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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL - UNIJUI

ORGANIZAÇÃO SOCIAL
E POLÍTICA BRASILEIRA

Andrey Protti Basso


Ezequiel Deboni
Leonardo de mello wegner 
Thiago de Luca Rossetto  
Introdução
Formação do poder político, que é projetado pela forma
do Estado. O poder político do estado, atualmente, precisa do
consentimento da sociedade, e não acontece mais somente
através da prática da imposição. Dessa forma, para que um
projeto de sociedade seja aceito pela maioria é preciso
convencer esta maioria, através de organizações e
movimentos sociais.
No território que convencionamos chamar de
brasil a sociedade é anterior ao estado. Os
portugueses encontraram uma sociedade diferente
dos europeus. Não existia a presença de estruturas
politicas.
Ações tipicamente estatais começam a existir com
o processo de colonização efetivado pelos
portugueses. O Estado português, na sua forma
monárquica, se organiza e começa a exercer
influência sobre o novo território e as populações
que nele habitavam.
Administração colonial
A divisão da Colônia em Capitanias
Hereditárias – forma de organização e
distribuição da propriedade da terra, o
combate e a liquidação de vários movimentos
políticos regionais são exemplos efetivos da
presença do Estado português neste território.
Capitanias hereditarias
Governo Geral (1549 e 1572)
• Dom João III criou, em 1548;
• Regimeto;
• Centralizar a administração da colônia;
• A cidade de Salvador foi construída em 1549, durante o governo de,
sendo capital do Brasil até o século XVIII.

• 1763- A capital mudou de Salvador para o Rio de Janeiro


Um fato importante refere-se à vinda do
imperador D. João VI no Brasil, em 1808.
Este fato desencadeou a criação de um
conjunto de estruturas administrativas
necessárias para dar suporte ao
funcionamento do Estado
Em 1815 o Brasil deixou de ser colonia e
foi elevado à categoria de Reino Unido de
Portugal e Algarve. Embora não tivesse se
tornado um país independente, passava a
ter condição de igualdade com Portugal.
O Estado brasileiro nasce em 1822, com a
declaração da Independência feita pelo
representante do Estado português, D. Pedro I.
Este ato não foi o resultado de um grande
movimento popular local – como a Independência
dos Estados Unidos, por exemplo. Não havia uma
sólida economia local, fundadora de uma classe
social dotada de um poder econômico capaz de
almejar uma situação de autonomia territorial.
• A primeira forma de Estado no brasil foi seguindo o
modelo português, ou seja, Monárquico. A ideia de D.
Pedro I, era se basear na ideia de liberdade,
propriedade, soberania e direitos, já que essas ideias
eram frutos da Monarquia Constitucional na Inglaterra
e da Revolução Francesa.
• Mas não foi assim que ocorreu, com a criação da
Assembleia Constituinte, a Assembleia manteve o
anteprojeto de Constituição que mantinha o trabalho
escravo e estabelecia direitos políticos apenas aos
indivíduos com renda anual superior ao valor de cem
alqueires de farinha de mandioca.
• Como a Assembleia não agradou Dom Pedro, ela foi
dissolvida. E uma comissão foi nomeada para criar a
primeira Constituição do país, outorgada em 25 de
março de 1824, estabelece um governo “monárquico,
hereditário e constitucional representativo”.
• O legislativo foi dividido em Câmara e Senado, a
Câmara podendo ser dissolvida pelo imperador.
Juntando os dois se dava a Assembleia Geral. Somente
brasileiros católicos podiam ser nomeados, e a
constituição institui o voto censitário. O trabalho
escravo foi mantido, com o argumento para a economia
agroexportadora.
• 1823 Estados unidos reconhece a independência do
Brasil. Portugal reconhece o brasil com ajuda de
Inglaterra.
• Período pós independência, conflitos
regionais, crise relacionadas ao modelo
agroexportador, levaram abdicação de D.
Pedro I. Filho de D. Pedro I era muito novo
para assumir o cargo.
• Foi criado Regência Trina Permanente grupo
que sustentava o processo de independência,
defendiam uma maior descentralização
política e administrativa (federalismo), a
república e o fim da escravidão.
Segundo Reinado
• maioridade de D. Pedro II;
• nomeado imperador, volta a monarquia e o poder da
oligarquia escravocrata;
• D. Pedro II nomeava o Primeiro-ministro;
• Surge o Partido Republicano, cuja origem esta
no grupo dos liberais, defensores do fim do
trabalho escravo e da substituição da
Monarquia pela República.
• Luta pela abolição da escravatura;
• A utilização do trabalho escravo era economicamente
inviável, impondo perda de competitividade para os
produtos no mercado internacional;
• Imigração dos europeus;
• Perda da importância dos setores da cafeicultura.
Presença do trabalho assalariado. Crescimento do
comércio e indústria.
• 13 de maio de 1888, Lei Aurea.
• Proclamação da república, 1889. As correntes:
• 1º Fazendeiros capitalistas do café do oeste paulista.
Defendiam a descentralização ´politico-
administrativa.
• 2º Industriais ligados à produção de bens de
consumo que sustentavam a industrialização.
• 3º Positivismo de Augusto Comte, “Ordem e
progresso”.
A República
• Proclamação em 15 de novembro de 1889;
• Setores descontentes com as atitudes do
Imperador;
República da Espada (1889-1894)
• Estado republicano forte e centralizador;
• Características ditatoriais;
República Oligárquica (1894-1930)
Era Vargas- 1930/45
O período conhecido como Era Vargas pode ser divido em 3 fases

 Governo Provisório- 1930/34


 Governo Constitucionalista- 1934-37
 Estado novo- 1937-45

• Pode-se definir o estado Getulista como um


período centralizador, nacionalista, reformista
com apoio do exército, elites e classe média.
Governo Provisório- 1930/34
Durante o governo provisório de Vargas destaca-se a dissolução
do Congresso Nacional e das Assembleias Estaduais, a nomeação de
interventores que governariam os Estados até a elaboração da nova
Constituição.

 Foram criados o Código Eleitoral e a Justiça Eleitoral.

 As medidas inovadoras foram criadas em relação aos


trabalhadores. Foi criado o Ministério do Trabalho e iniciada a
elaboração da legislação trabalhista
Revolução Constitucionalista
Em 9 de julho de 1932, com o descontentamento pela demora
na convocação da Assembleia Constituinte, surgiu, o movimento
chamado Revolução Constitucionalista. O objetivo do movimento era
a convocação imediata de uma Assembleia Constituinte.

Em 70 dias de luta as forças legalistas sufocaram a revolta.

Mesmo derrotados no campo de batalha, os paulistas


conseguiram atingir seu objetivo político, pois o presidente Getúlio
Vargas convocou eleições para a Assembleia Constituinte. A
Constituinte tomou posse em novembro de 1933, a promulgação da
nova Constituição Republicana ocorreu em julho de 1934.
Revolução Constitucionalista
A nova Constituição, além de instituir o voto secreto, manteve a
estrutura federativa do Estado nacional, as eleições diretas para
presidente da República e o mandato presidencial de quatro anos.

Foram regularizados muitos atos do Governo Provisório, tais


como a instituição da Justiça do Trabalho e da Legislação Trabalhista.

No dia seguinte à promulgação da Constituição, a Assembleia


elegeu Getúlio Vargas para um mandato de quatro anos. Terminava,
assim, o período do Governo Provisório e iniciava-se o mandato do
governo constitucional do presidente Getúlio Vargas.
Governo Constitucionalista- 1934/37

Esse período representa uma tentativa de construção de


um Estado de Direito a partir de uma Constituição
elaborada por constituintes eleitos pelo voto popular. Não
há no pensamento político brasileiro uma ideia
desenvolvida sobre a centralidade de princípios
democráticos para organizar as ações do Estado.
Nessa fase foram criados dois movimentos políticos
importantes:
 Ação Integralista Brasileira (AIB)
 Aliança Nacional Libertadora (ANL)
Governo Constitucionalista- 1934/37

Em julho de 1935 o governo ordenou o fechamento da ANL. No mês


de novembro, militares vinculados a essa organização promoveram
insurreições em quartéis de Natal, Recife e Rio de Janeiro.

A intenção era depor o governo de Getúlio Vargas e instalar um


governo revolucionário. Sem contar com o apoio da população e
com a traição de alguns líderes do movimento as rebeliões
conhecidas com Intentona Comunista foram rapidamente
sufocadas.

O governo desencadeou uma terrível repressão que atingiu


duramente, não só os participantes da Intentona, mas também
qualquer cidadão que fizesse oposição ao governo
Governo Constitucionalista- 1934/37

Quando se aproximava o fim do mandato, Getúlio


Vargas e seus colaboradores passaram a articular a
suspensão das eleições marcadas para o ano de 1938,
alegando o perigo comunista.

Contando com o apoio dos militares e pela pequena


resistência da população o golpe concretizou-se em 10
de novembro de 1937. Getúlio apresentou aos ministros
a nova Constituição que instaurava o Estado Novo
Estado Novo- 1937-45

É o período mais bárbaro, marcado por grandes


perseguições políticas.
Sob um regime de intensa repressão, os partidos
políticos foram extintos, os meios de comunicação
sofreram censura, greves e sindicatos são proibidos,
assim como qualquer manifestação de oposição.
Ao mesmo tempo, é instituída a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) e se organiza a burocracia do
Estado.
Estado Novo- 1937-45
O Estado Novo chegou ao fim em 1945, poucos meses depois do fim
da Segunda Guerra Mundial.

O mundo todo vivia um clima de liberdade e democracia. Vargas foi


derrubado por seus próprios ministros.

Foram convocadas eleições presidenciais e legislativas. As eleições


legislativas destinavam-se a escolher uma Assembleia Constituinte, a
terceira desde a criação da República.

O país entrou numa nova fase que podemos descrever como sendo a
primeira experiência democrática de sua História, que se prolonga
de 1945 até 1964.
Estado Novo- 1937-45

Com o fim da censura estabeleceram-se as liberdades


democráticas, a livre organização partidária, as eleições
livres.
A eleição presidencial foi disputada pelos seguintes
candidatos: pela aliança PSD/PTB concorreu o general
Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra do governo de
Getúlio e que teve o apoio do ex-presidente; pela UDN o
Brigadeiro Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea
Brasileira, e pelo Partido Comunista Brasileiro, Yedo
Fiúza.
Redemocratização-1945/64

A eleição foi vencida pelo general Eurico Gaspar Dutra com


55 % dos votos.
Sob a influência da guerra fria, entre os anos de 1947 e
1949 o governo de Eurico Gaspar Dutra perseguiu os militantes
comunistas, colocou o PCB novamente na ilegalidade e
decretou intervenção nos sindicatos, valendo-se para isso de
instrumentos herdados do período ditatorial do Estado Novo.
Após a sua deposição Vargas foi eleito senador da República
e manteve uma postura discreta, enquanto preparava sua
volta ao poder em 1950 pelo voto popular.
Redemocratização-1945/64
O segundo governo de Getúlio Vargas foi marcado por uma
radicalização do projeto nacional-desenvolvimentista, ampliando a
presença do Estado na economia, principalmente pela criação da
Petrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e do
Instituto Brasileiro do Café.
Em 24 de agosto de 1954, Vargas se suicida, ele se prolonga nos
governos seguintes desembocando no golpe militar de 1964, que
representa a derrota do nacional desenvolvimentismo. A morte do
presidente Vargas impôs a convocação de eleições presidenciais,
que se realizaram em 3 de outubro de 1955. A UDN, que
comandava as forças antigetulistas, foi novamente derrotada, agora
por Juscelino Kubitschek.
Redemocratização-1945/64

O governo Juscelino conseguiu combinar o


desenvolvimento econômico com a manutenção das regras
da incipiente democracia brasileira. Sem abandonar o
nacional-desenvolvimentismo, estabeleceu uma política de
abertura da economia brasileira para os investimentos
estrangeiros.
A conjuntura de relativa estabilidade política permitiu a
construção de muitas obras, especialmente a nova capital
federal, Brasília.
Redemocratização-1945/64
Em 1961 são feitas novas eleições, finalmente a UDN, com
seu discurso de moralização da política brasileira, tinha chegado
ao poder, mas inexplicavelmente Jânio Quadros renunciou em 25
de agosto de 1961, alegando pressão de “forças ocultas”
A renúncia de Jânio Quadros desencadeou nova crise
política. Os setores conservadores e anticomunistas não queriam
a posse do vice-presidente João Goulart (Jango), eleito nas
mesmas eleições.
A eleição de João Goulart foi possível em virtude do sistema
eleitoral brasileiro que permitia que os cidadãos brasileiros
pudessem escolher pelo voto o presidente e o vice-presidente de
chapas diferentes.
Redemocratização-1945/64

Os grupos que se posicionaram contra a posse de Jango


alegavam que o vice-presidente daria continuidade à
política nacionalista de Getúlio Vargas, que era duramente
combatida por eles.
Organizou-se um movimento golpista para impedir a
posse de Jango, que foi obrigado a recuar diante da grande
mobilização popular desencadeada pelo Movimento da
Legalidade.
Foi construída uma proposta de conciliação em que se
adotou o parlamentarismo no período de 1961 a 1963.
Redemocratização-1945/64

Assim, foi permitida a posse de Jango à Presidência


como chefe de Estado.
Tancredo Neves foi escolhido como primeiro- ministro
durante o regime parlamentarista. Logo foi convocado um
plebiscito, que restabeleceu o presidencialismo no Brasil.
Foi então que João Goulart assumiu o país com amplos
poderes de presidente, começando a anunciar as
Reformas de Base que pretendia implantar no Brasil.
Redemocratização-1945/64

As reformas buscavam a realização das mudanças


estruturais na sociedade brasileira, sempre
reivindicadas e sempre adiadas.
Dentre elas as principais são reforma agrária,
reforma administrativa, reforma urbana, reforma da
educação e reforma do sistema bancário. Jango
também anunciou a universalização do voto popular
e o aumento do salário mínimo para os trabalhadores
Redemocratização-1945/64
Em 31 de março de 1964 as Forças Armadas com apoio de
parte da sociedade civil e dos partidos conservadores,
liderados pela UDN, depuseram o presidente João Goulart
e assumiram o controle do Estado, instituindo um regime
militar que se prolongou até 15 de março de 1985, quando
o vice presidente José Sarney tomou posse em razão da
doença do presidente eleito Tancredo Neves.
Muitos líderes políticos reformistas, sindicalistas e de
organizações populares foram presos, torturados, mortos
ou exilados, inclusive o presidente Jango, que se exilou no
Uruguai.
Revolução de 1930
Até o ano de 1930 o brasil era regido pela República Velha, sendo
uma política do ‘’café-com-leite’’, ou seja, São Paulo e Minas
Gerais, como eram os principais produtores do país, eles que
tinham o poder das eleições.
1930, eleições para presidente da republica, vitória de Júlio
prestes, não quis assumir o cargo.
Mineiros, gaúchos e paraibanos formam a aliança liberal, aonde
colocam Getúlio Vargas como oposição, logo após Washington
Luís, acaba fugindo do país, deixando o poder a Getúlio Vargas. A
classe operaria teve reconhecimento e assim começou a se ter
direitos sociais para as classes trabalhadoras no brasil. Um
exemplo é a criação da carta de 1934, aonde foi permitido o voto
secreto e o voto feminino.
Logo em 1934 no segundo mandato de Getúlio Vargas, foi
criada a Constituição de 1934, aonde dava direitos a todas as
pessoas e criava uma série de órgãos e algumas mudanças
como:
instituiu o voto secreto;
voto obrigatório para maiores de 18 anos;
propiciou o voto feminino,
previu a criação da Justiça do Trabalho;
previu a criação da Justiça Eleitoral;
nacionalizou as riquezas do subsolo e quedas d'água no país;

Mas durou pouco essa constituição, em 1937, Getúlio aprovou


outra constituição, tornando o presidente em ditador e
autoritário.
Reformas de Base
• Em 1964 o povo brasileiro já estava se polarizando em
direta e esquerda devida a guerra fria de 1950. São ideias
e modelos de governos diferentes, principalmente nas
ofertas dos planos sociais.
• Com o povo brasileiro começando a conhecer direita e
esquerda, chega as Reformas de Base, que justamente
busca diminuir essas diferenças de esquerda e direita,
dando uma melhor qualidade de vida ao brasileiro.
• Pode-se dizer que as ideias que foram aplicadas, eram
ideias socialistas, mas não acabaram mudando a situação
politica do Brasil.
• Foi dado subsídios á classe baixa para poder ter condições
para poder ter uma educação, acesso a trabalho e a saúde.
A Constituição democrática de 1988
• Surgida a pedidos do povo, após 21 anos da ditadura
militar, a constituição veio justamente para remover
qualquer traço da ditadura e instaurar uma democracia.
• Foi criada uma Assembleia Constituinte livre e soberana,
com o objetivo de criar uma nova constituição, teve mais
72 mil propostas para a nova constituição.
• Grande parte foi feita em base das reivindicações
populares, fazendo ficar efetivo os direitos dos civis,
políticos e sociais. Também parte das reformas de base
foram adotadas como os monopólios estatais na
economia, o voto dos analfabetos, e a função social da
propriedade, igualdade de gênero, criminalização do
racismo, trabalho, saúde e educação para todos e a
proibição total a tortura.
A democracia e as demandas sociais
• Existe um grande déficit democrático que impede
a evolução da nossa sociedade, nos mesmos
alimentamos com nossas próprias desigualdades
e preconceitos, vistos como ‘’normal’’ hoje em
dia.
• Na verdade, buscamos, uma sociedade justa e
mais democrática. Mas só é possível atingir uma
sociedade mais democrática através de
movimentos populares, pois é nos movimentos
populares que se consolidam a democracia e o
sujeito político.
• É essencial ter um debate sobre a reforma do
Estado, que basicamente precisa se debates
sobre as virtudes do mesmo, questões como o
federalismo e as formas de governo. Também
deve ser debatido o conceito do cidadão, do
poder dele e de suas obrigações sempre visando
o espaço inserido.
• Com as demandas sociais que existem, a dúvida
é, se o estado vai ter capacidade de suprir essas
demandas? E vão conseguir agradar a maioria?
• O debate sobre a reforma política e o estado
está em curso, o objetivo é transformar essas
ideias, essas demandas sociais, em políticas
efetivas e que funcionam para todos. Os
movimentos e instituições justamente servem
para fortalecer essas demandas, em paralelo
buscando políticas para supri-las.
Regime Militar
• Em 31 de março de 1964, os militares
assumem o poder;
• Foi um tempo de fechamento de instituições
democráticas;
• Lei de Segurança Nacional;
• A legalidade das ações do Executivo é
determinada pela outorga de Atos
Institucionais;
• Milagre econômico;
• Posterior crise;
• Decadência do Regime;
Redemocratização do Brasil
• Processo de abertura política e transição do
governo militar para o civil;
• Diretas Já;
• Tancredo e Sarney;
Novo Período, Nova República
• Promulgação da Constituição de 1988 ;
• Fernando Collor, 1992;
• Itamar Franco e Ministério da Fazenda;
• Plano Real, FHC, eleição e reeleição;
• 2003, Luís Inácio Lula da Silva;
• Dilma Rousseff é eleita em 2010; 2016;
• Jair Bolsonaro;
Constitucionalismo brasileiro
• Constituição de 1824;
• Constituição de 1891;
• Constituição de 1934;
• Constituição de 1937;
• Constituição de 1946;
• Constituição de 1967/69;
• Constituição de 1988;
Conclusão
• Pelo estudo realizado percebe-se que o processo de organização
social e política da sociedade brasileira, desde a Independência,
momento que marca o início do Estado Nacional brasileiro, esteve
ligado esteve ligado a forças sociais conservadoras, voltadas à
agroexportação e ao trabalho escravo, tal fato, impõem uma forma
de Estado oligárquico, ou seja, elitista e autoritário.
• Mesmo que nesse período forças sociais progressistas tivessem
tentado tentaram incorporar ao processo político, portanto ao
estado, as classes populares, foi somente a partir da revolução de
1930 (governo de Getúlio Vargas) que a classe operária teve
reconhecimento e assim começou a ter direitos sociais, passando,
então efetivamente a ser parte do Estado.
• Esse reconhecimento de sujeitos de direitos sociais se
deu por meio da instituição da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).
• Mesmo que o Regime Militar, que perdurou de 1964 a
1985 tenha interrompido as tentativas de criação do
processo de construção de um Estado democrático, a
constituição de 1988, em grande parte levou em conta as
reivindicações populares, tronando efetivo os direitos
dos civis, políticos e sociais. Também parte das reformas
de base foram adotadas como os monopólios estatais na
economia, o voto dos analfabetos, e a função social da
propriedade, igualdade de gênero, criminalização do
racismo, trabalho, saúde e educação para todos e a
proibição total a tortura.
• Portanto é preciso entender que uma sociedade mais
democrática somente se constrói através de movimentos
populares, pois é neles que se consolida a democracia e
o sujeito político.
• Por mais que se perceba um processo de fortalecimento
das instituições democráticas e da ampliação dos direitos
sociais, forças que impediram o desenvolvimento do
Estado democrático e social ao longo da história, no
entanto, continuam presentes no cenário político
brasileiro.