Você está na página 1de 34

Asma

Viviane Lacerda
 A asma representa hoje no país um grave problema de Saúde Pública,
responsável por importante custo financeiro e social, que traz considerável
comprometimento e qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.
 Por se tratar de uma doença inflamatória crônica, progressiva e
degenerativa das vias aéreas, e sem cura definitiva, devemos buscar, a
todo custo a obtenção do controle inflamatório, clínico e funcional,
através de adoção de medidas farmacológicas e não farmacológicas
para promover o controle da asma em nossos pacientes, melhorando a
qualidade de vida e reduzindo a mortalidade.
 Asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada por
hiperresponsividade ( HR ) das vias aéreas inferiores e por limitação
variável do fluxo aéreo reversível espontaneamente ou com tratamento,
manisfestando-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância,
dispnéia, aperto no peito e tosse, particularmente a noite e pela manhã
ao despertar. Resulta de uma interação entre genética, exposição
ambiental a alérgenos e irritantes e outros fatores específicos que levam
ao desenvolvimento e manutenção dos sintomas.
Datasus

 O Brasil é o 8º país em prevalência de asma no mundo


 Estados com maior nº de casos: Recife, Salvador e Porto Alegre
 10% da população brasileira tem asma:
 ¼ forma moderada / grave
 Maioria: leve / moderada
 400.000 internações / ano por asma ( 3ª causa de hospitalização no Brasil )
 Incontáveis atendimentos ambulatoriais e de emergência
Fatores desencadeantes

 Infecções de vias aéreas ( Rinovírus )


 Mudanças climáticas e poluição
 Exercício físico
 Refluxo gastro-esofágico
 Certas medicações e alimentos
 Emocionais: ansiedade e stress
 Ácaros, pêlos de cães e gatos, alérgenos de barata e os fungos ( mofo )
encontrados em travesseiros, colchões , cobertores, cortinas, carpetes,
pelúcia, poeira.
 Aquecedores e fogões a gás
 Fumaça de cigarro ( irritante )
 Queima de madeira para aquecimento de lareiras
 No Brasil a mortalidade está praticamente estável, embora em algumas
regiões está aumentando devido a falta de informações sobre a doença
e a rejeição a medicação inalada ( preconceito com a bombinha ).
 Vários mediadores inflamatórios são liberados pelos mastócitos,
macrófagos, linfócitos T, eosinófilos, neutrófilos e células epiteliais.
 Através desses mediadores as células causam:
 Lesões e alterações na integridade epitelial
 Anormalidade no controle neural autônomo
 Tônus da via aérea
 Alterações na permeabilidade vascular
 Hipersecreção de muco
 Mudanças na função mucociliar
 Aumento da reatividade do músculo liso da via aérea
DIAGNÓSTICO

 CLÍNICO
 ANAMNESE
 - 1 ou mais dos sintomas:
 Dispnéia
 Tosse crônica
 Sibilância
 Aperto no peito
 - Sintomas episódicos
 - 3 ou mais episódios de sibilos / ano
 - História familiar de asma ou atopia
Tosse

 O mais significativo e frequente sintoma


 Frequência, intensidade, presença ou não de secreção, relações com
decúbito, período do dia em que é maior sua intensidade.
a expectoração do asmático é mucoide, com alta viscosidade,
lembrando clara de ovo.
Dispneia

 É a dificuldade para respirar


 Ortopneia é a dispneia que impossibilita o paciente de ficar deitado e
obriga o paciente a ficar sentado ou de pé.
 Trepopneia é a dispneia que aparece em determinado decúbito lateral ,
como acontece no derrame pleural
 A dispneia do asmático é de causa obstrutiva – obstrução bronquiolar.
 Asmático: tiragem supra esternal, supraclavicular, intercostal, batimento
de aleta nasal,
 Dispneia expiratória
 A percussão: hipersonoridade
 Ausculta :Roncos e sibilos generalizados
 Frêmito normal ou diminuído
 Sibilância: chiado ou chieira
 Seu timbre é elevado e o tom é musical
 Comparado a um miado de gato
 Resulta da redução do calibre da árvore brônquica, devido
principalmente a espasmo.
 Na infância costuma parecer durante um resfriado
 Sibilância persistente, unilateral: indagar corpo estranho
 Principais causas brônquicas e pulmonares de sibilos são a asma,
bronquite aguda, tuberculose, neoplasias, inalantes químicos,
Bronquiloite

 Infecção respiratória aguda, de etiologia viral, que compromete as vias


aéreas de pequeno calibre (bronquíolos), através de um processo
inflamatório agudo, levando a um quadro respiratório do tipo obstrutivo
com graus variáveis de intensidade”.
 Etiologia
 Principal Agente:
 Vírus Sincicial Respiratório
 50 a 80% dos casos
 Outros Agentes:
 Vírus Influenza (10-20%)
 Mycoplasma pneumoniae (5-15%)
 Parainfluenza (10-30%)
 Adenovírus (5-10%)
 Metapneumovírus (10%)
Epidemiologia

 Acomete principalmente menores de 1 ano


 Pico de ocorrência entre 2 e 6 meses
 Aproximadamente 2 a 3% das crianças necessitam hospitalização
 Mais severas nos primeiros 6 meses de vida
 Predomínio no sexo masculino (1,7: 1,0)
 Distribuição sazonal (inverno e início da primavera)
 Aumento do número de hospitalizações na última década
Quadro clínico

 Espirros e rinorreia com secreção clara


 Febre de 38,5 a 39 ˚C
 Diminuição do apetite
 Irritabilidade
 Tosse paroxística
 Chiado
 Dispneia
 Apneia
Exame físico

 Tiragem
 Batimento de asa de nariz
 Estertores finos, sibilos e prolongamento do tempo expiratório
 Fígado e baço palpáveis (hiperinsuflação)
 Hipersonoridade
Pneumonia

 Precedida por um quadro de infecção viral alta


 Taquipnéia fora do período febril
 < 2 meses: FR>60 irpm
 2 a 12 meses: FR> 50 irpm
 1 a 5 anos: FR > 40 irpm
 Desconforto respiratório
 Tiragens
 Batimento de asa de nariz
 Retração de fúrcula
 Uso de musculatura acessória
Indicação de hospitalização

 <2 meses: internar sempre.


 Sat O2 < 92%, cianose.
 Falha da terapêutica ambulatorial.
 Dificuldade respiratória.
 Apnéia intermitente.
 Impossibilidade de se alimentar.
 Doença grave concomitante.
 Incapacidade da família em tratar o paciente em domicílio.
 Sinal radiológico de gravidade.
Complicações

 Derrame pleural (mais frequente).


 Deve ser investigado quando há falha terapêutica após 48-72h de
tratamento adequado.
 Toracocentese indicada quando coleção maior que 10mm no Rx de tórax
em Laurell e enviar material para estudo.
 Drenagem se empiema ou derrame pleural complicado.
Derrame pleural

 Expansibilidade diminuída
 Frêmito diminuído ou abolido
 Macicez
 Abolição do múrmurio vesicular
Pneumatocele
Pneumonia

 Expansibilidde diminuída
 Frêmito aumentado
 Macicez ou submacicez
 MV diminuído, estertores, abolido
pneumotórax

 Inspeção: normal ou abaulamento dos espaços intercostais


 Frêmito diminuído
 Hipersonoridade
 Múrmurio vesicular diminuído