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Escola eleática

• Escola eleática é uma escola filosófica pré-socrática.


Recebeu esse nome em função da cidade Eleia (da
antiga Magna Grécia), situada no sul da Itália e local
de seu florescimento e beleza . Nessa escola
encontramos quatro grandes filósofos: Xenófanes,
Parmênides, Zenão e Melisso. Nesse grupo famoso
de pensadores, as questões filosóficas concentram-
se na comparação entre o valor do conhecimento
sensível e o do conhecimento racional. De suas
reflexões, resultou que o único conhecimento válido
é aquele fornecido pela razão.
Xenófanes
• Xenófanes de Cólofon foi um filósofo grego, nascido na cidade de Cólofon, na
Jónia (atual costa ocidental da Turquia). Cedo deixou sua cidade para levar vida
errante na qualidade de rapsodo. Acredita-se que tenha passado algum tempo na
Sicília e também em Eleia. Segundo a tradição, Xenófanes teria sido mestre de
Parmênides de Eleia. Escreveu unicamente em versos em oposição aos filósofos
jônios como Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto e Anaxímenes de Mileto.
• É a primeira pessoa conhecida a utilizar a observação de fósseis como evidência
para a teoria da história da Terra. Ele verificou a existência de fósseis de peixes e
conchas em localidades distantes da costa marinha, chegando a conclusão que
tais locais em outras épocas estavam embaixo da água e foram fundo de mares.
• Da sua obra restaram uma centena de versos.A sua concepção filosófica destaca-
se pelo combate ao antropomorfismo, afirmando que se os animais tivessem o
dom da pintura, representariam os seus deuses em forma de animais, ou seja, à
sua própria imagem.
• As suas críticas à religião não tinham como objectivo um ataque pleno à dita mas, "dar
ao divino uma pura e elevada ideia: o verdadeiro deus é único, com poder absoluto,
clarividência perfeita, justiça infalível, majestada imóvel; que em pouco se assemelha
aos deuses homéricos sempre a deambular pelo mundo sob o império das paixões", ou
seja: só existe um deus único, em nada semelhante aos homens, que é eterno, não-
gerado, imóvel e puro.
Dados biográficos
Filósofo, poeta, sábio e pensador religioso. Fundador da escola de Eleia. Adversário do
antropomorfismo dos poetas, dedicou-se a demonstrar a unidade e a perfeição de Deus.
Sua doutrina é um panteísmo idealista que vê uma unidade em toda a matéria.
Xenófanes foi provavelmente exilado da Grécia pelos persas que conquistaram Colofão
por volta de 546 a.C.. Depois de viver algum tempo na Sicília e de levar uma vida errante
através do Mediterrâneo, Como poeta nômade, tornou-se através de suas viagens um
homem muito instruído, que sabia interrogar e narrar. A aceitar a veracidade de seus
versos, Xenófanes viveu noventa e dois anos, como ele mesmo transcreve nesse trecho:
“Já sessenta e sete anos se passaram; Fazendo vagar meu pensamento pela terra da
Hélade; De meu nascimento até então vinte e cinco a mais; Se é que eu sei falar com
verdade sobre isso.”
A Teologia de Xenófanes
• Xenófanes é considerado pela maioria como sendo mais um reformador religioso do que um
filósofo. Diferentemente de Anaximandro, que criou o conceito do apeiron (ilimitado, indefinido),
mas buscava na natureza intrínseca da matéria a causa para todas as transformações, Xenófanes
dizia que o ser absoluto, essência de todas as coisas, era o Um. E de acordo com Teofrasto, uma
das fórmulas contidas nos ensinamentos de Xenófanes era: “Tudo é o Um e o Um é Deus”.
• Aristóteles em seu livro Metafísica, nos relata: “Pois Parmênides parece referir-se ao Um segundo
o conceito, e Melisso ao Um segundo a matéria. Por isso aquele diz que o Um é limitado, e este,
que é ilimitado. Xenófanes, o primeiro a postular a unidade, nada esclareceu, nem parece que
vislumbrou nenhuma dessas duas naturezas, mas, dirigindo o olhar a todo o céu, diz que o Um é
o Deus.”
• Consequentemente, o conceito Deus é então criado por Xenófanes como sendo um ser mais alto,
com uma identidade abstrata, e não possui nenhum atributo conhecido pelos homens, e tão
pouco é semelhante a estes - nem quanto à figura, nem quanto ao espírito.A respeito disso,
Clemente de Alexandria, em sua obra Tapeçarias, reproduz essa estrofe também atribuída a
Xenófanes:
“Mas se mãos tivessem os bois, os cavalos e os leões
E pudessem com as mãos desenhar e criar obras como os homens,
Os cavalos semelhantes aos cavalos, os bois semelhantes aos bois,
Desenhariam as formas dos deuses e os corpos fariam
Tais quais eles próprios têm.”
Parmênides
• Parmênides ou Parménides de Eleia foi um filósofo grego natural de Eleia, uma cidade grega na
costa sul da Magna Grécia. Supostamente de família rica, seus primeiros contatos filosóficos
foram com a escola pitagórica, especialmente com Ameinias. O único trabalho conhecido de
Parménides é um poema, Sobre a natureza, que sobreviveu apenas na forma de fragmentos.
Pelo que podemos deduzir a partir dos fragmentos conhecidos e de citações de outros autores,
o poema de Parmênides representa uma revelação divina dividida em duas partes:
• No "caminho da verdade" (primeira parte do poema), ele trata da realidade ("o que é") e expõe
vários argumentos que demonstram seus atributos. A existência é atemporal, uniforme,
ingendrada, necessária e indestrutível, enquanto a mudança é impossível. Desta forma, nega a
existência do nada ou "não ser". Esta é considerada a primeira digressão filosófica sobre o
fenômeno do “ser”, que foi contraposta com a afirmação de Heráclito de que “nenhum homem
pisa duas vezes no mesmo rio”, a primeira digressão sobre o conceito do “devir”. Desta forma,
Parmênides e Heráclito, são considerados os fundadores da ontologia.
• No "caminho da opinião dos mortais” (segunda parte do poema) Parmênides elabora uma
doutrina cosmológica completa, tratando de questões como a constituição e localização dos
astros, diversos fenómenos meteorológicos e geográficos, e a origem do homem, além de
explicar o mundo das aparências, em que as faculdades sensoriais levam a concepções falsas e
enganosas.
• Tanto a doutrina platônica das formas como a metafísica aristotélica mantêm uma
dívida incalculável com o "caminho da verdade" de Parmênides. É por isso que muitos
filósofos e filólogos consideram que Parmênides é o fundador da metafísica.
• Foi descrito que Parménides foi um discípulo de "Ameinias, filho de Diocaites, o
Pitágoras"; mas não existem elementos pitagóricos óbvios em seu pensamento. O
primeiro culto do herói de um filósofo que conhecemos foi a dedicação de um heroon
por Parménides a seu professor Ameinias em Eleia. Parménides foi o fundador da
Escola eleática, que também incluiu Zenão de Eleia e Melisso de Samos. De sua vida
em Eleia, dizia-se que ele havia escrito as leis da cidade.Seu discípulo mais conhecido é
Zenão de Eleia, que,de acordo com Platão, era vinte e cinco anos mais jovem e foi
considerado como seu eromenos. Tambem sugerem ainda que Parménides fora aluno
de Xenófanes, e independentemente de se eles realmente se conheciam, a filosofia
Xenófanes é a influência mais óbvia em Parménides.
• O poema de Parménides, como obra completa, considera-se perdido de maneira
irremediável. A partir da sua composição, foi copiado muitas vezes, mas a última
referência à obra completa deriva de Simplício, no século VI: escreve que esta obra já
se havia tornada rara naquela época (Física, 144).[20] O que nos chega do poema são
citações fragmentárias, presentes nas obras de diversos autoresNisto Parménides não
se diferencia da maioria dos filósofos pré-socráticos. O primeiro que o cita é Platão,
depois Aristóteles, Plutarco, Sexto Empírico e Simplício, entre outros.
O pensamento de Parmênides
• Parmênides inaugura algo radicalmente novo na filosofia ao não considerar os elementos, mas o
abstrato. No seu pensamento, há uma recusa da sensação como meio de chegar à verdade. Para ele, a
sensação é um caminho errado para a investigação, porque gera contradições e confunde o que existe
com o que não existe; o ser com o não ser.O seu pensamento está exposto num poema filosófico
intitulado Sobre a Natureza e sua permanência, dividido em duas partes distintas: uma que trata do
caminho da verdade (alétheia) e outra que trata do caminho da opinião (dóxa), ou seja, daquilo onde não
há nenhuma certeza. De modo simplificado, a doutrina de Parménides sustenta o seguinte:
• Unidade e a imobilidade do Ser;
• O mundo sensível é uma ilusão;
• O Ser é uno, eterno, não-gerado e imutável;
• Não se confia no que vê.
• A essencia das coisas não muda
Devido a essas , alguns veem no poema de Parménides o próprio surgimento da ontologia. Ao mesmo
tempo, o pensamento de Parmênides é tradicionalmente visto como o oposto ao de Heráclito de Éfeso.
Para alguns estudiosos, Parménides fundou a metafísica ocidental com sua distinção entre o Ser e o Não-
Ser. Enquanto Heráclito ensinava que tudo está em perpétua mutação, Parménides desenvolvia um
pensamento completamente antagônico: “Toda a mutação é ilusória”. Parménides vai então afirmar toda a
unidade e imobilidade do Ser. Fixando sua investigação na pergunta: “o que é”, ele tenta vislumbrar aquilo
que está por detrás das aparências e das transformações. Assim, ele dizia:
“Vamos e dir-te-ei – e tu escutas e levas as minhas palavras. Os únicos caminhos da investigação em que se
pode pensar: um, o caminho que é e não pode não ser, é a via da Persuasão, pois acompanha a Verdade; o
outro, que não é e é forçoso que não seja, esse digo-te, é um caminho totalmente impensável. Pois não
poderás conhecer o que não é, nem declará-lo.”
Zenão de Eleia
• Zenão de Eleia, foi um filósofo pré-socrático da escola eleática. Discípulo de Parmênides de Eleia, defendeu de
modo apaixonado a filosofia do mestre. Seu método consistia na elaboração de paradoxos. Deste modo, não
pretendia refutar direto as teses que combatia mas sim mostrar os absurdos daquelas teses (e, portanto, sua
falsidade). Acredita-se que Zenão tenha criado cerca de quarenta destes paradoxos, todos contra a
multiplicidade, a divisibilidade e o movimento (que nada mais são que ilusões, segundo a escola eleática).
• Ao contrário de Heráclito de Éfeso, Zenão exerceu atividade política. Consta que teria participado de uma
conspiração contra o tirano local, sendo preso e torturado até a morte. Considerado por Aristóteles como o
criador da dialética. Filho de Teletágoras, Zenão foi adotado por Parmênides na Escola de Eleia. A partir de sua
morte, tornou-se um herói, deixando uma marca na lembrança de seus compatriotas contemporâneos.
• Muitas lendas surgiram sobre as circunstâncias em que verdadeiramente tudo aconteceu. Uma dessas versões
nos conta que, Zenão ao ser torturado impiedosamente pelo tirano, em praça pública, e querendo este
arrancar-lhe a todo custo a confissão dos nomes de seus companheiros conspiradores, Zenão primeiro delatou
todos os amigos do tirano como sendo participantes ativos da rebelião e posteriormente, insultou o próprio
tirano, frente a frente, como sendo a peste do Estado. Diz-se que Zenão, já todo ensanguentado, postou-se
como se quisesse dizer ainda alguma coisa aos ouvidos do tirano, mordendo-lhe, no entanto, a orelha e
cerrando tão firmemente os dentes, que para soltar teve que ser trucidado pelos soldados, que o mataram ali
naquele instante. Tal história de bravura e coragem espalhou-se posteriormente entre os cidadãos de Eleia, que,
por fim, reagiram contra a tirania erguendo-se contra o seu governante, e ganharam a liberdade. Outros narram
que, ao invés da orelha, Zenão teria ferrado seus dentes contra o nariz do tirano. E outros dizem ainda que,
após enormes torturas, Zenão cortou sua própria língua com os dentes e a cuspiu no rosto do tirano, para lhe
mostrar que jamais delataria nenhum de seus companheiros.
Linha de Pensamento
No pensamento de Zenão, as seguintes características são por ele atribuídas a Deus: O primeiro atributo deduzido
pelo filósofo para compor o conceito Deus é a eternidade. Assim, Zenão nos diz:
“É impossível que algo surja; pois teria que surgir ou do igual ou do desigual. Ambas as coisas são, porém,
impossíveis; pois não se pode atribuir, ao igual, que dele se produza mais do que deve ser produzido, já que os iguais
devem ter entre si as mesmas determinações. Tampouco pode surgir o desigual do desigual; pois se do mais fraco se
originasse o mais forte, ou do menor o maior, ou do pior o melhor, ou se, inversamente, o pior viesse do melhor,
originar-se-ia o Não-Ser do Ser, o que é impossível; portanto, deus é Eterno.”
O segundo atributo é a Unidade:
“Se Deus é o mais poderoso de tudo, então lhe é próprio que seja Um; pois, na medida em que dele houvesse
dois ou ainda mais, ele não teria poder sobre eles; mas enquanto lhe faltasse o poder sobre os outros não seria Deus.
Se, portanto, houvesse mais deuses, eles seriam mais poderosos e mais fracos um em face do outro; não seriam, por
conseguinte, deuses; pois faz parte da natureza de Deus não ter acima de si nada mais poderosos; pois o igual não é
nem pior nem melhor que o igual – ou não se distingue dele. Se, portanto, Deus é e se ele é de tal natureza, então só
há um deus; não seria capaz de tudo o que quisesse, se houvesse mais deuses.”
Quanto à figura, Zenão propõe que Deus tem a forma de uma esfera –
“Sendo Um, é em toda parte igual, ouve, vê e possui também, em toda a parte, os outros sentimentos, pois, não
fosse assim, as partes de Deus dominariam uma sobre a outra, o que é impossível. Como Deus é em toda parte igual,
possui ele a forma esférica; pois não é aqui assim, em outra parte de outro modo, mas em toda parte igual.”
Por fim, Zenão conclui que deus não é nem limitado nem ilimitado, nem móvel nem imóvel. Visto que o ilimitado e o
imóvel são características do Não-Ser; e, que o limitado e o móvel são características do Múltiplo, Zenão afirma:
“O Um, portanto, não está nem em repouso nem se movimenta; pois não se parece nem com o Não-Ser nem
com o Múltiplo. Em tudo isso, deus se comporta assim; pois ele é eterno e uno; idêntico a si mesmo e esférico, nem
ilimitado nem limitado, nem em repouso nem em movimento.”
Argumentos contra a pluralidade seguindo o pensamento de seu mestre Parmênides, que afirmava a unidade do Ser,
Zenão concebeu contra a pluralidade os seguintes argumentos ou paradoxos:
• ”Se a pluralidade existe, as coisas serão ao mesmo tempo limitadas e infinitas em número.” – De fato, se há mais de
uma coisa, vemos que entre a primeira e a segunda existe, então, uma terceira. Assim, entre a primeira e a terceira,
existirá uma quarta; e assim, ao infinito.
• ”Se a pluralidade existe, as coisas, ao mesmo tempo, serão infinitas em tamanho e não terão tamanho algum.” –
Igualmente aqui, se duas coisas possuem cada qual sua espessura, e entre essas duas espessura há uma terceira
espessura, há que se concluir que entre a primeira espessura e essa terceira espessura, haverá também uma quarta
espessura; e assim, ao infinito.
• Argumentos contra o movimento.No pensamento dos eleatas, o movimento, tal como as mudanças e as
transformações físicas, nada mais eram do que ilusões provocadas pelos nossos sentidos. Para propor que o
movimento não existe, Zenão concebeu os seguintes argumentos ou paradoxos, que até hoje são objeto de muita
discussão entre filósofos e cientistas.
• Paradoxo da dicotomia – Imagine um móvel que está no ponto A e quer atingir o ponto B. Este movimento é
impossível, pois antes de atingir o ponto B, o móvel tem que atingir o meio do caminho entre A e B, isto é, um
ponto C. Mas para atingir C, terá que primeiro atingir o meio do caminho entre A e C, isto é, um ponto D. E assim,
ao infinito.
• Paradoxo de Aquiles – Imagine uma corrida entre um atleta velocista (Aquiles) e uma tartaruga. Suponhamos que é
dada para a tartaruga uma vantagem inicial em distância. Aquiles jamais a alcançará, porque quando ele chegar ao
ponto de onde a tartaruga partiu, ela já terá percorrido uma nova distância; e quando ele atingir essa nova
distância, a tartaruga já terá percorrido uma outra nova distância, e assim, ao infinito.
• Paradoxo da flecha imóvel – Uma flecha em voo está a qualquer instante em repouso. Ora, se um objeto está em
repouso quando ocupa um espaço igual às suas próprias dimensões e se, a flecha em voo sempre ocupa espaço
igual às suas próprias dimensões, logo a flecha em voo está em repouso.
• Paradoxo do estádio - Assim como a flecha, argumenta que é impossível que a subdivisibilidade do tempo e do
espaço termine em indivisíveis. É o mais discutido e com a descrição mais difícil.
Melisso de Samos
• Melisso de Samos foi um militar, político, filósofo e poeta grego. Ele nasceu na ilha de
Samos, Mar Egeu, em c.470 a.C.. Melisso foi um filósofo da Escola eleática, sendo,
provavelmente, discípulo de Parmênides.
• Provavelmente o filósofo é o mesmo Melisso que Plutarco menciona como
comandante da frota de Samos, que derrotou os atenienses em 442 a.C..
• Um estadista e comandante naval sâmio que também contribuiu com a filosofia, e
produziu influência no atomismo de Leucipo e Demócrito, tornando-se um dos
continuadores da escola eleática, os quais tenderam a conciliações. Inicialmente o
militar, desempenhou papel de relevância na política grega, como comandante da
esquadra naval que derrotou os atenienses de Péricles (441 a. C.). Praticamente este é
a única ação que se sabe de sua vida.
• Como filósofo, que tenha atingido o apogeu de sua existência pelos anos posteriores a
esta batalha ( 444-441 a. C). Pela sua obra depreende-se que foi mais um polemista e
defensor das idéias de Parmênides de Eleia, portanto antipitagórico, e sobretudo
contra Empédocles, não se sabe todavia como teria tomado contato com as doutrinas
da escola ocidental. Tratou de ajustar os extremismos do eleaticismo com a filosofia
jônica, tornando-se responsável pela sistematização dessa doutrina, além de mudar
alguns pontos de vista, e estabeleceu que o ser é infinito, tal como é infinito no
tempo, ou seja eterno. Seu principal poema foi Sobre o ser ou Sobre a Natureza, do
qual se conservaram até nossos dias dez fragmentos, e morreu em lugar incerto.
Simplício se referiu a um seu livro, denominando-o Tratado sobre a física ou do ente.
Citações
• Fragmentos de “O Ser”
- Fragmento 1: "Sempre era o que era e sempre será. Por que se fosse, foi necessário que
antes de nascer nada ainda fosse. Mas se era nada, do nada não teria podido nascer
nada de alguma maneira.“
- Fragmento 2:"Agora portanto desde que não nasceu e é sempre, era e sempre será, e
não tem nenhum começo finito , mas é infinito. Se era nascido aliás teve começo
(porque teria começado a nascer a um momento específico) e fim (porque terminaria
para nascer num momento específico); mas desde que não tem nenhum começo nem
término era sempre e sempre será. E não tem nenhum princípio finito. Não é possível
aliás que o que é sempre não seja todo."
- Fragmento 3: "Mas enquanto é sempre, conseqüentemente deve também que seja
sempre infinito em tamanho.“
- Fragmento 4: "O que tem começo e fim, não é nenhum eterno nenhum infinito."
- Fragmento 5: "Aliás o limite confinaria com o vazio."
- Fragmento 6: "Se não fosse um teve limite em outro."
- Fragmento 7: "Se aliás é infinito tem que ser um: porque se fossem dois, os dois não
poderiam ser infinitos, mas um teve limite no outro."
Xenófanes Parmênides Zenão Melisso de
de Cólofon de Eleia Samos
de (1493)