Você está na página 1de 21

MATEMÁTICA

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO

Kátia Stocco Smole; Maria Ignez Diniz


3º ano ensino médio
Unidade 2 – Geometria analítica
NESSA UNIDADE:

• O referencial cartesiano • Inequação do 1° grau com duas


variáveis
• Ponto médio, distância entre dois
pontos e área de um triângulo • Relações trigonométricas num
triângulo qualquer
• Condição de alinhamento de três
pontos • Equação da circunferência

• Estudo analítico da reta • Posições relativas: ponto e


circunferência; reta e circunferência;
• Posições relativas entre duas retas
entre duas circunferências
• Inclinação da reta
• As cônicas: elipse, hipérbole e
• Equação de um feixe de retas parábola
concorrentes

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 4 – ESTUDO ANALÍTICO DO PONTO

O REFERENCIAL CARTESIANO

Plano cartesiano

• sistema formado por dois eixos perpendiculares entre si no ponto 0.

0x

• eixo das abscissas

0y

• eixo das ordenadas

P(xp, yp)

• ponto do plano cartesiano onde xp e yp são, respectivamente uma abscissa


e uma ordenada. Cada ponto P é uma coordenada cartesiana.

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 4 – ESTUDO ANALÍTICO DO PONTO

ESTUDO ANALÍTICO DO PONTO

Bissetriz do 1º e do 3º quadrantes

A(xA, yA) pertence à bissetriz do 1º e 3º quadrante. Então: xA = yA.

Bissetriz do 2º e do 4º quadrantes

A(xA, yA) pertence à bissetriz do 2º e 4º quadrante. Então: xA = - yA.

Ponto médio

Baricentro de um triângulo
Se G(xG, yG) é o baricentro do triângulo ABC, A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC), então:

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 4 – ESTUDO ANALÍTICO DO PONTO

DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS

Quaisquer que sejam P(xP, yP) e Q(xQ , yQ) no plano cartesiano, temos:

Área de um triângulo
A área de um triângulo de vértices A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC) é dada por:

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 4 – ESTUDO ANALÍTICO DO PONTO

CONDIÇÃO DE ALINHAMENTO DE TRÊS PONTOS

A, B e C são colineares se, e somente se,

Observe que os pontos A (0, 0); B(1, 1) e


C(3, 3) são colineares, pois:

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 5 – ESTUDO ANALÍTICO DA RETA

EQUAÇÃO GERAL DE UMA RETA: ÁLGEBRA E GEOMETRIA

A toda equação da forma ax + by + c = 0, com a, b e c reais, a ≠ 0 ou b ≠ 0, corresponde uma única reta r do plano
cartesiano, cujos pontos têm coordenadas satisfazendo a equação.

A equação ax + by + c = 0, cm a ≠ 0 ou b ≠ 0 é denominada equação geral da reta r.

Gráfico da equação 2x + 3y – 6 = 0
a = 2; b = 3 e c = −6

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 5 – ESTUDO ANALÍTICO DA RETA

POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE DUAS RETAS

Considere as retas r: a1x + b1y + c1 = 0 e s: a2x + b2y + c2 = 0, com c1 ⋅ c2⋅ c3.

Temos:

Equação reduzida da reta

y = mx + n

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 5 – ESTUDO ANALÍTICO DA RETA

INCLINAÇÃO DE UMA RETA

Seja r uma reta do plano cartesiano.

Se r não é paralela ao eixo x, indicando por I a interseção de r com o eixo x, o ângulo que a semirreta Ix descreve
(entre 0° e 180°), ao girar em sentido anti-horário até estar contida em r, é denominado inclinação de r.

Se r é paralela ao eixo x, a inclinação de r é o ângulo nulo.

Indicamos a medida da inclinação de r por α.

tg α é o coeficiente angular da reta r.

Seja a equação reduzida da reta r.

y = mx + n. Temos: m = tg α.

m é o coeficiente angular da reta r.

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 5 – ESTUDO ANALÍTICO DA RETA

CÁLCULO DO COEFICIENTE ANGULAR CONHECENDO-SE DOIS PONTOS DE UMA RETA

Quaisquer que sejam os pontos distintos A(xA, yA) e B(xB, yB) de uma reta r não
paralela ao eixo y, seu coeficiente angular (ou declividade) m é dado por:

Posição relativa entre duas retas a partir de suas equações reduzidas


Sejam as retas r: y = mrx + nr e s: y = msx + ns, não perpendiculares ao eixo x.
r e s são paralelas ⇔ mr = ms e nr ≠ ns
r e s são coincidentes ⇔ mr = ms e nr = ns
Duas retas r e s que não têm coeficientes angulares são paralelas ou
coincidentes, pois são perpendiculares ao eixo x.
r e s são concorrentes ⇔ mr ≠ ms.
r e s são perpendiculares ⇔ mr ⋅ ms= -1 ou uma é horizontal e a outra vertical.
MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre
CAPÍTULO 5 – ESTUDO ANALÍTICO DA RETA

FEIXE DE RETAS CONCORRENTES

Equação de uma reta passando por um ponto

A equação de uma reta de coeficiente angular m e que passa pelo ponto P(x0, y0) é:

y – y0 = m(x − x0) ou x = x0

Equação de um feixe de retas concorrentes

O feixe de retas concorrentes em P(x0, y0) tem equação x = x0 ou y – y0 = m(x − x0), m ∈ ℝ.

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 5 – ESTUDO ANALÍTICO DA RETA

INEQUAÇÃO DO 1º GRAU COM DUAS VARIÁVEIS

Inequação do 1º grau nas variáveis x e y é toda inequação da forma:

ax + by + c > 0 ou ax + by + c < 0 ou ax + by + c ≥ 0 ou ax + by + c ≤ 0, em que a, b e c são números reais conhecidos,


com a e b não simultaneamente nulos.

Seja a reta r de equação ax + by + c = 0. Temos duas situações a considerar.

I) r é perpendicular ao eixo x (b = 0). II) r não é perpendicular ao eixo x (b ≠ 0).

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 5 – ESTUDO ANALÍTICO DA RETA

RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS EM UM TRIÂNGULO QUALQUER

Lei dos senos

Em todo triângulo ABC, as medidas dos lados são proporcionais aos senos dos ângulos opostos, e a constante de
proporcionalidade é a medida do diâmetro da circunferência que circunscreve o triângulo.

Lei dos cossenos

Em um triângulo qualquer, o quadrado da medida de um lado é igual à soma dos quadrados das medidas dos outros
dois lados, menos o dobro do produto das medidas desses lados pelo cosseno do ângulo formado por eles.

Área de um triângulo qualquer

A área S de um triângulo qualquer é igual à metade do produto das medidas de dois de seus lados pelo seno do
ângulo formado por esses lados.

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 6 – ESTUDO ANALÍTICO DA CIRCUNFERÊNCIA

EQUAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA

Circunferência é o conjunto dos pontos de um plano que estão a uma


mesma distância r de um ponto C fixado, chamado centro da
circunferência.

Seja L a circunferência de centro C(a, b) e de raio r e P(x, y) um ponto


dessa circunferência.

(x − a)2 + (y − b)2 = r2

é denominada equação da circunferência de centro C(a, b) e raio r.

Essa equação também pode ser escrita da seguinte maneira:

x2 + y² − 2ax − 2by + a2 + b2 − r2 = 0

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 6 – ESTUDO ANALÍTICO DA CIRCUNFERÊNCIA

POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE UM PONTO E UMA CIRCUNFERÊNCIA

Dada uma circunferência L de centro C e raio r e um ponto P(xp, yp) no mesmo plano de L.
Temos:
P pertence a L ⇔ dPC = r P pertence à região interior a L ⇔ dPC < r P pertence à região exterior a L ⇔ dPC > r
Posições relativas entre reta e circunferência
Uma reta s e uma circunferência L, coplanares, podem:

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 6 – ESTUDO ANALÍTICO DA CIRCUNFERÊNCIA

POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS

Considere a circunferência L1 de centro C1


e raio r1 e a circunferência L2 de centro C2
e raio r2.

Considere ainda como sendo d a distância


entre os centros dessas circunferências.

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 7 - ESTUDO ANALÍTICO DAS CÔNICAS

ELIPSE

Seja 2c a distância entre dois pontos distintos F1 e F2, de um plano α.

O conjunto dos pontos de α cujas distâncias a F1 e a F2 têm soma


constante 2a e maior que 2c é denominado elipse.

Equação fundamental da elipse Equação da elipse com focos no eixo 0x e centro na origem Equação da elipse com focos no eixo 0y e centro na origem

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 7 - ESTUDO ANALÍTICO DAS CÔNICAS

HIPÉRBOLE

Seja 2c a distância entre dois pontos distintos F1 e F2, de um plano α.

O conjunto dos pontos de α tal que o módulo da diferença das distâncias de


cada um desses pontos a F1 e a F2 é constante (indicamos essa constante por
2a), não nulo e menor que 2c é denominado hipérbole.

Equação fundamental da hipérbole Equações da hipérbole com eixos contidos nos eixos coordenados centro na origem

c² = a2 + b2

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 7 - ESTUDO ANALÍTICO DAS CÔNICAS

PARÁBOLA

A parábola é o conjunto de pontos de um plano tais que a distância a um


ponto fixo desse plano é sempre igual à distância de uma reta fixa.

Equação da parábola com diretriz d paralela ao eixo y e foco à direita de d

(y − y0)2 = 2p(x − x0)

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre


CAPÍTULO 7 - ESTUDO ANALÍTICO DAS CÔNICAS

CASOS PARTICULARES

Equação da parábola com diretriz d Se considerarmos as equações anteriores em que as parábolas têm vértice na
paralela ao eixo y e foco à esquerda de d origem e foco em um dos eixos coordenados, temos esses casos particulares:

(y − y0)2 = −2p(x − x0)

Equação da parábola com diretriz d


paralela ao eixo x e foco acima de d

(x − x0)2 = 2p(y − y0)

Equação da parábola com diretriz d


paralela ao eixo e foco abaixo de d

(x − x0)2 = −2p(y − y0)

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 2º Bimestre