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O privilégio da servidão:

o novo proletariado de
serviços na era digital.
(Antunes, Ricardo. 2018)
Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas.
Disciplina: Política de Emprego, trabalho e renda.
Docente: Marinina Gruska Benevides.
Discente: Jennefer Lavor Bentes.

05 de Maio de 2019
SUMÁRIO
• Capítulo 1
– FOTOGRAFIAS DO TRABALHO PRECÁRIO GLOBAL.
• Capítulo 2
– A EXPLOSÃO DO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
• Capítulo 3
– INFOPROLETARIADO, INFORMALIDADE,
(I)MATERIALIDADE E VALOR: o novo proletariado
global e suas principais tendências.
• Capítulo 4
– QUEM É A CLASSE TRABALHADORA HOJE?

O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 1
FOTOGRAFIAS DO TRABALHO PRECÁRIO GLOBAL.
• Mitos acerca do trabalho.
– Que os avanços das Tecnologias da Informação (TICs) levaria à
uma nova era de felicidade;
– Que a sociedade digitalizada e tecnologizada nos levaria ao
paraíso, sem tripalium e quiçá sem trabalho.
• Apresenta 06 filmes: Behemoth, Consumed, Machines, Factory
Complex, What we have made e Brumaire.
– Que desmontam os mitos acerca do tempo livre no capitalismo
atual, ao mesmo tempo que apresentam um mosaico do mundo
do trabalho real;

O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 1
FOTOGRAFIAS DO TRABALHO PRECÁRIO GLOBAL.
• Instabilidade e insegurança são traços constitutivos das novas
modalidades de trabalho.
– Zero hour contract (sem contrato, nem direitos assegurados e por
demanda);
– Uberização;
– Pejotização
– Escravo digital

• Empresas com “responsabilidade social e ambiental” versus:


– Informalidade trabalhista ampliada;
– Flexibilidade desmedida;
– Precarização acentuada;
– Terceirização;
– Destruição cronometrada da natureza do trabalho.
O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
• O autor destaca:
• o desemprego no Séc. XXI;
• empregos atuais que apresentam situações instáveis, precárias;
• a corrosão dos direitos sociais e erosão de conquistas históricas;
• que o capitalismo recriou novas modalidades de trabalho
informal, intermitente, precarizado e flexível;
• a redução da remuneração dos que se mantém trabalhando.

O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
• O autor é contrario à tese da finitude do trabalho, de desconstrução
do trabalho e das que fazem cultos acríticos;
• Destaca que o trabalho também é uma atividade vital e omnilateral;
• Entretanto, viver exclusivamente do trabalho converte o mundo
em algo penoso, alienante, aprisionado e unilateralizado;

 Constatação central:
“... por um lado necessitamos do trabalho humano e de seu
potencial emancipador e transformador, por outro devemos
recusar o trabalho que explora, aliena e infelicita o ser social, tal
como conhecemos sob a vigência e o comando do trabalho
abstrato.”

O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
 Dialética espetacular do trabalho:
 o sentido do trabalho que estrutura o capital (o trabalho abstrato) é
desestruturante para a humanidade;
 o trabalho que tem sentido estruturante para a humanidade (o
trabalho concreto que cria bens socialmente uteis), torna-se
potencialmente desestruturante para o capital.

 Desafio do Séc. XXI:


 Dar sentido autoconstituinte ao trabalho humano de modo a
tornar a nossa vida fora do trabalho também dotada de sentido.
 Construir um novo modo de vida a partir de um novo mundo do
trabalho, para além dos constrangimentos impostos pelo sistema
de matabolismo social do capital.

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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
Precarização Estrutural do Trabalho.
• Transformações a partir dos anos 70 nos países centrais e 80 nos
países do Sul;
• Redução do proletariado industrial – herdeiro da era taylorista e
fordista – em várias parte do mundo capitalista central;
• Trabalho regulamentado (Brasil = CLT; Europa = Welfare
State; Outros = Direitos trabalhistas conquistados);
• Expansão exponencial de novos contingentes de trabalhadores,
principalmente no setor de serviços (mas também na
agroindústria e industria);
• Terceirização ampliada;
• Desregulamentação trabalhista;
• Flexibilização do trabalho.
O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
Precarização Estrutural do Trabalho.
• Falso mito de: eliminação completa do trabalho pelo maquinário
informacional-digital;
• Advento e expansão do “novo proletariado da era digital”;
• As TICs conectam pelos celulares as distintas modalidades de
trabalho.

“Dadas as profundas metamorfoses ocorridas no mundo produtivo do


capitalismo contemporâneo, o conceito ampliado de classe
trabalhadora, em sua nova morfologia, deve incorporar a totalidade
dos trabalhadores e trabalhadoras, cada vez mais integrados pelas
cadeias produtivas globais e que vendem sua força de trabalho como
mercadoria em troca de salário, sendo pagos por capital-dinheiro, não
importando se as atividades que realizam sejam materiais ou
imateriais, mais ou menos regulamentadas.”
O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
Precarização Estrutural do Trabalho.
• Apresenta exemplos de superexploração da classe trabalhadora:
• Na China  Foxconn / Empresa terceirizada que monta
produtos eletrônicos da Apple, Nokia, etc;
• No Japão, jovens operários (decasséguis) migram em busca de
trabalho nas cidades e dormem em capsulas de vidro;
• Em Tóquio jovens sem casa, subempregados ou
desempregados, procuram refugio noturno em cibercafés,
onde buscam trabalho, descansam e interagem
virtualmente.
• Ursula Huws os designou como cibertariado,
infoproletariado ou intermitentes globais.
O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
O trabalho em serviços e seus novos significados.
• O capitalismo atual apresenta um processo multiforme, no qual
a informalidade, precarização, materialidade e imaterialidade se
tornaram mecanismos vitais, tanto para a preservação quanto
para a ampliação da lei do valor.
• O capital não se valoriza sem realizar alguma forma de interação
entre trabalho vivo e trabalho morto, ele procura aumentar a
produtividade do trabalho, intensificando os mecanismos de
extração do sobretrabalho, com a expansão do trabalho morto
corporificado no maquinário tecnológico-científico-
informacional.

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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
O trabalho em serviços e seus novos significados.
• As TICs estão presentes no mundo da produção material e imaterial e
tipificam os serviços privatizados e mercadorizados.
• Os capitais informáticos e financeirizados viabilizam a forma de
escravidão digital e se utilizam cada vez mais da flexibilização total
do mercado de trabalho.
• De um lado deve existir a disponibilidade perpetua para o labor,
facilitada pela expansão do trabalho on-line e dos aplicativos, que
tornam visíveis as grandes corporações globais que comandam o
mundo financeiro e dos negócios.
• De outro, expande-se a precariedade total, que surrupia os direitos
vigentes.
• Se essa lógica não for confrontada e obstada, os novos proletariados
dos serviços se encontrarão entre uma realidade triste e outra trágica:
oscilarão entre o desemprego completo e na melhor das hipóteses, a
disponibilidade para tentar obter o privilegio da servidão.
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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
O trabalho em serviços e seus novos significados.
• Surgimento do precariado = estrato social dos países capitalistas
centrais que lutam por conquistas de direitos e que teve
dificuldade de acolhimento no espaço sindical, visto, por exemplo,
a inclusão de trabalhadores imigrantes.

• A trípode destrutiva (terceirização, informalidade e flexibilidade)


coaduna com a denominada industria 4.0 concebida em 2011 na
Alemanha, para gerar um novo e profundo salto tecnológico no
mundo produtivo, estruturado a partir das novas TICs que se
desenvolvem celeremente.

• Industria 4.0 = ampliação do trabalho morto / internet das coisas.


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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
O trabalho em serviços e seus novos significados.
• Novo dicionário “corporativo”  colaboradores, parceiros, sinergia,
resiliência, responsabilidade social, sustentabilidade, metas, etc.
• Para amenizar essa precarização do trabalho, propaga-se um novo
subterfúgio: o “empreendedorismo”, no qual todas as esperanças
são apostadas e cujo desfecho nunca se sabe qual será.

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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
Os serviços podem gerar mais-valor?
• Os serviços foram, nos Séc. XIX e XX, grande parte considerados
improdutivos para o capital;
• Entretanto, Marx abre exceção quando exemplifica a industria de
transportes, expressão de uma modalidade de produção imaterial,
como imprescindível para a concretização da produção material e
do mais-valor.

 Hipótese principal = a sociedade está presenciando o advento de


novas formas de extração do mais-valor também nas esferas da
produção não material ou imaterial, espaços por excelência dos
serviços que foram privatizados durante longa fase de vigência do
neoliberalismo.
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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
O trabalho imaterial pode ser produtivo?
• Formulação marxiana acerca do trabalho produtivo:

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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
O trabalho imaterial pode ser produtivo?
• O trabalho é improdutivo quando cria bens uteis, valores de uso e não
está voltado diretamente para a produção de valores de troca, ainda
que seja necessário para que esta se realize.
• Trabalhos improdutivos são consumidos como valor de uso, e não
como valor de troca.
• O capital suprime todo trabalho improdutivo desnecessário, operando
inclusive fusão entre atividades produtivas e improdutivas, que
passam a ser realizadas pelos mesmos trabalhadores/as.

 “Ser trabalhador produtivo não é, portanto, uma sorte, mas um azar.”

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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
Classe média ou novo proletariado de serviços?
• Novo proletariado de serviços  trabalhadores/as distanciados das
modalidades de trabalho intelectual que particularizam as classes médias.
• Classes médias  compostas pelos que exercem trabalho
predominantemente intelectual (não manual), o que essencialmente as
distingue da classe operária.
• O imaginário das classes medias transita na esfera da classe
dominante/burguesa;
• Entretanto, destituídas dos meios materiais e simbólicos da dominação e
da riqueza, vivenciam um cenário em que a oscilação e a incerteza são
mais frequentes do que a estabilidade e a ascensão.
• Os assalariados de classe média tendem, no plano da objetividade, a se
aproximar mais da classe trabalhadora, ainda que sua aspiração possa se
dirigir para o topo da pirâmide social.
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Capítulo 2
A EXPLOSÃO DO NOVO PROLETARIADO DE SERVIÇOS.
Entre a precarização e o precariado: estamos diante
da constituição de uma nova classe?
• Precariado  Segundo Standing, é uma classe distinta da que se
formou durante o capitalismo industrial. É diferenciada do
proletariado herdeiro da era taylorista-fordista. Seria uma nova
classe mais desorganizada, oscilante, ideologicamente difusa e,
por isso, mais vulnerável, mais facilmente atraída por “políticas
populistas”, suscetíveis de acolher inclusive apelos “neofacistas”.

• Entretanto, segundo Antunes, há uma nova morfologia do


trabalho. Essa nova morfologia compreende não somente o
operariado herdeiro da era taylorista e fordista, mas também os
novos proletários precarizados de serviços.
O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 3
INFOPROLETARIADO, INFORMALIDADE,
(I)MATERIALIDADE E VALOR:
o novo proletariado global e suas principais tendências.
• Mundo produtivo contemporâneo:
• (a) tendências de informalização da força de trabalho em todo o
mundo e de aumento dos níveis de precarização da classe trabalhadora;
• Acentuam-se os elementos destrutivos em relação ao trabalho e
expulsam, precarizam e informalizam da produção uma infinitude
de trabalhadores que se tornam sobrantes, descartaveis e
desempregados.
• (b) traços mais positivos de uma maior intelectualização do trabalho.
• Avanços que se aproximam do trabalho informatizado, dotado de
um maior traço cognitivo e que se diferencia do trabalho
maquínico.

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Capítulo 3
INFOPROLETARIADO, INFORMALIDADE,
(I)MATERIALIDADE E VALOR.
Fenomenologia da informalidade.
• Informalidade da força de trabalho ocorre quando há ruptura com os laços formais de
contratação e regulação, e não é sinônimo direto de condição de precariedade.
• 1° modo de ser da informalidade:
• Trabalhadores informais tradicionais (menos instáveis): inseridos nas atividades que
requerem baixa capitalização, visando prover renda individual e familiar. Vivem da
sua força de trabalho e podem utilizar auxilio de trabalho familiar ou ajudantes
temporários.
• Ex: costureiras, pedreiros, jardineiros, vendedores ambulantes, etc.
• Trabalhadores informais tradicionais (mais instáveis): recrutados de maneira
temporária e frequentemente remunerados por peça ou por serviço.
• Ex: carregadores, carroceiros, trabalhadores de rua, etc.
• Trabalhadores informais tradicionais (ocasionais ou temporários): que desenvolvem
atividades informais que se encontram desempregados, enquanto esperam
oportunidade para retornar ao trabalho assalariado.
• Trabalhadores informais tradicionais (que combina o regular com o ocasional):
empregados
O privilégio da servidão: oque fazem
novo “bicos” nasde
proletariado horas de folga.
serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 3
INFOPROLETARIADO, INFORMALIDADE,
(I)MATERIALIDADE E VALOR.
Fenomenologia da informalidade.
• 2° modo de ser da informalidade:
• Trabalhadores informais assalariados sem registro: que passaram da
condição de assalariados com carteira assinada para de assalariados sem
carteira, excluindo-os do acesso das resoluções presentes nos acordos
coletivos de sua categoria e os torna desprovidos de direitos existentes para
os que tem contrato formal de trabalho.
• Ex: trabalhadores na industria têxtil e de calçados; trabalho em
domicílio; subcontratação para montagem de bens, etc.
• 3° modo de ser da informalidade:
• Trabalhadores informais por conta própria: pequenos proprietários
informais vinculados às grandes corporações que atuam em áreas que não
atraem investimentos capitalistas de maior vulto (produção, comercio e
prestação de serviços), de modo a atender a demanda por determinados
bens e serviços.
O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 3
INFOPROLETARIADO, INFORMALIDADE,
(I)MATERIALIDADE E VALOR.
A dupla degradação: do trabalho taylorista-fordista ao da
empresa flexível.
• Na nova era de precarização estrutural do trabalho, destaca-se:
• (a) a erosão do trabalho contratado e regulamentado, dominante no século
XX, e sua substituição pelas diversas formas de trabalho atípico, precarizado
e “voluntário”;
• (b) a criação das “falsas” cooperativas, visando dilapidar ainda mais as
condições de remuneração dos trabalhadores, solapando os seus direitos e
aumentando os níveis de exploração da sua força de trabalho;
• (c) o “empreendedorismo”, que cada vez mais se configura como forma
oculta de trabalho assalariado, fazendo proliferar as distintas formas de
flexibilização salarial, de horário, funcional ou organizativa;
• (d) a degradação ainda mais intensa do trabalho imigrante em escala global.

O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
Capítulo 3
INFOPROLETARIADO, INFORMALIDADE,
(I)MATERIALIDADE E VALOR.
O advento do infoproletariado.
• O infoproletariado (ou cibertariado) exprime a nova condição de assalariamento
no setor de serviços, um novo segmento no proletariado da industria de
serviços, sujeito a exploração de seu trabalho, desprovido do controle e da
gestão do seu labor e que vem crescendo de maneira exponencial, desde que o
capitalismo fez deslanchar a era das mutações tecnológico-informacionais-
digitais.

• O saber se tornou a mais importante fonte de criação de valor, uma vez que está
na base da inovação, da comunicação e da auto-organização criativa e
continuamente renovada. Desse modo, o saber vivo não produz nada
materialmente palpável.

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Capítulo 4
QUEM É A CLASSE TRABALHADORA HOJE?
• O ator recusa duas teses, visto que defende a nova morfologia do
trabalho e suas potencialidades:
• A de que nada mudou no universo dos trabalhadores;
• A de que a classe trabalhadora não mais seria capaz de
transformar radicalmente o universo societal do capital.
• A classe trabalhadora hoje é mais ampla, heterogênea, complexa
e fragmentada do que o proletariado industrial do século XIX e do
início do século XX.
• A classe trabalhadora é composta da totalidade dos
trabalhadores assalariados, em todas as suas distintas
modalidades de inserção no mundo do trabalho, incluindo
aqueles subempregados, na informalidade e desempregados.
O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. (Ricardo Antunes, 2018)
OBRIGADA!

Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas.


Disciplina: Política de Emprego, trabalho e renda.
Docente: Marinina Gruska Benevides.
Discente: Jennefer Lavor Bentes.
jenneferlb@hotmail.com

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