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Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

Centro de Tecnologia Mineral - Cetem

Mineralogia Aplicada
aos Minerais Industriais

Luiz Carlos Bertolino


lcbertolino@uol.com.br

UFPE – 23 a 27 de março de 2009


Mineralogia Aplicada aos
Minerais Industriais

Objetivo:
Introduzir o aluno aos princípios do estudo dos
Minerais Industriais, habilitando-o a reconhecer
e caracterizar adequadamente os principais
Minerais Industriais, em estudos macro e
microscópicos, a partir de suas propriedades
físicas e químicas. Além de compreender os
principais processos de formadores dos
depósitos, bem como a sua funcionalidade e
aplicações industriais.
Programa do Curso
Unidade I – Geologia
Definições
Classificação dos Minerais Industriais
Processos de formação dos depósitos
Funcionalidade e aplicações industriais
Histórico da utilização dos Minerais Industriais

Unidade II – Ocorrências e Aplicações


Ocorrências no mundo
Principais ocorrências de Minerais Industriais no Brasil
Aplicações: indústria de papel, construção civil, fertilizantes,
metalurgia, tintas, plásticos e borrachas

Unidade III – Especificações para Aplicações Industriais


Principais especificações dos minerais para aplicações
industriais: alvura, opacidade, resistência à abrasão,
viscosidade, condutividade térmica e elétrica, entre outras.
Unidade IV – Caracterização Mineralógica
Técnicas analíticas aplicadas à caracterização dos minerais
industriais
Difratometria de Raios-X
Microscópio petrográfico (luz transmitida e refletida)
Microscópio eletrônico de varredura (MEV/EDS)
Infravermelho
Ressonância paramagnética eletrônica
Espectroscopia Mössbauer
Análises temo-diferencial e gravimétrica

Unidade V –Beneficiamento dos minerais industriais


Beneficiamento físico
Beneficiamento químico
Biotecnologias
Referências Bibliográficas
 Carr, D.D., Industrial Minerals and Rocks. 1196p.
 Ciminelli, R.R., 2002. Minerais Industriais – A tecnologia como chave de
sucesso no negócio. Brasil Mineral – nº 204. p. 5057
 Departamento Nacional da Produção Mineral, 1997. Principais Depósitos
Minerais do Brasil. V. IV. Parte C. Rochas e Minerais Industriais. 634 p.
 Harben, P.W. and Kuzvart, M. Industrial Minerals. A Global Geology.
London 462 p.
 Jesen, M.L. and Bateman, A.M., 1981. Economic Mineral Deposits. 3a
Edition. John Wiley & Sons. 593 p.
 Luz, A.B. e Lins, F.F. Rochas & Minerais Industriais. CETEM/MCT.2005
 Luz, A. B.; Sampaio, J.A.; Monte, M.B.M. e Almeida, S.L.M. 2002.
Tratamento de Minérios. 3º edição – Rio de Janeiro. CETEM/MCT. 849p.
 Murray, H.; Bundy, W. and Harvey, C. 1993. Kaolin Genesis and
Utilization. Special Publication Nº 1. The Clay Minerals Society.
Colorado.
 Sampaio, J.A.; Luz, A.B. e Lins, F.F. 2001. Usinas de Beneficiamento de
Minérios do Brasil. Rio de Janeiro. CETEM/MCT 398p.
 Wills, B.A. 1992. Mineral Processing Technology. An introduction to the
pratical aspects of ore treatment and mineral recovery. 5º Edition.
Pergamon Press. 855p.
 Firjan, 1999. Estudo setorial de rochas ornamentais do Estado do Rio
de Janeiro, sumário executivo, elaborado por CondetConsultoria de
Empreendimentos Ltda, 27p.
 Instituto Tecnológico Geominero de Espana, 2000. Rocas y minerales
industriales de IberoAmérica. MCT, 436p. publicaciones@itge.mma.es
 Murray, H.; Bundy, W. and Harvey, C. 1993. Kaolin Genesis and
Utilization. Special Publication Nº 1. The Clay Minerals Society.
Colorado.
 Prentice,J.E. 1990. Geology of Construction Materials. Topics in the
earth sciences n.4, Chapman and Hall, 201p.
Minerais Industriais?
Minerais Industriais

São todas as rochas e minerais, inclusive os


sintéticos, predominantemente não metálicos, que
por suas propriedades físicas ou químicas, e não
pela energia gerada ou pelos metais extraídos,
podem ser utilizados em processos industriais, de
modo geral com múltiplas funções, com maior ou
menor valor agregado, ou como aditivo,
diretamente ou após beneficiamento e
processamento (Ciminelli, 2004).
Classificação
 Minerais cerâmicos
 Minerais físicos funcionais
 Minerais químicos
Lista de minerais industriais
Revista Industrial Minerals
 Minerais abrasivos  Gesso •Sulfato de sódio
 Agregados
 Caulim
 Alumina/bauxita •Minerais de
 Antimônio  Minerais de lítio estrôncio
 Argilas plásticas “ball  Magnesita
clay”  Micas •Enxofre
 Barita  Nitratos •Talco
 Bentonita/atapulgita/sepi
olita  Olivina
•Minerais de
 Minerais de berílio  Fosfatos/apatita titânio
 Boratos  Pedra-pome
 Carbonato de cálcio  Pirofilita •Vermiculita
 Cromita  Terras-raras •Wollastonita
 Diamante industrial
 Sal
 Diatomita •Zeólitas
 Dolomita  Quartzo
 Feldspatos  Silimanita •Zircônio
 Fluorita •Ardósia
 Grafita
Minerais Químicos Minerais Físicos

Minerais Minerais Minerais


Cerâmicos: Estruturais: Funcionais:
Insumos
Agalmatolito
indústria
química Argilas Concretos Barita
Caulim Bentonita
Agregados
Argilito de Caulim
Corumbataí Talco
Rochas de
Insumos Filitos Revestimento Vermiculita
fertilizantes Feldspato Amianto
Nefelina - Sienito Atapulgita
Talco Carbonatos de
Carbonatos Cálcio
Auxiliares Leucofilito Organoclays
processos
Quartzo Diatomita
químicos
Granito Mica
Wollastonita Perlita
Óxido de Sílicas
Magnésio Especiais
Fluxos Aditivos da Wollastonita
metalúrgicos massa Caulim
Outros Calcinado
Aplicações
 Indústria farmacêutica
 Indústria química
 Cerâmica tradicional e avançada
 Construção civil
 Cimento/cal
 Papel
 Defensivos agrícolas
 Fertilizantes
 Tintas
 Plásticos
 Abrasivos
 Peletização
 Moldes de fundição
A origem dos depósitos minerais está intimamente
ligada à origem das rochas e dos minerais

· processos ígneos, magmáticos ou hidrotermais


· processos metamórficos
· processos sedimentares
· processos biológicos
· processos intempéricos
Fatores Importantes

 Teor de minério
 Quantidade de minério
 Qualidade do minério
 Características geológicas
 Fatores econômicos (mercado)
 Legislação
 Localização
 Sondagens
 Análises químicas
 Testes de beneficiamento
 Caracterização mineralógica
 Mapeamento geológico
Grupo dos Minerais Físicos
e dos Minerais Químicos
Propriedades dos Minerais Funcionais
Minerais “verdes” ou “ambientais”

Bentonita, atapugita, zeólitas,


vermiculitas etc. utilizados (na forma
natural ou modificados) no
tratamento de efluentes, na absorção
de metais pesados e espécies
orgânicas, ou como dessulfurantes
de gases (calcário).
Agrominerais?
Solos do Brasil
Amostragem

Pela amostragem, tenta-se obter um


conhecimento amplo da situação, do
conteúdo, da quantidade e da qualidade dos
minerais, assim como das relações
geológicas. O julgamento da possibilidade
de exploração fornece então, uma medida
para determinar a economia da exploração e
da recuperação das matérias-primas
minerais, orientando-se pelas condições
técnicas do trabalho e pelos pontos de vista
econômico.
Amostragem

A amostragem é o conjunto
de operações destinadas à
obtenção de uma amostra
representativa de uma dada
população ou universo

Teor dos elementos


Constituintes mineralógicos
Massa específica
Distribuição granulométrica
Etapas de realização do plano de
amostragem

-Elaboração do plano de amostragem


depende: tamanho das partículas;
massa específica; umidade ...
-Obtenção da amostras
-Preparação da amostra
-Determinação de um parâmetro de
qualidade
Amostragem

A partir:
Superfície
Mapas e seções geológico-estruturais
Poços
Trincheiras
escalas entre 1:5.000 e 1:100
Galerias
Sondagens
testemunhadas
Testemunho de sondagem

Sondagem
Amostras de poço
Poço para amostragem

Testemunhos de sondagens
Testemunhos
Trincheira para amostragem
Descrição de perfil
Campo – Grande variação
Obtenção da amostra?

Pegmatito –Província Borborema


– Seridó (RN)
Campo – Grande variação do minério
Caulim

Rio Capim - PA Monte Pascoal - BA


Preparação das amostras

Classificação granulométrica/concentraçã

Homogeneização/quarteamento
Preparação em Laboratório

Homogeneização em pilhas