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AULA 6 –

POLIGONAL ABERTA
POLIGONAL ABERTA
• A característica principal das poligonais abertas ou
enquadradas consiste em unir pontos topográficos de
coordenadas conhecidas.

• Logo, conhecendo as coordenadas dos vértices de


partida Pi e P(i+1) e de chegada P(n-1) e Pn é
possível calcular o azimute e a distância entre os dois
vértices utilizados como partida (Pi-P(i+1)) e também
o azimute e a distância entre os vértices de chegada
(P(n-1), Pn).
• A grande vantagem da utilização desta metodologia
baseia-se na possibilidade de verificar e corrigir os
erros acidentais ocorridos durante a coleta dos dados
no campo.

• O cálculo das coordenadas dos vértices da poligonal


deve seguir os seguintes passos:
1) Cálculo dos azimutes de partida e de chegada em
função das coordenadas dos pontos conhecidos.

2) Realizar o transporte de azimute, calculando os


demais azimutes em função do azimute de partida e
dos ângulos horizontais medidos.

3) Cálculo do erro angular cometido, para tal, compara-


se o azimute da última direção obtido pelo transporte
de azimute com o azimute calculado através das
coordenadas dos pontos.

O erro será calculado por:


Onde:
ea = erro angular;
AC = Azimute calculado a partir do transporte de
azimute;
A0 = Azimute obtido a partir das coordenadas.
4) Verifica-se se o erro angular está dentro da
tolerância exigida para a poligonal, utilizando a
seguinte equação:

Onde:
p = precisão nominal do equipamento utilizado
para coletar as informações no campo;
n = número de ângulos medidos na poligonal;
5) A correção angular será obtida dividindo-se o erro angular pelo número de
ângulos medidos na poligonal.

Onde:
ca = correção angular.

• Para o cálculo do erro linear seguem-se os mesmos passos adotados para


a poligonal fechada.

• Para o cálculo do erro linear seguem-se os mesmos passos adotados para


a poligonal fechada.
METODOLOGIA DE
LEVANTAMENTO
TOPOGRÁFICO
1) Irradiação
• Consiste em, a partir de uma linha de referência conhecida, medir
um ângulo e uma distância.

• É semelhante a um sistema de coordenadas polares

• A distância pode ser obtida utilizando uma trena, distanciômetro


eletrônico ou estação total ou obtida por métodos
taqueométricos.

• Este método é muito empregado no levantamento de detalhes


em campo.
• Neste método o equipamento fica estacionado sobre
um ponto e faz-se a “varredura” dos elementos de
interesse próximos ao ponto ocupado, medindo
direções e distâncias para cada elemento a ser
representado.
Devido a esses erros é aconselhável ao operador não abandonar
imediatamente o ponto de origem, para verificar se todos os dados
necessários foram levantados.

A conferência pode ser feita através da soma dos ângulos em torno do


ponto de origem que deverá dar 360º , como já sabemos.
É importante lembrar
que se houver lados
curvos ao longo da
poligonal, haverá a
necessidade de se
fazer um maior
número de
irradiações, de forma
que estas permitam
um bom delineamento
das curvas.
• Durante a execução de um levantamento de detalhes é
importante elaborar um croqui da área que está sendo
levantada, associando um nome ou número a cada
feição ou ponto levantado, e a mesma indicação deve
ser utilizada na caderneta de campo.

• Isto visa facilitar a elaboração do desenho final. A


figura a seguir apresenta um croqui elaborado durante
um levantamento de detalhes.
2) Método por Intersecção :
• Chamado assim por fazer a intersecção entre as
medidas de dois pontos (duas estações).

• Este método se resume em visar da estação A (que


chamaremos base) os vértices do polígono, e ler os
azimutes de cada um.

• Logo depois transporta-se o teodolito para uma


segunda estação B, da qual lê-se pontos já visados por
A, lendo-se as deflexões.
• Para maior exatidão escolhe-se uma base que pode ser
dos lados do polígono, ou então, um ponto no interior
do mesmo.

• A exatidão do processo depende essencialmente da


escolha da base.

• Este é o único processo que se emprega quando


alguns vértices do polígono são inacessíveis.

• Apresenta também a vantagem da rapidez das


operações, mas exige que o polígono seja livre de
obstáculos.
Ele pode ser
empregado como
um levantamento
único para uma
área ou como
auxiliar no
caminhamento,
desde que as áreas
sejam
relativamente
pequenas.

Como o método de
irradiação não há
possibilidade ou
controle
do erro.
3) Método por Caminhamento :

• Este processo consiste, na medida dos lados


sucessivos de uma poligonal e na determinação dos
ângulos que esses lados formam entre si, percorrendo
a poligonal , isto é, caminhando sobre ela.

• Método trabalhoso, porém de grande precisão, o


Caminhamento adapta-se a qualquer tipo e extensão
de área, sendo largamente utilizado em áreas
relativamente grandes e acidentadas.

• Associam-se ao caminhamento, os métodos de


irradiação e intersecção como auxiliares. Ele ainda se
divide em:
• Aberto ou Tenso : quando constituído de uma
linha poligonal apoiada sobre dois pontos distintos e
denominados – um o ponto de origem e o outro, o
ponto de fechamento.
• Fechado : quando constituído de um polígono
que se apoia sobre um único ponto, o ponto de
origem, com o qual se confunde o ponto de
fechamento.
• No levantamento por caminhamento as distâncias normalmente são
obtidas indiretamente, isto é, por estadimetria, a não ser quando são
pequenas, ocasiões em que se utiliza a trena para obtê-las.

• Já os ângulos horizontais podem ser obtidos por dois processos : pelas


deflexões, as quais permitem calcular os azimutes, que é o caso mais
comum, ou pelos ângulos internos dos vértices do polígono.

• Com as medições prontas no campo, pode-se determinar os erros


acidentais durante o levantamento tanto nos ângulos como nas
distâncias, os quais serão comparados com os chamados limites de
tolerância, isto é, com os erros máximos permissíveis para os ângulos
e para as distâncias.
CLASSES DAS
POLIGONAIS
• Considerando a aparelhagem, os procedimentos, os
desenvolvimentos, e a materialização, a ABNT (1994)
classifica as poligonais em 5 classes:
• 1.Classe I P. Adensamento da rede geodésica:
• Medição:
• Angular: método das direções com 3 séries de leituras
conjugadas direta e inversa horizontal e vertical. Teodolito
classe 3.
• Linear: leituras recíprocas, com distanciometro eletrônico.

Desenvolvimento:
Extensão máxima: 50km
Número máximo de vértices : 11
• 2. Classe II P.: Apoio topográfico para projetos básicos e
obras de engenharia.

• Medição:
• Angular: métodos das direções com 3 séries de leituras
conjugadas direita e inversa. Teodolito classe 3.
• Linear: leituras recíprocas com distanciômetro.

Desenvolvimento:
Extensão Máxima: 15 km
Número máximo de vértices: 31
• Classe III P.: adensamento de apoio topográfico para
projetos básicos e obras de engenharia.
• Medição:
• Angular: métodos das direções com duas séries de leituras.
Teodolito classe 2.
• Linear: leituras com distanciômetros e trenas de aço.

Desenvolvimento:
Extensão máxima: 10km
Numero máximo de vértices: 41
• 4. Classe IV P.: levantamentos topográficos para
estudos de viabilidade em projetos de engenharia.

• Medição:
• Angular: métodos das direções com duas séries de leituras.
Teodolito classe 2.
• Linear: leituras com distanciômetros e trenas de aço.

Desenvolvimento:
Extensão máxima: 5km
Numero máximo de vértices: 41
PRECISÕES
• Teodolitos:
• Classe I: < 30”
• Classe II: < 07”
• Classe III: < 02”

Distanciômetros:
• Classe I: + ou – 10mm
• Classe II: + ou – 5mm
• Classe III: + ou – 3mm