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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

"JÚLIO DE MESQUITA FILHO"


Câmpus de Botucatu

unesp

ACIDENTES QUÍMICOS AMBIENTAIS:


CONTEXTO HISTÓRICO ,
PRINCIPAIS MECANISMOS
DE AGRESSÃO CELULAR
E ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS
Profa. Dra. Carla Adriene da Silva
Departamento de Patologia
FMB – UNESP
ACIDENTES ambientais são eventos inesperados que afetam
direta ou indiretamente a segurança e a saúde da comunidade
envolvida. Causando impacto na flora, fauna ou população
humana.
• Desastres Naturais

• Desastres Tecnológicos

• Acidentes nucleares
•Vazamentos ou explosões
durante manipulação
•Contaminação de fontes de
sobrevivência
• Vazamentos ou acidentes em
plantas industriais ativas ou Foto: Arquivo / AP Photo
abandonadas
• Descarte inadequado
As substâncias químicas
podem ser perigosas por
diversas razões. Podem ser
tóxicas a curto e longo
prazo; podem ser
explosivas, inflamáveis,
corrosivas, radiativas ou
reativas.
DOENÇA AMBIENTAL
Doenças causadas pela exposição aos agentes químicos ou
físicos no meio ambiente, no local de trabalho e no ambiente
pessoal, incluindo as doenças de origem nutricional.
Acidentes químicos são o resultado de emissões não
controladas de uma ou várias substâncias nocivas para
a saúde no ambiente, com prejuízos para fauna, flora
danos econômicos e prejuízos à saúde humana.

As consequências destes acidentes depende em grande parte


da eficiência na atuação frente a emergências. A ocorrência
dos acidentes químicos são basicamente de dois tipos:

AGUDAS
CRÔNICAS
Agudas:
associados com a explosão, fuga, derramamento ou incêndio
de uma ou mais substâncias químicas dentro de uma
instalação, tal como uma fábrica ou um armazém, ou durante
o transporte. Os seus efeitos são imediatos na maior parte das
vezes.
Geralmente estes acidentes são motivo de uma ampla
cobertura nos meios de comunicação porque causam um
dano considerável e às vezes afetam um número significativo
de pessoas.

Muitos exemplos na literatura mundial. Turquia, Bhopal,


Seveso, Chernobyl e Basiléia. Na América Latina os de San
Juanico e Guadalajara no México.
Crônicas:
Associados com a emissão contínua ao ambiente, por um
tempo prolongado, de uma substância que causa a
contaminação da água, incorpora-se na cadeia alimentar ou
contamina os solos e/ou os alimentos da região.
Acidentes deste tipo são difíceis de controlar
oportunamente, uma vez que seus efeitos podem demorar
anos até serem evidentes. Nestes casos também é muito
difícil determinar com certeza o número de vítimas e a
magnitude dos efeitos adversos a longo prazo sobre o
ambiente e a saúde.
Exemplos: Minamata, Santo Amaro da Bahia.
Quem se prejudica com os acidentes químicos?
Agudos

1. Empregados que estão perto do local do acidente,


2. Primeira equipe a chegar no local (bombeiros,
paramédicos).
3. Comunidades próximas. Bhopal, Seveso, San Juanico e
Guadalajara.
4. Gerações seguintes. Chernobyl, vara radiativa na Cidade
Juarez, México e Goiânia.
5. Outros paises. A explosão que ocorreu na Basiléia em
1986 e provocou a contaminação do rio Reno com
diversos praguicidas.
Crônicos
Dependendo das características geográficas da região e
do tempo que dure o vazamento ou emissão do agente
tóxico, o dano pode chegar a um local relativamente
pequeno ou maior e, em função do nível da poluição
ambiental que resulte, pode afetar uma ou mais gerações.
Exemplos de Acidentes Ambientais no Brasil
Data Local Atividade Produto Causa Consequências
21/9/72 Rio de Janeiro Estocagem GLP BLEVE 37 mortes, 53 feridos

26/3/75 Rio de Janeiro Navio Petróleo Colisão Vazamento de 6.000 ton.

9/1/78 São Sebastião Navio Petróleo Colisão Vazamento de 6.000 ton.

Vazamento de 500 ton.


31/5/83 Porto Feliz Estocagem Resíduos clorados Colisão de veículo
Contaminação de rio/poços

Queda de rocha no Vazamento de 2.500 ton.


14/10/83 Bertioga Duto Petróleo
duto Impactos em manguezal

Corrosão Vazamento de 1200 m3


25/02/84 Cubatão Duto Gasolina
Erro humano Incêndio - 93 mortes

Vazamento de 200 m3
25/5/84 São Paulo Duto Nafta Rompimento
2 mortes

25/1/85 Cubatão Duto Amônia Rompimento Evacuação de 6.500 pessoas

Vazamento de 2.500 ton.


18/3/85 São Sebatião Navio Petróleo Colisão Contaminação de
praias/ilhas

Contaminação humana.
1987 Goiânia Restos de clínica radiológica Césio137 Descarte inadequado
Mortes. Radiação aguda
Explosão
10/10/91 Santos Estocagem Acrilonitrila Poluição do ar e do mar
Incêndio
300 kg
25/2/92 Cubatão Indústria Cloro Vazamento
37 intoxicados

Explosão Contaminação/Fogo no
3/9/98 Santos Armazenamento DCPD
Incêndio Estuário de Santos

Gasolina/ Explosão
8/9/98 Araras Caminhão tanque 55 mortes
Óleo diesel Incêndio
Principais Acidentes Ambientais no Mundo
Data Local Atividade Produto Causa Consequências
16/4/47 Texas City, USA Navio Nitrato de Amônio Explosão 552 mortes
3000 feridos
4/1/66 Feyzin, França Estocagem Propano BLEVE 18 mortes, 81 feridos
Perdas de US$ 68 milhões

13/7/73 Potchefstroom, Estocagem Amônia Vazamento 18 mortes


África do Sul 65 intoxicados

1/6/74 Flixborough, UK Planta de Ciclohexano Explosão 28 mortes, 104 feridos


Caprolactama Incêndio Perdas de US$ 412 milhões

10/7/76 Seveso, Itália Planta de processo TCDD Explosão Contaminação de grande área, devido a emissão de dioxina

6/3/78 Portsall, UK Navio Petróleo Encalhe 230.000 ton.


Perdas de US$ 85,2 milhões

11/7/78 San Carlos, Espanha Caminhão-tanque Propeno VCE 216 mortes, 200 feridos

19/11/84 Mexico City Estocagem GLP BLEVE 650 mortes, 6400 feridos
Incêndio Perdas de US$ 22,5 milhões

3/12/84 Bhopal, Índia Estocagem Isocianato de Emissão tóxica 4000 mortes


metila 200000 intoxicados
26/4/86 Chernobyl, Rússia Usina nuclear Urânio Explosão 135.000 pessoas evacuadas

1/11/1986 Basileia Industria vários Vazamento Rio Reno

3/6/89 Ufa, Rússia Duto GLN VCE 645 mortes


500 feridos
24/3/89 Alasca, USA Navio Petróleo Encalhe 40.000 ton.
100.000 aves
11/3/91 Catzacoala Planta de processo Cloro Vazamento Perdas de
Explosão US$ 150 milhões
22/4/91 Guadalajara, México Duto Gasolina Explosão 300 mortes
15/2/96 Mill Bay, UK Navio Petróleo Falha operacional 70.000 ton.
2300 pássaros mortos
Contaminações ambientais importantes
No Brasil e no mundo...
• --1956 – Minamata, Japão

• 1956-1961 – HCB, Turquia

• 3 de julho de 1976: Seveso, Itália. Dioxina (TCDD)

• 26 de abril de 1986 – Chernobyl, Ucrânia.

• 1 de novembro de 1986 -Basel-Landschaft, Switzerland, Sandoz


chemical(Mercúrio, organofosforados, organoclorados – Rio Reno

• Início em 13 de setembro de 1987 – césio137, Goiânia. Brasil

• 1960-1993– Santo Amaro da Purificação (Ba. Brasil). Chumbo e cádmio

• 15 de julho de 2012 – Rosana. SP. Brasil. Mercúrio


Algumas deficiências do registro de acidentes químicos na América Latina
Na America Latina não existe um critério homogêneo nos diferentes países sobre o que
considerar um acidente químico. Por isso, as discrepâncias entre os países impedem realizar
uma avaliação sistemática e chegar a conclusões úteis.
Falta de um registro histórico organizado e computadorizado dos acidentes químicos, com
dados fiéis sobre perda de vidas humanas, danos materiais ou magnitude da contaminação
ambiental.
Falta de um sistema uniforme para o registro destes acidentes. Assim, em alguns países
existe algum sistema, enquanto que em outros não há nada;
Os registros de morbidade e mortandade relacionados com estes casos variam, geralmente de
deficientes a inexistentes, além disso, a maioria dos que existem não são sistemáticos.
Os dados quantitativos sobre produção, transporte e uso de substâncias químicas não são
completos nem atuais, ou estão dispersos, o que faz difícil o seu recolhimento, integração e
análise.
Com frequência, os melhores dados sobre acidentes químicos na Região são obtidos na
imprensa cotidiana, a maioria destas notícias se limitam a casos críticos, nos quais a
mortandade ou danos materiais imediatos são elevados.
Praticamente não se realizam pesquisas sistemáticas depois dos acidentes. Isto impede que
os dados disponíveis sejam analisados em conjunto, dificultando a avaliação dos casos e
frequentemente interferindo no diagnóstico da causa dos acidentes originando resultados de
baixa qualidade.
Em qualquer caso, a participação do setor saúde reflete um grau importante da falta de
informação das autoridades respectivas sobre este tipo de problemas e as suas repercussões
no setor saúde.
Em 1º de novembro de 1986, a água usada para debelar um grande incêndio na
fábrica Sandoz, na Suíça, carregou produtos altamente tóxicos para o rio, matando
por envenenamento todos os seres vivos nas águas do Alto Reno.

O incêndio que começou as 12:30 horas na fábrica da Sandoz na Basileia (Suíça).Em


poucos minutos, os 6 mil metros quadrados do Depósito 956 foram consumidos
pelas chamas.
Mais de mil toneladas de inseticidas, substâncias à base de ureia e mercúrio
transformaram-se em nuvens tóxicas incandescentes.
Às 3 h da madrugada, foi dado o alarme de “catástrofe” e os moradores próximos as áreas de
Basel foram instruídos para permanecerem suas residências e fecharem as janelas como medida
de segurança.
Depósito
O armazém continha 1.351 t de produtos químicos
Os principais compostos químicos eram os
seguintes;
Endosulfan
Tetradifon
Acetato de fenil mercúrio
Compostos de mercúrio
Ésteres de ácido fosfórico Embora o escoamento da água residual do
Pigmento de Rhodamine incêndio ocorreu somente por algumas horas, o
coquetel dos biocidas e de outros produtos
químicos tóxicos eliminaram toda a fauna
aquática perto do local e este efeito estendeu
muitos quilômetros a jusante
SEVESO, Italy
July 1976

On July 10, 1976, early in the afternoon, there was an


explosion at the ICMESA chemical plant in Meda (about 25
miles north of Milan, Italy)
• Vietnã: dioxina, chamada de agente laranja, pulverizada como herbicida
fazendo com que as folhas caíssem para expor os vietcongues. Atingiu tanto os
vietnamitas quanto os soldados americanos causando sérios problemas de
saúde (Schecter, 2001).

• Northeastern Pharmaceutical and Chemical Company, Inc. (NEPACCO) –


Times Beach. Missouri,USA, 1971.

• Seveso, Italia, os tanques de armazenagem de uma industria quimica


romperam, liberando varios quilogramas de dioxina, contaminado e matando
animais e pessoas com o agente quimico (Nosek, 1993).
“Foram realizados exames médicos em aproximadamente 220.000 pessoas, das
quais 193 apresentaram problemas de saúde devido aos gases. Como
consequência das evidencias de contaminação pela dioxina, 50.000 animais
tiveram que ser sacrificados, as residências de 40.000 pessoas tiveram que ser
destruídas e camadas superficiais dos solos de grandes áreas foram removidas
para tratamento ou deposição segura.
O Vaticano teve que autorizar a realização de mais de 2.000 abortos humanos em
função de má formação (Benite, 2004; Brasil, 2002).
Os custos de reparação somaram mais de 300 milhões de marcos alemães
(Brasil, 2002).”
Ao todo são 210 PCDD’s distintas, porem os estudos são mais
concentrados na 2,3,7,8-Tetraclorodibenzeno-p-dioxina.
Dioxina não é um composto que ocorre de forma natural, ela deriva de
transformações industriais que envolvem o cloro na sua composição
(Mckinney, 1978). Os exemplos mais evidentes são:
· Indústrias químicas que manipulam cloro;
• Siderúrgicas e metalúrgicas;
• Indústrias de celulose e papel;
• Queimadas;
• Processo de reciclagem de metal;
• Incineração de resíduos hospitalares;
• Incineracao de residuos domesticos
De acordo com TUPPURAINEN (1998), a dioxina pode ser
formada por três processos:

a) Uma parte do material incinerado, constituído por dioxina,


não sofre combustão, passando pelo incinerador sem
transformação;
b) São produzidos nos incineradores durante o processo de
combustão por precursores de bifenilapolicloradas (PCB’s)
compostos por pentaclorofenóis e os benzenos clorados;
c) São produzidas pela incineração de compostos da base de
formação como petróleo, plástico, hidrocarbonetos e celulose.
• Dioxins are a group of chemically-related compounds that are
persistent environmental pollutants (POPs).
• Dioxins are found throughout the world in the environment and
they accumulate in the food chain, mainly in the fatty tissue of animals.
• More than 90% of human exposure is through food, mainly meat
and dairy products, fish and shellfish. Many national authorities have
programmes in place to monitor the food supply.
• Dioxins are highly toxic and can cause reproductive and
developmental problems, damage the immune system, interfere with
hormones and also cause cancer.
• Due to the omnipresence of dioxins, all people have background
exposure, which is not expected to affect human health. However, due to
the highly toxic potential, efforts need to be undertaken to reduce current
background exposure.
• Prevention or reduction of human exposure is best done via
source-directed measures, i.e. strict control of industrial processes to
reduce formation of dioxins
aryl hydrocarbon receptor
Farchive.unu.edu%2Funupress%2Funupbooks%2Fuu21le%2Fuu21le09.htm&psig=AFQjCNGmoWDeNht7dCprUMZTw8q-
cbNvbQ&ust=1488206834030776
Área de contaminação em
SEVESO dividida em zonas, de
acordo com a concentração de
TCDD no solo:

Zona A: contaminação pesada


Adjacente à ICMESA

Zona B: Média. Faixa ao sul

Zona R: Menos contaminada


www.toxipedia.org%2Fdisplay%2Ftoxipedia%2FSeveso
Wiktor Juschtschenko
janeiro de 2005 a fevereiro de 2010 Presidente da Ucrânia
2004 – envenenamento por dioxina
Porphyria Turcica: Twenty Years After
Hexachlorobenzene Intoxication.
Derek J. Cripps; Ayhan Gocmen; Henry A.
Peters.
Arch Dermatol. 1980;116(1):46-50.
doi:10.1001/archderm.1980.01640250048014
Bhopal

Union Cabide
Disaster
“There is only one published report on the toxicity of methyl
isocyanate (MIC) from inhalation exposure (Kimmerle and
Eben, 1964).”
“One of the striking features of the Bhopal disaster in which several
thousand people were killed or injured was the lack of toxicological
information on the causal agent, methyl isocyanate (MIC).”
“ Despite the apparently
rapid resolution of initial
damage to the lung, isolated
foci of more recent injury
were found in animals killed
two or three weeks after
exposure.
Signs of recent alveolar
haemorrhage were present,
together with groups of
necrotic cells within both the
lumen and epithelium of
airways. These lesions were
usually accompanied by
both local hyperplasia and
an active inflammatory
response but few signs of
fibrosis.”
• MIC is used for manufacture of various pesticides, the most important of
which are: aldicarb, carbaryl, carbofuran, and methomyl (Anon Chem.
Eng. News 1984, Dec 10,6-8.).

• MIC, made by reacting methylamine with phosgene, has a boiling point


of 39.1 "C at 1 atm, a density of 0.960 g/cm3, and a vapor pressure of 348
Torr at 20 OC (7).

• It is flammable and highly reactive with water, U.S. production is


estimated to be between 30 and 35 million pounds per year
• MIC is highly irritating and causes severe bronchial spasms,
asthmatic breathing, and chemical pneumonia when toxic levels are
inhaled.

• Contact with intact skin, mucous membranes, and other moist


surfaces such as the eyes causes irritation and burns .

• The initial symptoms experienced by the exposed individuals in


Bhopal were those of acute fulminating inflammation of the
respiratory tract, with death ascribed to severe pulmonary edema
and hemorrhage. In addition, the reported clinical syndrome
included severe keratitis .

• In the year following exposure, reports have indicated a regression


of eye lesions; however, respiratory impairment was reported in over
40 000 people 3 months after exposure and appears to still be
present in many survivors more than 1 year later
• Pathology
• Pulmonary Function
• Reproductive and Prenatal Toxicity Testing
• Immunotoxicity Testing
• Genetic Toxicity

Pathology and Pulmonary Function

“MIC is a highly toxic gas in rodents as well as humans.


Lethality in rodents was likely due to the direct necrotizing
action of MIC on the epithelial lining of the respiratory tract
with resultant sloughing and intraluminal accummulation of
fluid (edema), hemorrhage, and cellular debris.”
• Phosgene, an extremely toxic chemical, also known as carbonyl
chloride

• Used as the first poisonous gas in World War I (later replaced by


mustard gas)

• It is the key reactant, together with methylamine, for producing toxic


methylisocyanate (MIC)
COMMERCIAL USES OF PHOSGENE
Most of the phosgene produced in industry (approximately 85 per cent) is used to
synthesize organic isocyanates by reaction with amines. Polycarbonate formation
via reaction with Bisphenol A is responsible for another part used. The remainder
of the phosgene being used to synthesize other chemical intermediates, drugs,
and pesticides.
“In addition to reducing the chance of a release of phosgene,
many producers are reducing inventory by as much as 50 per
cent and are interested in developing less toxic alternatives to
phosgene. For Example, diphenylcarbonate is not as toxic,
requires no waste treatment, and makes a readily
transportable product. However, diphenylcarbonate costs
more than three times as much as phosgene.
Carbonyldiimidazole is another subsitute for phosgene,
but it is unstable and expensive. It does not appear probable
that there will be any large-scale replacement for phosgene.”
Phosgene, a widely used intermediate in the synthesis of chemicals and
plastics, is a highly reactive acylating agent (chemical formula: COC12). It is
known to induce noncardiogenic pulmonary edema upon acute inhalation
exposure (Frosolono and Pawlowski, 1977; Pawlowski and Frosolono, 1977;
Diller et al., 1985)

“The acute toxicity of phosgene has been reported to,


involve oxidative tissue damage and pulmonary edema due
to increased vascular permeability (Franch and Hatch, 1986;
Kennedy et al., 1989), which may involve arachidonic acid
metabolites (Guo et al., 1990).”
https://youtu.be/HXDOzMRrKlo
VAZAMENTO DE PRODUTOS
QUÍMICOS DIVERSOS EM UMA
EMPRESA DESATIVADA

Uma empresa que produzia óxido de


cromo foi desativada e deixou suas
instalações abandonadas com diversas
embalagens que continham resíduos
químicos diversos com vazamentos. Foto 1
e Foto 2

O Corpo de Bombeiros foi chamado para


atender uma emergência química durante
uma noite que ocorria o vazamento de um
tambor metálico em mal estado de
conservação contendo ácido
clorosulfônico. No local foi constatado que
a referida empresa estava localizada em
área residencial e que estava ocorrendo a
formação de uma nuvem ácida que
causava problemas na população local.
Ácido clorossulfúrico é um composto inorgânico de fórmula HSO3Cl. Esta
molécula tetraédrica é um intermediário, química e conceitualmente, entre o cloreto
de sulfurila (SO2Cl2) e o ácido sulfúrico (H2SO4). É também conhecido como ácido
clorossulfônico. É um líquido destilável e incolor que deve ser manuseado com
cuidado. É higroscópico e um poderoso agente lacrimogênico.
O ácido clorosulfônico (CSA), ClSO2OH, é um líquido cuja coloração varia de
incolor à cor de palha, com um odor intenso. Este composto químico é altamente
reativo, contendo quantidades equimolares de HCl e SO3, com peso molecular de
116,52.
Ele apresenta forte reação com a água, originando calor e grandes quantidades de
vapores brancos de ácido clorídrico e ácido sulfúrico.
Sua utilização ocorre principalmente na síntese orgânica como agente originador de
sulfato, sulfonato ou clorosulfonato. Ele também é muito útil para tingimentos e
pigmentações, na indústria farmacêutica, de química para atividades agricolas e de
pesticidas.
Em muitas aplicações este é preferido, pois é uma agente potente e menos
destrutivo que o trióxido de enxofre.