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Conhecimento

• Apreensão intelectual de um fato ou de


uma verdade, como o domínio (teórico ou
prático) de um assunto, uma arte, uma
ciência, uma técnica, etc.
Os quatro tipos de
conhecimento
• A Ciência busca explicar e compreender o
mundo em que vivemos. Mas não é
somente o conhecimento científico que
tem essa preocupação.

Tipos de conhecimento
Conhecimento Conhecimento Conhecimento Conhecimento
Popular Científico Filosófico Religioso
Conhecimento Popular
• O senso comum é a primeira e mais
primitiva forma de conhecimento de que o
homem dispôs.
• Já na Pré-História o ser humano aprendia
com a sua própria experiência cotidiana.
• É determinado por uma situação casual e,
portanto, não-intencional, já que muitas
vezes o indivíduo descobre alguma coisa
que não estava buscando.
Conhecimento Popular
(vulgar, empírico ou senso comum)

• Se baseia em opniões não comprovadas


ou resultantes apenas das experiências
do dia a dia.
• Inclui informações que, descobertas
empiricamente, podem ser comprovadas
cientificamente, ou transformadas em
mitos, por não terem nenhum fundamento
científico.
"Ouvi dizer que as verduras crescem mais
quando plantadas sob lua cheia”
Conhecimento popular X científico

• Conhecimento Popular não se diferencia


do científico nem pela veracidade nem
pela natureza do objeto conhecido.
• O que os diferencia é a forma, o modo ou
o método e os instrumentos do
conhecimento.
• A forma de observar um objeto ou
fenômeno, por um camponês ou cientista
é que leva a um conhecimento popular ou
científico.
Conhecimento Religioso
• Desde cedo o homem recorreu à
imaginação, à fantasia, à existência de
divindades e de espíritos bons e maus
para explicar aquilo que ele observava.
• A boa sorte na caça ou a boa safra
pareciam dádivas superiores, assim como
as doenças, as pragas e a má colheita
pareciam castigos vindos dos céus.
Conhecimento religioso
• Os fenômenos grandiosos e inexplicáveis
da natureza seriam comandados por
criaturas extremamente poderosas. Para
agradar os Deuses, os homens passam a
realizar rituais, sacrifícios e oferendas.

• Surge assim o conhecimento místico,
embasado em crendices, superstições,
lendas, mitologias e, finalmente, religiões.
Conhecimento Religioso
(teológico)
 Conhecimento adquirido a partir
da fé teológica, é fruto da revelação da
divindade.
 A finalidade do teólogo é provar a existência
de Deus e que os textos bíblicos foram
escritos mediante inspiração Divina,
devendo por isso ser realmente aceitos
como verdades absolutas e incontestáveis.
 A base é a fé humana. Mas, o que é a fé?
A fé se apoia na doutrina com proposição
sagrada, manifestação divina.
Conhecimento Filosófico

 Está ligado à construção de ideias e


conceitos.
 Busca as verdades do mundo por meio da
indagação e do debate; do filosofar.
Portanto, de certo modo assemelha-se ao
conhecimento científico - por valer-se de
uma metodologia experimental -, mas dele
distancia-se por tratar de questões
imensuráveis, metafísicas.
 Baseado na experiência e não na
experimentação.
Conhecimento Filosófico
• Na Grécia Antiga era um conhecimento
não-empírico (não necessariamente
baseado na observação dos fatos).
• Era idealista, baseando-se em grande
parte nas opiniões e crenças dos filósofos
a respeito da realidade.
• Muitas das explicações oferecidas pela
filosofia, embora pautadas pela lógica e
pelo bom senso, estavam simplesmente
erradas.
Conhecimento Filosófico
• A idéia de que os planetas giram em torno do
Sol em órbitas perfeitamente circulares foi
desmentida pela astronomia do século XVII.
• Os filósofos não dispunham de tecnologia
suficiente para realizar os experimentos ou
observações que pudessem comprovar suas
teses.
• Mas o simples fato de uma teoria possuir
coerência lógica já era por si só prova de sua
validade.
• Com o fim da Idade Média e do predomínio
absoluto da fé religiosa cristã como verdade
absoluta, começa a surgir em pensadores
europeus a inquietação de investigar a natureza
e de duvidar dos sábios e teólogos.
• O advento da Reforma Protestante fez com que
a busca do conhecimento adotasse uma nova
estratégia, já que promoveu o fim da Inquisição
e a censura que ela impunha ao livre
pensamento e a invenção de novos artefatos
tecnológicos, como o telescópio e o
microscópio.
• A ciência moderna, cujo nascimento pode
ser situado no século XVII, deriva, pois, do
pensamento filosófico pela incorporação
do já citado método científico,
experimental e observacional, à lógica e à
reflexão.
Conhecimento Científico

• Preza pela apuração e constatação.


• Busca por leis e sistemas, no intuito de
explicar de modo racional aquilo que se
está observando.
• Não se contenta com explicações sem
provas concretas; seus alicerces estão
na metodologia e na racionalidade.
• Análises são fundamentais no processo
de construção e síntese.
Conhecimento Científico

• Resulta de investigação metódica e


sistemática da realidade, transcendendo
os fatos e fenômenos em si mesmo e
analisando-os, a fim de descobrir suas
causas e chegar à conclusão das leis
gerais que os governam.
Características do Conhecimento
O PONTO DE PARTIDA DA
PESQUISA CIENTÍFICA (GIL, 2002)
• Por que? Como? O que? Para que?
Quais?

O que é um problema de Pesquisa?


 Questão matemática proposta para que se lhe dê a
solução;
 Questão não solvida e que é objeto de discussão, em
qualquer domínio do conhecimento;
 Proposta duvidosa que pode ter numerosas soluções;
 Conflito afetivo que impede ou afeta o equilíbrio
psicológico do indivíduo;
 Como Construir Hipóteses?
 São proposições ou expressões verbais suscetível de ser
declarada verdadeira ou falsa;
 Afirmação categórica (uma suposição), que tente responder
ao Problema levantado no tema escolhido para pesquisa;
 É uma pré-solução para o problema levantado;
 O trabalho de pesquisa, então, irá confirmar ou negar
a Hipótese levantada.

 Ex: Problema de Pesquisa.


 Quem se interessa por parapsicologia?

 Hipótese
 Pessoas preocupadas com a vida além-túmulo
tendem a manifestar interesse por parapsicologia.
• Como podem ser classificadas as Hipóteses?

 Casuísticas
 Refere-se a algo que ocorre em determinado caso;
 Afirmam que um objeto, ou pessoa, ou um fato
específico tem determinada característica.
 Ex: Freud formuala a hipótese de que Moisés era
Egípcio e não Judeu.
 Obs. As hipóteses casuísticas normalmente são
utilizadas na pesquisa histórica.

 Frequência do acontecimentos
 São frequentes na pesquisa social, antecipam que
determinada característica ocorre com maior ou menor
frequência em determinando grupo, sociedade ou
cultura.
 Ex: Pessoas que vivem na cidade XXXX
apresentam uma crença em horóscopo.
 Hipóteses que estabelecem associação entre
variáveis
 O termo variável é dos mais empregados na linguagem
utilizada pelos pesquisadores;
 Seu objetivo é o de conferir maior precisão aos
enunciados científicos;
 O conceito de variável refere-se a tudo aquilo que pode
assumir diferentes valores ou aspectos.

 Ex: alunos do curso de administração são mais


conservadores que os de ciências socias.
 Algumas hipóteses estabelecem relação de
dependência entre duas ou mais variáveis
 As hipóteses desde grupo estabelecem que uma variável
interfere na outra;

 Ex: A classe social da mãe influencia no tempo de


amamentação dos filhos.

 Ex: O reforço do professor tem como efeito


melhoria na leitura do aluno.
 Como chegar a uma Hipótese?
 Não existe uma regra específica para elaboração de
hipóteses.

É de natureza criativa
Justificativa
• É o convencimento de que o trabalho
de pesquisa é fundamental de ser
efetivado;

• A Justificativa exalta a importância


do tema a ser estudado, ou justifica a
necessidade de se levar a efeito a
pesquisa;

• O tema escolhido pelo pesquisador e


PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
►Antes de qualquer pesquisa, fazer revisão bibliográfica
acercada temática e trazer relatos de pesquisas
anteriores:

PRINCIPAIS CONCEITOS
- Do geral ao específico
- Autores clássicos e novos

PESQUISAS ANTERIORES
- Clássicas
- Recentes
- Outros contextos e populações
PROBLEMA: QUAL O ÍNDICE DE ANSIEDADE EM
ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VESTIBULAR?

Revisão bibliográfica:

1. Adolescência
2. Ansiedade
3. Ansiedade na adolescência
4. Ansiedade em adolescentes no período pré vestibular
5. Pesquisas anteriores

O texto deve apresentar uma idéia coerente, contínua e fluida. Com


linguagem clara, direta e objetiva.
FONTES
► Livros (clássicos e novos)
► Artigos científicos (indexados)
► Monografias, dissertações e teses (mais
atuais, últimos 5 anos)
► Sites oficiais (IBGE, CFP, OMS, OPAS,
associações etc)
► Artigos de sites confiáveis (com autoria e
data)
FONTES ON LINE

► SCIELO
► LILACS
► BIRENE
► GOOGLE ACADEMICS OU BOOKS
► RESUMOS
► DESCRITORES (palavras-chave)
INICIANDO UM
TRABALHO
CIENTÍFICO
Bibliotecas Virtuais
• A biblioteca é o centro nervoso de uma
universidade;

• Não é mais possível imaginar em nossa época um


rumo viável para o progresso da pesquisa
acadêmica que esteja desvinculado ao uso das
Chein (2014).
bases de dados ou bibliotecas virtuais;

• As bibliotecas virtuais são fontes de informação em


permanente atualização, colocando à mão dos
pesquisadores o estado atual das discussões
acadêmicas nas diversas áreas do conhecimento
Pesquisar em Bases de Dados
Indexados
A EBSCO Publishing fornece serviços de
conteúdo de séries sob a forma de bases de
dados eletrônicas, bibliográficas e em texto
completo em diversas áreas do conhecimento.

O VLEX biblioteca virtual das áreas de


conhecimento do direito e ciências sociais.

Artigos Completos de diversas áreas de


conhecimento.

Artigos Completos de diversas áreas de


conhecimento.

Biblioteca Virtual Internacional em diversas


áreas de conhecimento.
Pesquisar em Bases de Dados
Indexados

O Google Acadêmico permite pesquisar em


várias fontes: artigos, teses, livros em diversas
áreas do conhecimento.
Site: https://scholar.google.com.br/

É uma biblioteca eletrônica que abrange uma


coleção selecionada de periódicos científicos
brasileiros.
Site: http://www.scielo.br/?lng=pt
O QUE É UMA PESQUISA?

É UM CONJUNTO DE ATIVIDADES SISTEMÁTICAS E


METODOLOGICAMENTE ORIENTADAS PARA SOLUCIONAR
PROBLEMAS.

É A PARTE PRÁTICADA ATIVIDADE CIENTÍFICA, QUE VAI


DESDE O PLANEJAMENTO ATÉ O PUBLICAÇÃO DOS
RESULTADOS
(RUDIO, 1985 apud CAMPOS, 2008)
Método - bases lógicas da
investigação
• É um conjunto de princípios gerais que norteiam e
orientam a conduta do pesquisador. É é a parte mais
importanteda pesquisa, pois garantea validade do
conhecimento descoberto.

• Os métodos gerais ou de abordagem oferecem ao


pesquisador normas genéricas destinadas a
estabelecer uma ruptura entre objetivos científicos e
não científicos (ou de senso comum).

• Esses métodos esclarecem os procedimentos lógicos


que deverão ser seguidos no processo de investigação
científica dos fatos da natureza e da sociedade.
Método - bases lógicas da
investigação
• Os métodos estão vínculados a correntes filosóficas e que
se prõpoe explicar como se processa o conhecimento da
realidade:
O método dedutivo relaciona-se ao racionalismo
• Dedutivo;
Ao empirismo
• Indutivo;
Ao neopositivismo
• Hipotéticodedutivo;
• Dialético; Ao materialismo dialético

• Fenomenológico; Fenomenologia.
Método Dedutivo

• Parte do geral e, a seguir, desce ao particular;

• A partir de princípios, leis ou teorias consideradas verdadeiras e


indiscutíveis, prediz a ocorrência de casos particulares com base
na lógica;

• “Parte de princípios reconhecidos como verdadeiros e


indiscutíveis e possibilita chegar a conclusões de maneira
puramente formal, isto é, em virtude unicamente de sua lógica.”
(GIL, 2008, p. 9).
Método Indutivo

• É um método responsável pela generalização;

• Parte de algo particular para uma questão mais ampla,


mais geral;

• Para Lakatos e Marconi (2007, p. 86),


Indução é um processo mental por intermédio do qual, partindo
de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma
verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas.
Portanto, o objetivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões
cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas
quais se basearam.
Diferença entre o Dedutivo x Indutivo
Método Hipotético-Dedutivo

• Foi definido por Karl Popper a partir de críticas à indução, expressas


em A lógica da investigação científica;

O método hipotético-dedutivo inicia-se com um problema ou uma lacuna no


conhecimento científico, passando pela formulação de hipóteses e por um processo
de inferência dedutiva, o qual testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos
pela referida hipótese.
Método Hipotético-Dedutivo

• O método hipotético-dedutivo inicia-se com um problema ou uma


lacuna no conhecimento científico, passando pela formulação de
hipóteses e por um processo de inferência dedutiva, o qual testa a
predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela referida
hipótese.
Método Hipotético-Dedutivo
Método Dialético

• O conceito de dialética é bastante antigo. Platão o utilizou no sentido


de arte do diálogo;

• Na Antiguidade e na Idade Média, o termo era utilizado para


significar simplesmente lógica;

• O método dialético, que atingiu seu auge com Hegel, depois


reformulado por Marx, busca interpretar a realidade partindo do
pressuposto de que todos os fenômenos apresentam características
contraditórias organicamente unidas e indissolúveis;
Método Dialético

• Na dialética proposta por Hegel, as contradições transcendem-se,


dando origem a novas contradições que passam a requerer solução;

• Empregado em pesquisa qualitativa, é um método de interpretação


dinâmica e totalizante da realidade, pois considera que os fatos não
podem ser relevados fora de um contexto social, político, econômico
etc.

• De acordo com Gil (2008, p. 14),

[...] a dialética fornece as bases para uma interpretação dinâmica e


totalizante da realidade, uma vez que estabelece que os fatos sociais
não podem ser entendidos quando considerados isoladamente,
abstraídos de suas influências políticas, econômicas, culturais etc.
Método Fenomenológico

• O método fenomenológico, tal como foi apresentado por Edmund


Husserl (1859-1938), propõe-se a estabelecer uma base segura, liberta
de proposições, para todas as ciências;

• O método fenomenológico não é dedutivo nem empírico. Consiste


em mostrar o que é dado e em esclarecer esse dado;

• “Não explica mediante leis nem deduz a partir de princípios, mas


considera imediatamente o que está presente à consciência: o
objeto.” (GIL, 2008, p. 14).
Método Fenomenológico

• O método fenomenológico limita-se aos aspectos essenciais e


intrínsecos do fenômeno, sem lançar mão de deduções ou
empirismos, buscando compreendê-lo por meio da intuição, visando
apenas o dado, o fenômeno, não importando sua natureza real ou
fictícia.;
Método - bases lógicas da
investigação
• É um conjunto de princípios gerais que norteiam e
orientam a conduta do pesquisador. É é a parte mais
importanteda pesquisa, pois garantea validade do
conhecimento descoberto.

 CARACTERÍSTICAS DO MÉTODO CIENTÍFICO


(ANDERSON, 1977)
 1.Verificação Empírica
 2. Definição Operacional
 3. Observação Controlada
 4. Generalização Estatística
 5. Confirmação Empírica
• 1.Verificação Empírica – O método trabalha com
construtos observáveis, mensuráveis, passíveis de
serem testados.
• 2. Definição Operacional – A temática utilizada precisa
ser claramente definida em termos de conceitos claros
e precisos. Deve-se evitar conceitos dúbios e confusos.
• 3. Observação controlada – Garantir a mensuração
adequada das variáveis em termos de instrumentos e
forma. O instrumento utilizado na coleta de dados vai
garantir alcançar os objetivos e as hipóteses?
• 4. Generalização estatística – É a condição de se
estender a validade do conhecimento descoberto para
outras populações. Encontrada na pesquisa
quantitativa, quando atinge margem de erro menor que
5% (95% de acerto – significância).
• 5. Confirmação empírica – Chegar o mais perto possível
da realidade.É a possibilidade de replicar o estudo e
PRINCIPAIS TIPOS DE PESQUISA
2 GRANDES GRUPOS:

DESCRITIVA – Busca conhecer e


compreender a realidade, sem nela interferir,
descrevendo o que ocorre. O que?

EXPERIMENTAL – Busca manipular algum


aspecto da realidade, estabelecendo uma
relação de causa e efeito. Explica porque?
ocorre determinado fenômeno. Realiza um
experimento (de campo ou de laboratório)
VALIDADE EXTERNA X VALIDADE
INTERNA

CADA PESQUISA RESPONDE QUESTÕES DIFERENTES,


PORTANTO SUAS VALIDADES SÃO DIFERENTES:

QUAL O MÉTODO PERFEITO?

VALIDADE EXTERNA – Aproxima-se mais da realidade


porque vai ao campo social. Possui mais poder de
generalização. Trabalha com amostras maiores.
Encontrada na Pesquisa descritiva.

VALIDADE INTERNA – Estabelece relação causa e efeito,


quanto mais precisa for essa relação, maior será a
validade interna. Encontrada na Pesquisa Experimental.
ESTUDOS LONGITUDINAIS E
TRANSVERSAIS
A classificação é baseada no tempo:

LONGITUDINAIS – Avalia a mesma variável


em um grupo de sujeitos, ao longo de um
período de tempo.

TRANSVERSAL – Estuda a mesma variável


em um mesmo corte do tempo, porém em
grupos que vivem em momentos diferentes.
ESTRATÉGIAS DE PESQUISA
DOCUMENTAL – Utiliza documentos como fontes de
informações (jornais, revistas, pareceres, documentos
públicos, diários, prontuários).
FASES: Identificação, localização e recuperação do material;
leitura e compilação; fichamento dos materiais.

DE CAMPO – Utiliza a realidade social como fonte de


informações (coleta de dados). Podem ser descritivas,
experimentais ou exploratórios.

DE LABORATÓRIO – Reproduzem casos artificialmente,


manipulando e controlando as variáveis estudadas,
perdendo a validade externa, mas ganhando a validade
interna. Geralmente são pesquisas experimentais.
PESQUISAS QUALITATIVAS E
QUANTITATIVAS
QUANTITATIVA – prevê a quantificação das variáveis.
Busca-se estabelecer uma regra, um princípio que reflita a
uniformidade do fenômeno. Estuda a regularidade, não as
exceções. Grandes amostras.

Críticas: Uso da matemática e pouca profundidade.

QUALITATIVA – Buscam principalmente os significados que


os sujeitos e ou/ o pesquisador atribuem aos fatos. Busca o
aprofundamento de determinado fenômeno. Amostras
pequenas.

Críticas: Não possuem poder de generalizações, o


NÍVEIS DE MENSURAÇÃO E VARIÁVEIS
ANALÍTICAS EM CIÊNCIA (CAP. IV CAMPOS,
2008)
Premissas ao elaborar um projeto de pesquisa:
1. Determinar as variáveis
2. Determinar o nível de mensuração

O QUE É UMA VARIÁVEL?

- Atributo que pode assumir diversos valores e posições, “tudo


que varia” e pode ser mensurado.
- É a qualidade que se deseja estudar e tirar conclusões a
respeito´.
- Deve-se eliminar qualquer sobreposição de elementos.
TIPOS DE VARIÁVEIS
VARIÁVEIS GENÉRICAS
- Usadas na pesquisa descritiva;
- Não descrevem nenhuma função.
- Ex.: Representação social da infidelidade.

- Variáveis importantes:
- Conceito de infidelidade, situação conjugal,
sexo, idade etc.
VARIÁVEIS INDEPENDENTE, DEPENDENTE E
INTERFERENTE

Usadas na pesquisa experimental.

- Considera a função de causa e efeito;


- O adjetivo indica a função de cada uma;
- São “muito bem” identificadas pela função que
cada uma exerce na relação causal;
- Designa o papel esperado pelo pesquisador
que testa cada uma no experimento.
VARIÁVEL INDEPENDENTE (VI) - É a suposta “causa”. É a
propriedade manipulada pelo pesquisador, será a responsável
(causa) pelas modificações em outra propriedade (VD)
observada. Sempre antecede ao efeito no tempo. É
independente por não depender de nenhum fato anterior.

VARIÁVEL DEPENDENTE (VD) - É o suposto “efeito”. É a


propriedade observada pelo pesquisador e será alterada no
experimento. Depende diretamente da VI.

VARIÁVEL INTERVENIENTE (Vin) - É aquela que apesar de não


ser manipulada ou incluída na pesquisa, pode interferir na VD.
Ela só ocorre devido ao acaso ou por erro e/ou falta de controle
do pesquisador.
VARIÁVEL CONTÍNUA E DESCONTÍNUA

- Analisa a condição da variável na relação com


o fator tempo, pois existem variáveis que se
modificam com o passar do tempo.

CONTÍNUA – Sua propriedade se mantém


inalterada durante o período de tempo em que
durar a pesquisa. Ex. raça, sexo, cor, idade
(se a pesquisa durar 15 dias)
DESCONTÍNUA – Se altera significativamente
durante o período de tempo que durar a
CONTROLE E MANIPULAÇÃO DE VARIÁVEIS

- Determinam a precisão e a confiabilidade dos


resultados.
- O controle e manipulação das variáveis é o esforço
intencional do pesquisador na eliminação do erro
(eliminação ou minimização da Vin).
- Sem esse “controle”, a confiabilidade na relação
causal é restringida, e ocorrerá aspectos obscuros
(hipóteses rivais).
- Respostas que têm origem em fraquezas
metodológicas e/ou falta de controle das variáveis.
PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS DE
CONTROLE DE VARIÁVEIS:
1. Padronização das condições do experimento – Garantir
as mesmas condições para os grupos controle e
experimental.

2. Utilização de amostra equiprobabilística – Escolha dos


sujeitos recorrendo a sorteio estatístico.

3. Condições de mensuração – Definir o nível de


mensuração adequado.

4. Eliminação e/ou redução da VIn - Conhecer e controlar


as possíveis interferências na VD.
NÍVEIS DE MENSURAÇÃO
- Grau de precisão e confiança na observação/mensuração que está se realizando na
pesquisa. O nível de mensuração indica a qualidade da medida. Para se medir em
ciência é preciso ter o conhecimento do nível da mensuração do instrumento ou
técnica utilizada.

- Nível de mensuração nominal – identifica as variáveis, classifica, rotula, dá


nomes, sem estabelecer relação entre as variáveis. Inclui os sujeitos em categorias
sem hierarquia. ex classificação psiquiátrica dos transtornos, opinião de estudantes
sobre a psicologia.

- Nível de mensuração ordinal – Consegue estabelecer relação de ordem entre as


variáveis. Diz o que é maior ou o que vem antes, mas sem especificar o quanto se
diferenciam. Ex. classificação numa corrida de F1, nível hierárquico de empregados
de uma empresa.

- Nível de mensuração intervalar – além da ordem, mede a distância entre uma


classe e outra, dá os intervalos das variáveis. Ex. o sujeito marca 110 num teste de
QI, está exatamente 10 pontos na frente daquele que pontuou 100.

- Nível de mensuração de razão ou proporção – igual ao intervalar, mas possui o


ponto zero. Ex. temperatura. Não é utilizado em psicologia.