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Capitulo Britto

Cooperação interindustrial e Redes de Empresas


O estudo em redes tem auxiliado os
conceitos:
• Alianças estratégicas entre empresas e outras formas de cooperação produtivas e
tecnológicas.
• A maleabilidade do conceito pode ser aplicado para a investigação de fenomenos
caracterizados pela densidade de relacionamentos.
• Programas de cooperação específicos, envolvendo agentes com competências em
áreas distintas, que interagem entre si para viabilizar determinada inovação.
• Processos de subcontratação e terceirização realizados por empresas
especializadas, que daria origem a redes verticais no interior de cadeias
produtivas.
• Sistemas flexíveis de produção baseados em relações estáveis e cooperativas
entre empresas atuantes em determinado ramo de atividades.
• Distritos industriais baseados na aglomeração espacial de empresas.
• Sistemas Nacionais e Regionais de inovação baseados na especialização e
interação de diversos tipos de agentes envolvidos coma realização de atividades
inovativas.
Relevância da temática a partir dos anos 90:
• A consolidação de um paradigma organizacional baseado na incorporação de
princípios gerenciais que enfatizam a cooperação interindustrial entre produtores
e fornecedores.
• As estruturação de sistemas produtivos que incorporam o conceito de
especialização flexível enquanto principio organizador das atividades.
• A intensificação da concorrência e a globalização dos mercados, que resulta em
estímulos à montagem de alianças estratégicas com múltiplos formatos entre
empresas.
• A consolidação de um paradigma tecnológico que facilitam a comunicação entre
os agentes.
• A evolução no sentido de múltiplas competências e em projetos cooperativos de
caráter interdisciplinar.
• O enfoque da politica industrial implementada em diversos países, privilegiando
o apoio a redes envolvendo diversas empresas.
Conceitos “Empresas em Rede, “Industrias
em Rede” e “Redes de empresas”.
• Empresas em rede: Associa-se a conformações interorganizacionais que se
estruturam como desdobramento evolutivo da empresa multidivisional, a
partir do advento de novas tecnologias da informação.
• Industrias em rede: Associadas a setores de infraestrutura baseando em
um padrão de conexão e compatibilidade entre unidades produtivas.
• Redes de empresas: Refere-se a arranjos interorganizacionais baseados em
vínculos sistemáticos, muitas vezes de caráter cooperativo entre empresas
independes que dão origem a uma forma particular de coordenação das
atividades econômicas.
O conceito de rede na ciência econômica e a noção
de redes de empresas
• O conceito de rede tem motivado o desenvolvimento de um instrumental sofisticado aplicável à caracterização e ao estudo da estrutura de
sistemas complexos e dinâmicos, sendo importante entender a estrutura do sistema de relações que conectam os diferentes agentes e a
transformação do sistema ao longo do tempo.
• Também discute o conceito de rede a partir do ponto de vista da constituição de um tipo particular de instituição, com capacidade de coordenar
a realização de atividades econômicas.

Externalidades em rede:
1. Externalidades técnicas: a interdependencia entre os agentes resulta em modificções na respectiva função da produção.
2. Externalidades pecuniárias: mudanças nos preços relativos dos fatores e em mudanças nas estrtuturas de custos.
3. Externalidades tecnológicas: mudanças no ritmo de adoção e difusão e inovações em determinado mercado.
4. Externalidades de demanda: a demanda agregada do agente é influenciada pela demanda agregada.

Características das estruturas de rede:


• Presença de compatibilidade e complementaridade técnica entre agentes;
• Grau elevado de integração devido as externalidades;
• Geração de externalidades tecnológicas;
• Consolidação de uma infraestrutura particular.
• No plano metodológico, a rede localiza-se no ambiente meso-economico.
Redes de empresas: elementos estruturais

Formas institucionais distintas de alianças:


1. Integração conjunta: estagio avançado da cadeia de produção, não pode ser atingido em condições favoraveis;
2. Configuração aditiva: articulam duas ou mais empresas de um setor, viabilizando o aumento de escala;
3. Configuração complementar: integram duas ou mais empresas, permitindo a aglutinação de ativos e competências
complementares controlados por cada um de seus membros.

Fluxos de transação externos a rede:


1. Caráter sistemático das transações: presença de incentivos especificos à continuidade;
2. Adaptação nos processos produtivos: Integração empresa a rede;
3. Especificidades dos ativos envolvidos na transação: procedimentos operacionais com a continuidade eo aprofundamento das
articulações entre empresas .
Redes de empresas: Dimensões relevantes de
operação e propriedades internas
Redes de empresas: Dimensões relevantes de
operação e propriedades internas
Impactos distintos associados à consolidação dos arranjos:
1. Impactos diretos associados à esfera técnico-produtiva (eficiência operacional);
2. Impactos Indiretos associados a instâncias de coordenação das decisões produtivas
tecnológicas dos agentes;
3. Impactos dinâmicos associados à estruturação das redes, diz respeito a troca de
informações e aprofundamento de mecanismos específicos.

Cooperação técnico-produtiva em redes de empresas


• Eficiência Operacional: Envolve a geração de ganhos técnicos-economicos associados a
economias de escala e escopo, assim como outros impactos relacionados ao aumento da
qualidade e produtividade dos processos produtivos em seu interior.
• Flexibilidade Produtiva: Relacionado à capacidade da rede de realizar ajustes na sua
logistica interna face à evolução do mercado e às pressões competitivas.
Coordenação Interorganizacional nas redes de empresas
• Eficácia da Coordenação: Associado a capacidade da rede de ajustar sua
conformação morfólogica em função de estímulos ambientais.
• Flexibilidade Estrutural: Compreende mudanças nas funções
desempenhadas pelos membros da rede, através de modificações na
própria estrutura do arranjo.

Cooperação tecnológica em redes de empresas


• Troca de informações: Proporciona um aprendizado coletivo, que são
especificos ao ambiente intra-rede, uma estrutura propulsora da diusã de
novas tecnologias.
• Capacitação inovativa:Pode ser obtida naturalmente, como subproduto dos
relacionamentos produtivos e tecnológicos que interligam os diferentes
agentes integrados à rede.
Redes de empresas na prática: uma tentativa
de sistematização
Redes de empresas na prática: uma tentativa
de sistematização
 Sistemas de Produção em Grande Escala: (Redes verticais)
 Sistemas de Pequenas Empresas: (Tradicionais Marshalianos)(APL)(Distritos Italianos)
 Produção Descentralizada: (com Presença de Empresa Dominante)(Industrias Satélites)(Distritos Industriais)(Centro
Radial)(Satélites)
 Acordos Cooperativos baseados em Alianças Estratégicas:
 Distritos Inovativos: (Sylicon Valley)
 Distritos Suportados elo Estado:

Redes de subcontratação
A estruturação de relações de subcontratação baseadas na cooperação Interorganizacional requer a montagem de uma estrutura de
autoridade que seja funcional para a coordenação dessas relações:
1. Criação de códigos de conduta
2. Coordenação das Relações de troca;
3. Estrutura de comando subjacente à rede;
4. Incorporação de práticas de eficácia.
Distritos e aglomerações industriais
• Relacionado aos ganhos proporcionados pela especialização
produtiva das empresas e pela sofisticação da divisão de trabalho
proporcionada pela aglomeração especial de empresas atuantes na
mesma atividade (Clusters).

Redes tecnológicas
• Relacionamentos cooperativos entre empresas e agentes inseridos na
infraestrutura tecnológica integrando múltiplas competências e
viabilizando a exploração de oportunidades tecnológicas promissoras.
Teoria de Rede Social
Análise de redes sociais (ARS; em inglês: social network analysis) é uma interpelação da Sociologia,
da Psicologia Social e da Antropologia (FREEMAN, 1996), sendo uma análise metódica de Redes
Sociais. As Redes Sociais consistem em estruturas que representam pessoas ou organizações
(atores) e as relações entre si.

A Análise de Redes Sociais percepciona as relações sociais em termos da Teoria de Redes. Permite
estudar, através da identificação dos atores e suas ligações, as relações entre os mesmos de forma a
poder identificar as formas de interação entre si, contribuindo para o conhecimento sobre a rede
social e o seu desenvolvimento. A Análise de Redes Sociais permite representar as redes sociais
através da representação dos nós e das ligações entre eles. Os nós da rede social representam os
atores dessa rede (indivíduos ou organizações). As ligações representam as relações entre os atores
componentes da rede representada.
Teoria de Rede Social
MÉTRICAS

A. Conexão
• Homofilia: Estuda as relações sociais, identificando quais os atores que comportam semelhanças entre eles e os que comportam diferenças.
• Multiplexidade: Força do relacionamento existente.
• Reciprocidade: Permite medir a reciprocidade da relação/interacão entre dois nós.
• Encerramento da Rede : onde um nó com várias interações/relações com outros nós, e esse nó encerra a rede.
• Propinquidade: Métrica onde se mede a tendência de um nó para ter mais relações com os nós que lhe são geograficamente mais próximos.
B. Distribuição
• Ponte: Uma ligação única entre dois nós ou dois grupos de nós.
• Centralidade: Engloba diversas métricas que permitem identificar e quantificar a importância de um nó ou um grupo de nós numa rede. (Grau, Proximidade,
Vetor Próprio, Alfa e Katz).
• Densidade: Permite definir o número de ligações diretas existentes mediante o número total de ligações possíveis.
• Distância: Permite medir o número total de passos entre um extremo e outro da rede, ou entre dois nós numa mesma rede.
• Vazio Estrutural: É uma métrica que permite identificar a inexistência de ligações entre dois nós numa rede.
• Força de Ligação: Combinação de vários fatores como tempo, intimidade, intensidade emocional e reciprocidade (mutualidade).
C. Segmentação
• Grupos: Os grupos numa rede são identificados como "cliques", se cada um dos seus nós está diretamente ligado a todos os outros nós.
• Coeficiente de Agrupamento (Clustering): Permite medir o grau pelo qual os nós se tendem a agrupar (a formar "Clusters" ou "aglomerados").
• Coesão: A coesão estrutural define-se pelo número de nós de um grupo que é necessário desligar de forma a provocar a desconexão desse grupo.