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Estudo de Caso: uma opção metodológica

Profª.Drª: Elisa Ribeiro

Alunos:
Fernanda Adorno Martins
Henrique Machado de Miranda Santos
Márcia Cicci Romero

Pós-Graduação em Tecnologia, Linguagem e Mídias e Educação


INTRODUÇÃO
O estudo de caso está dentro das metodologias de
investigação científica como método qualitativo e na sua
aplicação o pesquisador busca compreender de forma
ampla e com objetivo a validade conceitual mais que as
estatísticas (ROCHA, 2008).

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CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS
* Método que explora um único caso onde a investigação estuda
as particularidades do objeto analisado
e com um grupo pequeno de entrevistados.

* Uma instância provocadora do estudo de


mediações que concentram a possibilidade de
explicar a realidade concreta, capaz de sustentar
proposições acerca da realidade deste todo.
(FRANCO, 1990)

* Uma investigação empírica que investiga um


fenômeno contemporâneo dentro de seu
contexto da vida real. Yin (2010)
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* Uma estratégia de pesquisa (HARTLEY, 1994).


ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Na sociologia e antropologia no final do século XIX
e início do século XX,
com Frédéric Le Play, na França, Bronislaw
Malinowski e membros da Escola de Chicago, nos
Estados Unidos (ANDRÉ, 2008).

No Brasil há 30 anos a metodologia têm sido


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amplamente usada no campo das Ciências


FINALIDADES

Exploratório: contribui para esclarecer uma situação na qual as


informações são escassas. O nível de investigação é menos rigoroso
do que num estudo de caso descritivo. O objetivo é prover o
pesquisador de maior conhecimento sobre o tema ou problema de
pesquisa. As vezes é uma fase preliminar de um projeto mais longo.

Descritivo: descreve um ou alguns exemplos. Ajuda à compreensão de


acontecimentos, centra-se nas questões "Como" e "Porquê". Possuem
objetivos bem definidos, com procedimentos formais estruturados e
dirigidos para a solução de problemas ou avaliação de alternativas de
cursos de ação. A descrição visa a compreensão completa do
fenômeno;
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CARACTERÍSTICAS

 Qualitativo

 Empírico

 Situações não estão bem definidas

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CARACTERÍSTICAS
Fases:
 Preparação: escolha dos casos, definição do
referencial teórico e a elaboração das regras
para a coleta dos dados;
 Execução: aplicação do estudo de caso,
obtendo e analisando os dados. Por fim,
elaborando um relatório sobre o caso;
 Avaliação de resultados: tratamento/análise
dos dados obtidos à visão da teoria optada,
fazendo a interpretação dos resultados
obtidos na etapa dois do projeto de
pesquisa. O protocolo é um dos principais
componentes de confiabilidade ao estudo de
caso.
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CARACTERÍSTICAS

Situações indicadas:
 1) Onde é impossível ou inviável testar
uma hipótese ou teoria explicitada para o
caso em questão.
 2) Outra situação em que pode usar o
caso de uso é quando o caso em estudo
é único ou extremo.
 3) Nas situações onde o caso é
revelador, ou seja, quando à acesso a um
fenômeno ou evento inédito à pesquisa
científica. 8
VANTAGENS E DESVANTAGENS
 Fornecer uma visão profunda e ao mesmo tempo ampla e
integrada de uma unidade social, complexa, composta de
múltiplas variáveis

 Necessita investir muito tempo e muitos recursos

 Capacidade de retratar situações da vida real sem prejuízo de


sua complexidade e de sua dinâmica natural

 Pesquisador se deixe fascinar


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VANTAGENS E DESVANTAGENS

 Potencialidade heurística

 Não iniciar a pesquisa a partir de um plano


teórico fechado

 Variação de performance de acordo com a


capacidade e preparo do pesquisador

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FERRAMENTAS
 Propicia aprendizado
 Instrumento de coleta de dados: Observação,
uso de questionário, entrevistas(...);
 Praticar o anacronismo;
 Idas ao campo;
 A importância da observação, pois a mesma
propicia que situações novas possam ser
incluídas a pergunta motivadora que o fez
iniciar a pesquisa.
 O pesquisador tem que exercitar o seu lado
sensível, se colocar no lugar do outro, ter
respeito;
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CRÍTICAS
O estudo de casos revela aspectos positivos:
* personaliza a formação, os formandos envolvem-se individualmente na análise do caso e
responsabilizam-se pelas propostas de solução;
* fomenta a cooperação, desenvolvendo atividades de grupo;
* desenvolve capacidades comunicativas; uma vez que se aprende a escutar e a argumentar;
* permite a todos os participantes estudar e tomar consciência das variáveis do comportamento
humano;
* provoca mudanças nos saberes e nas atitudes;
* a realidade para a sala de formação; a situação descrita no "caso" é concisa e real.
O estudo de caso suscita, no entanto, algumas críticas negativas:
. não é uma situação experiencial; a solução não é testada e,
logo, não se avalia os seus efeitos;
•exige um formador com muita experiência na técnica do debate;
•é necessário muito tempo para ser eficaz como método de
aprendizagem;
•como não há soluções certas, os formandos podem sentir-se
inseguros e frustrados;
•o debate pode ser monopolizado por um formando mais
argumentativo; 12
•nem todo o tipo de formandos consegue aprender
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ESTUDO DE CASO TIPO ETNOGRÁFICO:
A etnografia é uma perspectiva de pesquisa
tradicionalmente usada pelos antropólogos para estudar a
cultura de um grupo social.

Etimologicamente etnografia significa:


“descrição cultural”.

Para os antropólogos, o termo tem dois sentidos


(1) um conjunto de técnicas para coletar dados sobre os
valores, os hábitos, as crenças, as práticas e os
comportamentos de um grupo social;
(2) um relato escrito resultante do emprego dessas
técnicas;
André (2005, p.24,25) 13
TRABALHO CIENTIFÍCO
COM ESTUDO DE CASO

ROMERO, M. C. A BIBLIOTECA E O MEIO ESCOLAR: UM ESTUDO


DE CASO. Monografia apresentada à Faculdade de Educação da
Universidade Federal de Uberlândia.

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CONCLUSÃO
É necessário ter em mente um esboço, pois o pesquisador terá um curto
espaço de tempo para observar e desenvolver a sua pesquisa.

É o esboço que propiciará um melhor enquadramento dos objetivos a serem


alcançados, do tipo de pesquisa a ser feito, do que se quer descobrir.

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REFERÊNCIAS
ANDRÉ, M. D. A. Estudo de caso em pesquisa e avaliação educacional. Brasília, Liber Livro Editoa Ltda, 2005.
ANDRÉ, M. E. D. A. Estudo de caso em pesquisa e avaliação educacional. Ed. Liber Livros: Brasília, 2008. (Série Pesquisa: Vol. 13).
BECKER, H. S. Métodos de pesquisa em ciências sociais. 4. ed. São Paulo: Hucitec, 1999.
CALAZANS, A. T. S. Estudo de caso: uma estratégia de pesquisa. In: MUELLER, S. P. M. Métodos para a pesquisa em ciência da informação. São Paulo:
Thesaurus, 2007, p.39-62.
FRANCO, M. L. P. B. “Estudo de caso”, no falso conflito entre “pesquisa qualitativa” e “pesquisa quantitativa”. Inter-Ação, v. 14/15, n. 1-2, p. 1-6, jan./dez, 1990/91.
GUEDES, M.G.; FERREIRA, N.B.F. A importância da Biblioteca e da Biblioterapia na formação dos internos no Orfanato Lar Rita de Cássia. Brasília, 2008.
Disponível em:< http://bdm.unb.br/bitstream/10483/650/1/2008_NeiliaFerreira_MarianaGuedes.pdf>. Acesso em: 18 de abril de 2019.
HARTLEY, J. F. Case studies in organizational research. In: CASSELL, Catherine & SYMON, Gillian. Qualitative methods in organizational research: a practical guide.
London: 1994, p. 208-229.
ROCHA, J.C. A Reinvenção Solidária e Participativa da Universidade: Um Estudo sobre Redes de Extensão Universitária. EDUNEB: Salvador, 2008.
ROESE, M. A metodologia do estudo de caso. Cadernos de sociologia. Porto Alegre,
PPGS/UFRGS, v. 9, p. 189-200, 1999.
ROMERO, M. C. A BIBLIOTECA E O MEIO ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO. Monografia apresentada à Faculdade de Educação da Universidade Federal de
Uberlândia. Uberlândia, 2013. Disponível em: <http://files.http-proleao.webnode.com/200000097-b51c2b6162/monografia-%20completa_marciaPDF.pdf> Acesso em
18/04/2019.
THOMPSON, P.A voz do passado. Trad. Lólio Lorenço de Oliveira. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1988.
YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.
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