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MATEMÁTICA

MATEMÁTICA
CIÊNCIA E APLICAÇÕES
Gelson Iezzi, Osvaldo Dolce,
David Degenszajn, Roberto Périgo,
Nilze De Almeida – 3º ano Ensino Médio
2º Bimestre
RESUMO DO BIMESTRE

• Neste bimestre foram trabalhados os temas:


• As cônicas – introdução
• Elipse
• Hipérbole
• Parábola
• Estatística básica – introdução
• Medidas de centralidade – Média aritmética, média aritmética ponderada,
moda e mediana
• Medidas de dispersão – Amplitude, variância, desvio padrão e desvio médio
• Medidas de centralidade e dispersão para dados agrupados

Matemática | CIÊNCIA E APLICAÇÕES | Volume 3 | 2º Bimestre


CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

INTRODUÇÃO
Secções cônicas
São curvas obtidas pela interseção de um cone circular reto de duas folhas com um plano α.

Circunferência Elipse Parábola Hipérbole

Quando o plano α for perpendicular


ao eixo e do cone. Quando o plano α for
Quando o plano α for Quando o plano α for
Se o plano passa pelo ponto V do paralelo a uma geratriz do paralelo a uma geratriz paralelo ao eixo do
cone, a seção obtida é um ponto. cone. do cone. cone.

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

ELIPSE
Elipse

Dados dois pontos distintos F1 e F2 , pertencentes a um plano 𝛼 ,seja 2c a distância entre eles e O o ponto médio
de F1 F2 . Elipse é o conjunto dos pontos de 𝛼 cuja soma das distâncias F1 e F2 é igual à constante 2a (2a < 2c).

• F1 e F2 → focos
• O → Centro elipse = {p ∈ α | PF1 + PF2 = 2a}
• A1 A2 → eixo maior
• 2a → medida do eixo maior
• B1 B2 → eixo menor
• 2b → medida do eixo menor
• A1 A2 e B1 B2 são perpendiculares entre si
• 2c → distância focal
𝑐 a2 = b2 + c2
• → excentricidade
𝑎

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

ELIPSES
Equações reduzidas das elipses com centro na origem
O eixo maior está contido em Ox e o eixo menor em Oy. O eixo maior está contido em Oy e o eixo menor em Ox.

𝑦2 𝑥2
+ =1
𝑥2 𝑦2 𝑎2 𝑏2
+ =1
𝑎2 𝑏2

Equações reduzidas das elipses com centro fora da origem


Centro em O’(𝑥𝑂 , 𝑦𝑂 ) e eixo maior paralelo a Ox. Centro em O’(𝑥𝑂 , 𝑦𝑂 ) e eixo maior paralelo a Oy.

(𝑥 − 𝑥𝑂 )2 (𝑦 − 𝑦𝑂 )2 (𝑦 − 𝑦𝑂 )2 (𝑥 − 𝑥𝑂 )2
+ =1 + =1
𝑎2 𝑏2 𝑎2 𝑏2

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

HIPÉRBOLE
Hipérbole

Dados dois pontos distintos F1 e F2 , pertencentes a um plano 𝛼 ,seja 2c a distância entre eles e O o ponto médio
de F1 F2 . Hipérbole é o conjunto dos pontos do plano cujo módulo da diferença das distâncias entre F1 e F2 é igual a
constante 2a (0 < 2a < 2c).
• F1 eF2 → focos da hipérbole
• O → centro da hipérbole
• 𝐴1 𝐴2 → eixo real ou transverso
• 2c → distância focal, em que c = OF1 = OF2
• 2a → medida do eixo real, em que a = OA1 = OA2
𝑐
• e = 𝑎 → excentricidade

B1 (0,b) e B2 (0, -b) não pertencem à hipérbole mas determinam o


segmento de medida 2b , que é chamado eixo imaginário da hipérbole.

a2 = b2 + c2

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

EQUAÇÃO REDUZIDA
Equações reduzidas das hipérboles
Os focos F1 e F2 estão contidos no eixo Ox Os focos F1 e F2 estão contidos no eixo Oy

𝑥2 𝑦2 𝑦2 𝑥 2
− =1 − =1
𝑎2 𝑏 2 𝑎2 𝑏 2

Equações das hipérboles com centro fora da origem

Centro em O’(𝑥𝑂 , 𝑦𝑂 ) e eixo real paralelo a Ox. Centro em O’(𝑥𝑂 , 𝑦𝑂 ) e eixo real paralelo a Ox.

(𝑥 − 𝑥0 )2 (𝑦 − 𝑦0 )2 (𝑦 − 𝑦0 )2 (𝑥 − 𝑥0 )2
− =1 − =1
𝑎2 𝑏2 𝑎2 𝑏2

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

HIPÉRBOLE
Funções recíprocas

k
A função y = x , sendo k uma constante real, é denominada
de função recíproca e seu gráfico é uma hipérbole
representada ao lado.

Hipérbole equilátera

Dizemos que uma hipérbole é equilátera, se sua equação apresenta a = b.

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

PARÁBOLA
Parábola

Dados um ponto F pertencente a um plano α e uma reta d contida em α, com F ∉ d, seja p a distância entre o ponto
F e a reta d. Parábola é o conjunto dos pontos de α que estão à mesma distância de F e de d.

parábola = {p ∈α | PF = PP'}
• F → foco

• d → diretriz

• p → paramerto

• V → vértice

• VF → eixo de simetria (reta que passa p


por F e é perpendicular à diretriz VF =
2

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

PARÁBOLAS
Equações reduzidas das parábolas com vértice na origem
O vértice na origem e foco no eixo das abscissas. O vértice na origem e foco no eixo das ordenadas.

𝑦 2 = 2𝑝𝑥 𝑥 2 = 2𝑝y

Equações das parábolas com centro fora da origem


Vértice em V(𝑥𝑂 , 𝑦𝑂 ) e VF paralelo a Ox. Centro em O’(𝑥𝑂 , 𝑦𝑂 ) e eixo maior paralelo a Oy.

(𝑦 − 𝑦0 )2 = 2𝑝(𝑥 − 𝑥0 ) (𝑥 − 𝑥0 )2 = 2𝑝(𝑦 − 𝑦0 )

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

PARÁBOLAS E FUNÇÕES QUADRÁTICAS


Equação da parábola e a função quadrática

Uma parábola de equação (x − x0)2 = 2p(y − y0) possui vértice V(x0, y0) e eixo de
simetria vertical pode ser escrita na forma:

x2 − 2x0x + x02=2py − 2py0

ou ainda:

1
1 2 x0 x0 + 2𝑝y0 2 • a = 2𝑝
𝑦= 𝑥 − 𝑥+
que corresponde à 2𝑝 𝑝 2𝑝 x0
lei de uma função
• b=− 𝑝
quadrática
𝑦 = 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 • c=
x02+2𝑝y0
2𝑝

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CAPÍTULO 4 – AS CÔNICAS

PARÁBOLAS E FUNÇÕES QUADRÁTICAS


Reconhecimento de uma cônica pela equação

(𝑥 − 𝑥𝑂 )2 (𝑦 − 𝑦𝑂 )2 (𝑦 − 𝑦𝑂 )2 (𝑥 − 𝑥𝑂 )2
Elipses + =1 + =1
𝑎2 𝑏2 𝑎2 𝑏2
Elipse com eixo maior horizontal Elipse com eixo maior vertical

(𝑥 − 𝑥𝑂 )2 (𝑦 − 𝑦𝑂 )2 (𝑦 − 𝑦𝑂 )2 (𝑥 − 𝑥𝑂 )2
− =1 − =1
Hipérboles 𝑎2 𝑏2 𝑎2 𝑏2
Hipérbole com eixo real horizontal Hipérbole com eixo real horizontal

1 2 y0 y02 + 2𝑝x0 1 2 x0 x02 + 2𝑝y0


𝑥= 𝑦 − 𝑥+ 𝑦= 𝑥 − 𝑥+
Parábolas 2𝑝 𝑝 2𝑝 2𝑝 𝑝 2𝑝
Parábola com eixo de simetria horizontal Parábola com eixo de simetria vertical

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CAPÍTULO 5 – ESTATÍSTICA BÁSICA

INTRODUÇÃO

No volume 1 desta coleção foi dada a introdução dos estudos de estatística básica. É conveniente a revisão dos
seguintes tópicos:

Tabelas de
População Amostra Variável
frequências
Classes ou intervalos Representações
Gráfico de barras Gráfico de linhas
de valores gráficas

Gráfico de setores Pictogramas Gráfico de setores Histograma

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CAPÍTULO 5 – ESTATÍSTICA BÁSICA

MEDIDAS DE CENTRALIDADE
Média aritmética

Sejam 𝑥1 , 𝑥2 , ... , 𝑥𝑛 a relação dos valores assumidos por uma determinada variável quantitativa x. A média
aritméticaഥ𝑥 ou é a razão entre a soma de todos esses valores e o número total de valores.

𝑛
𝑥1 , 𝑥2 , ... , 𝑥𝑛 1 (lê-se: “somatório de 𝑥𝑖 , para i variando de 1 até
𝑥ҧ = ou 𝑥ҧ = . ෍ 𝑥𝑖 n”. Significa que devemos atribuir para i, sucessivamente, os
𝑛 𝑛 valores 1, 2,..., n).
𝑖=1

Exemplo:
Os valores seguintes referem-se às notas obtidas por um aluno em oito disciplinas do Ensino Médio em um certo
bimestre do ano letivo: 7,5; 6,0, 4,2; 3,9.; 4,8; 6,2; 8,0; 5,4.

7,5+6,0+4,2+3,9+4,8+6,2+8,0+5,4 46
ഥ=
M = 8 = 5,75
𝑚

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CAPÍTULO 5 – ESTATÍSTICA BÁSICA

MEDIDAS DE CENTRALIDADE
Média aritmética ponderada

Consideremos uma relação de valores formadas pelos elementos x1, x2, …, xk, com frequências absolutas
respectivamente iguais a n1, n2, …, nk.
A média aritmética ponderada desses valores é:
𝑥1 .𝑛1 +𝑥2 .𝑛2 +⋯+𝑥𝑘 .𝑛𝑘 σ𝑘𝑖=1(𝑥𝑖 . 𝑛𝑖 )
𝑥ҧ = ou 𝑥ҧ =
𝑛1 +𝑛2 +⋯+𝑛𝑘 𝑛1 + 𝑛2 + ⋯ + 𝑛𝑘
Exemplo:
Em um espetáculo musical. Foram vendidos 1200 ingressos cujos valores dependiam do setor escolhido no teatro,
como mostra o quadro abaixo:

Qual foi o valor médio pago pelo espetáculo?

720 . 50 + 400 . 150 + 80 . 300 120000


𝑝ҧ = = = 100
1200 1200

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CAPÍTULO 5 – ESTATÍSTICA BÁSICA

MEDIANA
Mediana
Sejam x1 ≤ x2 ≤ … ≤ xn os n valores ordenados assumidos por uma variável quantitativa X, em um conjunto de
observações. Define-se a mediana (Me) por meio da relação:

x n −1 , se n for ímpar A definição garante que a mediana seja um valor


2
Me = x n + x n+1 central que divide o conjunto de dados em dois
2 2
, se n for par subconjuntos com o mesmo número de elementos.
2
Exemplo:
O controle de qualidade de uma indústria forneceu o seguinte número de peças defeituosas (por lote de 100
unidades): 6 – 4 – 9 – 6 – 3 – 8 – 1 – 4 – 5 - 6
Para determinar a mediana, devemos ordenar os valores: 1 – 3 – 4 – 4 – 5 – 6 – 6 – 6 – 8 - 9
Como o número de elementos é par (10), a mediana (elemento central) está entre o 5º e o 6º elemento., isto é:
𝑥5 + 𝑥6 5 + 6 Média aritmética entre os dois elementos
𝑀𝑒 = = = 5,5 centrais, no caso de números pares de elementos
2 2
CAPÍTULO 5 – ESTATÍSTICA BÁSICA

MEDIDAS DE CENTRALIDADE
Moda

A moda (Mo) de uma relação de valores é o valor que ocorre mais vezes na relação, isto é, que possui maior
frequência absoluta.

Exemplos:
Vamos encontrar a moda dos seguintes conjuntos de valores:
a) 5 — 8 — 11 — 8 — 3 — 4 — 8 → A moda é 5 8, pois há três valores iguais a 8.
b) 2 — 3 — 9 — 3 — 4 — 2 — 6 → Há duas modas: 2 e 3. Dizemos, então, que se trata de uma distribuição de
frequências bimodal.
c) 1 — 3 — 4 — 6 — 9 — 11 — 2 → Nesse caso, todos os valores aparecem com a mesma frequência unitária. Assim,
não há moda nessa distribuição.

OBSERVAÇÃO: média, mediana e moda são as três medidas de tendência central mais usuais que podem ser associadas a um conjunto
de dados. Cada uma delas possui, interpretação e significado próprios. Dependendo da natureza dos dados,
uma ou outra dessas medidas pode ser mais adequada para representá-los quantitativamente. Entretanto, a análise
dos dados se torna mais completa quando conhecemos os valores das três medidas.

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CAPÍTULO 5 – ESTATÍSTICA BÁSICA

MEDIDAS DE DISPERSÃO (OU VARIABILIDADE)


Medidas de dispersão
Variância Desvio padrão
Sejam x1, x2, …, xn a relação de valores assumidos É a raiz quadrada da variância e é indicado por:
por uma variável quantitativa X e xതa média
aritmética desses valores. Indica-se por 𝛿 2 .
(x1 − xത)2 +((x2 − xത)2 + ⋯ + (xn − xത)2
(x1 − xത)2 +((x2 − xത)2 + ⋯ + (xn − xത)2 δ=
2
δ = n
n

Desvio médio
Sejam x1, x2, …, xn os valores assumidos por uma variável quantitativa X e xതa média aritmética desses valores.
Indica-se por 𝐷𝑀.
ഥ + 𝑥2 −𝑥ҧ +⋯+ 𝑥𝑛 − 𝑥ҧ
𝑥1 − 1
𝐷𝑀 =
𝑛

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CAPÍTULO 5 – ESTATÍSTICA BÁSICA

Elementos para medidas de centralidade e dispersão para dados agrupados

Amplitude

É o número real dado pela diferença entre o maior e o menor valores registrados (nessa ordem).

Determinação da classe modal

Definimos classe modal como a classe que apresenta maior frequência absoluta.
Exemplo:
Na tabela ao lado, a classe modal é 2500 |⎯ 4000,
pois há 12 valores pertencentes a esse intervalo (as
outras frequências são menores).

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