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Comunicação de Dados

Codificação de Dados

Prof. Eduardo Leivas Bastos


elbastos@feevale.br
Técnicas de codificação
• Dados digitais codificados em sinais digitais
– Ex: associar a voltagem +5V para o dígito “1” e –5V para o dígito “0”. Outras
técnicas existem e podem ser utilizadas para a transmissão.

• Dados digitais codificados em sinais analógicos


– Ex: um modem converte dados binários em sinais analógicos de modo a
serem transmitidos pela linha telefônica analógica. Técnicas de modulação por
amplitude (ASK), freqüência (FSK) e fase (PSK)

• Dados analógicos codificados em sinais digitais


– Ex: voz e vídeo são digitalizados para serem transmitidos em meios digitais. A
técnica mais simples é a PCM, que amostra o sinal periodicamente e quantiza
tais amostras

• Dados analógicos codificados em sinais analógicos


– Ex: vídeo é modulado em uma portadora para produzir um sinal analógico.
Técnicas de AM (Amplitude Modulada), FM (Freqüência Modulada) e PM
(Fase Modulada).
Técnicas de codificação
Técnicas de codificação
Técnicas de codificação
• Sinais Digitais
– Dados digitais ou analógicos são codificados em um sinal digital
(codificação)
– A técnica de codificação utilizada tenta maximizar o uso do meio de
transmissão e reduzir erros de transmissão
– Também conhecida como transmissão “banda base”

• Sinais Analógicos
– Dados digitais ou analógicos são codificados em um sinal de
freqüência constante chamado de portadora (modulação)
– A modulação é o processo de modificação dos parâmetros de uma
onda portadora (fase, amplitude e freqüência) de forma a representar
os dados
– A freqüência da portadora depende do meio de transmissão utilizado
Codificação e Modulação

portadora
Dados Digitais – Sinais Digitais
• Sinal Digital
– Sequência de pulsos de tensão discretos e não contínuos
– Cada pulso é um elemento de sinalização
– Os dados binários são codificados em elementos de sinalização
– No caso mais simples: 1 bit é representado por 1 elemento de
sinalização

Dados Binários
Sinal Digital

Pulso
Terminologia
• Sinal unipolar
– Todos os elementos do sinal possuem o mesmo sinal

• Sinal polar
– Um estado lógico representado por uma tensão positiva e outro
por uma tensão negativa

• Taxa de dados (data rate)


– Taxa de transmissão dos dados em bps

• Duração de um bit (tamanho de um bit)


– Tempo que o emissor leva para transmitir um bit
– Para uma dada taxa de dados R, a duração de um bit é 1/R
Terminologia
• Taxa de sinalização
– Taxa de mudança do elementos de sinalização
– Medida em baud = elementos de sinalização por segundo

• “Marca” e “Espaço”
– binário 1 e binário 0, respectivamente
Interpretando os sinais
• O receptor deve conhecer antecipadamente:
– A temporização dos bits – “quando eles iniciam e terminam”
– Os níveis do sinal – alto(1) e baixo(0)

amostragem do sinal no “meio” do bit e comparação


com os valores de tensão associados pelo padrão
Interpretando os sinais
• Fatores que afetam a interpretação correta dos
sinais
– Taxa de transmissão
– S/N (relação sinal/ruído)
– Largura de Banda

• Assim…
– Um aumento na taxa de transmissão aumenta a BER
– Um aumento em S/N diminui a BER
– Um aumento na largura da banda aumenta a taxa de
transmissão
Comparação das Codificações

• Espectro do Sinal
– Falta de freqüências altas reduz largura de banda
necessária
– Componente “dc” (corrente contínua)
– Concentração da potência no meio da largura de banda

• Sinalização de relógio
– Sincronização entre emissor e transmissor
– Clock externo
– Mecanismo de sincronização baseado no próprio sinal
Comparação das Codificações

• Detecção de Erros
– A codificação pode facilitar essa tarefa

• Imunidade a interferência simbólicas e a


ruídos
– Alguns códigos são melhores do que outros

• Custo e Complexidade
– Altas taxas de sinalização (e de transmissão) leva a maiores
custos
– Alguns códigos necessitam de uma taxa de sinalização
maior do que uma taxa de transmissão
Esquemas de Codificação

• Nonreturn to Zero (NRZ)


• Nonreturn to Zero-Level (NRZ-L)
• Nonreturn to Zero Inverted (NRZI)
• Bipolar -AMI
• Pseudoternary
• Manchester
• Differential Manchester
• B8ZS
• HDB3
Esquemas de Codificação

• Nonreturn to Zero (NRZ)


• Nonreturn to Zero-Level (NRZ-L)
• Nonreturn to Zero Inverted (NRZI)
• Bipolar -AMI
• Pseudoternary
• Manchester
• Differential Manchester
• B8ZS
• HDB3
Return to Zero (RZ)

Tensão retorna para 0V no meio do bit


Nonreturn to Zero (NRZ)

A tensão não retorna para 0V no meio do bit


Nonreturn to Zero (NRZ)
• Ausência de tensão para binário 0 e uma tensão
positiva para o binário 1 (sinal unipolar).
Nonreturn to Zero Level (NRZ-L)
• Duas tensões utilizadas para os binários 0 e 1.
Geralmente uma tensão negativa (-5V) é utilizada
para o binário 1 e uma tensão positiva (+5V) para o
binário 0 (sinal polar).
Nonreturn to Zero Inverted (NRZI)

• Variação do NRZ com inversão no binário 1


• Os dados são codificados como presença ou
ausência de transição do sinal no início de cada
tempo de bit
• A transição (baixo para alto ou alto para baixo)
representa o binário 1
• Nenhuma transição representa o binário 0
• Um exemplo de codificação diferencial
– Os dados são representados por transições de níveis ao
invés dos próprios níveis (melhor detecção)
NRZ-L e NRZI

0V

0V

Inversão de tensão nos bits 1


(em relação a última tensão)
NRZ – pós e contras
• Prós
– Fácil de construir e projetar
– Bom uso da largura da banda

• Contra
– Existência de componente dc (cadeias de 1s e 0s)
– Falta de capacidade de sincronização

• Utilizado para gravação magnética


• Não utilizado para transmissão de sinais
Exercícios

1) Desenhe os códigos de linha NRZ, NRZ-L e NRZI


para as seguintes seqüências binárias. (Obs: Para o
código NRZ-L , utilize +5V = “0” e –5V = “1”)

• 01010001010
• 01110101101
• 00000111111
• 11101010100
Bipolar AMI

• “0” representado por nenhum sinal,


• “1” representado por um pulso positivo ou
negativo
• Pulsos que representam “1” possuem alternância
de polaridade
• Sem perda de sincronismo se existe uma longa
string de “1” (string de “0”s é ainda problema)
• Não possui componente “dc”
• Menor necessidade de largura de banda
• Facilidade de detecção de erros
Pseudoternária

• “1” representado por uma ausência de sinal na


linha
• “0” representado por um pulso alternado de tensão
• Não possui nenhuma vantagem ou desvantagem
sobre o bipolar-AMI
Bipolar-AMI e Pseudoternária
0 1 0 0 1 1 0 0 0 1 1
Exercícios

1) Desenhe os códigos Bipolar-AMI e Pseudoternário


para as seguintes seqüências binárias.

• 01010001010
• 01110101101
• 00000111111
• 11101010100
Binária Multinível - Desvantagens

• Não tão eficiente quanto ao NRZ


– Cada elemento de sinal somente representa um
bit
– Receptor deverá distinguir entre três níveis
(+A, -A, 0)
– Necessita de aproximadamente 3dB a mais de
potência para a mesma probabilidade de erros
Bifásico
• Manchester
– Transição no meio de cada tempo de bit
– Transição server como relógio e dados
– “1” – transição baixo para alto
– “0” – transição alto para baixo
– Utilizado no padrão LAN IEEE 802.3 (Ethernet)

• Differential Manchester
– Transição no meio do bit é somente para relógio
– “0” - transição no início de um bit
– “1” – nenhuma transição no início do bit
– Utilizado no padrão IEEE 802.5 (Token Ring)
Codificação Manchester
Codificação Manchester Diferencial
Taxa de Modulação

fluxo de “1”s
taxa de transmissão =
1Mbps (1bit=1s)

codificação Manchester
taxa de modulação =
2Mbaud

2 milhões de sinalizações por


segundo
Bifásico – Pós e Contras
• Desvantagens
– Pelo menos uma transação em um tempo de bit e
possivelmente duas
– Máxima taxa de modução é duas vezes a taxa da NRZ
– Requer mais largura de banda

• Vantagens
– Sincronização no “meio” do bit (auto-relógio)
– Sem componente dc
– Facilidade na detecção de erros
• Ausência de uma transição esperada
Exercícios

1) Calcule os códigos Manchester e Manchester


diferencial para as seguintes seqüências binárias.
Obs: +5V = “0” e –5V = “1”

• 01010001010
• 01110101101
• 00000111111
• 11101010100
Comunicação de Dados
Codificação de Dados

Prof. Eduardo Leivas Bastos


elbastos@feevale.br