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ECLESIOLOGIA

Prof. Fernando Albano


NATUREZA DA IGREJA

Igreja como domínio do Cristo


a) O domínio de Cristo na terra – a
obra consumada de Cristo é o
fundamento da Igreja. Na
exaltação e por seu intermédio,
a Igreja manifesta-se como
continuação da obra de Cristo.
A IGREJA E CRISTO

A Igreja e Cristo são correlativos.


Cristo corporificou-se na Igreja. A
igreja é “o corpo de Cristo”, “a
videira”, “o santuário dedicado ao
Senhor”.
A IGREJA COMO COMUNHÃO
CRIADA PELO ESPÍRITO

Se a Igreja é criação divina,


segue-se que a sua natureza não
pode ficar restrita a categorias
sociológicas, mas só pode ser
entendida no contexto da fé.
A Igreja una, santa, católica e
apostólica

A Igreja viva – A Igreja ... É a


Igreja que apareceu como
realidade viva na exaltação de
Cristo e por meio dela e que,
desde esse tempo, perdurou no
decorrer das eras e gerações.
A UNIDADE DA IGREJA

Se a Igreja é o domínio de Cristo e


se tem, portanto,um só Senhor,
conclui-se que há uma só Igreja. A
unidade da Igreja manifesta-se na
Palavra e nas ordenanças.
A UNIDADE DA IGREJA

Essa unidade não equivale à


uniformidade de organização,
doutrina ou vida. As várias
comunhões eclesiásticas são
expressões diversas da Igreja
una e ecumênica.
A SANTIDADE DA IGREJA

A santidade da Igreja repousa na


obra consumada e continuada de
Cristo, que é o poder que santifica
a Igreja. Não depende da
“santidade” subjetiva dos seus
membros. A Igreja só é uma
“comunhão dos santos” mediante o
ato de salvação de Deus.
A CATOLICIDADE DA IGREJA

A Igreja é católica porque o ato de


Deus em Cristo tem significado e
propósitos universais. Essa
universalidade expressa-se na
grande comissão. A Igreja existe
como um contínuo dever.
A APOSTOLICIDADE DA IGREJA

A Igreja é chamada apostólica porque o


Evangelho pelo qual se constitui foi-lhe
dado como mensagem apostólica e
porque sua mensagem é proclamada
de novo por outros arautos, que
seguem as pegados dos apóstolos .
A COMUNHÃO DOS SANTOS.

A Igreja como corpo de Cristo é uma


comunhão dos santos. A
comunhão subentendida nessa
expressão não é só uma koinonia
com Cristo, como uma mútua
comunhão entre os fiéis (relação).
COMMUNIO SANCTORUM

A nuvem de testemunhas.
 Essa comunhão não se limita
à Igreja tal como ela existe
no presente. É ao mesmo
tempo uma koinonia com os
que, no correr dos tempos,
têm sido testemunhas da fé.
A IGREJA E A VIDA CRISTÃ

a) “A mãe que gera e cria cada


cristão”. A vida cristã existe na
Igreja e por seu intermédio. O
cristão individual não é isolado,
nem antecede à Igreja. A igreja é
“a mãe que gera e cria cada
cristão”.
A IGREJA E A VIDA CRISTÃ

Membros da Igreja. O fato de ser


membro da Igreja depende da
vocação de Deus e não de
credenciais humanas (Jo 15.16; cf.
Mc 10.13-16)
OS FATORES CONSTITUTIVOS DA
IGREJA

OS MEIOS DE GRAÇA.
A atividade do Espírito que cria e
sustenta a Igreja verifica-se
mediante “os meios de graça”.
Esses fatores constitutivos são a
Palavra de Deus, as ordenanças e
a oração.
Os meios de graça como atividade
imediata do Espírito

Não se deve entender os “meios de


graça” no sentido mecânico, como
terceiro elemento entre Deus e os
homens. Tudo o que é “meio de
graça” o é unicamente porque o
amor de Deus, por seu intermédio,
entra em relação direta com o ser
humano.
Flexibilidade e estabilidade dos meios de
graça

De um lado, não se pode traçar


externamente o limite dos
meios de graça. De outro,
todos os meios de graça são
definidos pelo evento de Cristo.
A PALAVRA DE DEUS

a) A Palavra como mensagem. A


“Palavra” como meio de graça é a
auto-comunicação do amor divino
na forma de mensagem. Essa
mensagem é autenticada como
Palavra de Deus mediante o
testemunho do Espírito Santo.
A PALAVRA DE DEUS

b) A Palavra fiel e viva. A Palavra de


Deus é algo dado de uma vez por
todas. Ela se estriba na Bíblia. Mas
na obra continuada de Cristo e
mediante ela, a Palavra é ao
mesmo tempo viva e
continuamente ativa no presente.
DUAS INTERPRETAÇÕES ERRÔNEAS
 .
DUAS INTERPRETAÇÕES ERRÔNEAS

 .Teorias da inspiração que


mecaniza a Palavra e ignora o fato
de ela vir na forma de testemunho
humano. Segundo, o que concebe
o homem como autônomo em
relação à Palavra e fazendo
separação entre esta e o Espírito.
NOTA SOBRE LEI E EVANGELHO

A Palavra de Deus é, em parte, lei


e, em parte, Evangelho. Ambos
são essenciais à Igreja. A Igreja
vive pelo Evangelho. Mas deve
também preservar a santidade da
Lei de Deus.
As Ordenanças
AS ORDENANÇAS (Sacramentos)

 a)O Evangelho em forma de ação.


As ordenanças são a auto-
comunicação do amor divino em
forma de ação. Entre os ritos
cristãos incluídos sob essa
denominação estão dois de
importância especial:
RITOS CRISTÃOS

 Batismo e a Ceia do Senhor.


 Sua posição privilegiada é devida
tanto a fatores históricos como ao
fato de, cada um ao seu modo,
materializarem plenamente o
conteúdo central do Evangelho.
A IMPORTÂNCIA DAS ORDENANÇAS

 Asordenanças ou sacramentos
como meios de graça não
veiculam um tipo diferente de
graça da que é recebida mediante
a Palavra. Sua importância se
deve à concretização do
Evangelho.
DUAS CONCEPÇÕES ERRÔNEAS

 a) Materialização mecanicista: a
graça da ordenança torna-se algo
diverso da autocomunicação do
amor divino.
 b) Dissolução espiritualista: os
sacramentos cessam de ser meios
de graça.
ALTERNATIVA EQUILIBRADA

 Paraa fé cristã, o ato sacramental


é simultaneamente ato simbólico e
ação real de Deus.
BATISMO CRISTÃO

O batismo é o ato mediante o qual


a Igreja incorpora novos membros
à comunhão.
 O batismo é ato simbólico e ato
real de Cristo.
É VÁLIDO O BATISMO DE CRIANÇAS?

 Para alguns é valido, porque o


batismo impõe à Igreja obrigação e
responsabilidade em relação às
crianças batizadas.
 Para outros o batismo só é valido
para adultos, que podem fazer
confissão de fé por si mesmos.
Falsas Interpretações da Idéia Cristã
do batismo

 Interpretação Mecanicista do efeito


do batismo;
 Interpretação “espiritualizante” que
anula o primado da graça.
SANTA CEIA DO SENHOR

 Controvérsias teológicas e
interpretação da Ceia do Senhor.
 Grandes conflitos têm havido na
Igreja com referência à Ceia do
Senhor.
A Ceia do Senhor Como Memorial do
Ato de Cristo

A Ceia do Senhor é a ordenança


da Igreja que celebra e recorda o
sacrifício consumado de Cristo. No
pão da vida e no cálice Ele
comunica graça, renovando assim
a comunhão da nova aliança.
A DÁDIVA

A dádiva da Ceia do Senhor


consiste nessa comunhão entre
Cristo e sua Igreja. A santa
comunhão é um penhor e uma
antecipação da vida do mundo
vindouro.
A SANTA CEIA COMO AÇÃO DA
IGREJA

 Como tal, a Ceia do Senhor é uma


eucaristia: a recepção de Cristo e
sua dádiva com ação de graças,
louvor e oração, da parte da Igreja.
TRABALHO

 TEMA:
 A natureza e a função dos dons espirituais
na vida da Igreja.
 Duas à três páginas. Citar referências