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ARROZ (ORYZA SATIVA)

Discente: Hugo, Matheus, Thiago, Emanuel, Dhiego.


Turma: 2 “A” agropecúaria
Docente: Mariana
Cultura do Arroz
O que é Arroz
• É a terceira maior cultura do mundo, apenas
ultrapassada pelas de milho e trigo.
• O arroz é uma planta da família das gramíneas.
• Erva ereta de até 1 m ( Oryza sativa ). Os grãos
constituem a dieta básica de grande parte da
população mundial, como a Ásia.
Historia
• MUNDIAL: Historiadores e cientistas relatam que o
arroz já era cultivado por volta do ano 3.000 a.C.,
tendo como origens o sudeste da Ásia (espécie Oryza
rufipogon) e a África Ocidental (Oryza barthii) .
Historia
• BRASIL: segundo estudiosos brasileiros o arroz
iniciou espontaneamente, embora o País tenha sido o
primeiro a cultivar o cereal no continente americano.
No século XVI teve cultivos em terras secas no
Maranhão (1745), em Pernambuco (1750), no Pará
(1772) e na Bahia (1857)
Historia
• O arroz chegou no Maranhão depois migrou para os
estadosda região sudeste e, posteriormente, para
Santa Catarina e Rio Grande do Sul depois para o
estado de Goiáis e Mato Grosso.
Historia
• O arroz foi o primeiro cereal a ser exportado pelo
Brasil para Portugal e depois para os outros paises do
continente Europeu.
Importância Econômica
• 150 milhões/ha 590 milhões/t
• 75% desta produção é oriunda do sistema de cultivo
irrigado. É alimento básico para cerca de 2,4 bilhões
de pessoas e, segundo estimativas, até 2050, haverá
uma demanda para atender ao dobro desta população.
• Aproximadamente 90% de todo o arroz do mundo é
cultivado e consumido na Ásia.
Importância Econômica
• Nos últimos anos, o consumo de arroz no Brasil não
vem acompanhando o crescimento populacional do
país, devido a uma gradual redução do consumo per
capita do cereal.
Importância Econômica
• Nos últimos seis anos, a produção mundial
aumentou cerca de 1,09% ao ano, enquanto a
população cresceu 1,32% e o consumo 1,27%,
havendo grande preocupação em relação a
estabilização da produção mundial.
Distribuição do Arroz no Brasil
Maiores produtores nacionais

• Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso.


• O Rio Grande do Sul é o principal produtor de arroz
do Brasil com 66,6% do total nacional.
Maiores produtores nacionais
• O cultivo de arroz irrigado, praticado na região Sul do
Brasil contribui, em média, com 54% da produção
nacional, sendo o Rio Grande do Sul o maior
produtor brasileiro.
Maiores produtores nacionais
• Em Santa Catarina, o plantio por meio do sistema
pré-germinado responde pelo segundo lugar na
produção do grão irrigado, com 800 mil toneladas
anuais.
Produção Nacional
Produção Nacional
Produção Mundial
Preço da Saca
• Sc 50Kg
• MT: R$ 53,00
• RS: R$ 42,00
• SC: R$ 41,50
Classificação Botanica
• Classe: Monocotiledônea
• Ordem: Glumiflorae
• Família: Poaceae (Gramineae)
• Gênero: Oryza
• Espécie: Oryza sativa
Morfologia da planta
• O arroz cultivado é considerado uma gramínea anual
semi-aquática.
• Quando cultivado que em regiões tropicais pode
sobreviver como perene, produzindo novos perfilhos
a partir dos nós, após a colheita.
Morfologia da planta
• Quando atinge a maturação a planta de arroz possui
um caule principal e alguns perfilhos.
• Cada perfilho produtivo possui uma inflorescência
terminal ou panícula e a altura da planta varia de 40
cm a 5 m nos arrozes flutuantes.
Morfologia da planta
• Os estágios de desenvolvimento da planta se dividem
em vegetativo (fases de germinação, plântula e
perfilhamento) e estagio reprodutivo (iniciação e
formação da panícula).
Raiz
• O sistema radicular do arroz é do tipo fasciculado,
constituído de raízes seminais oriundas do embrião,
raízes secundárias com ramificações abundantes,
formando o sistema radicular definitivo da planta.
Raiz
• Nas cultivares de sequeiro predomina um sistema
radicular mais desenvolvido do que nas cultivares
irrigadas, característica importante para melhor
resistir a seca.
Caule
• O caule do arroz é constituído por um colmo
principal e por um conjunto variável de colmos
primários, secundários e terciários.
• Os colmos são constituídos por regiões ocas
denominadas entrenós e por regiões maciças
denominadas nós.
Caule
• Os entrenós inferiores são curtos, ao passo que os
superiores são longos, podendo atingir até 40 cm. O
último entrenó une-se à base da panícula.
Caule
• Os entrenós variam também quanto a sua grossura,
os mais baixos possuem maior espessura que os
superiores.
Caule
• O conjunto de colmo e folhas denomina-se
perfilho. Os perfilhos primários se originam
dos nós inferiores do colmo principal e, da
mesma forma, originam os perfilhos
secundários.
• Por fim, esses últimos dão origem aos
perfilhos terciários
Folha
• As folhas estão dispostas em ângulo com o colmo,
em duas fileiras, uma em cada nó.
• Ela é constituída pela lâmina, bainha, lígula e
aurícula. Lâmina é a parte pendente da folha,
enquanto a bainha é a porção que envolve os
entrenós.
Folha
• O ponto de união entre a lâmina e a bainha
denomina-se colar. Em plantas jovens, as bainhas
cobrem umas às outras.
Folha
• Dá-se o nome de lígula ao prolongamento
membranoso situado entre a lâmina e a bainha, e de
aurícula aos apêndices pilosos, com formato de
orelha, encontrados junto à lígula, e que abraçam o
colmo.
Folha
• A aurícula e a lígula são características de grande
importância que auxiliam na identificação da planta
daninha Echinochloa spp., que infesta lavouras de
arroz irrigado.
Folha
• A diferençiação é feita quando as plantas são jovens,
pois essas plantas daninhas são desprovidas dessas
características.
Grão
• O grão de arroz com casca compreende o ovário
desenvolvido, a lema e a pálea, a ráquila, as lemas
estéreis e a arista, quando presente.
• O grão sem casca denomina-se cariopse ou fruto-
semente, o qual está protegido também pelo
pericarpo.
Grão
Grão
• O pericarpo se divide em epicarpo, mesocarpo e
endocarpo e apresenta sulcos longitudinais que
correpondem à posição das nervuras, devido à
pressão exercida pelas glumelas sobre o fruto-
semente durante o seu desenvolvimento.
Grão
Grão
• O embrião contém as folhas embrionárias, plúmula, e
a raiz embrionária, radícula.
• A plúmula se encontra encerrada em uma casca macia
e comprida, coleoptilo, e a radícula está envolvida na
coleorriza.
• O endosperma consiste principalmente de grânulos
de amido agregados à proteína. Também contém
açúcares, graxas, fibras e matéria inorgânica.
Produtos
• O ARROZ INTEIRO é comercializado para consumo
doméstico. O canjicão (arroz quebrado de tamanho
médio e grande) é adicionado ao arroz inteiro e em
função do percentual dessa adição se tipifica o arroz,
conforme as entidades reguladoras:
TIPO 1 - pode ter no máximo 10 % de canjicão.
TIPO 2 - pode ter no máximo 20 % de canjicão.
TIPO 3 - pode ter no máximo 30 % de canjicão.
Produtos
• QUIRERA: É utilizada na fabricação de ração
animal e na fermentação de cerveja.
• CASCA: Serve como combustível para fornos,
fornalhas e caldeiras, pois seu poder calorífico é 30 %
superior ao da madeira.
Produtos
• PALHA: Úmida ou transformada em ensilagem,
serve de alimento para o gado. Misturada com
melado, é excelente alimentação para vacas leiteiras.
Produtos
• FARELO: Se extrai óleo comestível, e o que
resta é aproveitado na fabricação de ração
animal.
Produtos
• HASTES: Prestam para fazer celulose e papel de
boa qualidade.
Produtos
• O arroz polido inteiro, pode ter desdobramentos de
amido, farinha, arroz pré-cozido, cereais
matinais, flocos de arroz, biscoito de arroz, saquês
etc.
Deficiências de Macronutrientes
• Nitrogênio
• O nitrogênio (N) é um dos nutrientes que mais
limitam a produtividade do arroz. O N é responsável
pelo aumento da área foliar da planta, aumentando,
assim, a eficiência de intercepção da radiação solar e
a taxa fotossintética, refletindo positivamente na
produtividade do arroz.
Deficiências de Macronutrientes
• Nitrogênio
• A deficiência de N no solo é causada por vários
fatores, em geral provocado por lixiviação, baixo teor
de matéria orgânica, volatilização e erosão.
Deficiências de Macronutrientes
• Por essa razão, o critérioatualmente usado para
recomendar adubação nitrogenada baseia-se em
curvas de resposta das culturas a várias doses de N.
• Com base nestes estudos, recomenda-se de 80-90 kg
de N/ha, para o arroz de sequeiro, parcelados em duas
vezes (1/2 no plantio e 1/2 no início do aparecimento
do primórdio floral)
Deficiências de Macronutrientes
• 90-120 kg/ha, para o arroz irrigado, parcelados em
três vezes durante o ciclo, 1/3 no plantio, 1/3 no
perfilhamento ativo (aproximadamente 45 dias após
plantio) e 1/3 no início do aparecimento do primórdio
floral, aproximadamente na metade do ciclo da
cultivar.
Tratos culturais do solo
• Fósforo
• O fósforo (P) é um nutriente que se encontra em
baixa concentração na solução do solo, limitando,
assim, a produtividade do arroz.
• A maior parte do P solúvel que é aplicado ao solo é
adsorvido aos óxidos de ferro e alumínio ou é
precipitado no solo, tornando-se não disponível às
plantas.
Tratos culturais do solo
• Sintomas
• O P, assim como o N, é um elemento móvel na planta,
iniciando seus sintomas de deficiência primeiramente
nas folhas velhas. A deficiência de P reduz o
perfilhamento e prolonga o ciclo da cultura.
Tratos culturais do solo
• As folhas mais velhas apresentam coloração bronze,
principalmente na margem. O sintoma progride da
ponta para a base, e as folhas novas adquirem uma
coloração verdeescura.
Tratos culturais do solo
• A cultura de arroz de terras altas não responde à
aplicação de P quando o seu teor no solo for superior
a 10mg Pkg-1.
• Na cultura do arroz irrigado, o nível crítico é em
torno de 13 mg P kg -1 do solo com o extrator
Mehlich 1.
Tratos culturais do solo
• Porém, uma pequena quantidade de P é necessária
para estimular o desenvolvimento da planta, quando
existe o nível crítico de P no solo. Em geral, a dose
varia de 40 a 60 kg de P 2 O 5 /ha, para o arroz de
sequeiro, e de 50 a 80 kg/ha para o arroz irrigado,
dependendo dos resultados da análise do solo.
Tratos culturais do solo
• Potássio
• O potássio (K) é um nutriente essencial para vários
processos fisiológicos e bioquímicos importantes que
ocorrem na planta.
• O K é acumulado em maior quantidade nas cultivares
modernas de arroz, quando comparado com outros
nutrientes essenciais.
• O Brasil importa aproximadamente 90% do K que é
consumido, o que, do ponto de vista econômico,
exige racionalizar melhor o seu uso na agricultura.
Tratos culturais do solo
• Sintomas
• A deficiência de K na cultura de arroz não é tão
comum como a de N e a de P. Entretanto, em solos
muito arenosos e pobres em matéria orgânica.
• A deficiência de K resulta na redução do crescimento
da planta .
Tratos culturais do solo
• Cálcio
• A necessidade de cálcio (Ca) da planta de arroz é
baixa, quando comparada à de N, P e K, sendo a
correção de Ca realizada pela calagem.
Tratos culturais do solo
• Sintomas
• Por ser um nutriente imóvel na planta, os sintomas de
deficiência aparecem nas folhas mais novas.
• As folhas terminais morrem conforme a deficiência se
acentua, causando severo atrofiamento das plantas.
Tratos culturais do solo
• À medida que a deficiência persiste, as folhas mais
velhas desenvolvem uma necrose marrom-
avermelhada nas nervuras
Tratos culturais do solo
• Correção
• Para o arroz de sequeiro, recomenda-se elevar o pH
para valores entre 5,5 a 5,8 empregando-se a seguinte
fórmula: NC em t/ha = (2 x Al) + [2-(Ca + Mg)] X f,
onde: f = 1 para incorporação do calcário na camada
de 0-20 cm; f = 1,5 para incorporação na camada de
0-30 cm de profundidade
Tratos culturais do solo
• Magnésio
• A deficiência de magnésio (Mg) não é comum na
cultura do arroz, em razão da calagem geralmente
praticada. Sintomas
• Os sintomas iniciam-se nas folhas mais velhas,
caracterizados por colorações amarelada e alaranjada
entre as nervuras da folha. Quando a deficiência se
espalha por toda a folha, esta fica completamente
seca.
Tratos culturais do solo
Tratos culturais do solo
• Enxofre
• O enxofre (S) tem recebido pouca atenção dos
produtores, uma vez que os fertilizantes nitrogenados
(sulfato de amônio) e fosfatados usados nas lavouras
contêm razoável quantidade deste elemento.
• Entretanto, em certas condições de cultivos intensivos
e onde o uso de fertilizantes sem S na sua composição
for muito freqüente, poderá ocorrer deficiência deste
nutriente.
Tratos culturais do solo
• Sintomas
• Os sintomas de deficiência de S assemelham-se aos
de N.
• A diferença básica está relacionada com a localização
dos sintomas na planta. Enquanto a deficiência de S
aparece nas folhas mais novas, a de N aparece nas
folhas mais velhas.
Tratos culturais do solo
• Inicialmente, as folhas com esta deficiência tornam-se
amarelo-esverdeadas.
• Com a intensificação da deficiência, quase todas as
folhas ficam secas.
Tratos culturais do solo
• Correção
• A deficiência de S pode ser corrigida com aplicação
de sulfato de amônio no plantio ou em cobertura ou,
ainda, com aplicação de gesso espalhado na
superfície do terreno e, posteriormente, incorporado
ao solo através da aração e gradagem
Tratos culturais do solo
• Deficiências de Micronutrientes
• As deficiências de micronutrientes mais freqüentes
em arroz são as de zinco e ferro.
• As causas da ocorrência dessas deficiências
decorrem, principalmente, da correçãoda acidez para
elevar o pH acima de 6,0.
• Sintomas
• Os micronutrientes em geral são imóveis na planta,
fazendo com que os sintomas de sua deficiência
apareçam inicialmente nas folhas mais novas.
Tratos culturais do solo
• Ferro
• O primeiro sintoma de deficiência de ferro (Fe) pode
ser identificado por uma clorose internervural das
folhas mais novas.
• Com o tempo, toda a planta torna-se amarelada em
tom de palha, com as folhas translúcidas nos estádios
mais avançados da deficiência.
Tratos culturais do solo
Tratos culturais do solo
• Zinco
• O primeiro sintoma de deficiência de zinco (Zn)
observado em arroz é uma coloração verde
esbranquiçada que se desenvolve no tecido, na base
da folha de cada lado da nervura central.
Tratos culturais do solo
• Manganês
• Nas lâminas das folhas mais novas desenvolve-se
clorose internervural, com nervuras proeminentes.
• São observadas linhas internervurais amareladas,
mais ou menos da mesma largura.
Tratos culturais do solo
• Cobre
• As folhas mais novas aparecem azul-esverdeadas,
tornando-se cloróticas junto às pontas.
• A clorose desenvolve-se para baixo, ao longo da
nervura principal de ambos os lados, seguida de
necrose marrom-escuro das pontas.
Tratos culturais do solo
Tratos culturais do solo
• Boro
• A deficiência de boro ocorre de forma localizada, nas
folhas novas ou brotos. As pontas das folhas
emergentes tornam-se brancas e dobram-se, como no
caso de deficiência de Ca.
Condições climáticas
• Para expressão de seu potencial produtivo, a cultura
requer temperatura ao redor de 24 a 30°C.
• O ciclo de desenvolvimento do arroz pode ser
dividido em três fases principais: plântula, vegetativa
e reprodutiva.
• A duração de cada fase é função da cultivar, época de
semeadura, região de cultivo e das condições de
fertilidade do solo.
Condições climáticas
• A duração do ciclo varia entre 100 e 140 dias para a
maioria das cultivares cultivadas em sistema
inundado, sendo que a maior parte da variação entre
cultivares ocorre na fase vegetativa.
• As cultivares de arroz de sequeiro tem duração de
ciclo entre 110 e 155 dias.
Estagio Fenologicos
Estagios Fenologicos
Estagios Fenologicos
Pragas do Arroz
Cupins rizófagos
• São típicos de arroz de terras altas, onde
causam bastante dano, principalmente na fase
inicial da cultura. Reduzem a emergência e o
sistema radicular das plantas recém nascidas,
causando-lhes destruição parcial ou total, na
forma de manchas de tamanho variável.
Cupins rizófagos

Imagem 1 – Soldado (maior) e operário de


Procornitermes triacifer.
Imagem 2 – Diferentes graus de ataque de
cupins às raízes de plantas de arroz.
Cigarrinha das pastagens

• Podem ocorrer em arroz irrigado mas é no


arroz de terras altas que causam maiores
danos. Estes insetos atacam as folhas e os
colmos das plantas jovens de arroz, que em
conseqüência podem ficar parcial ou
totalmente secas (queima de cigarrinha).
Cigarrinha das pastagens

Imagem 1 – Cigarrinha das pastagens adultas.


Imagem 2 – Plantas novas de arroz atacadas.
Pulgão da Raiz
• É mais freqüênte em arroz de terras altas mas
também pode ocorrer no arroz de várzea. O
inseto se localiza na planta sob o solo entre as
raízes, próximas às inserções das mesmas na
coroa. A sucção de seiva por um grande
número de afídeos, causa degradação do
sistema radicular, amarelecimento das folhas e
paralisação do crescimento.
Pulgão da Raiz
• Após a drenagem do arroz de várzea, os
pulgões que alimentavam-se das folhas e
colmos, reunem-se nas partes superiores das
raízes.
Pulgão da Raiz

Imagem 1 – Plantas de arroz atacadas.


Lagarta militar
• A lagarta militar, pode ocorrer em qualquer
fase de desenvolvimento do arroz tanto no de
várzea como no de terras altas. As infestações
geralmente ocorrem no início da fase
vegetativa, antes do estabelecimento da lâmina
d’água no arroz de várzea.
Lagarta militar
• As lagartas alimentam-se das folhas e dos
colmos das plantas jovens, podendo consumi-
los até no nível do solo, destruindo totalmente
grandes áreas da cultura.
Lagarta militar

Imagem 1 – Lagarta militar.


Imagem 2 – Macho adulto.
Curuquerê dos capinzais
• O curuquerê dos capinzais, aparece geralmente
na fase reprodutiva do arroz de terras altas.
Alimenta-se das folhas, as quais podem ficar
reduzidas às nervuras principais. O efeito
negativo sobre a produção é aumentado
quando a lagarta destroe as folhas-bandeira.
Curuquerê dos capinzais

Imagem 1 – Lagarta de Mocis latipes.


Imagem 2 – Adulto de Mocis latipes.
Lagarta dos cereais
• A lagarta dos cereais, ocorre em arroz irrigado
mas é mais comum na fase reprodutiva do
arroz de terras altas. Ataca as folhas superiores
das plantas mas o principal dano é causado
pelo corte das ramificações das panículas que
caem ao chão em grande quantidade.
Lagarta dos cereais

Imagem 1 – Lagarta de Pseudaletia adultera.


Imagem 2 – Adulto de Pseudaletia sequax.
Broca-do-colmo
• Ocorre tanto no arroz de várzea como no de
terras altas. O dano é causado pela lagartas
depois de penetrarem no colmo onde se
desenvolvem, podendo provocar, pela
atividade de alimentação, os sintomas de
“coração morto” e de “panículas brancas”.
Broca-do-colmo
• As infestações, em geral, são maiores quando
nas proximidades dos arrozais há culturas
hospedeiras da praga, como cana-de-
açúcar,milho, sorgo, e outras.
Broca-do-colmo

Imagem 1 – Adulto.
Imagem 2 – Lagarta no interior do colmo.
Cascudo preto/bicho bolo
• Ocorrem em arroz de terras altas irrigado por
aspersão e no arroz de várzea sem lâmina
d’água.

Imagem 1 – Cascudo preto, Stenocrates sp.


(direita), Dyscinetus dubius (centro) e
Euetheola humilis (esquerda).
Imagem 2 – Larvas do Bicho bolo.
Cascudo preto/bicho bolo
• Adultos (cascudo preto) e larvas (bicho bolo)
atacam as plantas sob o solo, provocando a
morte de plantas jovens e o enfraquecimento
das plantas desenvolvidas, os adultos podem
ainda invadir lavouras drenadas para a colheita
e provocar tombamento de plantas.
Gorgulho aquático/bicheira da Raiz
• É tipico do arroz irrigado por inundação.
Ambas as fases, adultos (gorgulho aquático) e
larvas (bicheira da raíz), são bastante
prejudiciais ao arroz em sistema de plantio
pré-germinado. Os gorgulhos destroem o
coleóptilo e a radícula logo após a semeadura e
também plântulas e as larvas perfuram e
cortam as raízes das plantas mais
desenvolvidas.
Gorgulho aquático/bicheira da Raiz
• No sistema convencional de plantio, sómente
as larvas (bicheira da raíz) tem importância
como praga, por danificarem o sistema
radicular das plantas, provocando atraso no
desenvolvimento e morte de plantas em áreas
de tamanho variável nas lavouras.
Gorgulho aquático/bicheira da Raiz

Imagem 1 – Larva (bicho ou bicheira da raiz) de


Oryzophagos oryzae.
Imagem 2 – Gorgulho aquático.
Percevejo do colmo
• O percevejo do colmo, ocorre tanto no arroz de
várzea como no arroz de terras altas. Ataca os
colmos das plantas com mais de 20 dias de
idade, localizando-se próximo da base das
plantas de cabeça para baixo.
Percevejo do colmo
• A atividade alimentar do inseto, durante a fase
vegetativa do arroz, provoca o sintoma de
“coração morto” e, na fase reprodutiva das
plantas, o de “panículas brancas” ou de
panículas com alta porcentagem de espiguetas
vazias.
Percevejo do colmo

Imagem 1 – Percevejo adulto.


Imagem 2 – Diferentes graus de ataque de
cupins às raízes de plantas de arroz.
Percevejos das panículas
• Os percevejos das panículas, ocorrem em
ambos agroecossistemas de arroz mas tem se
observado maior freqüência de O.
ypsilongriseus em arroz de terras altas e de O.
poecilus no arroz irrigado por inundação. Estes
insetos, geralmente aparecem na fase de
maturação do arroz.
Percevejos das panículas
• Atacam as ramificações da panículas,
principalmente as espiguetas, que podem ficar
vazias, malformadas ou manchadas. Lavouras
altamente infestadas podem ter redução na
quantidade e principalmente na qualidade da
produção.
Percevejos das panículas

Imagem 1 – Percevejos das panículas: Oebalus


poecilus (esquerda), O. ypsilongriseus (centro)
e O. grisescens (direita).
Imagem 2 – Espiguetas atrofiadas à esquerda,
devido à alimentação de Oebalus poecilus, e
espiguetas normais à direita.
Doenças do Arroz
Doenças: Queima da Bainha
Doenças: Queima da Bainha
• A queima da bainha vem grande potencial para causar
danos significativos na produtividade de arroz
irrigado, essa doença ocorre geralmente nas bainhas e
nos colmos, e é caracterizada por manchas ovaladas,
elípticas ou arredondadas, de coloração branco-
acinzentada e bordas marrons bem definidas. Em
casos severos observam-se manchas semelhantes nas
folhas, porém com aspecto irregular.
Manejo adequado
• O manejo adequado das áreas afetadas pela doença,
com boa drenagem na entressafra, adubação
equilibrada, densidade de semeadura recomendada
(120 – 180 kg/ha) e uso racional de herbicidas, tem se
mostrado eficiente.
Doença: Brusone
Doença: Brusone
• A brusone é a doença do arroz mais expressiva no
Brasil, causando perdas significativas no rendimento
das cultivares suscetíveis quando as condições de
ambiente são favoráveis. A brusone ocorre em todo o
território brasileiro.
Manejo adequado
• Arroz de Terras Altas
Os danos causados pela brusone em arroz de
terras altas podem ser reduzidos
significativamente através de práticas culturais,
uso de fungicidas no tratamento de sementes e
aplicação na parte aérea e uso de cultivares
moderadamente resistentes.
Manejo adequado
• Arroz irrigado
Em arroz irrigado, o controle adequado da
brusone pode ser obtido com o uso de cultivares
resistentes, ou moderadamente resistentes.
Doenças: Mancha de Grãos
Doenças: Mancha de Grãos
• As manchas de grãos estão associadas com
mais de um patógeno fúngico ou bacteriano e
podem ser consideradas como um dos
principais problemas da cultura do arroz, tanto
no ecossistema de várzeas como no de terras
altas.
Manejo adequado
• O tratamento de sementes com fungicida é um pré-
requisito para aumentar o vigor e o estande, além de
diminuir o inóculo inicial.
• As práticas culturais indicadas para outros patógenos
podem minimizar a incidência de manchas de grãos.
Manejo adequado
• A aplicação de fungicidas protetores mostram
redução dos sintomas e melhoria da qualidade
dos grãos sem, contudo, indicar diferenças na
produtividade.
Doenças: Escaldadura
• A escaldadura vem se manifestando em níveis
significativos em todas as regiões do Brasil,
principalmente nas Regiões Norte e Centro
Oeste, tanto em ambientes de várzeas como
em terras altas.
Manejo adequado
• As medidas preventivas incluem o uso de sementes
sadias ou tratadas com fungicidas. No Brasil, ainda
não há informações quanto à viabilidade econômica
do controle químico.
Plantas daninhas
• Por muito tempo não se deu importância ao manejo
de plantas daninhas em arroz de terras altas por ser este
cultivado quase sempre em áreas de abertura, ainda
livres de invasoras.
Plantas daninhas
• Com o advento das cultivares modernas, para
as condições de terras altas, o arroz passou a
ser cultivado em rotação com soja e em áreas
com alta infestação de plantas daninhas.
Principais Plantas daninhas
• As espécies de plantas daninhas mais agressivas ao
arroz de terras altas cultivado no Cerrado pertencem
aos gêneros Brachiaria, Cenchrus, Digitaria,
Commelina e Ipomoea.
Principais Plantas daninhas
• No gênero Brachiaria destacam-se as espécies
B. decumbens, B. plantaginea. B. decumbens é
uma planta perene que se reproduz por
semente e de forma vegetativa, a partir de
rizomas e estolões.
Principais Plantas daninhas
• A germinação das sementes é muito irregular pois
muitas apresentam dormência inicial, o que dificulta
as medidas de controle, necessitando de herbicidas de
efeito residual longo.
Principais Plantas daninhas
• B. plantaginea é uma planta anual com
reprodução somente sexuada, muito agressiva,
com ocorrência em todo território nacional,
principalmente na Região Sul, onde recebe o
nome de papuã
Principais plantas daninhas ocorrentes
em lavouras de arroz de terras altas e
várzeas no Brasil
Nome científico Nome científico
Acanthospermum australe carrapicho-rasteiro
Acanthospermum hispidum carrapicho-de-carneiro
Aeschynomene spp Angiquinho
Ageratum conyzoides Mentrasto
Amaranthus spp Caruru
Brachiaria decumbens capim-braquiária
Cenchrus echinatus capim-carrapicho
Controle de plantas daninhas
• Adubação e correção do solo

• Controle químico e utilização de plantas resistente

• Rotação de cultura