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Atividade Laboratorial 1.

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Colisões
Objetivos
• Concluir se a resultante das forças exteriores sobre o sistema é, ou não,
nula;

• Avaliar se há variação do momento linear;

• Determinar a variação de energia cinética em colisões inelásticas;

• Determinar o coeficiente de restituição numa colisão frontal com um alvo


fixo.
Introdução Teórica
• Momento Linear: p=m*v
• Existem três tipos de colisões: elásticas, inelásticas e perfeitamente
inelásticas
• Colisões elásticas: momento linear do sistema e energia cinética do
sistema conservam-se
• Colisões inelásticas: apenas o momento linear do sistema se
conserva
• Colisões perfeitamente inelásticas: a perda de energia cinética é
máxima; os corpos ficam com a mesma velocidade após a colisão
(seguem juntos)
• Lei da Conservação do Momento Linear de um sistema de
partículas: se as forças exteriores que atuam num sistema for nula, o
momento linear do sistema antes e depois de uma interação é igual
Material
• Balança
• Massas marcadas
• Craveira
• Calha e carrinhos
• Duas células fotoelétricas com cronómetro
Procedimento experimental
Primeira Parte: Colisão perfeitamente inelástica
• Efetuou-se a uma montagem semelhante à da figura abaixo;
• Lançou-se um carrinho sobre o outro parado, de forma a que, após a
colisão, seguissem juntos;
• Repetiu-se o procedimento três vezes e alterou-se a massa do
primeiro carrinho;
• Os resultados foram registados numa tabela.
Procedimento experimental (continuação)
• Segunda parte: Colisão de um carrinho com um corpo fixo
• Alterou-se a montagem, usando-se apenas uma célula fotoelétrica e
fixou-se uma peça na extremidade da calha. Nessa peça, colocou-se
um material onde o carrinho embateu;
• Lançou-se o carrinho sete vezes contra a peça fixada na extremidade
da calha. Tentou-se variar a velocidade do carrinho em cada
lançamento;
• Usou-se um telemóvel para filmar os valores obtidos no cronómetro
digital, pois estes mudavam muito rápido;
• Registaram-se os valores obtidos numa tabela.
Resultados esperados (1ª Parte)
Espera-se que o momento linear do sistema antes da colisão seja igual
ao movimento linear do sistema após a colisão, visto que estamos a
considerar que a resultante das forças exteriores é 0.
Resultados esperados(2ª parte)
Mais uma vez contamos com que o momento linear do sistema antes e
após a colisão sejam iguais, portanto a velocidade do carrinho após a
colisão será igual em modulo à velocidade antes da colisão. E,
consequentemente, o coeficiente de restituição será 1.
Resultados experimentais (1ª parte)

Variação
v1 p1 v2 P2 psist vsist’ psist’ Ec Ec’
percentual
/Kg.ms-
m1/Kg m2/Kg Ensaio Dt/s Dt’/s m/s /Kg.ms-1 /ms-1 1 /Kg.ms-1 /ms-1 /Kg.ms-1 /J /J /%
0,5049 1 0,0123 0,038 0,365854 0,0965488 0 0 0,097 0,11842105 0,09104211 0,05145 0,0053907 5,703516085
0,2639 2 0,0152 0,0472 0,296053 0,0781283 0 0 0,078 0,09533898 0,07329661 0,03369 0,003494 6,184289118
3 0,0082 0,0241 0,54878 0,1448232 0 0 0,144 0,18672199 0,14355187 0,11577 0,0134021 0,877831569
0,5191 1 0,0129 0,0252 0,348837 0,1810814 0 0 0,181 0,17857143 0,18285714 0,0623 0,0163265 0,980634982
2 0,0143 0,0231 0,314685 0,1633531 0 0 0,163 0,19480519 0,19948052 0,0507 0,0194299 22,11611672
3 0,0124 0,0262 0,362903 0,1883831 0 0 0,188 0,17175573 0,17587786 0,06743 0,015104 6,63817735
0,7636 1 0,0129 0,0214 0,348837 0,2663721 0 0 0,266 0,21028037 0,26674065 0,07718 0,0280452 0,138363287
2 0,0143 0,0233 0,314685 0,2402937 0 0 0,24 0,19313305 0,24498927 0,06281 0,0236578 1,954093665
3 0,0124 0,0203 0,362903 0,2771129 0 0 0,277 0,22167488 0,28119458 0,08353 0,0311669 1,472929628
1,0176 1 0,0165 0,0246 0,272727 0,2775273 0 0 0,278 0,18292683 0,2785061 0,05662 0,0254731 0,352695007
2 0,0135 0,0197 0,333333 0,3392 0 0 0,339 0,2284264 0,34777919 0,08458 0,039721 2,529241691
3 0,0167 0,0252 0,269461 0,2742036 0 0 0,274 0,17857143 0,271875 0,05527 0,0242746 0,849220388
Resultados experimentais (2ª Parte)

t'/ms t/ms
21,257 12,329
26,376 14,398
38,817 20,841
40,721 21,678
41,977 22,257
48,159 25,39
59,589 30,966
Interpretação dos resultados (1ª parte)
Os resultados experimentais não vão de encontro aos resultados
esperados, visto que verifica-se uma ligeira variação do psist em todos
os ensaios. Tal variação pode ter na sua origens erros como:
- Mau posicionamento das células fotoelétricas;
- Existência de atrito.
- Mau lançamento do carrinho.
Interpretação dos resultados (2ª parte)
O expectável seria que o coeficiente de restituição fosse igual a 1.
Porém, através dos resultados experimentais chegou-se a um valor
aproximado a 0,49. Este valor pode se explicar pelos factos:
- A calha utilizada não era a melhor ( inclinação 2 graus);
- Existência de atrito;
- Colisão mal efetuada;
- Impossibilidade de colocar a célula fotoelétrica antes e após a colisão.
Conclusão
O trabalho realizado é interessante e importante na compreensão dos
conhecimentos lecionados relacionados com o momento linear.
No entanto, a sua realização exige um melhor conhecimento e
desempenho laboratorial bem como melhores equipamentos.
Trabalho realizado por:
• Marco Ribeiro nº 17
• Paulo Rocha nº 20
• Pedro Vieira nº 21
• Rúben Soares nº 23

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