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CHATEAUBRIAND: ENTRE O

VELHO E O NOVO REGIME DE


HISTORICIDADE
François Hartog
HARTOG, FRANÇOIS. CHATEAUBRIAND: ENTRE O VELHO E O NOVO
REGIME DE HISTORICIDADE. IN: ______. REGIMES DE
HISTORICIDADE: PRESENTISMO E EXPERIÊNCIAS DO TEMPO. BELO
HORIZONTE: AUTÊNTICA, 2013. P. 93-129.

• O trabalho de François Hartog gira em torno das diferentes percepções de tempo e


de como construímos nossa ideia de temporalidade no presente.

• A configuração dos diferentes regimes de historicidade se dá em uma relação


constante entre passado e presente.

• Como se dá nossa percepção contemporânea do tempo e o que nos atravessa no


presente?
HARTOG, FRANÇOIS. CHATEAUBRIAND: ENTRE O VELHO E O NOVO
REGIME DE HISTORICIDADE. IN: ______. REGIMES DE
HISTORICIDADE: PRESENTISMO E EXPERIÊNCIAS DO TEMPO. BELO
HORIZONTE: AUTÊNTICA, 2013. P. 93-129.

• O texto se destina a uma análise dos escritos de viagem do intelectual francês René
Chateaubriand, parte da experiência romântica dos intelectuais, como forma de
compreender as diferentes culturas e histórias.

• Como é possível, a partir dos escritos de René Chateaubriand, compreender a


modernidade como uma experiência de tempo?

• Cadete da nobreza bretã que vinha do Antigo Regime, conheceu o regime de Luís XVI,
presenciou a Revolução Francesa e o império de Napoleão Bonaparte, percebendo a
emergência de diferentes formas de modernidade.
HARTOG, FRANÇOIS. CHATEAUBRIAND: ENTRE O VELHO E O NOVO
REGIME DE HISTORICIDADE. IN: ______. REGIMES DE
HISTORICIDADE: PRESENTISMO E EXPERIÊNCIAS DO TEMPO. BELO
HORIZONTE: AUTÊNTICA, 2013. P. 93-129.

• Seus dois livros, Ensaios históricos, de 1797, e Viagem à América, que só será
publicado em 1827, uma relação entre três dimensões de temporalidade: a dos
Antigos, a dos Modernos e a dos Selvagens.

• A temporalidade dos Antigos diz respeito ao conhecimento dos textos clássicos, que
configura uma releitura pelos modernos, especialmente por Jean-Jacques Rousseau,
no qual se compreende que a cidade do Contrato social é a aquela configurada na
cidade antiga, uma mutilação do estado de natureza.
HARTOG, FRANÇOIS. CHATEAUBRIAND: ENTRE O VELHO E O NOVO
REGIME DE HISTORICIDADE. IN: ______. REGIMES DE
HISTORICIDADE: PRESENTISMO E EXPERIÊNCIAS DO TEMPO. BELO
HORIZONTE: AUTÊNTICA, 2013. P. 93-129.

• A temporalidade dos Selvagens diz respeito à relação do homem europeu e


ocidental com o outro, quase sempre colocada numa relação etnocêntrica.

• A figura do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau nos mostra a imagem de


retorno à natureza como estado puro do homem.

• Os selvagens têm uma cosmogonia e uma experiência do tempo diferente dos


Antigos e Modernos.
HARTOG, FRANÇOIS. CHATEAUBRIAND: ENTRE O VELHO E O NOVO
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HISTORICIDADE: PRESENTISMO E EXPERIÊNCIAS DO TEMPO. BELO
HORIZONTE: AUTÊNTICA, 2013. P. 93-129.

• A modernidade é, portanto, uma percepção nova do tempo e uma percepção nova


de história.

• Historia magistral vitae – a concepção antiga de história, a “história mestra da vida”,


capaz de ensinar a não repetir os erros do passado.

• A formação do conceito moderno de história emerge com a percepção de que não


há como aprender com os exemplos do passado.
HARTOG, FRANÇOIS. CHATEAUBRIAND: ENTRE O VELHO E O NOVO
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HISTORICIDADE: PRESENTISMO E EXPERIÊNCIAS DO TEMPO. BELO
HORIZONTE: AUTÊNTICA, 2013. P. 93-129.

• Era difícil, por exemplo, escrever a história da Revolução Francesa traçando um


paralelo com outras revoluções do passado, visto que ela não seguia a mesma lógica
das de outrora.

• Viajante, soldado, homem de letras e de estado, realista insubmisso, vencido, enfim,


Chateaubriand não foi um historiador stricto sensu, pelo menos não nos moldes do
século XIX, pois a história científica não era capaz de expressar a radicalidade de
suas experiências. Ele então inova, cria, inventa um gênero, uma história à
Chateaubriand.