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À luz dos estudos de M Pikler

Luciana Winck
Juliana Abulé Prudencio
 Em cada idade, a criança é alguém dessa idade. Não está a
espera de alcançar outra idade, mas vive plenamente
enriquecendo a atual. Utiliza seu tempo de bebê para fazer
experiências de bebê.

 não é evolui da incompetência até a competência, mas, em


cada idade, é competente para essa idade. São as
características dessas competências as que mudam de
natureza (de grau, de nível, de complexidade, de
organização) com a maturação e as aprendizagens, com seu
desenvolvimento”

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Drive

 O que é maturidade e o que é educação?


Interferir neste conceito

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Grande espiral
Não acontece ascendente
Maturação: sistema
de forma linear
nervoso

Períodos sensíveis do Crescimento: dimensão


desenvolvimento física, anatômica e
fisiológica

Crises de Desenvolvimento:
inerente a determinada frase A criança que vive sua autonomia
vive seu desenvolvimento

Avanços e retrocessos, Processo ordenado, regular e


forma particular contínuo que envolve em ritmos,
todas as áreas do organismo e
personalidade.

Áreas do desenvolvimento:intelectual,
afetiva,social, motora, linguagem….
4
Pesa 1,5Kg Só é comparado a galáxia

Temos centenas
Consome 600 Cal de bilhões de
neurônios

Usamos 100% do
nosso cérebro, Desafiar o cérebro
Inclusive dormindo continuamente

Aprender muda o cérebro. Somos capazes de modificar a estrutura do


nosso cérebro até o último dia de nossas vidas

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Filosofia
2ª Guerra
 Observação
Mundial Cuidado de qualidade
 Emmi Pikler  Autonomia
 Respeito ao rítmo do
1946  Pediatra
desenvolvimento
Postura corporal autônoma
 Budapeste (Loczy)
 Movimentos harmônicos
e seguro
 Motricidade (atividade livre
e interesse da criança)
 Pequenos gestos da vida
cotidiana
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1) Coreográfia dos cuidados
2) A presença do ausente, estar sem estar
3) Atos de confiabilidade humana: Olhar, Tocar e falar
4) Manejos pedagogicos de bem-estar
5) Permanencia do olhar… olhar 3 minutos… A permanência das
interações
6) Gesto espontâneo
7) Pseudoautonomia
8) Desejo- Motivacão

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Pensamentos
Profunda confiança na capacidade e no potencial criativo da
criança, desde que lhe fossem dadas as condições adequadas ao
seu pleno desenvolvimento.

“Não se pode prometer mais do que se pode dar, mas o que se dá


deve ser estável e seguro”. (presença respeitosa e afetiva dos
adultos).

É importante que se tenha em mente que os cuidados corporais


são também cuidados psíquicos. Isso em qualquer idade, mas
muito especialmente nos primeiros tempos de vida.

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 “constatamos que as crianças com idade em torno dos 8
meses, na etapa em que se mantêm deitadas de lado
ou de bruços e são capazes de virar-se conseguindo
dar uma volta inteira, mudam de posição uma média de
42 vezes em 30 minutos, ou seja, a cada 43 segundos e
somente ficam em uma mesma posição durante uma
média de 3,5 minutos.

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 que os educadores buscassem e percebessem no próprio
comportamento das crianças em quais momentos as
crianças querem que eles as ajudem, e os sinais que
fazem para demonstrar isso;

 que os educadores encontrassem, enquanto as crianças


se portam bem, um momento que despertasse seu
interesse, um momento que pudessem comemorar ou do
qual pudessem simplesmente falar.”

 “‘quais formas de comportamento das crianças fazem com


que os educadores estejam mais frequentemente
ajudando-as e falando com elas?’”

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 Vídeo

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AMBIENTE

1. Motricidade (atividade livre e interesse da criança)

2. Experiências. Mapas cognitivos ( pesquisa)

3. Aprendizagem
Aprendizagem

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Confiança Equilíbrio

Segurança Coordenação

Tomada
de riscos
calculados

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Etapas Estruturação
Dominância Interesses Afetivo-Sexual Emocional Intelectual Social
evolutivas do Ego
Simbiose materna. Contato com o
Subjetividade Individualidade Emotividade Esquemas sensório-
0-1 Orgânicos Fase oral. mundo através da
difusa biológica reacional motores
Dependência figura materna

Ligação afetiva Inteligência


Consciência de Exploração do
Curiosidade materna e familiar. Diferenciação sensório-motora.
1.-3 unidade Motores ambiente. Contato
objetiva Fase anal. emocional Pensamento
psicomotora social par infantil
Possessividade sincrético
Tentativa de Pensamento
Crise de oposição. Situação Edipiana.
controle das mágico-simbólico. Formação de
3.-7 Egocentrismo Consciência e Imaginativos Fase fálico genital.
pautas Representações pré- pequenos grupos
hipertrofia do Ego Ansiedade
emocionais operatórias.

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• Reflexo • Sexualidade • Dependência

Fase Oral
Estágio Sensório Motor

Confiança x Desconfiança
• Esquemas de • Zona de • Cuidado
Ação erotização
(boca) • Segurança
• Inteligência
prática,ação • Afeto

• Contato com o • Confiança


meio é direto e
imediato

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• Usar símbolos • Zona de • Necessidade
Estágio Pré-Operatório

Fase Anal

Autonomia, Vergonha, Dúvida


(boneca, erotização fisiológica
carrinhos) (ânus)
• Higiene
• Representação • Controle pessoal
não há esfirateres,
discriminaçãom nova fonte de • Autonomia,
de detalhes prazer confiança e
liberdade

• Não tem medo


de errar

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• Resolução de • Zona de • Diferenças
Estágio Pré-Operatório

Fase Fálica

Iniciativa e Culpa
problemas erotização é o sexuais
órgão sexual
• Julgam • Papéis homem
situações • Interesse e mulher
pelos dados
que podem • Identidade • Identidade
captar

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 O brincar -> Fantasia, imaginário, simbólico

 Imagem corporal -> Esquemas motores, auto-


reconhecimento, movimento, sexualidade

 Limites -> Controle dos impulsos, reconhecimento da


diferença, interiorização de regras

 Linguagem -> Relação, comunicação, vocabulário

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IRDI- Entrevista

ROTEIRO SUGESTÕES
Na entrevista com a criança, verificar:
30. A criança fala em nome próprio?
31. Como é a adaptação da criança a nova
situação?

ROTEIRO SUGESTÕES

32. Como é o cuidado da criança com o seu


Ela se coloca em risco?
corpo?
33. Como a criança se situa em relação a
algumas posições: em cima, em baixo, dentro,
fora,

34. A crianca faz/ utiliza jogos de esconde?

Na entrevista com a criança, verificar:


Faz, por exemplo, brincadeiras no espelho? (se não
35. Mostra algum interesse por sua imagem no
aparecer espontaneamente, incentivar o uso do
espelho? Como?
espelho)

Como a criança está em relação aos seus hábitos de


36. Como está em relação a sua autonomia?
e autonomia (ir ao banheiro, vestir-se,cuidados)?

37. Tem um objeto de que não quer se separar A criança pode se separar da mãe?
38. Como a criança lida com seus excrementos?
E com a sujeira?

40. Faz identificações sexuais no desenho de si


ou na sua imagem no espelho?

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I. O brincar e a fantasia 1. Agressividade no brincar
2. Ausência de contexto
3. Inibição
4. Inconstância
5. Presença de angústia ou medos durante
o brincar
6. Falta de iniciativa, passividade e falta de
curiosidade
7. Manipulação mecânica dos brinquedos
8.
9. Pobreza simbólica
10. Atividade ou movimentos repetitivos
11. Recusa no Brincar
12. Ausência de faz-de-conta

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II. O corpo e sua imagem 1. Dificuldades no controle
esfincteriano
2. Agitação motora
3. Atuações agressivas
4. Ausência de recohecimento de si
como menino ou menina
7. Dificuldades alimentares:
a) Alimentação seletiva
b) Recusa de alimentação sólida
c) Dificuldade alimentar não
especificada d) Obesidade
e) Recusa do alimento
8. Dificuldades motoras
9. Dificuldade de separação
10. Doenças de repetição (amidalite,
otite, bronquiotite)
11. Doenças Psicossomáticas
(alergias, asma, dores inespecíficas)
13. Exposição a perigos
14. Demanda insistente do olhar do
outro 15. Passividade
16. Falhas no reconhecimento de si
no espelho .Impossibilidade de
suportar o olhar do outro
18. Preocupacão excessiva com a
sujeira 19. Alterações do sono
20. Auto-agressão
21. Interrupção no crescimento
13/05/2019 22. Inibição diante do olhar do outro
III. Manifestação diante das normas e 1. Birras prolongadas
posição frente so Limite 2. Criança tem que ser castigada para obedecer
3. Confusão e angústia frente ao limite
4. Desobediência desafiadora
5. Conhece os limites mas não os respeita
6. Recusa da presença do terceiro
7. Recusa do não
8. Submissão excessiva ao limite.
12. Negativismo

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IV. Fala e posição na linguagem 1. Ausência de pronomes pessoais ( EU)
2. Repetição ecoálica H
3. Troca de letras ou sílabas na fala
4. fala infantilizada
5. Linguagem incompreensível
6. Linguagem incompreensível sem busca de
interlocução H
7. Pobreza expressiva ( comunicação)
8. Pobreza de vocabulário
9. Uso da terceira pessoa para referir-se a si
mesmo H
10. Fala traduzida pelo cuidador
11. Inibição
12.
13.
14. Não forma frases (pobreza simbólica)

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“Para a criança, só é possível viver sua infância. Conhecê-


la compete ao adulto. Contudo, o que irá predominar
nesse conhecimento, o ponto de vista do adulto ou o da
criança?”

(Wallon, 2007, p. 10)

“Gerenciar a vida cotidiana das crianças é uma grande


ciência dos pequenos detalhes”.

(Pikler)

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