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QUESTÕES DE GÊNERO

• LGBT é o
acrônimo de
Lésbicas, Gays,
Bissexuais,
Travestis,
Transexuais e
Transgêneros. Em
uso desde os anos
1990.
IDENTIDADE DE GÊNERO
• Sexo: biológico

• Identidade de gênero: masculino ou feminino

• Identidade sexual – orientação sexual: hetero, homo ou


bissexual (não é uma questão de escolha, apenas é assim)

• Gênero é social (definido pela cultura e sociedade)


IDENTIDADE DE GÊNERO
• Ser masculino ou feminino no Brasil é diferente do que no
Japão, na Dinamarca, ou na Austrália...

• Gênero vai muito além do sexo biológico, o que importa não


é a conformação genital (se tem pênis ou vagina), mas a
auto-percepção e a forma como a pessoa se expressa
socialmente
Tipos diferentes de feminino
Pouco de história..
• Na virada do século XVIII para XIX surge o homossexual como
“espécie”, enquanto uma categoria psiquiátrica. ..... E isso é
importante, porque “ser homossexual”, a partir de então,
não vai falar apenas de desejo ou práticas sexuais, e sim de
uma série de características daquele sujeito – todos que têm
práticas homoeróticas são transformados em doentes,
desviantes. (CASSAL, GARCIA E BICALHO, 2011)
Pouco de história...
• Fry e MacRae (1993) apontam que a categoria
“homossexual” permite a organização de grupos na Europa
no começo do século XX na luta por direitos, principalmente
pela retirada das práticas homossexuais do código penal,
argumentando-se que não se trata de um crime ou um
pecado, mas sim uma doença, a partir da fala legítima da
medicina sobre a sexualidade. (CASSAL, GARCIA E BICALHO, 2011)
Pouco de história...
• Essa estratégia consegue algumas conquistas, mas a situação
se modifica nos anos 1930, quando a então União Soviética
promulga uma lei que pune com até oito anos de prisão a
prática homossexual. Na Alemanha, um movimento
homossexual bastante expressivo foi dizimado pelo regime
nazista, valendo-se do Código Penal já existente. (CASSAL,
GARCIA E BICALHO, 2011)
Pouco de história...
• Desde a independência do Brasil não é crime ser
homossexual (Mott, 2002); entretanto, o Brasil é o campeão
mundial de assassinatos de homossexuais, tendo em média
uma morte a cada 48 horas (Grupo Gay da Bahia, 2008). Não é
crime, mas as pessoas são mortas por isso. Não é crime, mas
existe um castigo de morte para quem é homossexual: um
processo de criminalização, dentre outros mais silenciosos.
(CASSAL, GARCIA E BICALHO, 2011)
Homossexualidade ao invés de
homossexualismo
• 1973 EUA retirou “homossexualismo” da lista dos distúrbios mentais
da American Psychology Association, passando a ser usado o termo
Homossexualidade.

• 1999, o Conselho Federal de Psicologia formulou a Resolução 001/99,


considerando que ‘a homossexualidade não constitui doença, nem
distúrbio e nem perversão’…

• Por isso, o sufixo ‘ismo’ (terminologia referente à ‘doença’)


foi substituído por ‘dade’ (que remete a ‘modo de ser’).”
Reflexão, desconstrução...
• A partir de uma perspectiva de gênero, homens e mulheres
assumem comportamentos e papéis normativos
culturalmente estabelecidos e desiguais em termos de
poder e importância. As mulheres internalizam a sua
subordinação e desvalorização com base em discursos sociais
institucionalizados (nas escolas, nas empresas, nas
organizações, na Igreja, etc) que trazem implicações diretas
na sua constituição de sujeito. (FAGUNDES et al., 2009)
Reflexão, desconstrução...
• FOUCAULT (filósofo francês)

• Biopolítica
• Normatização (sexualidade, corpos etc...)
• Dispositivos de poder
• Panópticos...
CONCEITO DE GÊNERO
• o termo gênero foi conceituado numa perspectiva feminista
no fim da década de 70

• Inicialmente era utilizado apenas em oposição termo “sexo”,


para, posteriormente, referir-se à construção social das
identidade sexuais, descrevendo o que é socialmente
construído
CONCEITO DE GÊNERO
• Décadas de 70 e 80 os estudos de gênero passaram a
envolver duas dimensões:

• A) a ideia de que o gênero seria um atributo social


institucionalizado

• B) a noção de que o poder estaria distribuído de forma


desigual entre os sexos, subordinando a mulher
CONCEITO DE GÊNERO

• Joan Scott (década de 80 meados de 90) gênero passou a ser


considerado como uma categoria de análise histórica que
engloba os símbolos culturais da tradição cristã ocidental, os
conceitos normativos, a dimensão política e as identidades
subjetivas
CONCEITO DE GÊNERO

• Judith Butler (decádas de 90, anos 2000 até hoje) enfatiza


que gênero é uma categoria múltipla e relacional que abarca
códigos linguísticos institucionalizados e representações
políticas e institucionais

• Gênero não é biológico, é relacional (está nas relações), é


construído socialmente...
Gênero X Sexo biológico

• A vivência do gênero que é discordante do sexo biológico é


para alguns uma questão de identidade: os travestis,
transexuais que estão no grupo dos transgêneros
TRANSGENERALIDADE
• O que é ser uma pessoa transgênero? Há uma divisão entre:

• Questão de identidade: (a) travesti, transexuais

• Questão de funcionalidade: crossdresser, drag queen, drag


king, transformistas

• Os que não se identificam com qualquer gênero: queer


TRANSGENERALIDADE - identidade

Filme: Gaiola das Loucas


TRANSGENERALIDADE - funcionalidade
TRANSEXUALIDADE
• O transexual é uma pessoa como qualquer outra, tem raça, cores de
pele diferentes, religião, classe social e etc e etc.....

• Ninguém sabe por que alguém se torna trans... (causas biológicas e


sociais);

• Os trans podem ter orientação sexual: hetero, homo ou bi

• Não necessariamente o trans passou por procedimento cirúrgico de


mudança de sexo biológico
TRANSEXUALIDADE - famosos

LAERTE - cartunista
TRANSEXUALIDADE – cirurgia - famosos
• Roberta Close, nome artístico de
Roberta Gambine Moreira,
é uma modelo, atriz, cantora
e apresentadora suíço-brasileira.
Ela foi a primeira modelo transexual
a posar para a edição brasileira
da revista Playboy
REFLEXÃO
• NÃO EXISTE IDEOLOGIA DE GÊNERO... Esse termo não é
usado em pesquisas científicas da área das ciências sociais e
humanas

• O conceito gênero buscou não negar o fato de que


possuímos uma biologia, mas afirmar que ela não deve
definir nosso destino social (Dra. Jimena Furlani)
REFLEXÃO
• Cabe à Psicologia e AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE enquanto
compromisso social com a categoria, a sociedade e os direitos
humanos, quando remeter às diferenças entre homens e mulheres,
não permitir que esse campo de estudo e prática seja utilizado para
sustentar a inferioridade das mulheres. Deverá, de modo contrário,
promover discursos alternativos que questionem o discurso
dominante opressivo às mulheres, identificando e desconstruindo
estruturas sociais e práticas pessoais e profissionais que sustentam o
sexismo e funcionam como instrumentos de controle social.
(FAGUNDES et al., 2009)
REFLEXÃO
• De que modo temos contribuído para redução ou fortalecimento das
negligências e discriminações no que se refere à categoria de gênero?

• Como a Psicologia (os profissionais da saúde em geral) contribui para


reforçar ou quebrar estigmas e estereótipos?

• O que é ser mulher? O que é ser homem? Quem dita as regras?


REFLEXÃO

• Como temos nos posicionado no


enfrentamento à violência física, psicológica e
simbólica contra as mulheres, LGBT, crianças,
idosos e aqueles ditos mais vulneráveis?