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METALURGIA DO PÓ

SINTERIZAÇÃO
SUMÁRIO

1. Introdução 3. Etapas da peça


1.1. O que é sinterização 3.1. Mistura
1.2. Contexto histórico 3.2. Compactação
3.4. Sinterização
2. Formulação do Grão
4. Pós-Sinterização
2.1. Métodos para Obtenção do Pó
2.2. Propriedades físico-químico do Grão 5.Vantagens e Desvantagens
2.3. Forma e Tamanho do Grão
1. INTRODUÇÃO

1.1. O que é
sinterização

1.2. Contexto histórico

Fonte:
https://hiveminer.com/User/Metalurgia%20do%20P%C3%B3
/Timeline
1. INTRODUÇÃO

http://www.metalpo.com.br

https://www.roxxor.com.br/fabricacao-pecas-sinterizadas
1.1. O QUE É SINTERIZAÇÃO

• Os pós metálicos são configurados em


ferramental apropriado com posterior
aquecimento sob condições controladas a
temperaturas abaixo do ponto de fusão do
metal base para promover ligação metalúrgica
entre as partículas.

• Nessa apresentação , damos enfoque nos pós


metálicos

Telecurso 2000 Processos de Fabricacao 65 Metalurgia do pó


1.2. CONTEXTO
HISTÓRICO

• 8000 anos a.C.


• Armas e utensílios (sobrevivência)
• 1000 a.C.
• Pós de ferro (árabes e alguns povos
germânicos)
• Espadas de alta qualidade
https://www.hoganas.com/pt-br/powder-
• Século XIX technologies/pressing-sintering/
• Produção de pós de ferro reduzidos
por hidrogênio para fins farmacêuticos.
1.2. CONTEXTO HISTÓRICO

• 1800 – Consolidação do pó de platina por


trabalho a quente
• 1905 – Filamentos de carbono
• 1910 – Filamentos de tungstênio
• 1930 – Bronze poroso, Ag, grafites e
carbetos
• 1940 – Ligas de tungstênio, ferro e metais
refratários
http://cuyofiltros.com/?page_id=141
2. FORMULAÇÃO DO GRÃO 2.1. Métodos para
Obtenção do Pó

2.2. Propriedades físico-


químico do Grão

2.3. Forma e Tamanho do


Grão

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=I39m28NZ7_s
2.1. MÉTODOS PARA OBTENÇÃO DO PÓ

O método escolhido irá definir Métodos:


algumas características do pó, que • Atomização
interfere na produção das peças • Eletrólise
sintetizadas, como:
• Carbonila
• Oxirredução
• Tamanho (dimensões); • Precipitação
• Forma (geometria do grão);
• Distribuição do grão no • Método complementar:
material. Moagem
2.1. MÉTODOS PARA OBTENÇÃO DO PÓ

Método de Atomização:
• Consiste em pulverizar o produto dentro de
uma câmara submetendo-o a uma corrente
controlada de ar quente ou água;
• Gerando a evaporação dos solventes, em
geral água, finalizando o processo com a
recuperação do produto já transformado em
pó.

Fonte: http://joinville.ifsc.edu.br/~anael.krelling/Tecnologia%20em%20Mecatr%C3%B4nica/PFB64/8%20-%20Metalurgia_do_Po.pdf
2.1. MÉTODOS PARA OBTENÇÃO DO PÓ

Método Eletrólise:
• Muito utilizado para á produção de pó
de Cobre (Cu);
• O metal é colocado no estado sólido
dentro de um tanque, contendo uma
solução eletrolítica, com a passagem de
corrente elétrica;
• O pó tem um alto grau de pureza.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=T1K_KJICf2w
2.1. MÉTODOS PARA OBTENÇÃO DO PÓ

Método complementar – Moagem:


• Em geral, é feita num moinho de bolas
que consiste num tambor rotativo
contendo esferas metálicas de material
resistente ao desgaste;
• Quando o tambor gira, as esferas
chocam-se umas contra as outras,
desintegrando gradativamente o
material que se encontra no interior
do tambor.

Fonte: http://www.directindustry.com/pt/prod/lb/product-34017-1744507.html
2.2. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICO DO GRÃO
Superfície é o plano entre a matéria condensada e uma fase de vapor ou vácuo:
• sólido / vácuo e;
• líquido / vapor.

Fonte:
http://www.quimicasuprema.c
om/2013/10/forcas-
intermoleculares.html

A existência de uma interface significa a presença de excesso de energia de interface sobre


a energia em massa.
A força motriz da sinterização é a redução da energia interfacial total do sistema.
2.2. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICO DO GRÃO

A tensão superficial de um líquido é devido à distância interatômica que é maior na


superfície do que no volume.

Características termodinâmicas da energia interfacial:

• Para líquidos, o aumento na área de superfície é alcançado pelo rápido


rearranjo dos átomos no volume, sendo invariável e isotrópico.
• Para sólidos, o aumento da área de superfície é alcançável pela oferta de átomos
a partir do volume e por um aumento na distância interatômica na superfície.
2.2. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICO DO GRÃO

Na sinterização os três tipos de fenômenos termodinâmicos, ocorrem


simultaneamente:

Diferenças na pressão global


Pressão de vapor
Concentração de vacância
2.3. FORMA E TAMANHO DO GRÃO

A microestrutura policristalina é observada


após a sinterização de um pó compacto até a densidade
total.
• Determinados pela tensão interfacial.

Para uma forma de grão, pode-se supor que a


energia do limite de grão é constante. A microestrutura
multifásica é determinada, em geral, pelo equilíbrio local
entre as tensões interfaciais.
Quando os pescoços (figura a e b) se formam entre
as partículas, os poros formam canais interconectados ao
longo de bordas. Fonte: Kang, 2005, 203p.
2.3. FORMA E TAMANHO DO GRÃO

À medida que a sinterização prossegue, os canais


de poros são desconectados e os poros isolados se
formam porque o ângulo diedro é muito maior que
60º.
O crescimento de grãos assume que a força
motriz é determinada apenas pelo raio de curvatura
do limite de grão e que a taxa média de crescimento de
grãos é proporcional à taxa média de movimento de
contorno de grão.
Como o tempo de recozimento aumenta, a
distribuição do tamanho do grão atinge um estado
Fonte: Kang,
estacionário e o tamanho médio do grão aumenta em 2005, 25 e
função da raiz quadrada do tempo de recozimento. 26p.
2.3. FORMA E TAMANHO DO GRÃO

A sinterabilidade, densidade final, microestruturas e propriedades mecânicas dos


produtos finais dependem de uma diversidade de variáveis durante o processo de
sinterização.
Partícula menores proporciona maior força motriz para sinterização, pois reduz
a área interfacial poro-sólida e consequentemente uma diminuição na energia livre
dentro do sistema.
O rearranjo de partículas irregulares pode ser induzido por um líquido de
umedecimento. O binário de rearranjo aumenta com o aumento do teor de líquido,
provocando mais rearranjo para partículas irregulares.
Partículas esféricas proporcionam uma microestrutura mais uniforme.
2.3. FORMA E TAMANHO DO GRÃO

• Técnica de produção dos pós para metalurgia e suas características:

Fonte: Bonatti, 2018, 43p.


2.3. FORMA E TAMANHO DO GRÃO

• Formatos de pós dos materiais metálicos obtidos por atomização:

Fonte: Bonatti, 2018, 38p.


2.3. FORMA E TAMANHO DO GRÃO

Um material compósito é o resultado da combinação de dois materiais


multifásicos de moldagem estrutural diferentes, que permanecem distintos e separados
por uma interface, que se agregam físico-quimicamente após um processo de crosslinking.

Um processo chamado reticulação polimérica, que ocorre quando


cadeias poliméricas lineares ou ramificadas são interligadas por ligações
covalentes produzindo polímeros tridimensionais com alta massa molar.

No caso dos compósitos que tem a sua resistência aumentada por dispersão, suas
partículas são geralmente muito menores com diâmetros entre 0,01 e 0,1 µm.
2.3. FORMA E TAMANHO DO GRÃO

• Características das matrizes de compósitos:

Fonte: Bonatti, 2018, 57p.


3. ETAPAS
3.1. Mistura

3.2. Compactação

3.4. Sinterização

Fonte:
https://hiveminer.com/User/Metalurgia%20do%20P%C3%B3
/Timeline
3. ETAPAS

Fonte: http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasivan/processoscorte_arquivos/Sinterizacao.pdf
3.1. MISTURA

Mistura é uma operação na qual os pós são misturados, estes de


diferentes espécies químicas para formação de ligas resultando em
homogeneidade à peça.
O carbono é o principal elemento de liga do aço, cuja influência é
decisiva para a resistência, a forjabilidade, a soldabilidade e a temperabilidado,
resultando em boas propriedades de escoamento e compactação.
3.1. MISTURA
3.2. COMPACTAÇÃO

Trata-se da colocação de uma quantidade


predeterminada de pó é colocada na cavidade de uma
matriz montada em uma prensa de compressão, que
pode ser mecânica ou hidráulica.
A compactação ocorre por deslocamentos
simultâneos dos punções superior e inferior, à
temperatura ambiente, permitindo a obtenção de uma
peça com formato final da peça
3.2. COMPACTAÇÃO
3.4. SINTERIZAÇÃO

Trata-se de um tratamento térmico realizado no material que foi


compactado em uma temperatura inferior ao seu ponto de fusão.
Durante o processo ocorrem várias reações no estado sólido do
elemento, que são ativadas termicamente. Este processo cria uma alteração na
estrutura microscópica, melhorando o mecanismo de coesão para uma peça
sólida.
3.4. SINTERIZAÇÃO

A sinterização é feita, normalmente, em fornos contínuos, caracterizados por três


zonas de operação:

• pré-aquecimento
• manutenção da temperatura
• resfriamento
3.4. SINTERIZAÇÃO
3.4. SINTERIZAÇÃO

Valores para etapa de sinterização ( alta temperatura )


3.4. SINTERIZAÇÃO

• Sinterização no estado sólido

A temperatura promove a união das partículas do pó. Isto ocorre a


temperaturas abaixo do ponto de fusão do material, porém suficiente para
criar um “pescoço” de ligação entre as partículas de pó.
3.4. SINTERIZAÇÃO
3.4. SINTERIZAÇÃO

Estado inicial:
- O estagio inicial começa a partir do momento que o aquecimento permite alguma mobilidade
atômica significativa (Necks)

Estagio intermediário:
- A microestrutura consiste em uma rede tridimensional de partículas sólidas com a formação de
uma rede contínua de poros e crescimento do grão

Estágio final
- A porosidade diminui e se fecha, gerando porosidade isolada .
3.4. SINTERIZAÇÃO

• Sinterização no estado líquido

Outra maneira de sintetizar-se o material é utilizando-se dois materiais com


ponto de fusão diferentes. O material com menor ponto de fusão se funde e
interconecta as partículas do outro pó.
3.4. SINTERIZAÇÃO
3.4. SINTERIZAÇÃO

Estado inicial:
- Formação da fase líquida e distribuição do líquido

Estagio intermediário:
- Rearranjo das partículas solidas
- Sinterização por solubilização condensação

Estágio final
- Densificação final pela remoção de porosidade na fase liquida.
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Fonte:
https://hiveminer.com/User/Metalurgia%20do%20P%C3%B3
/Timeline
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Alguns projetos necessitam de operações complementares com para melhorar suas


propriedades mecânicas e características, sendo:

Calibragem
Quando o produto apresenta
certo tipo de defeito como
empenamento, um recurso que
pode ser utilizado é o da
calibragem, que através da
aplicação de uma pressão
chegando da deformação plástica
melhora a precisão dimensional.
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Processo de tratamento térmico


Dependendo da aplicação do produto,
este passa por um processo de
tratamento térmico ou termoquímico
visando melhorar as propriedades
mecânicas.

Fonte:
http://www.maxitrate.com.br/tratamento-termico-
normalizacao.html
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Impregnação
Insere na peça através de banhos à quente,
mergulhando a peça, banho parcial ou à
vácuo, substâncias como óleo, graxas,
impermeabilizantes para evitar corrosão e
oxidações.
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Recompressão
Em casos que precise ter uma aumento na
densidade do material, usa-se a
recompressão, onde aplica-se uma pressão
maior que na Calibragem, porem nem
todos os produtos devem usar este
recurso, como as pastilhas de metal duro.
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Usinagem
Dependendo do projeto o produto
requer uma finalização por usinagem para
fazer operações como furos, roscas e
sangrias.
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Infiltração
Aplica-se um metal liquido no produto
que devido a capilaridade (atração
molecular) melhoras as propriedades
mecânicas como resistência a corrosão e
serve também como pré tratamento para
acabamento superficial, como cromação,
niquelação, galvanização .
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Forjamento
Aplica-se uma compressão tendendo a
fazer o material assumir o contorno da
ferramenta conformadora.
• Elevada resistência mecânica
• Boa ductibilidade
• Bom desempenho quanto a fadiga.
Indicado para peças com grandes esforços
e solicitações em suas aplicações.
4. PÓS-SINTERIZAÇÃO

Jateamento
Essa técnica consiste basicamente no uso
de jato de areia, óxido de alumínio ou
granalha de aço para a limpeza da
superfície que recebe o material
metalizado
APLICAÇÃO:

• Amortecedores
• Bielas do motor
• Capas de mancal do virabrequim
• Polia
• Rotores da bomba
APLICAÇÃO:

• Buchas auto-lubrificantes
APLICAÇÃO:

• Ferramentas Elétricas
• Equipamentos para Jardinagem
APLICAÇÃO:

• Materiais magnéticos
moles.
5. VANTAGENS E
DESVANTAGENS

Fonte:
https://hiveminer.com/User/Metalurgia%20do%20P%C3%B3
/Timeline
VANTAGENS

• Geometrias complexas;
• Bom acabamento superficial;
• Propriedades químicas e mecânicas controladas;
• Economia de tempo e material.
DESVANTAGENS

• Não podem haver descontinuações


• Alto custo
• Peso e tamanho das peças e limitado
https://www.youtube.com/watch?v=-K6_wbBnXmc

https://www.youtube.com/watch?v=josiFqSNmLQ&fea
ture=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=O7U4HWjYcqo&f
VÍDEOS eature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=IRZcYciYokM

https://www.youtube.com/watch?v=IsTDms5n6sw

https://www.youtube.com/watch?v=05XblUnwzNM
REFERENCIAS
• Vídeos
• Telecurso 2000 Processos de Fabricação 65 Metalurgia do pó. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=T1K_KJICf2w Acessado em: 02/11/2018

• Livros
• Kang. Suk-Joong L. Sintering: Densification, Grain Growth and Microstructure. Oxfrod:2005 Ed. BH, 265p.
• GRUPO SETORIAL DE METALURGIA DO PÓ. A Metalurgia do Pó, alternativa econômica com menor impacto ambiental. Editora Metallum Eventos Técnicos, 1ª
edição, São Paulo, 2009.

• Sites
• Krelling, A. Metalurgia do Pó. Apresentação IF Santa Catarina. Disponível em: http://joinville.ifsc.edu.br/~anael.krelling/Tecnologia%20em%20Mecatrônica/PFB64/8%20-
%20Metalurgia_do_Po.pdf Acessado em: 03/11/2018
• Höganäs . A Höganäs promove o desenvolvimento em pós metálicos. Disponível em: https://www.hoganas.com/pt-br/powder-technologies/ Acessado em: 04/11/2018
• HAMILTON, et al. PROCESSO DE SINTERIZAÇÃO Disponível em: http://cursos.unisanta.br/mecanica/polari/sinterizacao.html Acessado em: 04/11/2018

• Teses
• Bonatti, R. da S. Caracterização microestrutural e mecânica de compósito Al/Si com aplicações nas indústrias aeronáutica e automobilística. Dissertação de
Mestrado, Faculdade de Tecnologia – UniCamp/2018. 136p.
• Fonseca, R. S. Sinterização - Metalirgia do Pó, FATECSP; Disponível em: https://www.ebah.com.br/content/ABAAAAaTUAG/sinterizacao-metalurgia-po Acesso em:
04/11/2018
• Oliveira, V. F. Avaliação teórica e experimental do uso de resíduos siderúrgicos na sinterização. Dissertação de Mestrado, Escola de Engenharia – UFMG/2018. 64p.