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Departamento de Química

Licenciatura em Química Industrial


Estudo da valorização energética da fração de rejeito de resíduos sólidos na produção de
biocombustíveis
Docentes :

Professor Doutor :Carvalho Ma2divate

Prof.doutor : Arão Manhinque

Maputo, Maio de 2019


Introdução

A produção de energia baseada em fontes renováveis tem aumentado tanto em


países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento, o que demonstra
preocupações com os impactos ambientais e econômicos dos combustíveis
derivados do petróleo.

Como subproduto da degradação dos resíduos sólidos tem-se a geração de biogás e


lixiviados, os quais podem afectar negativamente o meio ambiente, caso não sejam
adequadamente geridos. O biogás é composto majoritariamente por metano e
dióxido de carbono.
cont..

Devido ao potencial combustível do metano, a recuperação do biogas gerado em


aterros sanitários para fins energéticos se constitui em uma opção que pode ser
interessante economicamente e que vem ao encontro da crescente demanda por
combustíveis renováveis e da preocupação internacional com a sustentabilidade.Para
isso é necessário conhecer o potencial de geração desse gás em cada aterro .

Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo a produção de combustíveis


líquidos adequados para a indústria automotiva, juntamente com a geração de eletricidade
apartir da fração orgânica de rejeito de resíduos sólidos urbanos (RSU) provenientes do
aterro sanitário municipal.
Cont…

A metodologia usada para a realização desse trabalho de pesquiza foi a revisão


bibliografica de artigos cientificos .
Objectivos
 Produção de biocombstiveis líquidos adequados para a indústria automotiva,
juntamente com a geração de eletricidade apartir da fração orgânica de rejeito de
resíduos sólidos urbanos (RSU) provenientes do aterro sanitário municipal.
1. Biocombstiveis
O termo biocombstiveis se refere aos combstiveis liquidos ou gasosos produzidos
atraveis de biomassa, destinados, principalmente, ao setor de transportes.
biomassa é a “matéria orgânica, especialmente de origem vegetal, que pode ser
convertida em combustível e que constitui, como tal, uma fonte de energia potencial.
A biomassa é, portanto, um material constituído por substâncias orgânicas, que
podem ser de origem vegetal, animal ou microrgânica.
1.1. Rotas de Produção de Biocombstiveis
Pirólise: decompõe os RSU em temperaturas entre 100 e 400ºC sem a presença de
oxigênio.
Gaseificação por plasma: decompõe os RSU em altas temperaturas (4.000 ºC), com
energia externa através de tocha de plasma. Ocorre a quebra das cadeias orgânicas em seus
elementos mais simples.
Incineração em grelhas móveis (mass burning): se dá em equipamentos onde se
procura garantir uma reação contínua e auto-sustentável de oxidação térmica a altas
temperaturas (> 800 ºC).
cont...

Incineração em leito fluidizado: muito parecido com o anterior a menos do forno,


que utiliza leito fluidizado e da necessidade de pré-tratamento.
Compostagem: decomposição apenas da fração orgânica degradável dos RSU. Não
remove contaminantes, comprometendo o produto final.
Tratamento Mecânico Biológico (TMB): compreendem dois estágios:
- Mecânico – separação de recicláveis, redução do tamanho dos RSU orgânicos
(trituradores e peneiras) e remoção de frações não aproveitáveis.
- Biológico – digestão ou compostagem da fração orgânica em sistemas fechados
Resumo das características das tecnologias
Principais processos de aproveitamento energético
Incineração em grelhas móveis - mass burning
Incineração em leito fluidizado

Muito parecida com a anterior, a menos do forno, que utiliza leito fluidizado, e
da necessidade de pré-tratamento dos RSU.
Gaseificação por pirólise

Decompõe os RSU em baixa temperatura, sem a presença de oxigênio,


para obtenção do gás sintético .
Tratamento Mecânico Biológico – TMB

É uma forma integrada de tratar RSU que engloba a triagem, separação, trituração,
secagem, digestão anaeróbia, compostagem e aproveitamento energético.
Detalhes de uma planta de TMB
Aterro sanitário com geração de energia elétrica
Captação do biogás de aterro e aproveitamento para geração de energia elétrica
Duração das fases
A duração de cada uma das etapas de geração de biogás em aterro sanitário varia em
função de diversas variáveis, dentre as quais é possível citar: distribuição da matéria
orgânica, disponibilidade de nutrientes, conteúdo de água dos resíduos, rota da
umidade através da massa de resíduos e grau de compactação inicial .
Factores que intervenientes na geração de biogás
A taxa de geração de gases de aterro será função de diversas variáveis, tais
como: composição dos RSU, idade dos RSU ou tempo de confinamento, clima,
umidade, granulometria dos RSU, grau de compactação, disponibilidade de nutrientes,
capacidade de tamponamento,
- Composição física
- Composição química
- Tamanho das partículas
- Umidade
- Temperatura
- pH
- Nutrientes
Vantagens e desvantagens na utilidade de biocombstiveis
Vantagens:
- Baixo custo de obtenção;
- Não emite dióxido de enxofre;
- As cinzas são menos agressivas ao meio ambiente que as provenientes de
combustíveis fósseis;
- Menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos);
- Menor risco ambiental;
- Recurso renovável;
- Emissões não contribuem para o efeito estufa;
Desvantagens:
- Baixa densidade energética;
- Necessita de equipamentos adequados para sua manipulação, a fim de evitar
impactos ambientais ou a saúde das pessoas envolvidas nas operações;
- Sua composição química possibilita o aparecimento de corrosão, sendo necessário usar
materiais resistentes à corrosão nas máquinas movidas a biogás;
Conclução

Diante do exposto, conclui-se que há necessidade de uma estratégianacional de


desenvolvimento que almeje proporcionar crescimento econômico, sem perder de
vista a equidade social. Nesse diapasão, a energia renovável surge como uma
ferramenta sine qua nonpara se atingir o desenvolvimento sustentável reduzir a
poluição ambiental é um objetivo mundial.

Os biocombustíveis aparecem como fontes de energia renováveis e inesgotáveis


encontradas para substituir os combustíveis fósseis no setor dos transportes.
Referências Bibliográficas
1.Russo, M.A.T (Coord.) - Tratamento e Destino Final dos RSU do Alto Minho e Baixo
Cávado (Tomo I) (1995) .

2. FARIA, Mário. Biogás produzido em aterros sanitários – Aspectos

ambientais e aproveitamento do potencial energético. Belo Horizonte, 2010.

3. Wolfgang Palz. Energia solar e fontes alternativas.editora hemus.1995.

4. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10007:


Amostragem de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.

5. WINTER, Gerd. Desenvolvimento sustentável, OGM e responsabilidade civil na União


Europeia. Trad. de Carol Mazoli Palma. Campinas, SP: Millenium, 2009.