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DESVIO SOCIAL

Por Maria Luíza Marques Martins


Matéria Sociologia
Turma:2001 Data:12/04/2019
O QUE É ?
• O conceito de desvio refere-se á ausência ou à falta de conformidade face às normas
ou obrigações sociais. Contudo, só podemos estabelecer que um comportamento é
desviante relativamente a uma dada sociedade, à sociedade em que esse
comportamento emerge. Isto porque cada sociedade define os comportamentos
socialmente aceitáveis e, portanto, define automaticamente ou comportamentos
desviantes.
Neste sentido, o desvio deve ser, não só, encarado como um atentado à ordem social
vigente, mas também, deve ser perspectivado como uma incapacidade dos grupos e
das sociedades no que se refere à sua função socializadora e de controlo dos seus
membros.
Ainda que pareça um paradoxo, o desvio pode traduzir-se num fenómeno de
conformidade, isto é, de conformidade em relação a um grupo que não assume como
seu o padrão normativo da sociedade ou do grupo mais em que está integrado. Esta
relação entre desvio e conformidade tem haver com o facto de que o desvio não
significa necessariamente uma recusa ou incapacidade de participar numa vida
social. Mas temos também que considerar que os comportamentos desviantes, mesmo
aqueles que se designam por free riding, se traduzem, não na recusa da ordem
dominante, mas antes nas estratégias que têm em consideração a matriz social em
que se desenvolvem.
O CRIME COMO
DESVIO SOCIAL
Na sociologia, o crime pode ser encarado como funcional e
normal. Segundo a tese da normalidade e funcionalidade do
crime defendida por Émile Durkheim a normalidade do crime
deve-se à sua universalidade, ou seja, o crime é um fenômeno
que se observa em todas as sociedades. Em segundo lugar ele
vai defender a necessidade e utilidade do crime. Assim, o crime
é visto por este autor como uma amostra dos limites da
autoridade da consciência coletiva e como agente de mudança
moral. Desta forma Durkheim define crime como a ofensa à
consciência coletiva, e dá-se com mais frequência quando as
normas e condutas impostas nesse momento já não são legítimas
e se impõe uma alteração para novas regras e leis. Anomia, causa
do desvio socia, incapacidade de internalizar as normas de uma
sociedade
Para Becker, a raiz do desvio encontra-se na
ordem social e no processo desencadeado pelo
controle social. Quando os indivíduos não se
integram nessa ordem caminham para
comportamentos desviantes. Segundo Becker, a
raiz do desvio está na própria ordem social e nos
processos de controle social como a polícia e os
tribunais. Estes, seguindo um estereótipo,
condenam mais rapidamente um estrangeiro a
crimes relacionados com droga, por exemplo, do
que um português.
LABELLING PPROACH
A Teoria do Labelling Approach, também conhecida como “Teoria do Etiquetamento Social” é uma teoria
criminológica revolucionária que muda radicalmente o objeto de estudo da criminologia clássica, uma vez que
abandona o estudo etiológico do crime e/ou do criminoso e passa a estudar as instâncias de controle social e a sua
atuação com o viés de combater o crime, ou, o chamado “comportamento desviante”
Apesar de muitos autores a classificarem como parte da criminologia crítica, temos que a teoria do labelling
approach, mas se adequa a uma fase de transição entre a criminologia clássica e a crítica, pois rompe com o modelo
anterior, porém não adota a metodologia de esquerda do modelo posterior, essencialmente marxista.
Enquanto a criminologia clássica estudava o desvio primário (conduta que levou o agente a praticar um primeiro
delito) e a criminalização primária (standards de condutas que levam à tipificação delitiva), o labelling approachse
debruça sobre os desvios secundários (as reações de controle que agem sobre o sujeito que pratica novo delito,
rotulado como criminoso) e as criminalizações secundária (imputação do label de criminoso ao sujeito que comete
o desvio) e terciária (manutenção do label no sujeito, impossibilitando sua recuperação). Desta forma, entende-se
que as instâncias de controle acabam por tornar-se, per si, criminógeneas, fomentando a prática de desvios
secundários ante a retribuição e a rotulação dada ao sujeito desviante.
DESVIO SOCIAL PRIMÁRIO
DESVIO SOCIAL SECUNDÁRIO
THE NIGHT
STALKER
Ricardo Leyva Muñoz Ramírez - Conhecido
como assassino em série ativo na cidade de Los
Angeles (Califórnia), foi apelidado, pela imprensa norte-
americana, de Night Stalker (Perseguidor da noite). Após a
sua captura foram editadas reportagens sensacionalistas
sobre o seu interesse aparente
pelo Oculto e Satanismo. Após a sua prisão, Ramírez, de
25 anos, foi acusado de 14 homicídios e de 31 outros
crimes associados ao seu frenesim criminoso de 1985. Foi
acusado de um 15º homicídio, em São Francisco, e de
violação e homicídio em Orange County.

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