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Educação literária

O príncipe Nabo
Índice

• O livro
• As personagens
• A ação, o espaço e o tempo
• Resumo da ação
O LIVRO
O título da obra
A autora: Ilse Losa
A autora das
ilustrações
do livro:
Manuela
Bacelar
A ilustração
da capa do livro:

Marionetas
(bonecos articulados)

Teatro
A editora
do livro:
Edições
Afrontamento
AS PERSONAGENS
Princesa Beatriz
[do Castelo
da Abundância]

Príncipe Austero [da Mailândia],


ou Nabo da Nabolândia,
ou o Músico António
Rei do Castelo da Abundância

Mademoiselle,
Marquesa
de Fanfaronnade
(educadora de Beatriz)
Marechal da Corte
do Castelo da Abundância

Príncipe Ali-Gato
[da terra dos Trinta Mil Habitantes]
Príncipe Partuk [de Bonaco]

Marechal da Corte do Príncipe Austero

A criadagem
Aurora
Carolina
Cozinheiro

Lucas
Bobo

Primeira rapariga

Segunda rapariga

Terceira rapariga

Damas de honor
A AÇÃO, O ESPAÇO E O TEMPO
A ação
Primeiro ato
Aurora e Carolina
limpam a sala do trono.

Conversa sobre a tentativa


desesperada do rei de arranjar
um marido para a caprichosa
e exigente princesa Beatriz.
Aparece o cozinheiro.

O Marechal da Corte chega


e manda a criadagem trabalhar.

Teme que o rei, furioso com a rejeição


de pretendentes pela princesa,
não deixe servir o jantar.
Mademoiselle, a Marquesa de Fanfaronnade,
acusa o Marechal de ser um comilão.

A princesa, sobrinha da célebre


princesa Não-me-toques,
deveria casar com o príncipe
mais belo e mais rico do mundo.
Entra o rei O Marechal anuncia os pretendentes:
 o príncipe Ali-Gato;
 o príncipe Partuk e
 o príncipe Austero.
Príncipe, Ali-Gato,
da terra dos Trinta Mil Habitantes

Oferece à princesa
um espelho de cabo doirado.

A princesa troça do príncipe,


por este ser tão alto e magro.
Príncipe Partuk de Bonaco

Oferece à princesa
um espelho de cabo doirado.

A princesa despreza-o,
por este ser «rechonchudo»
e «coradinho».
Príncipe Austero da Mailândia

A princesa troça do seu queixo comprido.

O príncipe traz-lhe uma palmatória.


O rei oferece a princesa
ao primeiro homem
que entra no castelo.

O criado Lucas anuncia


a chegada de um pobre músico.

O músico leva a princesa.


Segundo ato
Beatriz numa casa pobre,
onde vive com o músico
António há um ano e meio.

Descasca batatas
e desabafa
sobre a sua vida.
Contrasta a vida atual
com a que tinha no castelo.

Modificou-se muito desde


que deixara o palácio.

Não quer ser


«um símbolo de arrogância
e de vaidade».
Chegam de uma romaria
uma rapariga, um rapaz e um Bobo.

Troçam de Beatriz quando


esta lhes fala do seu passado
(como esta troçara dos pretendentes).

António defende-a e manda-os embora.


Na corte do príncipe Austero da Mailândia
contratam ajudantes de cozinha
para os preparativos do seu casamento.

Beatriz acha que não é capaz de realizar a tarefa.

O marido convence-a a ir.


Terceiro ato

No Castelo do príncipe Austero


da Mailândia, Beatriz quer ver
o ambiente de festa.

A rapariga, o rapaz e o Bobo


voltam a troçar de Beatriz.
Beatriz quer ir-se embora.

O Bobo agarra-a para dançar com ela.

Um tacho de barro com comida


cai de debaixo do xaile de Beatriz
e espalha-se pelo chão.
Beatriz desculpa-se
perante o Marechal da Corte:
diz que é para o seu marido,
um músico que trabalha
muito e ganha pouco.

Por ser a preparação da festa


do casamento do príncipe,
o Marechal perdoa-lhe.
O marechal conta ao príncipe
o que acontecera.

O príncipe manda chamar Beatriz.

No Castelo do príncipe Austero,


o músico António revela a sua verdadeira
identidade: conta a história da princesa
e como acabou por se tornar seu marido.
A princesa é vestida com um manto real.

Recebe o rei do Castelo


da Abundância, seu pai,
o Marechal e Mademoiselle,
a marquesa de Fanfaronnade.

Mademoiselle não aceita mudar


o seu comportamento e foge do castelo.
No final, o Bobo apresenta
a moral da história da princesa…

«Que, de tamanho desdém,


Ia ficando sem ninguém.
Mas a vida que amargou
De maior desgraça a salvou.»
O espaço
Primeiro ato
Sala do trono do Castelo da Abundância.
Espaço interior

Segundo ato
Porta de casa do músico António e da princesa Beatriz.
Espaço exterior

Terceiro ato
Salão de festas do Castelo do príncipe Austero.
Espaço interior
O tempo
Primeiro Segundo
ato e terceiro
Seis meses atos
RESUMO DA AÇÃO
Primeiro ato
Aurora e Carolina, criadas no Castelo da Abundância,
limpam a sala do trono.
Enquanto fazem a limpeza, falam sobre a tentativa
desesperada do rei de arranjar um marido
para a princesa Beatriz.
ÉÉ aa sexta
sexta vez
vez que
que vários
vários príncipes
príncipes
vêm
vêm aoao Castelo
Castelo da
da Abundância
Abundância
para
para aa princesa
princesa escolher
escolher
um
um marido.
marido.
Entretanto, aparece o cozinheiro.
O Marechal da Corte entra na sala
e manda a criadagem trabalhar.

Responsável por arranjar um


marido para a exigente e caprichosa
princesa, o Marechal teme que o rei
fique novamente furioso com
a rejeição dos pretendentes pela
princesa e que, por isso, mais uma
vez, não deixe servir o jantar.
A princesa já rejeitara trinta príncipes; desta vez,
o Marechal só tem três pretendentes para apresentar.

Mademoiselle, a Marquesa de Fanfaronnade,


discorda do Marechal e acusa-o de ser um
comilão.
Apoia a princesa Beatriz e afirma que esta,
por ser sobrinha da célebre princesa
Não-me-toques, deve casar com
o príncipe mais belo e mais rico do mundo.
Entra o rei.
O Marechal anuncia
os pretendentes que
chegam naquele dia:
o príncipe Ali-Gato,
o príncipe Partuk
e o príncipe Austero.

O rei, preocupado e farto dos caprichos da filha,


afirma que a princesa Beatriz, se não escolher um dos
três pretendentes, será duramente castigada.
O Marechal anuncia o primeiro príncipe:
Ali-Gato, da terra dos Trinta Mil Habitantes.
Este oferece à princesa um espelho de cabo
doirado.
A princesa mira-o dos pés à cabeça e desata
a rir, fazendo troça do príncipe, por ser tão alto
e magro.
O príncipe, humilhado, deixa o palácio.
O Marechal apresenta depois o príncipe Partuk
de Bonaco.
Este oferece à princesa um colar de pérolas.
A princesa despreza-o por ser
«rechonchudo» e «coradinho».

Também este deixa o palácio


humilhado.
Chega o terceiro príncipe, Austero da Mailândia.
E a princesa troça do seu queixo comprido.

Este traz-lhe uma palmatória, que surpreende a princesa.


O rei cumpre a ameaça que fizera de castigar
duramente a sua filha.

Afirma que a oferecerá ao primeiro homem que


entre no castelo, seja ele quem for.

O criado Lucas anuncia, então,


que um pobre músico está
à porta do palácio.

A princesa ainda tenta sair,


mas o rei não a deixa.
O músico entra no palácio
e canta uma canção que
narra a história da princesa
caprichosa e trocista.

Para grande aflição da princesa,


o rei não volta atrás com a sua
palavra.

E o músico leva a princesa.


Segundo ato
Já há meio ano que
a princesa vive com
o músico numa casa pobre.
Enquanto descasca batatas,
desabafa sobre a sua vida:
passa os dias a trabalhar
e não tem tempo para
descansar; não pode cuidar
da sua beleza e não comprou
um único vestido novo.
Beatriz contrasta a vida
atual com a que levava
no castelo, cheia de
mordomias.
Mas modificou-se muito
desde que deixara o palácio.
O marido reconhece que
esta se esforça e que poderá
ser uma boa dona de casa.
Com efeito, a princesa
afirma que não quer ser
«um símbolo de arrogância
e de vaidade».
Chegam de uma romaria uma rapariga,
um rapaz e um Bobo. Troçam da princesa
quando esta lhes fala do seu passado,
da mesma forma que a princesa troçara
antes dos seus pretendentes. António
defende-a e manda-os embora.
Na corte do príncipe Austero da Mailândia
estão a contratar ajudantes de cozinha
para os preparativos do seu casamento.
A princesa acha que não é capaz de realizar a tarefa,
mas o marido convence-a a ir.
Terceiro ato
A princesa e António chegam ao Castelo
do príncipe Austero da Mailândia.
Curiosa, Beatriz quer ver o ambiente
de festa.
A rapariga, o rapaz e o Bobo da cena
anterior cantarolam e voltam a troçar
da princesa Beatriz. Esta quer ir-se embora.
Quando o bobo a agarra para dançar com ela, um tacho
de barro com comida cai de debaixo do xaile de Beatriz
e espalha-se pelo chão.
Muito atrapalhada, a princesa justifica-se,
perante o Marechal da Corte,
dizendo que é para
o seu marido,
o músico António,
que trabalha
muito e ganha
muito pouco.

Por ser a preparação


da festa do casamento
do príncipe, o Marechal perdoa-lhe.
Perante o príncipe, o Marechal desculpa-se
pelo atraso e conta-lhe o sucedido.
O príncipe manda chamá-la.
No Castelo do príncipe Austero
da Mailândia, o músico António
revela, finalmente, a sua verdadeira
identidade.
A todos os convidados conta
a história da princesa e como
acabou por se tornar seu marido.
A princesa é vestida com um manto real
e recebe o rei do Castelo da Abundância,
seu pai, o Marechal e Mademoiselle,
a marquesa de Fanfaronnade.
Pede a Mademoiselle que mude
o seu comportamento, mas esta
não aceita e foge do castelo.
No final, o Bobo apresenta
a moral da história da princesa…

«Que, de tamanho desdém,


Ia ficando sem ninguém.
Mas a vida que amargou
De maior desgraça a salvou.»

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