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Prof. Farm.

Daniele Pauluk
 Teoria da Pele Facial
 Reconhecer, avaliar e classificar a estrutura e a função
da pele, identificando os biótipos cutâneos.
 Reconhecer, avaliar e classificar as lesões elementares
da pele.
 Diferenciar situações passíveis de intervenção pelo
profissional de estética daquelas que requerem
cuidados de outros profissionais.
 Classificar as alterações da pele passíveis de
intervenção pelo profissional de estética, aplicando os
procedimentos adequados.
 Patologias dermatológicas que acometem a face.
 É o nosso maior órgão

 Área média de 1.8 m2

 Corresponde a cerca de 16% do peso corporal


 ESTRUTURA

 FISIOLOGIA

 FUNÇÕES

mmapetato
3 estratos sobrepostos
 Epiderme
 Derme
 Hipoderme / Tecido Celular
Subcutâneo

mmapetato
EPIDERME

 Epitélio pavimentoso estratificado

 Espessura média 0.1mm

 Palmo-plantar entre 0.8-1.4mm

 Queratinocitos produtores de proteína Queratina


EPIDERME
Estrato córneo
4 estratos
Estrato granuloso
sobrepostos que
reflectem estadios
diferentes de Estrato espinhoso
maturação da
queratina Estrato basal
DERME
Componente fibroso
 Predominante na derme
reticular
 Fibras colagéneo
 Fibras elastina

 Substância fundamental
- GAG

mmapetato
HIPODERME/TECIDO
CELULAR SUBCUTÂNEO
 Panículo adiposo de espessura
variável
 10% peso corporal
 Armazenamento de gordura –
energia- , protecção térmica e
mecânica

mmapetato
HIPODERME/TECIDO CELULAR SUBCUTÂNEO
 2 componentes:
 Celular – adipocitos – em lóbulos
 Fibroso – feixes espessos de colagéneo com vasos
sanguíneos, linfáticos e nervos
ANEXOS CUTÂNEOS
 São derivados epidérmicos com componente
dérmico
 3 tipos:
 Folículos pilo-sebáceos
 Unhas
 Glândulas sudoríparas

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Folículo pilo-sebáceo
 É uma invaginação epidérmica contendo
estrutura queratinizada - pêlo
 Existe em toda a superfície cutânea excepto
pele glabra – P-P/ glande / intróito vaginal
 Função socio/sexual- decorativa e
comunicacional

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Folículo pilo-sebáceo
 haste pilar

 bulbo com células matriciais e


melanocitos
 papila dérmica com vasos e nervos

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Folículo pilo-sebáceo
 glândula sebácea anexa com
drenagem para canal folicular

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Pêlos
 Medula

 Cortex

 Cutícula
 Baínha interna

 Baínha externa

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Glândula Sebácea
 sempre associada ao folículo
piloso
 secreção estimulada
hormonalmente -
androgéneos
 secreção rica em lípidos - sebo

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Unha
 placa dura de K
densamente compactada
 crescimento médio
0.1mm/24h unhas mãos;
metade unhas pés

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Unha
 matriz
 prato ungueal
 leito ungueal
 pregas ungueais / cutícula
 hiponiquium

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Glândulas Sudoríparas
 Estruturas tubulares
 Produzem secreção aquosa - suor
 2 tipos:
 Écrinas
 Apócrinas

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Glândulas Écrinas
 São invaginações epidérmicas
 Universalmente distribuídas
 ++ mãos / axilas / região frontal
 Secreção mínima 0.5l / 24
horas
 Composição : água / iões K / Na
/ cloretos / ureia / amónia

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Glândulas Écrinas
 Inervação fibras simpáticas
colinérgicas
 Estimulação psico/emocional
e térmica
 Importante na hidratação
camada córnea essencial para
a sua funcionalidade

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Glândulas Écrinas
 porção secretória enrolada profunda/ derme
reticular
 porção excretória verticalizada, atravessando D-E
e abrindo na superfície cutânea

mmapetato
ANEXOS CUTÂNEOS
Glândulas Apócrinas
 Resíduo filogenético das glândulas de odor sexual
em mamíferos (feromonas)
 Abrem-se nos folículos pilo-sebáceos e são
maiores que as écrinas
 Axilas / genitais / aréolas ++
 Odor sui generis por acção bacteriana
 Inervação f simpáticas adrenérgicas
mmapetato
VASCULARIZAÇÃO
 ¼ sistema circulatório situa-se na pele (cerca de 240
km)
 Componentes arterial e venoso
 Organizados em 2 plexos paralelos à superfície
cutânea

mmapetato
INERVAÇÃO
 Muito rica;
 Impulsos nervosos sensitivos com velocidade de
2m/s para espinal medula e cérebro
 Fibras sensitivas radiculares

 Fibras motoras simpáticas

mmapetato
INERVAÇÃO
Fibras sensitivas radiculares
 detectam estímulos dolorosos / térmicos /
prurido……
 corpos celulares nos gânglios raquidianos dorsais

mmapetato
INERVAÇÃO
Fibras sensitivas
 terminações nervosas livres na epiderme com
ligação ou não às células Merckel
 terminações corpusculares diferenciadas
 Pacini: pressão / vibração
 Meissner: tacto

mmapetato
INERVAÇÃO
Fibras motoras simpáticas
 Origem em gânglios cadeia simpática paravertebral
 vs sanguíneos / glândulas sudoríparas / músculo
erector do pêlo

mmapetato
PELE - ESTRUTURA
VASOS LINFÁTICOS
 Organizados em rede na derme
 Aumento progressivo de calibre na profundidade
 Drenagem para gânglios linfáticos regionais

mmapetato
 ESTRUTURA

 FISIOLOGIA

 FUNÇÕES
PROCESSOS FISIOLÓGICOS CUTÂNEOS
 Maturação de queratinócitos
 Crescimento piloso
 Melanogênese
 Termoregulação
MATURAÇÃO DE QUERATINÓCITOS
Queratinização
 Processo de amadurecimento dos queratinócitos
basais no seu trajeto ascensional na epiderme até
produto final – corneocítos
 Não síncrono
 Fisiologicamente muito importante para a função
barreira
QUERATINIZAÇÃO
Cinética
 Cada queratina basal entra em
divisão cada 200-400h
 3-4 S até maturação
 50-75 dias até eliminação

mmapetato
QUERATINIZAÇÃO
Corneocitos
 estrato semi-permeável, hidrofobo
 repelente de microorganismos, água, substâncias
químicas
 Escudo protetor das camadas inferiores da
epiderme e dos efeitos nocivos do UV’s

mmapetato
CRESCIMENTO PILOSO
 É variável em função da localização
 Cabelos 0.4 mm / 24 h
 Sem sincronia
 Cada pelo é uma unidade funcional independente
 Cíclico – Ciclo Pilar

mmapetato
CICLO PILAR
3 fases
 Anagénese

 Catagénese

 Telogénese

mmapetato
CICLO PILAR
Anagénese
 Cabelo 3-7a; sobrancelhas 4m
 80-90% cabelos

mmapetato
CICLO PILAR
Catagénese
 Cabelo 3-4s; 50-100/dia
 10-20 % cabelos

mmapetato
CICLO PILAR
Telogénese
 Cabelo 5-6 semanas; 50-100/dia
 1% cabelos

mmapetato
MELANOGÊNESE
 Processo que leva à formação de melanina
responsável pela pigmentação cutânea
 Melanócitos – células produtoras de melanina
 Fisiologicamente importante como barreira à
penetração dos uv’s

mmapetato
MELANOGÉNESE
Melanosomas - formações
corpusculares que contêm
melanina
 nº, forma, dimensão e
distribuição na epiderme
geneticamente determinado e
variável com a raça;

mmapetato
TERMOREGULAÇÃO
 Necessária para manutenção de processos
bioquímicos vitais
 Temperatura ideal < 37º C
 Dependente de factores como metabolismo /
exercício / emoções/ alimentação … …

mmapetato
TERMOREGULAÇÃO
 Controlada SN Simpático
 Aumento temperatura
cutânea
 Vasodilatação

 Abertura de anastomoses A-V


cutâneas
 Produção de suor que resulta em
arrefecimento por evaporação

mmapetato
PELE - ÓRGÃO
 Estrutura

 Fisiologia

 Funções

mmapetato
 Função Barreira
 Função Sensorial
 Função Termoreguladora
 Função Imunológica
 Função Socio-sexual e Cosmética
 Função Hormonal - Produção de Vitamina D

mmapetato
FUNÇÃO BARREIRA
 corneócitos
 filme hidrolipídico

mmapetato
FUNÇÃO BARREIRA
Corneocitos
 invólucro espesso - involucrina
 queratina em rica em pontes dissulfito
 matriz amorfa de coesão
 grãos querato-hialina – filagrina
 cimento intercelular
 desmosomas intercelulares
 caderina/desmogleínas/desmocolinas

mmapetato
FUNÇÃO BARREIRA
Filme hidrolipídico
 película lipídica, ácida (ph 5.7)
 suor / sebo / produtos da decomposição da flora
bacteriana residente / peptídeos antimicrobianos
 mantém superfície hidratada, maleável e macia
aumentando a sua resistência e evitando
crescimento de microorganismos patogénicos

mmapetato
FUNÇÃO BARREIRA
 Agentes físicos
 Agentes mecânicos
 Agentes microbianos
 Radiação UV
 Circulação de fluídos (bidireccional)

mmapetato
FUNÇÃO IMUNOLÓGICA
 Importante órgão imunológico contendo quase
todos elementos celulares exceto linfócitos B
 Componentes imunológicos cutâneos
 estruturas
 células
 sistemas funcionais
 imunogenética

mmapetato
FUNÇÃO IMUNOLÓGICA
Estruturas
 Barreira epidérmica
 Irrigação vascular e linfática rica através das quais
circulam células imunes vão para locais de ação

mmapetato
FUNÇÃO IMUNOLÓGICA
Células
 Langerhans – rede epiderme
 sistema imune
 Apresentação antigénica a linfócitos

mmapetato
FUNÇÃO IMUNOLÓGICA
Células
 Linfocitos T
 Helper- estimulam a transformação
dos linfócitos B em plasmócitos
 Citotóxicos - agem diretamente
sobre as células estranhas e
infectadas
 Supressores- inibem a resposta
humoral e celular e apressam o
término da resposta imunitária
mmapetato
FUNÇÃO IMUNOLÓGICA
Células
 Linfocitos Th
 Th 1 – promotores de inflamação
▪ IL3/ INF / TNF
 Th 2 – estimuladores linfocito B
▪ IL4/IL6/IL10

mmapetato
FUNÇÃO IMUNOLÓGICA
Células
 Mastócitos
 residentes na derme
 libertadores de histamina e outros
mediadores
 ação vasoativa

mmapetato
FUNÇÃO IMUNOLÓGICA
Células
 Queratinócitos
 Segregam peptídeos antimicrobianos
 Produzem linfocinas proinflam –IL’s
 Exprimem na sua superfície moléculas imunes reativas –
complexo MHC - HLA (human leucocyte antig) e ICAM
(intercel adesion mol)

mmapetato
 Funções metabólicas da pele
 As funções matabólicas da pele são
importantes.
 vitamina D uma vitamina essencial para o
metabolismo do cálcio e portanto na
formação/manutenção saudável dos ossos.
 O ciclo celular da pele
 A pele normal produz cerca de 1250 células
por dia para cada cm² e essas células são
provenientes de 27000 células. A duração
normal do ciclo celular da pele é de 311 horas.
 Função sensorial
 tato
 A pele possui milhares de células receptoras
em sua superfície.
 corpúsculos de Pacini. O corpúsculo é um
mecanorreceptor que capta estímulos
mecânicos, como movimentos ou alterações
na pressão, e os transmite, na forma de
impulsos elétricos, para o sistema nervoso
central.

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