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Estudo Introdutório aos

Evangelhos
Estudo Introdutório
Aos Evangelhos

Romanos 10:15 – E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão
formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!
O que Significa Evangelho?
• A palavra grega euangelion traduzida por
“evangelho”, foi originalmente usada para descrever
as “boas novas” da vitória militar trazida de um
mensageiro ao seu comandante.
• Posteriormente, passou a significar simplesmente
uma mensagem “boa”.
• Os escritores do Novo Testamento escolheram esta
palavra para descrever as “Boas Novas” de Jesus
Cristo e Sua salvação. (108 vezes NT)
A palavra tem sua origem “em Cristo antes da fundação do mundo”.(Tito
1:2). O “evangelho”, as “boas novas” ou “novas de grande alegria” é o
cumprimento declarado dessa promessa.
Gilbert Beebe
Então Qual é Esta boa Notícia?
O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado
quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”. Esse
verbo, prographein, significa “exibir ou representar publicamente,
proclamar ou expor em um cartaz” (Arndt-Gingrich).
John R. W. Stott

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas


sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte
de doenças e enfermidades.” (Mt 9:35),
“O Senhor me deu o seu Espírito. Ele me escolheu para levar
boas notícias aos pobres e me enviou para anunciar a liberdade
aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo
oprimidos e anunciar que chegou o tempo em que o Senhor
salvará o seu povo. ” (Lc 4:18-19 – NTLH)
Então Qual é Esta boa Notícia?

“E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e


feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e
Antioquia…” (At 14:21)

Jesus Cristo é a própria Nova de Alegria. JESUS é o


Evangelho. Sua vinda, a provisão de DEUS para nossa
reconciliação e de todo o mundo, a justiça do Reino
triunfando sobre o mal, o Evangelho é a realização
pela parte de DEUS em JESUS daquilo que não
poderíamos realizar.
Resumindo...
1. Que apesar de nós... JESUS nos ama!
2. Que JESUS o Filho de DEUS, veio a este mundo e tomou sobre si
os nossos pecados, bem como levou sobre si a nossa
condenação.
3. Que ao levar nossa condenação, morreu em nosso lugar.
4. Que seu sangue derramado purifica de TODO pecado aquele que
nele crer.
5. Que na cruz, derroto, o inferno, o diabo e a morte.
6. JESUS garante salvação e vida eterna a quem nele crer.
7. JESUS ressuscitou e está assentado a destra do PAI intercedendo
pelos seus.
8. JESUS voltará e estabelecerá seu Reino Eterno de PAZ e JUSTIÇA.
9. Quem em JESUS, não há grego, romano, livre ou escravo.
10. Quem em JESUS todos temos acesso ao PAI.
11. ....
Não nos esqueçamos....
Uma Boa Notícia nunca o é para todos
ao mesmo tempo e da mesma maneira.
Uma Boa Notícia pode ainda ser muito
desconfortável, incisiva, provocadora
para muitos que a recebem…
Pode ser mesmo uma “má” notícia…
Rui Santiago cssr
Quais e Quantos São os
Evangelhos?
Os Evangelhos são em número de 4.
São eles: Mateus, Marcos, Lucas (evangelhos sinóticos)
e João.

O Que São Evangelhos Sinóticos?


O nome sinótico vem do grego συν, “syn” («junto») e
οψις, “opsis” («ver»), são os que se assemelham. Visão
conjunta.
Embora possuam um olhar parecido, nosso convite será
de apreciarmos a visão diferente dos mesmos.
O Que São Evangelhos Sinóticos?
Por se tratar de registro dos mesmos episódios, um
exame das informações contidas nos três registros,
nos darão uma visão mais ampla da situação .

Exemplo:
A mulher citada em Mateus 26.7 é Maria, irmã de
Lázaro, se olharmos também para João 12.3;
O Milagre a respeito da cura do servo do
Centurião, Mt 8.5-10 e Lc 7.1-10, no primeiro relato
temos a impressão de ser o próprio a falar com
JESUS, mas Lucas deixa claro que foram outras
pessoas enviadas por este.
Evangelhos Sinóticos?
O Evangelho de
João difere dos
demais em até
93%

J. Griesbach, em sua
edição do Novo
Testamento grego
(1774-1778), foi
quem chamou os três
evangelhos pela
primeira de vez de
sinópticos
Existe alguma diferença entre
evangelho e Evangelhos?

Quem foram os evangelistas?


Mateus – Um dos 12 discípulos originais
Marcos – Discípulo de Pedro, o seu discurso segue o esboço de
Pedro a Cornélio em At 10.34-43; Pedro ainda nos diz que o
amava como a um filho. 1Pe 5.13
Lucas – Outro homem apostólico, influenciado por diversas
testemunhas oculares Lc 1.2; E parece que passa a acompanhar
Paulo ao se juntar a este em Trôade, a partir daí, Lucas passa a
usar o pronome “nós” At 16.8-11.
João – Outro dos 12 discípulos originais.
E Por que então 4 Evangelhos?
Teologicamente poderíamos citar:
1. A confiança de ter várias testemunhas. "Por boca de duas
ou três testemunhas, toda questão será decidida" (2
Coríntios 13:1). Nos capacitando objetivamente a verificar a
veracidade das narrativas.
2. A repetição enfatiza a mensagem. (2 Pedro 1:13-15). Além
de recompensar os que são investigadores diligentes.
3. Ninguém falou tudo. Os vários relatos complementam um
ao outro, nos fornecendo um retrato mais completo de
JESUS.
4. Ouvintes diferentes. Cada livro sobre a vida de Jesus foi
destinado a ouvintes diferentes.
5. Revelam os 4 ofícios distintos de JESUS.
Dennis Allan & gotquestions
Mas o Número 4 nas Escrituras
Tem Algum Sentido Especial?

Na Bíblia, um número pode ter três


sentidos diferentes: quantidade,
determinado simbolismo ou,
finalmente, ser gemátrico.
Mas o Número 4 nas Escrituras
Tem Algum Sentido Especial?
• 7 – Número da Perfeição, da unidade (DEUS)
• 2 – Divisão, da diferença (2 testemunhas)
• 3 – Número da Divindade (Trindade)
• 5 – Número da Graça
• 10 – Número de um testemunho perfeito
• 12 – Número de Governo Perfeito
• 40 – Provação, teste
• E o quatro???
• 4 – Número da Criação.
Mas o Número 4 nas Escrituras
Tem Algum Sentido Especial?
• Está intimamente ligado a criação. Os 4 ventos e Os 4
cantos da Terra Ap 7.1, Os 4 confins da Terra Is 11.12, o 4°
mandamento é o primeiro a mencionar a terra,
• Fala também da universalidade e abrangência. Ez 14.21
(4 juízos de DEUS sobre Israel), são as 4 estações, Em Dn
7.3 Os 4 reinos terrestres (Babilônia, Medo-Persia, Grécia
e Roma), indicam a abrangência da história dos reinos
humanos.
• A humanidade na terra é descrita de 4 modos: povos,
multidões, nações e línguas (Ap 17:15).
• A Parábola do Semeador indica 4 condições para o
coração do homem. Guematria
Mas o Número 4 nas Escrituras
Tem Algum Sentido Especial?

• Gn 2.10 “E saía um rio do Éden para


regar o jardim e dali se dividia,
repartindo-se em quatro braços.”
Mas o Número 4 nas Escrituras
Tem Algum Sentido Especial?
• Ap 4.6-7 Há diante do trono um como que
mar de vidro, semelhante ao cristal, e
também, no meio do trono e à volta do trono,
quatro seres viventes cheios de olhos por
diante e por detrás. O primeiro ser vivente é
semelhante a leão, o segundo, semelhante a
novilho, o terceiro tem o rosto como de
homem, e o quarto ser vivente é semelhante à
águia quando está voando.
Mas o Número 4 nas Escrituras
Tem Algum Sentido Especial?

• Ez 1-1.10 “... A forma de seus rostos


era como o de homem; à direita, os
quatro tinham rosto de leão; à
esquerda, rosto de boi; e também
rosto de águia, todos os quatro.”
Mas o Número 4 nas Escrituras
Tem Algum Sentido Especial?
Evangel Escrito Figura Para Ênfase Característic
ho a
Mateus 60 d.C Rei Judeus Sermões Profética
Jesus
Marcos 55 – 65 Servo Romanos Milagres Prática
d.C
Lucas 60 – 63 Filho do Gregos Parábolas Histórica
d.C Homem
João 80-95 Filho de Igreja Divindade Espiritual
d.C Deus
Existe alguma diferença entre os
Evangelhos e as Epistolas?
O Evangelho As Epístolas
1º - Escritas para igrejas e
1º - Escritos para toda a indivíduos,
humanidade,
2º - Apresentam soluções de
problemas, ou respostas à
2º - Anuncia as Boas Novas de
dúvidas doutrinárias das
Cristo Jesus,
primeiras comunidades
3º - Seu teor é mais histórico cristãs,
que doutrinador. 3º - Seu teor é mais
doutrinador que histórico.
Aspectos Cultural e
Histórico
Qual o contexto histórico social
de Israel na época de JESUS?
Mas qual a importância prática de
conhecermos tais elementos?

A Hermenêutica afirma que Deus


fala aos homens, através dos
homens em contextos específicos.
Conhecer o contexto histórico,
geográfico e cultural dos
evangelhos, permite melhor
interpretá-los.
Quais os idiomas falados nesta
época e que influenciaram os
evangelhos?
• Latim – Falada pelos Romanos
• Grego – Seria a língua universal, algo como o
inglês em nossos dias. Não era comum a plebe.
• Hebraico – Língua do povo judeu, mais
religiosa que popular.
• Aramaico – Língua popular dos povos da
palestina, Judeus passaram a usar após os 70
anos de cativeiro babilônico. Jr 25.11
Quais as principais instituições
Judaicas?
Sinédrio conselho

• Era o concílio supremo que regia as questões


religiosas dos judeus, pretendia ter alguma
semelhança com a assembleia de anciãos que
auxiliava Moisés no julgamento do povo (Ex 18.25),
• Composto por um presidente, normalmente sumo
sacerdote (saduceu) e demais sacerdotes, o
segundo grupo eram os ancião leigos, como José de
Arimatéia e alguns escribas, como Gamaliel.
• Algo em torno de 71 personalidades importantes da
sociedade judaica a época formavam o sinédrio. Nm
11.16
Sinédrio conselho
• Romanos permitiam que judeus resolvessem suas
questões religiosas e nacionais, por isso haviam muitos
sinédrios, sendo o de Jerusalém o mais importante,
comandando até uma força policial, porém perdeu o
direito de decretar a pena capital 40 anos antes da
destruição do templo, (isto cabia ao Império Romano)
talvez por isso tenham levado o Senhor Jesus diante de
Pilatos o representante do Império Romano (Jo 18.31),
a maior pena que aplicavam eram quarentena açoites
menos um (II Co 11.24).
• Vale ressaltar que este sinédrio decretou as mortes de
Estevão e Tiago sem a participação de um
representante de Roma.
• Paulo apela para ser julgado por Roma, temendo uma
condenação capital pelo sinédrio.
Sinagogas assembleia ou povo reunido
• Surgiram durante o cativeiro babilônico para
suprir a falta do Templo que fora destruído, ou
que simplesmente não havia em terras
babilônicas.
• Era uma instituição com a finalidade de instruir
os judeus em sua religião.
• Ela poderia ser constituída em qualquer lugar;
prova disso é que na maioria das cidades que
Paulo visitou em suas viagens missionárias ele
encontrou uma sinagoga para que ali pregasse
(At 3.14;17.1,2), no sec.I acredita-se existirem
entre 394 ou 480 sinagogas só na região de
Jerusalém.
Templo
• Lugar aonde os judeus iam para oferecer
sacrifício, e acabou virando lugar de
comércio e este comportamento fora
condenado pelo Senhor (Jo 2.13-16).
• O Templo descrito nos evangelhos era o
mesmo reconstruído após o retorno do
cativeiro (536a.C).
Uma boa pergunta?
• Comparativamente falando, o que
seria nos dias de hoje o Templo e a
Sinagoga?
Quais os Principais Grupos
Judaicos na Época de JESUS?
• A origem de tais grupos se dá em um contexto de reação
contra o misticismo e ameaça da existência do judaísmo e que
ora tem motivações políticas, ora religiosas, ora filosóficas.
• Se a sinagoga é criada como instrumento de preservação do
judaísmo, por outro lado é uma das responsáveis pela
facilitação do surgimento dos diversos grupos judaicos.
• Os grupos judaicos do 1º século mudaram a essência da fé
judaica, e por isso, se por um lado surgiram com o intuito de
preservar a fé judaica, por outro lado foram exatamente os
responsáveis por fazer com que a fé judaica original se
tornasse diferente desse judaísmo.

http://www.napec.org/religioes/os-grupos-judaicos-na-epoca-de-cristo/
Quais os Principais Grupos
Judaicos na Época de JESUS?
• São três os grupos judaicos citados por Flávio
Josefo, no aspecto filosófico:
Existem, com efeito, entre os judeus, três escolas
filosóficas: os adeptos da primeira são os fariseus; os
da segunda, os saduceus; os da terceira, que
apreciam justamente praticar uma vida venerável,
são denominados essênios: são judeus pela raça,
mas, além disso, estão unidos entre si por uma
afeição mútua maior que a dos outros. [3]
Quais os Principais Grupos
Judaicos na Época de JESUS?
• Porém, observando o aspecto étnico encontraremos os
samaritanos (miscigenação de judeus e gentios), e os
herodianos (laço consanguíneo com Herodes, o
Grande) e os zelotes (grupo político do século I que
buscava promover uma rebelião contra o Império
Romano).
• Ainda outros grupos poderiam ser citados, como os
sicários (subgrupo oriundo dos zelotes, ainda mais
radicais) deriva da palavra em latim sicarius (homem da
adaga) já que o termo zelotes teria uma referência
mais religiosa, e os publicanos (coletores de impostos
nas províncias romanas) mais uma profissão e Escribas.
Fariseus
• Surgimento do farisaísmo correspondente ao
período do cativeiro babilônico (587-536 a.C.).
• Seu nome deriva-se de “Farash” que significa
separe-se.
• Era o grupo mais seguro da religião
judaica, possuía, em seu interior, a intenção de
preservar o judaísmo e suas crenças ortodoxas.
• Era o grupo mais popular e influente na época
dos evangelhos. Paulo pertencia a esta seita (Fp
3.5; At 23.6)
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Fariseus
• Criam no livre-arbítrio do homem, na imortalidade
da alma, na ressurreição do corpo, na existência
de anjos, na direção divina de todas as coisas, nas
recompensas e castigos na vida futura, na
preservação da alma humana após a morte e na
existência de espíritos bons e maus. (At 23.8; Mt
22.23)
• Contudo, Jesus denunciou severamente este grupo
por causa de sua hipocrisia e orgulho (Mt 23).
• Também motivo de Crítica de JESUS, era o fato de
serem mais apegados a tradição oral que a letra da
lei. TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Fariseus
• Podemos afirmar que este grupo surgiu por
uma boa razão, mas seus objetivos foram
desvirtuados no decorrer do tempo,
especialmente porque não se deve apenas
adquirir o conhecimento ou defendê-lo,
mas colocá-lo em prática.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Fariseus
O que aprendemos com eles?
A defesa da fé deve ser feita alicerçada no amor bíblico e não em bases
religiosas fanáticas e desprovidas do biblicismo necessário

A prática da Lectio Divina precisa ser reensinada na Igreja, para que assim o
sistema educacional eclesiástico na hipermodernidade [14] volte a ensinar
para o povo a Teologia Bíblica aliada à vida devocional, o que nos auxiliará a
não cair em um neo-farisaísmo.

A Lectio Divina consiste de: 1) Lectio – Leitura; 2) Meditatio – Meditação; 3)


Oratio – Oração; 4) Contemplatio – Contemplação. Traduzindo ao pé da
letra, Lectio Divina é: “Leitura Divina”. Mas também é conhecida como
“Leitura Orante”. Era uma prática dos cristãos antigos, quando dedicavam
um tempo exclusivo para meditar no texto da Escritura Sagrada,
acompanhado de oração, meditação e oração, sempre contemplando de
forma prática a mensagem do texto.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Saduceus
• Era o grupo que fazia oposição aos fariseus.
• Sua origem é controversa, alguns acreditam que deve ter
surgido com Zadoque, um sacerdote do período do rei
Davi (II Sm 8.17; 15.24), sua linhagem sacerdotal teria
prosseguido até o exílio babilônico, tendo sido
posteriormente reconstruída na pessoa de Josué, filho de
Jeozadaque (Ag 1.1).
• Essa linhagem chegaria ao fim, quando Antíoco IV
Epifânio, instala Menelau no lugar de Jasom como sumo
sacerdote, em 171 a.C, assim uso de seu nome no período
do NT era uma tentativa de legitimar o sacerdócio de
Jerusalém, tentando associá-lo a linhagem de Zadoque,
embora dificilmente pudesse ser comprovado.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Saduceus
• Este grupo era mais sacerdotal e aristocrático (ricos e
poderosos), sendo mais fechado, não fazia questão de
popularização, deixará de existir no ano 70 d.C
• Ainda, Schubert [15] afirma que de 539 a.C. (período
do domínio persa), até o período de Alexandre, o
Grande, as famílias dos sumo sacerdotes se
mostravam complacentes com os vizinhos pagãos,
vivendo em harmonia com os povos helênicos.
• Sua principal preocupação parecia ser mais política
que religiosa, tentava compor um meio de manter o
Status quo. Jo 11.47-48
(in statu quo res erant ante bellum) estado em que as coisas estavam antes da guerra.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Saduceus
• No que acreditavam??
Em geral, tinham crenças opostas a dos fariseus. De acordo
com Schubert, ao citar Josefo, os saduceus negavam a
ressurreição e juízo futuro, criam que a alma morria com o
corpo, negavam a imortalidade, negavam a existência dos
anjos e dos espíritos, criam que Deus não intervinha nas vidas
dos homens, não tinham as mesmas crenças que os patriarcas,
negavam a existência do Sheol (inferno) e só depositavam a
crença naquilo que a razão pura pudesse provar. De forma
geral, o Novo Testamento apresenta de forma negativa um
resumo da crença dos saduceus: “os saduceus dizem que não
há ressurreição, nem anjo nem espírito” (At 23:8).
• Apesar de tudo isso, diferentemente dos Fariseus, davam
“crédito” somente a Lei escrita, não valorizando a tradição oral.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Saduceus
• O modo como entendiam as escrituras, mas tarde
passou a ser utilizado por aqueles denominados
‘humanistas’ e ‘liberais’, desconsiderando o caráter
divino, espiritual e sobrenatural.

• Franklin Ferreira faz a seguinte declaração acerca


da crença dos saduceus: Ao negarem verdades
básicas das Escrituras, os saduceus podem ser
considerados, guardadas as devidas proporções,
como os modernistas ou liberais da época.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Saduceus
O que aprendemos com eles?
• Assim enquanto os fariseus eram os conhecedores da
Escritura, mas hipócritas, os saduceus eram os líderes, mas
mercenários e humanistas, no uso geral do termo. A
influência dos saduceus era grande, mas sua fidelidade a Deus
mínima. A riqueza dos saduceus era grande, mas sua
integridade mínima. A influência política e religiosa dos
saduceus era grande, mas seu caráter era mínimo.

Podemos concluir que há uma profunda semelhança na


sociedade hipermoderna com os saduceus, já que presenciamos
uma diversidade de líderes religiosos que têm se prostituído por
causa de benefícios financeiros, status e vantagens pessoais.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Saduceus e Fariseus
“Como não compreendestes que não vos falei a respeito
do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos
fariseus e saduceus?” (Mt 16.11)
• Fermento dos Fariseus: Farisaísmo, Falsa e penetrante,
baseada nas tradições e acréscimos que eles faziam às
escrituras; uma fé hipócrita e religiosa

• Fermento dos Saduceus: Saduceísta, baseada em


subtrações da lei e no racionalismo humano, mistura
com cultura mundana, eleição a seu bel-prazer de
textos que lhe convenha em detrimento dos demais e
falsa aparência de espiritualidade.

Instituto Bíblico de Campinas


Saduceus e Fariseus
Fariseus: Saduceus
a- Constituíram o núcleo da a- Constituíram o núcleo da
aristocracia religiosa e acadêmica. aristocracia sacerdotal, política e
social.
b- Ensinavam que a alma era imortal,
que havia uma ressurreição corporal e b- Ensinaram que não há nem
julgamento futuro com galardão ou galardão nem castigo.
castigo.
c- Negaram a existência de espíritos e
c- Acreditavam na existência de anjos anjos.
e espíritos bons e maus.
d- Enfatizaram a liberdade da
d- Predestinatários, mas aceitaram vontade humana, rejeitando o
que o homem tinha livre arbítrio e determinismo e o azar.
responsável moralmente.
e- Mantinham que a Torah era única
e- Coordenaram a tradição e a Lei fonte infalível de fé e prática.
escrita numa massa de regras de fé e a
prática evoluindo com os tempos.
Pr. Moisés Sampaio de Paula
Samaritanos
• Atribui-se a origem dos samaritanos a ocasião quando
Sargom tomou Samaria para o cativeiro e tentou
desnacionalizá-los misturando-os com os babilônios (IIRs
17:24). Talvez esse tenha sido um dos motivos pelos quais
os outros judeus abominavam os samaritanos,
considerando-os a escória da sociedade. Além disso, eram
acusados pelos judeus de serem oportunistas, apoiando os
judeus apenas quando estes estavam em ascensão.
• Frequentemente ridicularizados e desprezados pelo
restante dos judeus.
• Joachim Jeremias , ao citar a obra de Levi VII 2, afirma que
“a partir de hoje Siquém será chamada a cidade dos idiotas,
porque nós zombamos deles como se zomba de um louco”.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Samaritanos
• Costumeiramente, os samaritanos adoravam no
templo, porém, ao voltar do cativeiro os judeus os
proibiram de participar da reconstrução de Jerusalém,
e o genro de Sambalate, que era sacerdote, foi expulso
dali por Neemias.
• Por não terem ‘sangue puro’, não possuir religião
judaica, por serem acusados de oportunismo, porque
o sacerdote (genro de Sambalate) foi expulso do
convívio social e por serem proibidos de participar da
reconstrução, começaram a se empenhar contra a
obra que Neemias estava fazendo.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Samaritanos
• Então, Sambalate construiu um templo rival ao de
Jerusalém, no monte Gerizim. Ainda, para piorar a
situação, desde a construção deste segundo templo, a
situação entre judeus e samaritanos se agravou, e o
clima de ódio e desprezo se torna cada vez maior,
como nos apresenta o livro apócrifo de Eclesiástico ao
afirmar que
“há dois povos que minha alma abomina, e o terceiro, que
aborreço, nem sequer é um povo: aqueles que vivem no monte
Seir, os filisteus, e o povo insensato que habita em Siquém”.
Sabendo que este denominado “povo insensato que habita em
Siquém” são os samaritanos.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Samaritanos
• Possuíam crenças semelhantes à dos saduceus.
• Apesar de todas as acusações do judaísmo contra os
samaritanos, encontramos diversas passagens
bíblicas, neotestamentárias, nos mostrando a
pregação do Evangelho para os samaritanos (Lc 17:16;
Jo 4; At 1:8; At 8:5,14; At 9:31) e até uma conduta
destes que é contraposta à conduta do farisaísmo (Lc
10:25-37).
Ao extrairmos os ensinos que a história deste grupo nos traz,
podemos concluir que o verdadeiro evangelho não faz acepção
de pessoas, e trata a todos de igual para igual, independente
dos erros passados.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Essênios essenoi – “médico”
• Enquanto os fariseus se tornaram sinônimos de hipócritas e os
saduceus de mundanismo, o essênismo se torna sinônimo de
isolacionismo.
• Surgem em uma tentativa de manter a instrução Escriturística
viva, assim como os fariseus, mas sem a hipocrisia
característica desse grupo, e a busca por uma vida de
fidelidade e compromisso, diferentemente dos saduceus.
Charles C. Ryrie afirma que o “essenismo foi uma reação ascética ao
externalismo dos fariseus e ao mundanismo dos saduceus”. O problema é que
eles pensavam que para se cultivar uma vida de santidade teriam que viver
isolados do mundo, em um sistema de ascetismo.
• Dedicavam ao estudo das Escrituras, a oração e as lavagens
cerimoniais (Mikvah). Dividiam seus bens com a comunidade e
eram conhecidos por seu trabalho e vida piedosa.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Essênios essenoi – “médico”
• Nos achados do Mar Morto, os manuscritos de Qumran,
encontram-se evidências de que os essênios se isolaram por
desejarem abandonar as influências corruptas das cidades
judaicas. Eles se dedicaram a preparar o “caminho do Senhor”,
crendo que o Messias viria, e consideravam-se o verdadeiro
Israel.
Segundo Josefo, os essênios, além de enviar suas oferendas ao
templo, realizavam seus sacrifícios de forma diferente do
restante dos judeus e acentuavam a importância da purificação.
Por causa dessa diferenciação ritualística, os judeus os proibiram
de sacrificar no templo, que os mesmos essênios afirmavam
estar contaminado pela impureza da religiosidade social e
judaica.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Essênios essenoi – “médico”
• O historiador Plínio, o velho, apresenta algumas
características desse grupo:
Trata-se de um povo único em seu gênero e admirável no mundo
inteiro, mais que qualquer outro: sem nenhuma mulher e tendo
renunciado inteiramente ao amor; sem dinheiro e tendo por única
companhia as palmeiras. Dia após dia esse povo renasce em igual
número, graças à grande quantidade dos que chegam; com efeito,
afluem aqui em grande número aqueles que a vida leva, cansados das
oscilações da sorte, a adotar seus costumes (…) Abaixo desses ficava a
cidade de Engaddi, cuja importância só era inferior à de Jericó por sua
fertilidade e seus palmeirais, mas que se tornou hoje um montão de
ruínas. Depois vem a fortaleza de Massada, situada num rochedo, não
muito distante do mar Morto.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Essênios essenoi – “médico”
O que aprendemos com eles?

Ao extrairmos os ensinos que a história deste grupo nos


traz, aprendemos que para haver uma vida de
santidade e dedicação não é necessário o isolamento.
A luz deve brilhar em meio as trevas e o sal deve
temperar onde não há tempero.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Zelotes hebraico qanna “zeloso” ou “devoto”
• Sentimento parecido com Essênios, porém com estratégias
muito diferentes, prevalecendo a luta como principal arma.
• Os zelotes são um grupo que se destaca como sendo o mais
radical dentro do judaísmo. Foram os principais
responsáveis por produzirem os levantes contra Roma,
provocando a Guerra judia (66-70 d.C.), culminando na
destruição de Jerusalém e do Templo. Os zelotes tornaram-
se sinônimos de ‘fervorosos’, e foram os que uniram o
fervor religioso com o compromisso social, assim como os
sicários.
• Este grupo rebelde idealizava a vinda do Messias mediante
uma ação revolucionária, que resultaria em sua libertação
das mãos opressoras de Roma e do helenismo.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Zelotes hebraico qanna “zeloso” ou “devoto”
• Simão (um dos 12 apóstolos) havia pertencido a este
partido. Lc 6.15
• De acordo com Horsley e Hanson
O zelo por Deus e pela Lei de Deus não pode ser
utilizado como características para se denominar um
grupo, pois de certa forma todos os grupos judeus
possuíam essa característica. No entanto, o que
caracteriza os zelotes não é apenas esse zelo tão
somente, mas a manifestação desse zelo através do
desejo de revolução e luta como meio de libertação.
Isso é o que o faz diferente de outros grupos.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Zelotes hebraico qanna “zeloso” ou “devoto”
• O que aprendemos com os zelotes?
“Não por força nem por violência, mas pelo Meu
Espírito, diz o Senhor dos Exércitos “(Zc 4:6).
Nosso mundo, nossa nação, nossos governantes...
enfim pode ser que todo o nosso contexto seja de
injustiça, maldades e perversões, mas a vitória sempre
virá ao povo do SENHOR pelo Seu Espírito.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Herodianos
• Era um grupo de judeus que acreditava na cooperação com
Herodes para haver o favorecimento dos judeus, muito
embora Herodes considerasse a si mesmo um “deus vivo”,
tentando helenizar Israel, exercendo forte pressão política
sobre a nação judaica e buscando corromper os costumes
judaicos.
• Historiadores diversos revelam que os herodianos criam
ser Herodes o Messias, surgindo em defesa de Herodes
para adquirir algum tipo de benefício. Perseguiam a Cristo
por isso (Mc 3.6; 12.13; Mt 22.16).
Tognini declara que “os herodianos eram um partido mais político que
religioso. Eram um com os saduceus em religião, divergindo apenas em um ou
outro ponto político”. E Hale apresenta os herodianos como um grupo
independente e oriundo de uma ala esquerdista dos saduceus.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Herodianos
• Esse grupo se colocava à disposição do governo romano,
trabalhando como espiões que observavam continuamente
possíveis situações que poderiam trazer problemas ao
governo, como rebeliões políticas, insurreições ou movimentos
messiânicos, a exemplo de Jesus e seus discípulos, como
declaram Saulnier e Rolland.
• Ao passo que os zelotes eram fervorosos defensores de uma
rebelião, os herodianos se tornam então seus opositores.

Ao extrairmos os ensinos que a história deste grupo nos traz, perceberemos


que existem, em todos os períodos de tempo, aqueles que sempre estarão
dispostos a sacrificar as convicções em troca do recebimento de benefícios
pessoais. Para estes, o que mais importa é estar ao lado daquele que lhes
proporciona benefícios, pois assim poderão experimentar os resultados
trazidos pela influência e status do poder.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Publicanos
• Eram os responsáveis pela arrecadação das taxas, tributos e
impostos no âmbito do território romano, que é preciso informar,
tratavam-se de abusivos e que não traziam qualquer benefício a
população.
• Alguns estudiosos estabelecem que havia dois tipos de publicanos:
os gerais, a quem cabia velar pelos tributos cobrados dos judeus
ante o Imperador; e regionais, designados entre as próprias
populações de quem as taxas eram arrecadadas, estes em alguns
casos cobravam a mais para aumentar seu ganho. Eram
considerados os verdadeiros ladrões e por trabalharem para
Roma, vistos como traidores.
• Normalmente vistos de modo negativo, como depreendemos das
próprias palavras de JESUS “Porque, se amardes os que vos
amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos
também o mesmo?” (Mateus 5.46).
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Publicanos
• Diferentemente dos Fariseus, não podiam ser acusados de hipocrisia.
Lc 18.9-18 A parábola do fariseu e do publicano, um religioso com
espiritualidade de pecador, e um pecador com uma atitude de
espiritualidade.
• Dois exemplos de publicanos no NT são o apóstolo, chamado de Levi
ou também de Mateus e Zaqueu. Ambos são exemplos de
publicanos que se converteram diante da mensagem de Jesus Cristo.
• “Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor,
resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma
coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.” (Lucas
19.8).
• Mateus por outro lado, largou o lucrativo trabalho de cobrador de
impostos para seguir JESUS, tendo se tornado de acordo com a
tradição o escritor do evangelho segundo Mateus.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Publicanos

Pr. Moisés Sampaio de Paula


Publicanos Tributos
Basicamente eram de duas espécies.
1. Sobre propriedade, tributum agri
2. Sobre pessoas, tributum capitis e os demais
ingressos do estado vectigalia
Vectigalia – dentre estes, destaca-se o portório,
imposto cobrado pelo trânsito de mercadoria, que é o
correspondente a impostos modernos, alfandegário,
consumo e pedágio.

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Escribas Mestres da Lei
“Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras,
o escriba das palavras, dos mandamentos e dos estatutos do SENHOR
sobre Israel:” (Esdras 7. 11).
“Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-
ei para onde quer que fores.” (Mateus 8. 19)
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã,
do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da
lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso
praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante. (Mateus
23,23)
“Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus (…)
Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os
ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo
querem movê-los.” (Mateus 23. 2, 4)

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Escribas Mestres da Lei
• Se os sacerdotes estavam a serviço do templo,
podemos dizer que os escribas estavam a serviço das
sinagogas
• Eram os eruditos Homens de letra, aos quais
pertenciam o estudo profissional da lei de Moisés. O
seu trabalho abrangia o desenvolvimento teórico da
lei, além de fazerem cópias exatas para uso nas
sinagogas. Criaram a chamada TRADIÇÃO DOS
ANCIÃOS (Mateus 15.2-9) e eram chamados também
de doutores da lei (Lucas 5.17).

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Conclusão
• O Israel do 1º século possuía uma gama de facções e grupos
étnico-filosófico-político-religiosos que promoviam uma nação
fragmentada.
• Se por um lado a resistência judaica visava a preservação de
sua religião e cultura contra a tentativa de helenização e
paganização de seu povo, por outro lado essa resistência se
formava em frentes que tinham interesses particulares e que
se uniam apenas em ocasiões muito especiais em prol de um
objetivo comum, como no caso da perseguição contra Jesus e
Sua crucificação.
• Ainda, como no caso da união e geração da Primeira Guerra
Judaico-Romana, que termina quando as tropas do general
Tito sitiam e destroem a resistência judaica em Jerusalém,
resultando em um domínio romano mais acirrado.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Conclusão
• A este grupo fragmentado, JESUS tem uma mensagem
especial.
• Para os fariseus é apresentada a mensagem de
reprovação quanto a sua hipocrisia. Aos saduceus é
apresentada a mensagem de que o amor ao mundo é
inimizade contra Deus. Para samaritanos é apresentada a
mensagem de que ninguém podia servir a dois senhores.
Para os essênios é apresentada a mensagem de que a luz
deve brilhar em meio as trevas. Para os herodianos é
apresentada a mensagem de que aquele que amar a sua
vida esse perdê-la-á. Para os zelotes é apresentada a
mensagem de que aquele que vive pela espada morre
por ela, e assim sucessivamente aos demais grupos.
TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,
Conclusão
• Posteriormente surge outro grupo. Um grupo
formado pela união de judeus e gentios. Povos de
todas as raças, tribos, línguas e nações. Povos que
foram redimidos pelo Messias e se tornaram seus
seguidores em todas as partes do globo, através dos
séculos. Esse grupo perdura até os dias de hoje, e o
seu fundador, Jesus Cristo, disse: “sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela” (Mt 16:18).
• Nosso desafio??? Fazer de novo, é mais fácil que fazer
novo (Pr. Israel Almeida).

TOGNINI, Enéas. O período Interbíblico. São Paulo: Hagnos, 2009,


Período
Político
Israel
Dividido
O Que é Período Intertestamentário?
•Tempo compreendido entre o fim do AT até o início no NT com o
nascimento de JESUS. (sec. 4 a.C até 1 d.C) +/- 400 anos

•O AT encerra deste modo a história dos reinos do Norte e do Sul


•Norte (Israel) - cativeiro Assírio, com destruição da capital,
Samaria em 722 a.C,
•Sul (Judá) - cativeiro babilônico, com destruição de Jerusalém em
586 a.C. e com o regresso à Palestina de parte dos exilados para
reconstruir a nação, o templo e Jerusalém.
•Retorno no início de 537 a.C e no ano de 444 a.C para
reconstrução dos muros de Jerusalém sob liderança de Esdras e
Neemias (PACKER, 2003).
“hiato profético” (GUNDRY, 1987)
O Que é Período Intertestamentário?
• Muitos temas, nomes, seitas, literatura,
doutrinas, pertencem a este período (Neemias
424 a.C. até 3 a.C.)
• 1. Ajuda a entender o fundo histórico do N.T.
• 2. Explica a origem e desenvolvimento de
costumes , instituições e vida religiosa do
judaísmo no período do N.T.
• 3.Revela como Deus prepara o mundo para a
vinda de Seu Filho JESUS.
Retorno do Cativeiro
Babilônia cai sob o domínio Persa (Ciro – 539
a.C)

Ciro decreta que todos os refugiados podiam


voltar para suas terras de origem (2 Cr 36:22; Ed
1:1) – 50.000 refugiados retornam.

O exílio terminou 70 anos depois que os


babilônios sitiaram Judá em 606 a.C, conforme
Deus havia predito (Jr 25:11). O domínio Persa
foi na sua maior parte, brando e tolerante.
Retorno do Cativeiro
“Porque assim diz o SENHOR: Certamente que passados
setenta anos em babilônia, vos visitarei, e cumprirei sobre
vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.
Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso
respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal,
para vos dar o fim que esperais.
Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei.
E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com
todo o vosso coração.
E serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei voltar os vossos
cativos e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os
lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a
trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.”
Jeremias 29:10-14
Retorno do Cativeiro
Queda da Babilônia
Segundo o relato bíblico de Daniel 5:5-9, durante o banquete
de Belshazzar uma escrita enigmática em aramaico é
visualizada nas paredes do palácio: MENE, MENE, TEQUEL e
PARSIM

MENE significa "contou", "mediu". Em aramaico, Mené


menah Elahá significa "Deus contou", ou seja, Deus pôs
um fim no seu reinado.
TEQUEL, em aramaico significa "pesado", ou seja, o rei foi
julgado.
PARSIM (u-farsín) é plural de perés, que significa
"dividido". Em aramaico, perés parisáth significa que "teu
reino foi dividido", ou seja, seu reino havia chegado ao fim.
(Daniel 8:1) Com base nisto, a duração do seu governo terá sido
de cerca de 3 anos. Na madrugda de 5 de Outubro de 539 a.C., a
cidade de Babilónia foi ocupada sem batalha pelos exércitos de
Ciro II e Belsazar executado na mesma noite
Retorno do Cativeiro
A reconstrução do templo recomeçou no 2° ano de Dario I, em
520 a.C. sob o ministério profético de Ageu e de Zacarias (Ed
4:24; 5:1-2; Ag 1:1-15; 2:1-9). Sendo completada no 6° ano de
Dario (Ed 6:15), o que seria por volta de 516 a.C.

Esdras levou um contingente de judeus para Jerusalém no sétimo


ano de Artaxerxes (Ed 7:7-10), por volta de 458 a.C. Para ajudar a
Esdras e ao grupo judaico, Neemias conseguiu a nomeação de
governador da terra, chegando a terra por volta de 445 a.C

Alexandre o Grande invadiu o império persa, derrotando Dario III


em Issus (333 a.C.), tomando as cidades fenícias e ocupando o
Egito. Dario, fugindo de Alexandre, foi assassinado por um de
seus governadores (330). Assim, Alexandre incorporou o império
Persa ao seu próprio império.
Reis do Império Persa 536 a.C – 333 a.C
Reis do Império Persa de Interesse Bíblico
Nome do Datas Eventos do Reinado
Rei Aprox.
Ciro II ( O 550-530 Seu decreto permitiu a volta dos exilados à
grande) a.C Judá, a reconstrução do Templo em
Jerusalém e a devolução dos tesouros da
Templo (Esdras 1.1-4)
Cambises II Não mencionado na Bíblia
Dario I 522-486 Invadiu a Grécia mas sofreu derrota em
a.C. Maratona em 490. Ageu e Zacarias
pregaram em Judá (520 a.C.) e o Templo foi
finalmente reconstruído (520-515) (Esdras
6.13-18).
Reis do Império Persa
Reis do Império Persa de Interesse Bíblico
Nome do Datas Eventos do Reinado
Rei Aprox.
Xerxes I 486-465 Invadiu a Grécia (484-479 a.C.); venceu os
a.C. gregos com dificuldade no desfiladeiro das
Termópilas e tomou Atenas, mas sofreu
derrotas na baía de Salamina (480), em
Platéia e no cabo Mícale. Então, voltou à
Pérsia vencido (479). Não é mencionado na
Bíblia
Artaxerxes I 465-424 Filho de Xerxes I; aparentemente fez um
Longímano a.C. acordo com os gregos, a chamada ‘Paz de
Calias’ (449 a.C.). Os ministérios de
Malaquias, Neemias e Esdras ocorreram
durante o reinado de Artaxerxes I.
Características do Período Persa
1- Decadência espiritual vista em Ageu e
Malaquias.
2- Desenvolvimento do poder do sumo
sacerdote
Após Neemias , Judéia foi incluída na província
da Síria. Assim o sumo-sacerdote se tornou
governador da Judéia e autoridade da Síria.
3- Os inícios do movimento escriba com um
interesse exagerado na Letra da Lei.
Os 6 Períodos Históricos
1.Período persa (536 a.C. - 333 a.C.)
2.Período grego (331 a.C. - 323a.C.)
3.Período grego egípcio (Ptolomeu) (323
a.C. - 204 a.C.)
4.Período grego sírio (Selêucida) (204 a.C.
– 165 a.C.)
5.Período macabeu (165 a.C. - 63 a.C.)
6.Período romano (a partir de 63a.C. )
Israel Sob Domínio Grego 331 a.C – 323 a.C
Em 335 a.C, Alexandre deu início a seu reinado
de doze anos.

A Sua Origem
1- Felipe de Macedônia uniu os estados gregos para
expulsar os persas da Ásia Menor. Morreu assassinado
durante uma festa. ( 337 a . C.)
2- Alexandre seu filho, de grande capacidade de
liderança, educado sob o famoso Aristóteles , era
devotado a cultura grega. Tirou sua inspiração da ilíada
de Homero.
Israel Sob Domínio Grego 331 a.C – 323 a.C
Relacionado à história do povo judeu, segundo a
tradição, Alexandre tratou os judeus favoravelmente, e
eles lutaram em seu exército. A influência mais
marcante dos gregos é encontrada na influência
cultural, processo este chamado de “helenização”.

Aplicando-se ao domínio grego com os judeus, esta


helenização não era compatível às visões religiosas e
outros aspectos tão distintivos da religião judaica. Por
esta razão a forma de helenizar foi mais suave, ao invés
de assimilar o judaísmo no helenismo, buscou-se
conciliar o helenismo ao judaísmo – de acordo com a
Torá.
Israel Sob Domínio Grego
Alexandre não viveu muito para desfrutar de suas
vitórias. Morreu com apenas 33 anos, ninguém o
sucedeu. Seu império foi dividido em 4 partes por seus
4 generais, Lisímaco, Cassandro dois deles, Ptolomeu e
Seleuco I, envolver-se-iam no governo da Palestina.

Dn 8. 21 mas o bode peludo é o rei da Grécia; o


chifre grande entre os olhos é o primeiro rei;
22 o ter sido quebrado, levantando-se quatro em
lugar dele, significa que quatro reinos se
levantarão deste povo, mas não com força igual
à que ele tinha.
Israel Sob Domínio Grego-Egípcio
Os Ptolomeus governaram sobre os judeus entre
320 a 198 a.C.. Ptolomeu I capturou Jerusalém
em um dia de sábado. Teve Cleópatra como o
último membro da dinastia dos ptolomeus.

Conforme a tradição também, sob Ptolomeu II


Filadelfio (285 - 246 a.C) 72 eruditos judeus (6 de
cada tribo) fizeram a tradução do AT para o
grego, chamada de Septuaginta em Alexandria.
Israel Sob Domínio Grego-Egípcio
Reis Períodos Acontecimentos
Ptolomeu I 323 a 285 a.C.
(Sóter)
Ptolomeu II 285 a 246 a.C. Durante o seu governo foi elaborada,
(Filadelfo) em Alexandria, a Septuaginta.
Ptolomeu III 246 a 221 a.C.
(Evergetes)
Ptolomeu IV 221 a 203 a.C. Perseguiu os Judeus, certa vez tento
(Filópater) invadir o Santo dos Santos, contudo
foi tomado de pavor repentino e
desistiu.
Ptolomeu 203 a 181 a.C. Tinha 5 anos quando seu pai morreu,
Epifânio Aproveitando a situação, Antíoco - o
Grande, rei da Síria, toma o poder
sobre a Palestina.
Israel Sob Domínio Grego

De grande importância foi a disseminação da língua grega, criando a


possibilidade de pregação do evangelho em uma língua universal e a criação de
uma Bíblia legível em toda a extensão da bacia do Mediterrâneo.
Israel Sob Domínio Ptolomeu e Selêucida
Já os Selêucidas que
vivam na margem leste
de Israel, liderados por
Antíoco III conseguiram
conquista-la em 198 a.C.
Com a queda do
império Ptolomeu no
Egito, a palestina ficou
sobre sua hegemonia
até 167 a.C
Macabeus 1. 26-28
Israel Sob Domínio Selêucida Grego Sírio
• Antíoco (Síria), o Grande, venceu Ptolomeu em
198 e estabeleceu a capital de seu império em
Antioquia;
• Seleuco sucedeu-o e manteve o mesmo
relacionamento amigável de seu pai com os
judeus;
• Com a morte de Seleuco assume seu filho
Antíoco Epifânio (nome que deu a si mesmo)
significa “deus manifesto” e impôs a helenização na
Judéia, perseguição religiosa e profanação do
templo.
Israel Sob Domínio Selêucida Grego Sírio
Substituiu o sumo sacerdote buscando aquele que lhe
desse apoio político, primeiro obriga Onias III a ceder o
posto a seu irmão Jason (que ofereceu dinheiro e
facilitação a helenização).
Depois este foi deposto e em seu lugar assume
Menelau, que era da tribo de Benjamim, após ter
literalmente comprado o cargo de sumo sacerdote.
Com o boato da morte de Antíoco, Jason reassume o
cargo de sumo sacerdote, que é entendido pro Antíoco
como uma revolta, culminando no retorno de Menelau
e saque ao Templo, além da morte de 40.000 judeus
pelos oficiais de Antíoco.
Israel Sob Domínio Selêucida
2 anos mais tarde, o que era ruim ficou ainda pior...
1. Torna-se ilegal o judaísmo
2. Afim de consolidar seu império e refazer seu tesouro,
Jerusalém é saqueada, casas são derrubadas, judeus são
mortos, mulheres e crianças escravizadas
3. Torna-se crime a circuncisão, guarda do sábado, celebração
de festividades judaicas e possuir cópias do AT.
4. Sacrifícios pagãos tornam-se compulsórios, um altar pagão e
uma estátua a Zeus são erigidos no templo, animais imundos
(porcos) foram sacrificados no altar e a prostituição
“sagrada” passou a ser praticada no recinto do templo.
Seu intuito inicial era combinar a religião grega com a judaica,
mas seu modo de agir provocou a insurgência judaica, levando a
instabilidade política e o fim do domínio grego sobre Israel.
Período dos Macabeus 165 a.C - 63a.C
Basicamente representava a autodefesa do judaísmo contra
a “helenização” forçada, implementada por Antíoco.

Teve início quando um oficial de Antíoco vai até a cidade de


Modin, e solicita que realizassem um sacrifício pagão,
Matatias (dom de DEUS) se recusa a fazê-lo, mata um judeu que
sacrificava no local, mata o oficial que o instou e destrói o
altar. Os 5 filhos de Matatias são João, Simão, Judas, Eleazar
e Jonatas)

Tendo início em 167 a.C, a revolta é liderada pela família de


Matatias. O nome Hasmoneus, vem do bisavô de Matatias,
Hasmom, e Macabeus (martelo), veio do apelido conferido a
um dos filhos de Matatias, Judas.
Período dos Macabeus
Por três vezes os sírios lutaram contra os fiéis judeus,
mas em nenhuma delas obtiveram êxito. Três anos após
o dia de sua profanação, o templo foi purificado e os
sírios estabeleceram a paz com os judeus

Judas Macabeu encabeçava campanhas utilizando o método


de guerrilha. Além da rededicação do Templo em 164 a.C.,
dando origem a Festa da Dedicação Jo 10.22, ainda
conseguiu o estabelecimento de um estado judaico
parcialmente autônomo e reconhecido pelos sírios, mais
tarde, em um estado judeu independente, que perdurou
até a conquista romana em 63 a.C. (134 e 63 a.C – 70 anos)

O domínio da dinastia hasmoneana de 147 a 37 a.C; dinastia real e sacerdotal


Período dos Macabeus
Matatias de idade avançada, logo morre,
deixando o exército sob o comando de seu filho
aguerrido Judas o Macabeu.
Simão o outro filho de Mataias, ficou sob o
comando da nação.

São muitas as batalhas narradas no livro de


Macabeus, principalmente no segundo, mas o
fato mais marcante é a intervenção do SENHOR
salvando o seu povo. É fácil de entender a
desvantagem numérica que Israel vivia.
Período dos Macabeus
• Restaurou a nação da decadência política e religiosa.
• Criou um espírito nacionalista, uniu a nação e
suscitou coragem.
• Deu um novo impulso ao judaísmo, novo zelo pela lei
e esperança messiânica.
• Intensificou o desenvolvimentos dos dois
movimentos que se tornaram os Fariseus e os
Saduceus.
a- Os Fariseus surgiram do grupo purista e nacionalista.
b- Os Saduceus surgiram do grupo que se aliou com os
helenistas.
E Qual Foi O Problema....
Entre um estado independente e a
dominação romana???
Disputas internas entre judeus pró-helenistas e os anti-
helenistas, desperdiçaram a oportunidade com lutas entre
as famílias, mesmo dentro da própria dinastia hasmoneana.

Os Hasidim Assideus (puritanos) que dariam origem aos


Fariseus e Essênios tinham propósitos diferentes dos
Hasmoneus que dariam origem aos Saduceus
Além disso, os Hasmoneus não descendiam nem de Davi
(linhagem real) nem de Arão (linhagem sacerdotal), assim
não gozavam de legitimidade.
“reinado” Hasmoneu
Nome Evento
Matatias Sacerdote idoso que iniciou a revolta
Judas Filho de Matatias; grande general que derrotou o exército
Macabeu selêucida em muitas batalhas
Jônatas Filho mais novo de Matatias; após lutas contra os
selêucidas, foi designado por eles sumo-sacerdote
Governo Hasmoneu
Simão Segundo filho de Matatias; ganhou concessões, inclusive
total isenção de imposto. Simão é o fundador da dinastia
dos Hasmoneus
João Filho de Simão; anexou Samaria e Iduméia, criticado pelos
Hircano I Fariseus, procurou apoio dos Saduceus mudando de
partido (primeira vez citados na literatura). Todos os povos dominados
tiveram que se converter ao judaísmo, homens foram
circuncidados (Herodes era Idumeu). Continua....
“reinado” Hasmoneu
Nome Evento
Aristóbulo Filho de João Hircano I; anexou a parte norte da Galiléia;
foi o primeiro dos hasmoneus a usar o título “rei.”
Encerrou seus imãos e sua mãe na prisão, onde viria a
morrer de fome.
Alexandre Outro filho de João Hircano I; anexou toda a Palestina,
Janaios Filistia e parte da Transjordânia ao seu reino; mandou
crucificar 600 de seus adversários, isto é, os fariseus e seus
seguidores.
Salomé Viúva de Alexandre J.; designou seu filho Hircano II como
Alexandra sumo-sacerdote; favoreceu os fariseus contra os saduceus.
Na verdade os fariseus governaram neste período.
Hircano II e Irmãos rivais, que disputavam entre si o trono hasmoneu,
Aristóbulo II sem resolução da disputa.
Pompeu e as forças romanas entraram em Jerusalém, acabando com o
reinado hasmoneu e a independência política dos judeus.
“reinado” Hasmoneu
O fim da Dinastia Hasmonéia
Hircano II Aristóbulo II
Empreenderam uma guerra, chegando ao entendimento que
Aristóbulo reinaria e Hircano retirara-se para uma vida de ócio.
Tem início o fio da
meada da história de Aristóbulo II
Herodes o Grande

Antípatro (pai de Herodes) era um rico Idumeu, faz grandes intrigas com
Hircano e os Árabes, afim de depor Aristóbulo e entronizar Hircano.
As batalhas entre os irmãos, levou a Aristóbulo buscar ajuda com
Pompeu, que em troca de dinheiro lhe prestou auxílio na primeira
oportunidade, mas na segunda Judéia passou a ser tributária de Roma,
sepultando assim a ambição dos irmãos, os muros de Jerusalém são
derribados, Aristóbulo segue prisioneiro a Roma e Hircano reassume a
função de sumo-sacerdote.
Início da dominação Romana A partir de 63 a.C
Início da dominação Romana A partir de 63 a.C

No ano 59 a.C Julio César, Pompeu e Crasso se juntam


para formar o primeiro triunvirato a governar Roma,
Cesar fora eleito Cônsul e precisava de apoio. Entre
mortes, desentendimentos e inimizades, Julio César
torna-se Cônsul pela segunda vez em 48 a.C
Em 47 a.C, em campanha pelo Egito, Cesar afasta do
trono o rei Ptolomeu XIII e o substituiu por sua irmã,
Cleópatra, com quem vem a gerar um filho, Ptolomeu
XV (Cesarion). Em 44 a.C é assassinado numa reunião
do senado romano.
Início da dominação Romana
Segundo Triunvirato. Otávio Augusto, filho adotivo de
Cesar, Lépido e Marco Antônio. Depois de 5 anos, Lépido
é exilado de Roma, e a aliança entre Otávio Augusto e
Marco Antônio é rompida, quando este devolve Otávia,
sua esposa e filha de Otávio, para casar-se com Cleópatra,
a quem Cesar havia nomeado rainha do Egito.

Trava-se então uma luta de poder entre os dois, sendo


finalmente vencida por Otávio, que em 27 a.C torna-se
Imperador, com o título de Augustus. É sua ordem de
alistamento do mundo romano, ocasião em que José e
Maria viajam para Belém.
Herodes Governador da Judéia
Herodes era idumeu (Edomitas, descendentes de Esaú), povo que fora
“judaizado”, sobretudo no período de João Hircano
A partir de 63 a.C a Judéia passou a ser administrada pelo
governador romano da Síria sendo dividida em quatro
tetrarquias.

Antípatro (pai de Herodes o Grande), tornou-se próximo de


Pompeu, Cesar, Marco Antônio e tornou-se amigo pessoal de
Julio Cesar. Ajudando-os com alimentos e até mesmo com
soldados em muitas batalhas, inclusive salvando a vida de
Mitrídates, um dos Generais de Cesar.

Por tudo isso, Antípatro foi nomeado administrador da Judéia.


A relação entre Antípatro e Hircano sempre foram boas.
Herodes Governador da Judéia
Por volta de 47 AC, Antípatro conseguiu nomear seu filho Fasael
governador, ou tetrarca da Judéia, e Herodes, com apenas quinze
anos de idade, tetrarca da Galiléia.
Depois da morte de Cesar, durante os muitos desentendimentos
ocorridos em Roma, a família de Antípatro sempre soube escolher
o lado que apoiaria, quando não ambos.

O fato é que Cássio era contrário a Marco Antônio e Augusto e


veio a ser por estes derrotado. Herodes por sua vez era aliado de
Cássio. Este não tarda em procurar Marco Antônio a fim de
explicar-se (levando grande soma em dinheiro).

Os irmãos foram então confirmados tetrarcas da Judéia


Herodes Governador da Judéia
Antígono, que era filho de Aristóbulo II, através de uma trama
complexa, conseguiu tomar o poder na Judeia, Fazel, irmão de
Herodes, é aprisionado e se mata na prisão.
Antígono determina que uma orelha de Hircano (seu tio) fosse
cortada, deste modo, impossibilitando-o definitivamente para o
sacerdócio.

Herodes travou várias batalhas com Antígono, vindo a desposar


Marina, neta do Rei Aristóbulo, buscando assim alguma ligação
com a família Hasmoneia.

Antígono, tendo sido preso após breve governo, foi levado a


Marco Antônio, que por solicitação ($$) de Herodes, cortou-lhe a
cabeça.
Herodes Governador da Judéia
A gloriosa campanha dos Macabeus, acabou por
legitimar um grupo de ambiciosos, tanto pelo trono de
Davi, como pelo sacerdócio como instrumento de poder.
Aos olhos do povo... Pouca diferença havia de fato entre
Herodes e a dinastia Hasmoneia.
O medo de Herodes em perder o poder, o fez assassinar seu
cunhado irmão de Mariana, também chamado Aristóbulo e sumo
sacerdote no templo. Depois foi a vez de Hircano, seus filhos e até
sua esposa Mariana.
Apesar de toda maldade, muitas foram as suas realizações, tendo
construído muitas cidades e palácios, cujas ruínas podem ser
visitadas até os dia de hoje.
Herodes Governador da Judéia
Agripa II é o último governante da
família herodiana. Quando
Jerusalém é destruída em 70 d.C.,
ele muda-se para Roma, onde
morre após o ano 93 d.C.

41 até 44 d.C
Atos 25-26
Atos 12:2-23
Mandou matar o
apóstolo Tiago, e quis
fazer o mesmo com Pedro
Herodes Governador da Judéia
Descendentes
de Herodes e
outros...
•Herodes o Grande, rei da
Galilea, Samaria, Judeia e
Idumeia (37 - 4 a.C.)
•Herodes Antipas, rei da Galilea
e da Pereia (1 a.C.-39 d.C.)
•Arquelau, Tetrarca da Judeia,
Idumeia e Samaria (1 a.C - 4 d.C.)
•Filipe, Itureia, Traconites,
Gaulanites, Bataneia (1ª.C – 34
d.C)
•Pilatos, Governador romano, da
Judeia, de origem Siria (26-36
d.C.)
•Caifás, Sumo Sacerdote (18-37
d.C.)
Imperadores Romanos do N.T.
1. Cesár Augusto Otaviano - ano 27 a.C. a 14 d.C. -
Nascimento de Jesus - Início do culto ao Imperador. (Lc.2.1)
2.Tibério Júlio César Augusto - 14 a 27 - Ministério e Morte
de Jesus. (Lc.3.1).
3.Gaio Júlio César Germânico Calígula - 37 a 41 - Quis sua
estátua no templo em Jerusalém. Morreu antes que sua
ordem fosse cumprida.
4.Tibério Cláudio César Augusto Germânico - 41 a 54 -
Expulsou os judeus de Roma. (At.18.2).
5.Nero Cláudio César Augusto Germânico - 54 a 68 -
Começa perseguição de Roma contra os cristãos. Paulo e
Pedro morrem (At. 25.10; 28.19).
6.Sérvio Galba César Augusto 68 - Cerco a Jerusalém.
Imperadores Romanos do N.T.
7.Marcos Oto César Augusto - 69 – mantém o cerco a
Jerusalém.
8.Aulus Vitélio Germânico Augusto - 69 - mantém o
cerco a Jerusalém.
9.César Vespasiano Augusto - 69 a 79 – Tinha sido
general de Nero. Coloca seu filho Tito como general. No
ano 70, determina a destruição de Jerusalém.
10.Tito César Vespasiano Augusto - 79-81.
11.César Domiciano Augusto Germânico - 81 a 96 -
Exigia ser chamado Senhor e Deus. Grande
perseguição. O apóstolo João ainda vivia durante o
governo de Domiciano.
Fontes Para Pesquisa e
Aprofundamento
https://cronologiadabiblia.wordpress.com/2011/06/17/o-periodo-
hasmoneu/

https://cronologiadabiblia.wordpress.com/2011/06/17/o-surgimento-dos-
partidos-religiosos/
Mas o Número 4 nas Escrituras
Tem Algum Sentido Especial?
• Assim podemos começar a entender porque DEUS usou 4 evangelistas
para revelar Seu Filho, seu princípio enquanto humano, conforme
acabamos de ler em Mt.
• Voltemos a Gn 2.10, havia um rio originário, um único rio que em dado
momento abria-se em 4 braços, é exatamente isso que os evangelistas
fazem, JESUS é esta única provisão para a criação e os evangelistas o
revelam em 4 aspectos principais.
• O primeiro foi Mateus, ele revela que JESUS é Rei segundo DEUS.
• O que o senhor está querendo nos mostrar com estas coisas?
• EVANGELHOS SINÓTICOS
• Os exegetas (tem tarefa de interpretar e dar seu significado) chamamevangelhos sinópticos aos de Mateus, Marcos e Lucas; desde que a exegese começou a ser aplicada
à Bíblia ainda no século XVIII que os especialistas se aperceberam que, dos quatro evangelhos, os três primeiros apresentavam grandes semelhanças em si, de tal forma
que se colocados em três grelhas paralelas - donde vem o nome sinóptico, do grego συν, "syn" (junto)e οψις, "opsis" (ver) -, os assuntos neles abordados correspondiam
quase inteiramente. Por parecer que quase teriam ido beber as suas informações a uma mesma fonte, como os primeiros grandes exegetas eram alemaes, designaram
essa fonte por Q, abreviatura de Quelle, que significa precisamente "fonte" em alemão.
• Os livros que formam o cânon do Novo Testamento não estão ali por acaso. No primeiro século, no início da igreja, várias circunstâncias daquele tempo fizeram com que
fossem necessários critérios de aceitação dos escritos a respeito da vida e obra de Jesus que influenciariam doutrinariamente a igreja recém-nascida. Um dos primeiros e
principais critérios da igreja para aceitar um livro como autoridade doutrinária rezava que este deveria ter sido escrito por um apóstolo ou seu discípulo, o que garantia a
procedência da doutrina ali ensinada.
• Com base neste critério, as primeiras listas dos livros canônicos colocavam os evangelhos na ordem de Mateus, João, Lucas e Marcos; uma vez que os dois primeiros eram
apóstolos, então lhes era conferida maior autoridade, e os dois últimos eram discípulos de Paulo e Pedro, respectivamente. Com o passar do tempo e com a percepção da
semelhança entre Mateus, Marcos e Lucas, estes três livros passaram e constar na ordem que estão hoje em nossas Bíblias. A tradição ainda conservou Mateus como o
primeiro, devido à autoridade apostólica, seguido por Marcos e Lucas, agrupados devido à mesma linha literária, e depois João, que possui um estilo literário distinto
dos três primeiros.
Os evangelhos sinóticos estão relacionados um com o outro segundo o seguinte esquema: se o conteúdo de cada evangelho é indexado em 100, então quando se
compara esse resultado se obtém: Marcos tem 7 peculiaridades e 93 coincidências. Mateus tem 42 peculiaridades e 58 coincidências. Lucas tem 59 peculiaridades e 41
coincidências. Isso é, 13/14 (treze quatorze avos) de Marcos,4/7 de Mateus e 2/5 de Lucas descrevem os mesmos eventos em linguagem similar.
• Como Jesus é apresentado
• “Mateus” – escreveu imediatamente para os judeus e, mediatamente, para uma comunidade gentílica. É o único dos evangelistas bíblicos que apresenta a palavra “Igreja”
(ekklessia, no grego. MT 16:18). Sua “teologia da mensagem” versa sobre a “Realeza de Cristo (Messias)”. É o que mais fala no Reino de Deus – particularmente no “Reino
dos Céus“, expressão que lhe é peculiar, talvez por um cuidado rabínico em não expressar constantemente o nome de Deus (daí não usar o termo “Reino de Deus”).

• “Marcos” – “Marcos” foi o primeiro dos Evangelhos bíblicos escritos, e não“Mateus”. Sabe-se que os livros bíblicos não estão na ordem cronológica de sua composição,
mas no caso dos Evangelhos isto não era verdade. Marcos é o menor dos evangelhos (em termos de quantidade de texto) e também traz comotema central o
messianismo de Jesus. Contudo, por causa de características peculiares ao seu relato – em que mostra um estilo prático no conteúdo e na forma -, afirma-se que o
Evangelho é o que enfatiza o “Messias-Servo de Deus”.
• “Lucas” – o evangelho que leva o nome de um dos maiores colaboradores do apóstolo Paulo é o único que tem o destinatário especificado, “Teófilo” (Lc 1:1.4). Lucas,
como os demais sinóticos e o Evangelho de João tambémenfatiza o messianismo de Jesus, com a particularidade de evidenciar o aspecto humano deste. É o Evangelho
em que mais se vê a expressão “Filho do Homem” e é o único em que a genealogia de Jesus retroage até o primeiro homem, Adão. Isto pode denotar a ideia de que
Lucas, que era grego, queria ressaltar que Jesus Cristo, antes de ser “Filho de Davi” ou “Filho de Abrão” – expressões que carregam uma forte conotação etnocêntrica -,
era o “Filho do Homem”, com uma ligação com toda a humanidade.

• “João” – não é considerado um sinótico com os demais, pois não é semelhante aos mesmos. João é, na verdade, 93% diferente dos Evangelhos sinóticos. Isto se dá pela
ênfase do relato joanino, que, como os demais, também enfatiza oaspecto messiânico de Jesus. Contudo, João escreve o Evangelho que leva seu nome de uma maneira
mais peculiar: estão evidenciadas no relato os discursos de Jesus que o ligam à divinidade, ou seja, àqueles que revelam queJesus era Deus. Os discursos “Eu Sou…” de
Jesus, exclusivos de João, consolidam esta idéia. Neste Evangelho Jesus é, por exemplo, “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo14:6), aliando-se especialmente à divindade.
O “prólogo” joanino é um dos mais conhecidos de toda a literatura bíblica (“No princípio era aPalavra (Verbo), e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus” (Jo
1:2). Uma cristologia apurada já pode ser observada neste texto, no qual o autor (João) liga Jesus (“a Palavra”) a Deus, sem confundi-lo com Deus Pai. Assim,Jesus está
com Deus e é Deus, corroborando o tradicional e ortodoxo dogma da divindade e humanidade de Jesus.

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• Que Deus o(a) abençoe!!!
Herodes Governador da Judéia
Conta Josefo que antes de partir ao seu encontro Herodes deixou instruções a José, seu cunhado, que
tomaria conta do governo em sua ausência, que caso viesse a ser condenado, que matasse sua esposa.
Suspeitava que Antônio, tendo ouvido falar da beleza ímpar de Mariana poderia condená-lo à morte para lhe
tomar a mulher.
Herodes comprou mais uma vez sua inocência e na volta à Judéia ouviu boatos falsos sobre a esposa.
Mandou então matar José, o cunhado que deixara no governo, por suspeitar que de alguma forma teria se
tornado íntimo de Mariana, mandando prender também sua sogra por achar que ela teria estimulado a
suposta traição.
No sétimo ano de governo de Herodes, ano 31 AC, mesmo ano em que se deu a batalha de Ácio entre
Augusto e Antônio pelo governo de Roma, houve um grande terremoto na Judéia em que dez mil pessoas
perderam a vida.
Herodes estivera então envolvido numa difícil guerra contra os árabes da qual saiu vencedor. Voltou a
Jerusalém dono de um prestígio que jamais tivera entre os judeus.
Quando se soube que Augusto derrotara Marco Antônio, ninguém duvidou que seria este o fim de Herodes,
uma vez que a amizade entre ele e Antônio era conhecida de todos.
Mandou matar então por precaução a Hircano, para prevenir que se caísse em desgraça com Augusto, este
não o substituiria no poder.
Quando foi ter com Augusto, não sabendo que sorte o esperava, deixou seu irmão no governo, dando
novamente ordens que matasse sua esposa se algo de ruim lhe acontecesse.
Encontrou-se com Augusto em Rodes, quando mais uma vez a sorte lhe sorriu. Quando era de se esperar que
se desculpasse com Augusto pela traição de ter se unido a Marco Antônio, ao contrário, disse que só não
tinha ido combate-lo pessoalmente ao lado de Antônio porque estava na ocasião ocupado numa guerra com
os árabes, e que mesmo assim lhe enviou, conforme estava ao seu alcance na ocasião, mantimentos para seu
exército, de maneira que se orgulhava de ter sido fiel ao amigo a quem devia tudo que tinha. Sendo assim,
morto o amigo, ofereceu a Augusto a mesma lealdade que sempre tivera por Marco Antônio.
Herodes Governador da Judéia
Augusto se impressionou muito com sua sinceridade e não só o perdoou como também o
reconfirmou no reino da Judéia, vindo desde então a ser seu admirador e amigo.
Voltando cheio de glórias desta viagem, Herodes ouviu de alguns da corte uma acusação
mentirosa de que sua esposa Mariana tencionava envenená-lo, o que foi suficiente para ele a
mandasse matar.
Construiu depois disto em Jerusalém um circo e um anfiteatro em que eram praticados jogos
em homenagem a Augusto. Esta atitude distanciou-o definitivamente do povo que era contrário
a estes costumes, culminando o fato com um grupo de revoltosos decidido a matar Herodes
num dia em que havia jogos. O plano foi delatado e todos foram mortos.
Josefo comenta que o delator foi então morto pela população, tendo suas carnes sido picadas e
atiradas aos cães. Herodes descobriu os que o haviam feito tal coisa e mandou mata-los a todos
juntamente com suas famílias.
Herodes viria a recuperar seu prestígio com o povo quando uma grande seca se abateu sobre a
Palestina, de maneira que não havia comida para o povo. Mandou então comprar trigo e
víveres no Egito para o povo a custa de seu próprio dinheiro, o que lhe rendeu em retorno, a
gratidão dos judeus. Ajudou também da mesma forma os povos da Síria, fazendo-o admirado
em todo o mundo romano, de maneira que o ódio por sua pessoa foi momentaneamente
esquecido.
Herodes mandou construir muitos palácios e cidades, entre as quais, Cesaréia, em homenagem
a Augusto, uma cidade magnífica que demorou doze anos para ser erguida, cujas ruínas se pode
visitar ainda nos dias de hoje.