO DOS
PRINCÍPIOS DO SISTEMA ÚNICO
DE SAÚDE (SUS)
• O Brasil é o único país do mundo com mais de 100
milhões de habitantes que tem um sistema de saúde
público e gratuito;
• PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS:
• PRINCÍPIOS ORGANIZATIVOS:
• A Gestão Estratégica e Participativa compreende todos
os mecanismos para valorização e fortalecimento do
controle social no SUS;
• Conselhos e as Conferências de Saúde como
instrumentos na formulação de estratégias e no
controle da execução da política de saúde, inclusive nos
aspectos econômicos e financeiros;
• Modelo de atenção idealizado: Integralidade do cuidado,
Garantia do acesso, Regionalização e descentralização
dos serviços, Ações humanizadas e resolutivas de saúde,
voltadas às necessidades de toda a população, Ações de
planejamento e avaliação, Intervenção precoce e
longitudinal.
EIXO TEMÁTICO 3
FINANCIAMENTO ADEQUADO E
SUFICIENTE PARA O SUS
• Seguridade Social como conjunto integrado de ações
de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade,
destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à
previdência e à assistência social (CF/1988);
• Política econômica como prioridade.
• “Saúde Mais 10”: Projeto de Lei de Iniciativa Popular
(PLP) 321/2013 que previa a aplicação de 10% da
Receita Corrente Bruta da União (ou seu equivalente
em RCL) no financiamento da saúde, mas que não
teve respaldo do Congresso Nacional;
• Emenda Constitucional do Teto de Gastos Públicos
(EC 95/“PEC da Morte”) para o congelamento do
financiamento dos diretos sociais, como a saúde e a
educação, até o ano de 2036;
• Redução de 400 bilhões no orçamento durante esse
período para as despesas por habitante com o SUS e
com a educação pública, ainda que a população cresça
nas próximas duas décadas.
VAMOS REFLETIR?
• Quando a vontade popular é desrespeitada os direitos à saúde
são diminuídos?
• Quais obstáculos/dificuldades são percebidos no seu
território para que as pessoas tenham o direito à saúde?
• Os condicionantes da saúde (trabalho, educação, transporte,
moradia, lazer, alimentação...) estão acessíveis a todas as
pessoas?
• Como tem sido a sua participação e do seu grupo social na
garantia do direito a saúde no seu território?
• Como assegurar a participação ativa da comunidade na
elaboração e execução das ações de saúde no seu território?
VAMOS REFLETIR?
• Quais são as principais consequências do financiamento
insuficiente do sistema público de saúde na realidade local,
regional e nacional?
• Quais são as principais ações possíveis para a superação do
subfinanciamento da saúde?
REFERÊNCIAS
Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Regimento
da 16ª Conferência Nacional de Saúde. Resolução nº 2015;
Conselho Nacional de Saúde. Documento orientador de Apoio
aos Debates. Brasília, 2018.
OBRIGADA!