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Escoamento e Transporte de

Massa

Prof. Carlos Ruberto Fragoso Júnior

11:43
Tópicos

 Introdução ao Escoamento e Transporte de Massa


 Equações do Escoamento
 Simplificações das Equações do Escoamento
 Equação do Transporte de Massa
 O Termo de Perdas e Ganhos
Importância doEscoamento
Tipos de Escoamentona bacia
 Precipitação que não infiltra pode se acumular
sobre a superfície e pode se movimentar sobre a
superfície = escoamento superficial.
 Outras formas de escoamento = subsuperficial;
subterrâneo
 Escoamento superficial é muito importante na
hidrologia porque admite-se que é o responsável
pelos picos dos hidrogramas (cheias)
 Escoamento está relacionado à disponibilidade da
água para usos múltiplos
 Escoamento transporta sedimentos, matéria
orgânica, nutrientes e organismos
Tipos Tipos
de Escoamento
de Escoamento na bacia

 Escoamento superficial

 Escoamento sub-superficial

 Escoamento subterrâneo
Processos da
evap parte terrestre
chuva
do ciclo
hidrológico
Interceptação

Depressões

Infiltração
Escoamento
superficial

Armazenamento Escoamento
no solo Sub-superficial

Percolação

Vazão no rio
Armazenamento Escoamento
no subsolo Subterrâneo
TiposTipos
de Escoamento
de escoamento bacia
• Superficial
• Sub-superficial ??
• Subterrâneo
Tipos de Escoamento
• Chuva, infiltração,
escoamento superficial
Tipos de Escoamento
• Chuva, infiltração,
escoamento superficial,
escoamento subterrâneo

Camada saturada
Tipos de Escoamento
• Escoamento
sub-superficial
Tipos de Escoamento
• Depois da chuva: Escoamento sub-superficial e
escoamento subterrâneo

Camada saturada
Tipos de Escoamento
• Estiagem: apenas escoamento subterrâneo

Camada saturada
Tipos de Escoamento
• Estiagem: apenas escoamento subterrâneo

Camada saturada
Tipos de Escoamento
• Estiagem: apenas escoamento subterrâneo

Camada saturada
Tipos de Escoamento
• Estiagem muito longa = rio seco
Rios intermitentes

Camada saturada
GeraçãoGeração
do Escoamento Superficial
de escoamento superficial

 Escoamento até a rede de drenagem

 Escoamento em rios e canais

 Escoamento em reservatórios
Formação do Escoamento
Geração do Escoamento Superficial
Superficial

 Precipitação que atinge áreas impermeáveis

 Precipitação intensa que atinge áreas de


capacidade de infiltração limitada

 Precipitação que atinge áreas saturadas


Fonte: Rampelloto et al. 2001
Difuso x concentrado

 Escoamento difuso ocorre na bacia, sobre


superfícies ou em pequenos canais
efêmeros.
 Escoamento concentrado ocorre em canais.
 Até onde o escoamento é considerado difuso
vai depender da escala em que o fenômeno
vai ser representado.
Transporte de Massa

Transporte de Massa?

Transporte de substâncias na água devido a turbulência de pequena escala e


velocidades médias em grande escala

Diluição e transporte de poluentes no estuário devido a circulação das águas

•Pode estar influenciado por:


•Variações de maré – semidiurna/diurna
•Variações induzidas pelo vento– períodos diversos
•Frequência inercial– rotação da Terra
•Efeitos sazonais – meteorológicos, escoamentos de rios
Transporte de Massa

 Tradicionalmente os estudos de hidrologia se


ocupavam basicamente da quantidade da água
e não da sua qualidade.
 Esta ótica está bem presente em grande parte
dos livros de hidrologia aplicada.
 Entretanto, cada vez mais é importante incluir
um conhecimento mínimo de qualidade de
água nos estudos de hidrologia.
Motivos para estudar qualidade de água

1. Há uma interligação entre qualidade e


quantidade de água. Muitos problemas de
qualidade estão associados à quantidade de
água disponível para diluição de poluentes.
2. Muitas fontes de poluentes surgem junto com a
própria formação do escoamento.
3. Na vida profissional é raro encontrar
engenheiros que se dediquem apenas a
questões de quantidade de água. Profissionais
com uma visão mais abrangente são muito
necessários.
Processos de Transporte de Massa

Advecção / Difusão / Dispersão


Processos de Transporte de Massa

 Advecção : Transporte com a velocidade média da água.

 Difusão : Transporte que ocorreria mesmo que a água


estivesse parada. Substância se espalha de regiões de mais
alta concentração para regiões de mais baixa concentração.

 Dispersão : Espécie de difusão que ocorre porque a


velocidade da água não é sempre igual à média.
Processos de Transporte de Massa

Advecção / Difusão / Dispersão


Advecção
Advecção
Advecção

Substância não se espalha, apenas percorre uma distância


na mesma velocidade (média) da água
Difusão
Difusão
Difusão

Substância se espalha pelo movimento aleatório das moléculas


mesmo que a velocidade média seja zero.
1a Lei de Fick - Difusão

C
J  D 
x
• D é um coeficiente de difusão (unidades de m2/s)
• J é o fluxo de massa de C
• massa vai de regiões de mais alta para mais baixa concentração
Dispersão
Dispersão
Dispersão

Substância percorre uma distância com a velocidade


média da água e além disso se espalha, porque a velocidade
da água não é sempre igual à média
Dispersão

Velocidades diferentes e turbulência criam um efeito semelhante


ao da difusão

Em rios o efeito da dispersão é mais importante do que


o da difusão, embora os dois ocorram juntos e contribuam para
o espalhamento.
1a Lei de Fick - Dispersão

C
J  E 
x

• E é um coeficiente de dispersão (unidades de m2/s)


• J é o fluxo de massa de C
• massa vai de regiões de mais alta para mais baixa concentração
Coeficiente de dispersão longitudinal

u B 2 2
E  0.011
h U * Chapra (1997) cap. 14

U *  velocidade de cisalhamento  g  h  S

E: coeficiente de dispersão longitudinal (m2/s)


B: largura do rio (m)
h: profundidade (m)
u: velocidade da água (m/s)
S: declividade média (m/m)
Processos de Transporte de Massa
Processos de Difusão & Dispersão?

•Difusão:
•Movimento aleatório das partículas
•Causa - turbulência
•Pequena escala espacial/temporal

•Dispersão:
•Diferentes velocidades de lâminas de água adjacente
•Ação de cisalhamento entre as lâminas de água
•Promove espalhamento longitudinal das substâncias
Processos de Transporte de Massa
Processos de difusão & dispersão?

•Difusão & dispersão descritos empiricamente:


•Coeficiente de difusão turbulenta – units m2/s
•Coeficiente de dispersão longitudinal

•Difusão & dispersão quantificados a partir de:


•Valores da literatura para tipos de sistemas similares
•Uso de equação empírica - complexo
•Monitoramento da salinidade ou corantes
Exemplo - Transporte de Massa
Exemplo - Transporte de Massa
Classificação do Escoamento

 Escoamento permanente
Q h
 0
uniforme t t
h
0
x
não - uniforme gradualmente variado
h
0
variado x

h
0 Ressalto
x
hidráulico
As equações que regem o escoamento permanente
são : equação da continuidade e equação de energia
Escoamento não-permanente

 Gradualmente variado Q h
 0
t t

escoamento em rios, reservatórios durante


inundações e outros períodos

 variado
Q h
transiente hidráulico   0
t t
em canalizações, rompimento de
barragem, etc
Equações do escoamento não - permanente

 continuidade A Q
 q
t x
q Contribuição lateral em
m3/m/s

Variação de vazão no
trecho

Variação de volume
no tempo

dx
Quantidade de movimento
 Conservação das forças no tempo

gravidade, fricção e pressão


Equação da quantidade de movimento

Q  (Q 2 / A) y
  gA  gA (So  Sf )
t x x

Termos de inércia do Termo Termo de atrito


escoamento de pressão

Termo de gravidade
Simplificações:
fluido incompreensível, função contínua, pressão
hidrostática, declividade do fundo, escoamento
unidimensional, equação de atrito.
Equações do Escoamento (equações de Saint-Venant)

y
A Q h
 q
t x
Q   Q 2  h
   
  g  A  g  A S f  0 datum
t x  A  x
ou

A Q
 q
t x
Q   Q 2  y
    g  A   g  A  S f  g  A  S 0  0
t x  A  x
Simplificações das equações do escoamento

Hidrodinâmico – Não
permanente e não uniforme

Hidrodinâmico –
Permanente e não uniforme

Difusão

Onda Cinemática

Utiliza uma relação entre o armazenamento e Armazenamento


vazão
Modelo de Armazenamento
dS/dt = I - Q equação da continuidade concentrada
e
S = f(Q, I, Q’, I’)
Por exemplo: Modelo Muskingum, Pulz, etc
considera os efeitos de armazenamento e despreza os efeitos
dinâmicos. Utilizado para simular escoamento em rios e reservatórios,
quando estes efeitos são pequenos.
Não pode ser utilizado quando existem efeitos de jusante sobre o
escoamento de montante. Por exemplo, em rios próximo ao mar,
quando tem refluxo.
Relação bi-unívoca entre vazão e nível (curva - chave)
Exemplo:

 Modelo reservatório linear simples que ajusta


adequadamente uma recessão de vazão.
 Q=V/k
 Q(t+dt) = Q(t) . exp(-dt/k)
Q(t+dt) = Q(t) . exp(-dt/k)
Para k = 20
Comportamento em rios e reservatórios
Modelo Onda Cinemática

Equação da continuidade A Q
  q
t x

 equação dinâmica So = Sf

o modelo despreza os termos de inércia e de pressão;


não considera os efeitos de jusante sobre o
escoamento de montante e não pode ser utilizado para
simular o escoamento próximo ao mar;
considera relação bi-unívoca entre vazão e nível, curva -
chave
Modelo de Difusão
A Q
 Equação da continuidade  q
t x

dy
 equação dinâmica  So  Sf
dx

despreza os termos de inércia do escoamento dinâmico


considera os efeitos de jusante no escoamento de
montante, como o próximo ao mar e confluência dos
rios;
relação entre nível, vazão e declividade da linha d’água
para uma seção de rio.
Funções da seção de um rio
h2

Armazenamento ou h1
Onda Cinemática h1 Para valores
de h2
h

Sem remanso

Q Q
dQ
Com remanso
Modelo de Difusão

dy dZ
 So  Sf  S f
dx dx
y
Q Q.n
Z
Sf 
A.R 2 / 3

datum
dZ
Q  Q o / So Qo = vazão de escoamento sem efeito de
dx jusante
Exemplo

B
Afluente

B
A
Afluente
ao mar ou
lago
Exemplo
Afluência da bacia 2 Afluência da bacia 1

Canal de
ligação
Reservatório 1
Reservatório 2
Modelo Hidrodinâmico

 Duas equações completas do escoamento


resolve todas as situações, mas exige dados que nem
sempre estão disponíveis;
condicionantes de discretização devido as características
numéricas;
solução robusta e confiável quando o escoamento é
unidimensional
O que queremos representar com os
modelos?
 Efeitos que ocorrem com a onda de cheia
quando se propaga ao longo de um rio ou
canal.
 Que efeitos são esses?
Translação

Hidrograma em A

Hidrograma em B

t
Amortecimento

Hidrograma em A

Hidrograma em B

t
Efeitos de jusante

A h em B (maré)

Hidrograma em A
Hidrograma em B

t
Equação de transporte
Equação de transporte


 HC    uC  H   vC H   wC  H     
 K x

 HC    
  Ky

 HC     
   K z
 
 HC  
  S
t x y z x  x  y  y  z  z 
    
termos de adveção termos de difusão

onde C é a concentração do poluente ; H é a


profundidade total; Kx, Ky e Kz são os coeficientes de
difusividade nas direções x, y e z, respectivamente e S 
é o termo de perdas e ganhos do poluente 
Coeficiente de difusão

 O coeficiente de difusão (Kx, Ky e Kz) é o parâmetro


fundamental para a taxa de difusão em diferentes
direções no espaço.
 A taxa de difusão depende de fatores de mistura no
ecossistema aquático. Por exemplo, em ambientes
lênticos (baixas velocidades) as taxas de difusão
são mais baixas do que em ambientes lóticos (altas
velocidades).
Coeficiente de difusão

K x  5 ,93 u  H Difusão longitudinal


K z  0 ,23 u  H Difusão vertical
onde u é a velocidade da água na direção x e H
é a profundidade da água. O coeficiente de
difusão longitudinal (Kx) é muito maior do que o
coeficiente de difusão vertical (Kz) porque ele
incorpora a convecção diferencial devido ao
perfil de velocidade vertical logaritmo em um
escoamento
O Termo de Perdas e Ganhos

 Depende da substância;
 A substância pode ser conservativa ou não
conservativa
Substâncias conservativas

 Substância que não reagem, não alteram a


sua concentração por processos físicos,
químicos e biológicos, exceto a mistura.
 Exemplo: sais
Exemplo parâmetro conservativo
QA CA QR CR

QF CF QR  C R  Q A  C A
CF 
QR  Q A

distância
Parâmetros não conservativos

 Reagem com o ambiente alterando a


concentração da substância.
 Exemplo: DBO, temperatura, coliformes, OD
 Reações químicas
 Consumo na cadeia trófica
 Sedimentação = deposição no fundo
 Trocas com a atmosfera
Exemplo parâmetro não conservativo

QA CA
QR CR
QF CF

QR  C R  Q A  C A
QF2 CF2 CF 
QR  Q A

distância
O Termo de Perdas e Ganhos
Exemplo (Produção Primária Aquática):

 HB  uBH  vBH    HB     HB 


    Kh   Kh    eff BH
t x y x  x  y  y 
O Termo de Perdas e Ganhos
Equação de transporte/crescimento/consumo:

 HB  uBH  vBH    HB     HB 


    Kh   Kh    eff BH
t x y x  x  y  y 
Fatores de Produtividade

NUTRIENTES

RADIAÇÃO
TEMPERATURA
SOLAR
PRODUÇÃO
PRIMÁRIA

PREDAÇÃO PROFUNDIDADE
Fatores de Produtividade

NUTRIENTES

RADIAÇÃO
TEMPERATURA
SOLAR
PRODUÇÃO
PRIMÁRIA

PREDAÇÃO PROFUNDIDADE
Fatores de Produtividade

NUTRIENTES

RADIAÇÃO
TEMPERATURA
SOLAR

PRODUÇÃO
PRIMÁRIA

PREDAÇÃO PROFUNDIDADE
Radiação solar
Radiação solar

Outros
Algas Zooplâncton
organismos

Nutrientes

Organismos
bentônicos
Radiação solar

Advecção

Difusão Outros
Algas Zooplâncton
organismos

Consumo Respiração

Advecção

Difusão Nutrientes
Fontes

Organismos
bentônicos
Radiação solar

Consumo

Advecção

Difusão Outros
Algas Zooplâncton
organismos

Consumo Respiração

Advecção

Difusão Nutrientes
Fontes

Organismos
bentônicos
Radiação solar

Consumo

Advecção

Difusão Outros
Algas Zooplâncton
organismos

Consumo Respiração

Advecção
Sedimentação
Difusão Nutrientes Regeneração
pelágica
Fontes

Organismos
bentônicos
Radiação solar

Consumo

Advecção

Difusão Outros
Algas Zooplâncton
organismos

Consumo Respiração

Advecção
Sedimentação
Difusão Nutrientes Regeneração
pelágica
Fontes

Regeneração Organismos
bentônica bentônicos
Termo de Perdas e Ganhos
Cálculo da taxa efetiva de crescimento:

Nutrientes Luz e Temperatura


(μN) (μLT)

Perdas
(μP)
Termo de Perdas e Ganhos
Cálculo da taxa efetiva de crescimento:

Nutrientes Luz e Temperatura


(μN) (μLT)

Fotossíntese Perdas
(μF=μNxμLT) (μP)
Termo de Perdas e Ganhos
Cálculo da taxa efetiva de crescimento:

Nutrientes Luz e Temperatura


(μN) (μLT)

Fotossíntese Perdas
(μF=μNxμLT) (μP)

Taxa efetiva
(μeff)
Termo de Perdas e Ganhos
Modelagem Fitoplâncton/Nutrientes:

Clorofila a:

 Ha  uHa  vHa    Ha     Ha 


    eff Ha   Kh   Kh 
t x y x  x  y  y 

Nitrogênio total:

 Hn  uHn  vHn    Hn     Hn 


    ana eff Ha   Kh   Kh 
t x y x  x  y  y 

Fósforo total:
 Hp  uHp  vHp    Hp     Hp 
    apa eff Ha  k phosp   Kh   Kh 
t x y x  x  y  y 
Termo de Perdas e Ganhos
Modelagem Fitoplâncton/Nutrientes:

 Ha  uHa  vHa    Ha     Ha 


    eff Ha   Kh   Kh 
t x y x  x  y  y 

 Hn  uHn  vHn    Hn     Hn 


    ana eff Ha   Kh   Kh 
t x y x  x  y  y 

 Hp  uHp  vHp    Hp     Hp 


    apa eff Ha  k phosp   Kh   Kh 
t x y x  x  y  y 