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PARASITOSES INTESTINAIS NA

INFÂNCIA

Mônica Coelho e Lucas Fonseca


11º período
Internato em Pediatria
Medicina – UNESC (2019)
INTRODUÇÃO
 Agentes etiológicos:

PROTOZOÁRIOS HELMINTOS

 Pluricelulares
 Unicelulares  Visíveis a olho nu
 Não causam eosinofilia  Eosinofilia
 Cisto →Trofozoíta → Cisto  Ovo → Larva → Verme → Ovo

Principais: Entamoeba histolytica Platelmintos – S. manssoni,T. saginata,


Giardia lamblia T. solium

Nematelmintos – A. lumbricoides,T.
trichiura,T. canis, S. stercoralis, A.
duodenalis, N. americanus, E. vermicularis
PROTOZOÁRIOS
AMEBÍASE

 AGENTE: Entamoeba histolytica

 TRANSMISSÃO: Ingestão de água ou alimentos contaminados com cistos.


Ciclo: Ingestão dos cistos → Trofozoítas → comensalismo/invasão → Cisto nas
fezes

 PARASITISMO: Intestino grosso sob a forma de trofozoíta

Invasão:
 Da mucosa intestinal → COLITE AMEBIANA;
 Corrente sanguínea → Disseminação para fígado, SNC, pulmões.
AMEBÍASE
 QUADRO CLÍNICO: 90% ASSINTOMÁTICA.
Sintomático: FORMA INTESTINAL e Extra-intestinal
AGUDA CRÔNICA
AMEBOMA
(Disenteria amebiana) (INCOMUM)
(RARO)

 Diarreia baixa  Intermitente;


mucosanguinolenta  Granuloma de parede
 Desconforto
 Tenesmo intestinal;
 Cólicas abdominais intensas; abdominal
 Estreitamento do
 Náuseas, vômitos, cefaleia, febre  Irregularidade do
lúmen intestinal;
40% hábito intestinal.
 Massa papável.
- COMPLICAÇÕES:  Diagnóstico
Colite amebiana fulminante: diferencial: DII
 Febre alta, leucocitose,
perfuração intestinal;
Megacólon tóxico **
AMEBÍASE
 DIAGNÓSTICO:
 EPF: Pesquisa de trofozoíto ou cisto - FAUST/MIF = 3 amostras
consecutivas.
Trofozoítos com hemácias fagocitadas no exame a fresco
+ sensível
 Sorologia: ELISA e pesquisa de antígenos fecais de ameba
 PCR – Padrão ouro (raro)
 Colonoscopia com escovado e/ou biopsia: EPF – + Suspeita clinica

 TRATAMENTO: TODOS! (ASSINTOMÁTICOS E SINTOMÁTICOS)


 Secnidazol (30mg/ml): 30mg/kg/dia,VO, dose única (máx 2g);
 Metronidazol (40mg/ml): 30mg/kg/dia,VO, 8/8h, por 07 dias
 Tinidazol: 50mg/kg/dia,VO, por 2 dias.
AMEBÍASE
 FORMA EXTRAINTESTINAL:
 ABSCESSO HEPÁTICO AMEBIANO: Maioria único e em lobo direito (> 70%);
- Dor em HD
- Hepatomegalia
- Febre alta + Sudorese noturna
- Laboratório: Leucocitose neutrofílica importante
TGO/ TGP
SINAL DE TORRES-HOMEM

→ Diagnóstico: USG ou TC + sorologia (ELISA)

→ Tratamento:
o METRONIDAZOL (40mg/ml): 50mg/kg/dia, VO, 8/8h, 10 dias
o TINIDAZOL : 2g/dia, VO, por 5 dias

 Drenagem: “PASTA DE ANCHOVA” – Fragmentos proteicos


acelulares – hepatócitos destruídos pelos trofozoítas.
GIARDÍASE

 AGENTE: Giardia lamblia ou intestinalis ou duodenalis.

 TRANSMISSÃO:
o Ingestão de água/alimentos contaminados com cistos.
- FILTRAR OU FERVER – ELIMINA CISTO / Resistentes à cloração.
o Fecal-oral (creches)

 PARASITISMO: Duodeno e Jejuno proximal

 Cisto → Trofozoíto → Não há invasão intestinal.


GIARDÍASE
 QUADRO CLÍNICO: Maioria ASSINTOMÁTICO.

o FORMA AGUDA (enterite aguda): DIARREIA + CÓLICA INTESTINAL


o FORMA CRÔNICA (enterite crônica) – RECIDIVANTE:

“ATAPEAMENTO INTESTINAL” + LESÃO DE VILOSIDADES


 ESTEATORREIA
 Hipovitaminose ↓ vit. A, D, E, K, B12, FOLATO
 Diarreia alta osmótica + Fadiga + Anorexia + flatulência + distensão
abdominal
 SÍNDROME DISABSORTIVA
 INTOLERÂNCIA À LACTOSE TRANSITÓRIA
 Anemia megalobástica + perda de peso

– Grave: Portadores de hipogamaglobulinemia (IgA), fibrose cística e AIDS.


GIARDÍASE
 DIAGNÓSTICO:
 EPF: trofozoítos ou cistos (FAUST = 3 amostras consecutivas);
 Aspirado duodenal (mais sensível). Identifica trofozoítas no fluido do
aspirado.

 TRATAMENTO:
 Metronidazol (40mg/ml): 30mg/kg/dia, VO, 8/8h, por 07 dias;
 Albendazol suspensão (40mg/ml): 400mg (10ml),VO, por 5 dia
CONTRAINDICADO EM < 2 NOS

 Tinidazol (100mg/ml) - 50mg/kg/dia, dose única;


 Secnidazol (30mg/ml) - 30mg/kg/dia, dose única (máx 2g);
HELMINTOS
Nematelmintos
ENTEROBÍASE (OXIURÍASE)
 AGENTE: Enterobius vermiculares.

 TRANSMISSÃO: + Autoinfecção:fecal-oral; mãos contaminadas em alimentos


- NÃO se relaciona com baixo nível socioeconômico

 PARASITA: Intestino Grosso e migram para a região anal → liberam seus ovos

 QUADRO CLÍNICO:
 Prurido anal (noturno) → escoriação perianal / pontos hemorrágicos;
 Dor abdominal, náuseas, flatulência
 Diarreia baixa (sanguinolenta – rara) + tenesmo;
 Eosinofilia

→ Sexo feminino: Prurido e corrimento vaginal (invasão do genital).


ENTEROBÍASE (OXIURÍASE)
 DIAGNÓSTICO: CLÍNICO!
 EPF é frequentemente negativo;
 Método de HALL - Swab anal;
 Método de GRAHAM - fita gomada.

 TRATAMENTO:
 Mebendazol SUSPENSÃO (20mg/ml): 5ml, 12/12h, por 3 dias.
 Mebendazol COMPRIMIDO (100mg): 1cp, 12/12h, por 3 dias.
Repetir em 14 dias.

 Albendazol suspensão (40mg/ml):10ml, VO, dose única


 Albendazol comprimido (400mg): 1 cp, VO, dose única

- Tratar Todos do domicílio e trocar as roupas de cama todos os dias.


TRICURÍASE (TRICOCEFALÍASE)
 AGENTE: Trichuris trichiura

 TRANSMISSÃO: Ingestão de água e alimentos contaminados .

 PARASITA: Intestino Grosso (Cólon ascendente e Ceco).

 QUADRO CLÍNICO: Maioria ASSINTOMÁTICA;


 Dor em FID
 Síndrome disentérica: Colite + Enterorragia + Ulcerações;
 Sangue oculto nas fezes
 Anemia ferropriva
 Prolapso retal: Em crianças intensamente parasitadas. Infestação da
mucosa retal, com hipotonia muscular e relaxamento do esfíncter
anal. CLÁSSICO!!!
TRICURÍASE (TRICOCEFALÍASE)
 DIAGNÓSTICO:
 EPF – Método: Lutz, FAUST ou Kato-Katz = 3 amostras.
Ovos em forma de barril.
 Hemograma: Eosinofilia + Hb

 TRATAMENTO:
 Mebendazol (20mg/ml): 5 ml, de 12/12h, por 3 dias; MELHOR!!!
-Mebendazol COMPRIMIDO (100mg): 1cp, 12/12h, por 3 dias.
 Albendazol (40mg/ml): 10ml, dose única.
Albendazol comprimido (400mg): 1 cp, VO, dose única

- Realizar controle de cura – EPF no 7º, 14º e 21º dia pós tratamento.
PARASITAS QUE FAZEM O CICLO
PULMONAR DE LOSS
E GERAM A SÍNDROME DE LÖEFFLER

S – trongyloides stercoralis (Estrogiloidíase)

A – ncylostoma duodelane (Ancilostomíase “Amaralão)

N – ecator americanus (Ancilostomíase)

T – toxocara canis (Toxocaríase “larva migrans


visceral”)

A – scaris lumbricoides (Ascaridíase -Lombriga)


CICLO PULMONAR DE LOSS

Ovos ingeridos → Libera larva no estômago que penetra a mucosa e invade


corrente sanguínea → Pulmão, maturam → Alvéolos → Ascendem a árvore
traqueobrônquica → Glote → Deglutidas → Estômago → Intestino (ficam até a
fase adulta e são eliminados)
SÍNDROME DE LÖEFFLER
 Tosse seca irritante;
 Broncoespasmo;
 Dispneia;
 Febre baixa
5
 Hepatomegalia;

 IMAGEM: Infiltrados intersticiais múltiplos e migratórios;

 LABORATÓRIO: Eosinofilia + Hiperglobulinemia


ASCARIDÍASE
Verminose MAIS PREVALENTE no mundo

 AGENTE: Ascaris lumbricoides.

 PARASITISMO: Intestino Delgado – Jejuno e Íleo.

 Transmissão: Água ou alimento contaminado pelos ovos

 CICLO: Ovos nas fezes → No solo viram ovos infectantes → ingestão de


ovos → larvas no estomago → penetração da mucosa → ciclo pulmonar
→ intestino delgado.

 Relacionada a saneamento básico e baixos níveis socioeconômicos


ASCARIDÍASE
 QUADRO CLÍNICO: Normalmente ASSINTOMÁTICA.
- Síndrome de Loeffler
- Se sintomático: Dor abdominal, diarreia, náuseas e anorexia (perda ponderal).
- Obstrução intestinal: “bolo de áscaris” = SINAL DO MIOLO DO PÃO

 Instinto migratório do verme:

 Apendicite;
 Síndrome colestática (obst. da via biliar);
 Pancreatite (obst. Do ducto pancreático);

 Eliminação de verme por orifícios: boca, nariz,


ouvido.
ASCARIDÍASE
 DIAGNÓSTICO:
 EPF: método de FAUST, LUTZ ou HOFFMAN;
 LAB: Eosinofilia + hiperglobulinemia
 Exame radiológico baritado (CPRE): “FALHA DE ENCHIMENTO”

 TRATAMENTO: Não complicada!


 Albendazol(40mg/ml ou 400mg - cp): 10 ml (400mg),VO, dose única -
MELHOR
 Mebendazol(20mg/ml ou 100mg - cp): 5 ml (100mg) , 12/12h, por 03
dias . Repete em 14 dias;

 Controle de cura: EPF: 7°, 14° e 21° após tratamento


ASCARIDÍASE
 CONDUTA NA OBSTRUÇÃO INTESTINAL – Forma
complicada:

 Jejum
 SNG
 Hidratação
 Antiespasmódico
 Citrato de Piperazina (100mg/ml) - 50-100mg/kg/dia, por
2 dias (máx 3,5g) – imobiliza o sistema muscular do verme
 Óleo mineral 40-60ml dia – para eliminar o verme
 Após eliminação: Mebendazol 100mg, VO, de 12/12h por 3 dias.
ANCILOSTOMÍASE
 AGENTES: Necator americanus e Ancylostoma duodenale (Amarelão)

 PARASITA: Duodeno e Jejuno

 TRANSMISSÃO: Penetração das larvas em pele – MAIS pelo pé.

 CICLO: Fezes com ovos contaminam o solo – larvas infectantes – penetração


das larvas em pele desprotegida – ciclo de Loss – verme no intestino.

 QUADRO CLÍNICO:
1. Gastroenterite Aguda (ENTERITE CATARRAL):
 Diarreia + Flatulência + Vômito + Náusea + Dor abdominal
 Erupções maculopapulares eritematosas, serpentiformes e pruriginosas;
 Síndrome de Löeffler
ANCILOSTOMÍASE
2. Crônico: ANEMIA

 OMS: idade/Hb abaixo de:


 Anemia ferropriva;
 6 a 59 meses – 11,0
 Hipoalbuminemia;  5 a 11 anos – 11,5
 Desnutrição proteica;  12 a 14 anos – 12,0

 Anasarca;
 Síndrome disabsortiva;
- Prejuízo no desenvolvimento físico e mental;

 LABORATÓRIO: Eosinofilia (fase intestinal) + Hb


ANCILOSTOMÍASE

 DIAGNÓSTICO:
 EPF: método de LUTZ/WILLIS ou FAUST;
 Kato-Katz: contagem de ovos

 TRATAMENTO:
 Mebendazol (20mg/ml ou 100mg - cp): 5ml (100mg), de 12/12h, por
03 dias e repete em 14 dias
 Albendazol (40mg/ml ou 400mg -cp): 10ml (400 mg), dose única;

-Realizar controle de cura.


ESTRONGILOIDÍASE

 AGENTE: Strongyloides stercoralis.

 PARASITA: duodeno/jejuno.

 CONTAMINAÇÃO: Penetração na pele desprotegida – larva FILÁROIDE

 TRANSMISSÃO:
Larvas rabditóides nas fezes → No solo vira filarióides que infecta o homem.

- Pode ocorrer AUTOINFECÇÃO – larva rabditóide transforma-se em filarióide


ainda no trânsito intestinal.
ESTRONGILOIDÍASE
 QUADRO CLÍNICO: Maioria ASSINTOMÁTICO;

→ Sintomática: DUODENOJEJUNITE – intermitente!


 Epigastralgia: piora com alimentação e não melhora com IBP;
 Diarreia + Dor abdominal + Náuseas + Sonolência + Pirose + eosinofila
 Síndrome disabsortiva: Esteatorreia, Hipoalbuminemia e Anasarca

 Síndrome de Löeffler

 Lesões urticariformes ou maculopapulares periódicas, aspecto serpentiforme:


MUITO pruriginosas
 LARVA CURRENS (nádegas, períneo, virilha, tronco e coxa).
ESTRONGILOIDÍASE
 DIAGNÓSTICO:
 EPF: pesquisa de larvas rabditoide – método de Baermann-Moraes;
 Aspirado duodenal.
 Testes sorológicos

 TRATAMENTO: (tratar familiares)


 Ivermectina (6mg/comp): 200mcg/kg, dose única. Só para > 15kg
* ½ cp em 15kg e mais ½ cp para cada 10 kg a mais – (Máx 2cp)
 Tiabendazol (50mg/ml): 25-50mg/kg/dia, VO, 12/12h, por 3 dias; (Máx de
3g/dia)
 Albendazol (40mg/ml ou 400 mg- cp): 10 ml (400mg)/dia, por 3 dias;

- Controle de cura com EPF no 7°, 14º e 21º dias após tratamento
ESTRONGILOIDÍASE
 Forma DISSEMINADA – Grave! Mortalidade em torno de 85%
 Imunossuprimidos; Desnutrido; Neoplasia
 Superinfecção: larva filaróide no sangue →SNC, fígado, peritônio
e rins;
 Dor abdominal + Náusea + Febre + Melena
 Infecção Secundaria: Pneumonia/ Meningite/ Peritonite → Sepse
por Gram – entérico.
 Leucocitose com neutrofilia e eosinofilia
 TRATAMENTO:
 Tiabendazol 50 mg/ml: 25-50 mg/kg/dia, VO, 8/8h, por
10 dias. (Máx 3g/dia)
 PODE ACRESCENTAR ALBENDAZOL
TOXOCARÍASE
 AGENTE: Toxocara canis / toxocara catis 1 a 5 anos

 TRANSMISSÃO: Ingestão terra contaminada com ovos eliminado nas fezes do


animal
- Homem hospedeiro intermediário / Cão hospedeiro definitivo

 PARASITA: disseminação pelo fígado, coração, SNC, tecido ocular..

 QUADRO CLÍNICO: Depende da carga parasitária.


 Maioria ASSINTOMÁTICO
 Não há quadro abdominal
 Febre alta + Irritabilidade + Rash cutâneo pruriginoso
 Hepatomegalia;
 Síndrome de Löefller;
 Larva migrans ocular: diminuição da acuidade visual e estrabismo.
TOXOCARÍASE
 DIAGNÓSTICO: NÃO faz EPF (não há postura de ovos ou larvas)
 Hemograma: leucocitose (30.000 a 100.000) por EOSINOFILIA INTENSA
(>40% até 90%)
 Hipergamaglobulina (IgG, IgM, IgE) Biopsia – Padrão ouro!
 Sorologia (ELISA)
CLÍNICA + SOROLOGIA + + EOSINOFILIA INTENSA

 TRATAMENTO: Maioria autolimitada;


- Albendazol (40 mg/ml) - 10 ml (400mg),VO durante 5 dias
- Mebendazol (20mg/ml) – 5ml (100mg),VO, 12/12h, por 5 dias
+
- Prednisolona (3mg/ml):1mg/kg/dia durante 2-4 semanas – SE GRAVE!
(Disfunção miocárdio, insuficiência respiratória, edema cerebral)
HELMINTOS
Platelmintos
ESQUISTOSSOMOSE MANSONI
 AGENTE: Schistosoma mansoni

 PARASITA: Sistema venoso MESENTÉRICO

 CICLO: HOMEM – hospedeiro definitivo


CARAMUJO – hospedeiro intermediário

 TRANSMISSÃO: Banho em água doce (rios, córrego, lagos) contaminados.


Agente penetra na pele – cercárias.

 Ovos nas vênulas mesentéricas  lúmen reto/sigmoide  Ovos nas fezes 


Miracídio  Caramujo  Cercária  Pele humana  Corrente sanguínea  Sist.
Mesentérico
ESQUISTOSSOMOSE MANSONI
 QUADRO CLÍNICO: Pode ser assintomático
1) FASE AGUDA: AUTOLIMITADA – 8 SEMANAS.
I. DERMATITE CERCARIANA: Erupção maculopapular pruriginosa(prurido do
nadador) –MMII (1semana)

II. FEBRE DE KATAYAMA: 4-8 semanas após infecção – reação imunológica.


 Febre alta/calafrios - Sudorese noturna - Anorexia
 Dor abdominal/diarreia baixa -Vômitos - Urticária
 Micropoliadenopatia - Hepatoesplenomegalia;

 DIAGNÓSTICO: EOSINOFILIA + HISTORIA DEVIAGEM À ÁREAS ENDÊMICAS


 EPF negativo. Somente detectado na sorologia.
 Laboratório: - Eosinofilia de 20-30% , neutrofilia e plaquetopenia leve
- Reação leucemoide ( Leuco > 25.000 , se eosinofilia > 70%)
- VHS
- Hipergamaglobulina
ESQUISTOSSOMOSE MANSONI
2) FASE CRÔNICA
 FORMAÇÃO DE GRANULOMAS:

FORMA INTESTINAL (ovos na mucosa colorretal):


- Dispepsia - Pirose -Plenitude gástrica - Eructações
- Dor abdominal em cólica - Tenesno - Anorexia - Náuseas/vômitos
- Surtos diarreicos baixo: fezes liquida, mucosanguinolenta - Flatulência

FORMA HEPATOESPLÊNICA (ovos no espaço porta):


Granuloma intra-hapático Fibrose Periportal nodular = SINAL DE SYMMERS
- Hepatomegalia (indolor, borda endurecida e irregular).
 HIPERTENSÃO PORTA: varizes de esôfago e esplenomegalia
congestiva.
ESQUISTOSSOMOSE MANSONI
2) FASE CRÔNICA:

FORMA PULMONAR (RARA): Fluxo para veia cava ovos para o sistema venoso
pulmonar  endarterite granulomatosa  Hipertensão Pulmonar  Cor Pulmonale

FORMA SNC: Mielite Transversa (RNM) - dor lombar ou em MMII, disfunção vesical,
parestesia.

 FENÔMENOS IMUNOLÓGICOS:

FORMA RENAL 15%: Reação antígeno-anticorpo → imunocomplexos que depositam nos


vasos renais (glomérulos) = Glomerulonefrite membranoproliferativa
ESQUISTOSSOMOSE MANSONI

 DIAGNÓSTICO:
 EPF – pesquisa ovos - métodos de LUTZ e KATO-KATZ
 Biópsia de mucosa retal (maior sensibilidade).
 Biópsia hepática e intestinal

Doença de notificação compulsória!


ESQUISTOSSOMOSE MANSONI
 TRATAMENTO:
1) Dermatite cercariana: Anti-histamínico + Corticoide tópico
2) Febre Katayama: Hidratação + Antitérmico + Analgésico + Repouso
PREDNISONA 1mg/kg/dia, 2-4 semanas
3) Crônica : Trata a queixa.

 TRATAMENTO ESPECÍFICO:

 Praziquantel (150 ou 500mg/cp): 40-60mg/kg, dose única – ESCOLHA!


- Amamentação – suspender por 72 horas

 Oxaminiquine (50mg/ml): 20mg/kg, dose única, após refeição.


CI:< 2 anos;

- Controle de cura: EPF mensal por 6 meses e BIÓPSIA RETAL após 6 meses.
TENÍASE
 AGENTES: Taenia solium (porco) e Taenia saginata (boi)

 Transmissão: Ingestão de carne crua ou mal passada de boi/porco infectada


com cisticercos.

 CICLO: Ingestão de carne → verme no intestino → ovos e proglótides


nas fezes → boi e porco são contaminados
Homem é o hospedeiro definitivo/Porco/Boi hospedeiro intermediário

 QUADRO CLÍNICO: Maioria ASSINTOMÁTICO;


 Distensão abdominal, náuseas, vômitos, anorexia, perda ponderal, astenia,
cefaleia, tontura, insônia, irritabilidade;
 Podem ser observados proglótides nas fezes.
 Eosinofilia
TENÍASE
 DIAGNÓSTICO:
 Método de Tamização fecal (peneiração): Detecção de ovos /proglótides
nas fezes;
 Método de Graham ou de Hall: Pesquisa ovo em região perianal.

 TRATAMENTO:
 Praziquantel (150-500mg/cp): 10-20 mg/kg,VO, dose única, (máx 600mg);
 Mebendazol (20mg/ml) – 5 ml (100mg), VO, 12/12h, por 3 dias;
 Albendazol (40mg/ml ou 400mg - 1cp): 10 mg/kg/dia, máxima de
400mg/dia, VO, por 3 dias,
 Niclosamida (500mg cp mastigável): > 8anos = 2g (4cp)
2-8 anos = 1g (2p) DOSE ÚNICA
< 2anos = 0,5g (1cp)
CISTICERCOSE
 AGENTE: Taenia solium

 CICLO: Ingere ovos ou proglotes → intestino → circulação sanguínea → nos


órgãos transforma-se em CISTICERCOS = Disseminados SNC, músculo, olhos...
HOMEM é hospedeira INTERMEDIÁRIO

 TRANSMISSÃO: Heteroinfecção (agua/alimento contaminado com ovos);


Autoinfeção (fecal-oral)

 QUADRO CLÍNICO: É variável e depende do local acometido.


 NEUROCISTICERCOSE – principal sítio de lesão:
- Crises convulsivas;
- Hidrocefalia por obstrução do fluxo de LCR → Hipertensão intracraniana;
- Meningite;
- Acidentes vasculares encefálicos.
CISTICERCOSE

 DIAGNÓSTICO: Na maioria o diagnóstico de certeza não é possível;

Associa: Clínica + Neuroimagem + Sorologia + LCR + História de exposição.


CISTICERCOSE
 TRATAMENTO:
 Lesões únicas ou múltiplas sem evidência de doença ativa: nada a se fazer;
 Lesão única com epilepsia secundária: tratar a epilepsia;
 Entre 5-100 lesões geralmente usa-se anti-helmíntico e corticoide. Acima
disso, pode ocorrer encefalite grave com o tratamento.

Praziquantel: 50-60mg/kg/dia, por 21 dias +


Dexametasona (2mg/ml) 0,25mg/kg/dia.

Albendazol: 15mg/kg/dia, por 21 dias +


Metilprednisona(125mg/ampola): 100mg no 1° dia e 20mg/dia até 21 dias.

- Se necessário: Associar anticonvulsivantes (fenitoína ou diazepam).


OBRIGADA!