Você está na página 1de 33

INQUÉRITO POLICIAL

O INQUÉRITO POLICIAL TEM POR OBJETIVO ELUCIDAR QUALQUER CRIME


COMETIDO, OU DEMONSTRAR QUE HOUVE UM ATO CRIMINOSO ATRAVÉS DE
COLHEITA DE PROVAS POR TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO, BUSCA DE
MATERIAIS, TESTEMUNHOS E ANÁLISES DOS MAIS DIVERSOS TIPOS, UNINDO
TODAS A INFORMAÇÕES EM UM SÓ PROCEDIMENTO.

O INQUÉRITO POLICIAL É UM PROCEDIMENTO FORMAL, COM


CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS E REQUISITOS PARA A SUA INSTAURAÇÃO,
ALÉM DE CONDUZIDO POR UMA AUTORIDADE PÚBLICA QUE, NESSE CASO, É
O DELEGADO DE POLÍCIA, O QUAL DEVERÁ PASSAR AS INFORMAÇÕES
PARA O ESTABELECIMENTO DO PROCESSO PENAL, COM ISSO, INICIA-SE O
PROCESSO JUDICIAL E TERMINA A FASE INVESTIGATIVA.
PROCEDIMENTOS DO INQUÉRITO POLICIAL
DEPOIS DE SUA CONCLUSÃO, O INQUÉRITO POLICIAL É ENCAMINHADO
PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO. A PEÇA INFORMATIVA NÃO TEM APENAS A
UTILIDADE DE DENUNCIAR OU INOCENTAR, PELO CONTRÁRIO, ANTES MESMO
DA REMESSA AO PROMOTOR, AS PROVAS PRODUZIDAS PODEM SERVIR DE
BASE PARA QUE UM JUIZ DETERMINE A PRISÃO PREVENTIVA DE UM
INVESTIGADO, OU SUA LIBERTAÇÃO, SE ESTIVER PRESO.

O ARTIGO 127 DO CÓDIGO PROCESSO PENAL TAMBÉM PREVÊ A


POSSIBILIDADE DE O JUIZ DETERMINAR O SEQUESTRO DE BENS, OU ARRESTO,
AINDA DURANTE AS INVESTIGAÇÕES DO INQUÉRITO POLICIAL.

A MAIOR PARTE DA ELUCIDAÇÃO DOS CRIMES SÃO REALIZADAS ATRAVÉS


DE INQUÉRITOS POLICIAIS, QUE PODEM RESULTAR OU NÃO EM
CONDENAÇÕES. VALE DESTACAR AQUI QUE A NATUREZA DE UM INQUÉRITO
É INQUISITORIAL, OU SEJA, O INVESTIGADO NÃO TEM DIREITO AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA ENQUANTO O PROCEDIMENTO ESTIVER
SENDO CONDUZIDO.
NO ENTANTO, NADA IMPEDE QUE O DELEGADO RESPONSÁVEL POSSA
RECEBER MATERIAL APRESENTADO PELO PRÓPRIO INVESTIGADO, UMA VEZ
QUE O OBJETIVO DO INQUÉRITO É ELUCIDAR UMA SITUAÇÃO E NÃO
ACUSAR A QUALQUER CUSTO.

DESSA FORMA, É POSSÍVEL DIVIDIR O INQUÉRITO POLICIAL EM DIVERSOS


PROCEDIMENTOS, DESDE OS ATOS INICIAIS, QUE DETERMINAM O SEU INÍCIO,
PASSADO PELOS ATOS DE INSTRUÇÃO, QUE SÃO VOLTADOS PARA O
DESENVOLVIMENTO DAS INVESTIGAÇÕES E UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIA
CRIMINALISTA ATÉ O INDICIAMENTO DO INVESTIGADO, E AOS ATOS FINAIS,
OU RELATÓRIO, QUE MARCA O SEU ENCERRAMENTO.
INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL

A INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO PASSA POR FASES SUCESSIVAS, ABAIXO


ESTAREMOS ABORDANDO CADA UMA DELAS.
ATOS INICIAIS DO INQUÉRITO POLICIAL
UM INQUÉRITO POLICIAL POSSUI DUAS ORIGENS: A INFORMAÇÃO DE UM
CRIME, QUE PODE SER DE ORIGEM INTERNA OU EXTERNA, OU UMA PRISÃO
EM FLAGRANTE, QUANDO FORMALIZADA PELO ATO DE PEGAR O CRIMINOSO
EM AÇÃO.

O ATO QUE MARCA O INÍCIO DE UM INQUÉRITO POLICIAL PODE SER DADO


POR UMA PORTARIA DE INSTAURAÇÃO OU ATRAVÉS DA FORMALIZAÇÃO DO
AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE, CONFORME O CASO.

QUANDO SE TRATA DE CRIME DE AÇÃO PENAL PÚBLICA, O CÓDIGO DE


PROCESSO PENAL PREVÊ DUAS FORMAS DE INICIAR O INQUÉRITO: DE
OFÍCIO OU ATRAVÉS DE REQUISIÇÃO DA AUTORIDADE JUDICIÁRIA, DO
MINISTÉRIO PÚBLICO OU DE REQUERIMENTO DO OFENDIDO OU DE SEU
DEFENSOR.

HAVENDO REQUERIMENTO DO OFENDIDO, O CÓDIGO DE PROCESSO PENAL


AINDA PREVÊ ALGUNS ELEMENTOS, COMO:
• A NARRAÇÃO DO FATO COM TODAS AS SUAS CIRCUNSTÂNCIAS;

• A INDIVIDUALIZAÇÃO DO INDICIADO OU DE SEUS SINAIS


CARACTERÍSTICOS COM AS RAZÕES DE CONVICÇÃO OU DE PRESUNÇÃO
DE SER O INDICADO O AUTOR DA INFRAÇÃO, OU AINDA OS MOTIVOS DE
NÃO HAVER CONDIÇÕES DE INDIVIDUALIZÁ-LO;

• A NOMEAÇÃO DE TESTEMUNHAS, COM A INDICAÇÃO DE SUA


RESIDÊNCIA E PROFISSÃO.

NA REQUISIÇÃO DE INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL, EMBORA NÃO


EXISTA QUALQUER PREVISÃO LEGAL, É NECESSÁRIO HAVER A DESCRIÇÃO
DOS FATOS QUE DEVEM SER INVESTIGADOS, ALÉM DE DOCUMENTOS QUE
POSSAM INSTRUIR OS DETALHES, TAIS COMO AS DILIGÊNCIAS REALIZADAS
NA ESFERA ADMINISTRATIVA E CÓPIAS DE PROCEDIMENTOS FISCAIS, ENTRE
OUTROS.
ATOS DE INVESTIGAÇÃO DO INQUÉRITO
POLICIAL
NO DESENVOLVIMENTO DA INVESTIGAÇÃO, O CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL ESTABELECE DIVERSAS DILIGÊNCIAS, QUE PODEM SER PRATICADAS EM
SUA FASE DE INSTRUÇÃO. ESSA FASE PODE TER DILIGÊNCIAS ORDINÁRIAS E
EXTRAORDINÁRIAS.

AS DILIGÊNCIAS SÃO:
• O EXAME DO LOCAL DO CRIME;
• A APREENSÃO DE PROVAS PARA ESCLARECER TODOS OS FATOS E SUAS
CIRCUNSTÂNCIAS;

• A OITIVA DO OFENDIDO, DAS TESTEMUNHAS E DO INDICIADO;


• O RECONHECIMENTO DE PESSOAS E OBJETOS ENVOLVIDOS NO CRIME;
• AS ACAREAÇÕES;
• O EXAME DO CORPO DE DELITO, ALÉM DE OUTRAS PERÍCIAS;
• A IDENTIFICAÇÃO DO INDICIADO PELO PROCESSO DATILOSCÓPICO,
QUANDO POSSÍVEL, ALÉM DA JUNTADA DE FOLHAS DE ANTECEDENTES
CRIMINAIS, QUANDO HOUVER;
• O QUESTIONÁRIO DA VIDA PREGRESSA DO INDICIADO, TANTO SOB O
PONTO DE VISTA INDIVIDUAL, QUANTO FAMILIAR E SOCIAL, ALÉM DE SUA
CONDIÇÃO ECONÔMICA E DE SUA ATITUDE E ESTADO DE ÂNIMO ANTES E
DEPOIS DO CRIME, DURANTE O CRIME OU QUAISQUER OUTROS
ELEMENTOS QUE POSSAM CONTRIBUIR PARA A ANÁLISE DE SEU CARÁTER E
TEMPERAMENTO, COM INFORMAÇÕES SOBRE FILHOS, SUAS IDADES, SE
POSSUEM QUALQUER TIPO DE DEFICIÊNCIA E O CONTATO DE UMA
PESSOA RESPONSÁVEL PELOS SEUS CUIDADOS, QUANDO O INDICIADO
FOR PRESO;
• A REPRODUÇÃO SIMULADA DOS FATOS, DESDE QUE NÃO CONTRARIEM A
MORALIDADE OU A ORDEM PÚBLICA.

NESSA FASE DO INQUÉRITO POLICIAL TAMBÉM É POSSÍVEL A REALIZAÇÃO DE


DILIGÊNCIAS EXTRAORDINÁRIAS, COMO, POR EXEMPLO, A REPRESENTAÇÃO
POR MEDIDAS CAUTELARES SUJEITAS À RESERVA DE JURISDIÇÃO (QUEBRA DE
SIGILO BANCÁRIO, FISCAL, TELEFÔNICO E TELEMÁTICO, ASSIM COMO A
INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, BUSCA E APREENSÃO, INFILTRAÇÃO POLICIAL,
COLABORAÇÃO PREMIADA E AÇÃO CONTROLADA, ENTRE OUTRAS).
INSTRUÇÃO NO INQUÉRITO POLICIAL
TERMINADA A PRIMEIRA FASE, COM A COLHEITA DOS ELEMENTOS DE
PROVA, O QUE PODE SER CONSIDERADO COMO FASE DE INSTRUÇÃO DO
INQUÉRITO, ATRAVÉS DA ANÁLISE TÉCNICA E JURÍDICA DOS FATOS, A
AUTORIDADE POLICIAL PODE DAR INÍCIO AO ATO DE INDICIAMENTO DO
INVESTIGADO, DESDE QUE HAJA A PRESENÇA DE INDÍCIOS DE AUTORIA E
MATERIALIDADE, COMO DETERMINA A LEGISLAÇÃO E O PRÓPRIO DIREITO
PENAL.

O ATO DE INDICIAMENTO É DE RESPONSABILIDADE DO DELEGADO DE


POLÍCIA, QUE É O PRESIDENTE DA INVESTIGAÇÃO, DEVENDO SER
PRATICADO QUANDO SE CONSIDERAR CONCLUÍDA A FASE DE COLETA DAS
PROVAS DO CRIME INVESTIGADO, SENDO POSSÍVEL CONCLUIR-SE PELA
AUTORIA DESSE CRIME INDIVIDUALIZANDO O AUTOR DO MESMO.

O INDICIAMENTO, PORTANTO, FUNCIONA COMO UMA DAS ETAPAS DA


FORMAÇÃO DA CULPA NA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, NO MOMENTO EM
QUE OS ELEMENTOS CONSTANTES NO INQUÉRITO POLICIAL POSSIBILITAM QUE
O DELEGADO DE POLÍCIA FORME SUA CONVICÇÃO DA AUTORIA E
MATERIALIDADE NA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL.
NO INDICIAMENTO, COMO PRINCIPAL CARACTERÍSTICA, TEMOS A
MUDANÇA DE STATUS DO INVESTIGADO QUE, DE SIMPLES SUSPEITO DE TER
PRATICADO UMA INFRAÇÃO PENAL, PASSA A SER CONSIDERADO COMO
PROVÁVEL AUTOR. É UM ATO FORMAL, UMA ESPÉCIE DE DECLARAÇÃO FEITA
PELO ESTADO DE QUE EXISTEM INDICATIVOS CONVERGENTES SOBRE A
RESPONSABILIDADE BEM E DE QUE O SUSPEITO PODE ARCAR COM AS
SANÇÕES PREVISTAS.

A LEGISLAÇÃO ESTABELECE QUE O INDICIAMENTO É PRIVATIVO DO


DELEGADO DE POLÍCIA, DANDO-SE POR ATO FUNDAMENTADO, MEDIANTE
ANÁLISE TÉCNICO-JURÍDICA DO FATO, QUE DEVE INDICAR A AUTORIA DO
CRIME, SUA MATERIALIDADE E CIRCUNSTÂNCIAS.

NESSE CASO, O DELEGADO DE POLÍCIA DEVE REALIZAR UM JUÍZO DE


VALORAÇÃO DA CONDUTA DO INQUÉRITO POLICIAL, OU SEJA, O
DELEGADO TERMINA POR SER UM JUIZ DO FATO. NÃO SE TRATA DO JUIZ
DAS LINHAS DO PROCESSO PENAL , MAS SIM DO FATO EM SI, UMA
INTERPRETAÇÃO QUE ESTÁ COERENTE COM O QUE CONHECEMOS COMO
ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
O INDICIAMENTO, COM RELAÇÃO À SUA NATUREZA, PODE SER
CLASSIFICADO COMO UM ATO ADMINISTRATIVO COM EFEITOS
PROCESSUAIS, CUJAS CONSEQUÊNCIAS ESTÃO JÁ BASTANTE CLARAS, OU
SEJA, O SUSPEITO PASSARÁ POR UM PROCESSO PENAL PARA CARACTERIZAR
SUA CULPA OU INOCÊNCIA.

AS CONSEQUÊNCIAS AINDA VÃO ALÉM DO EVENTUAL ABALO MORAL QUE


PODE ATINGIR OS INVESTIGADOS, UMA VEZ QUE ELES TERÃO O REGISTRO DO
INDICIAMENTO NOS INSTITUTOS DE IDENTIFICAÇÃO, TORNANDO PÚBLICO O
ATO DA INVESTIGAÇÃO.

O REGISTRO DO INDICIAMENTO É UMA CONSEQUÊNCIA NECESSÁRIA, JÁ


QUE HOUVE UM CRIME E EXISTE UM SUSPEITO. COM RELAÇÃO AO ABALO
MORAL, ESTE DECORRE DO PRÓPRIO FATO DE A INVESTIGAÇÃO VIR A
PÚBLICO, SENDO DO CONHECIMENTO DE QUALQUER PESSOA.
NO ENTANTO, O INDICIAMENTO TAMBÉM É O PRIMEIRO PASSO PARA O
EXERCÍCIO DO DIREITO DE DEFESA NA FASE DE INVESTIGAÇÃO, A PARTIR DO
QUAL O SUSPEITO DEVE TER O SUPORTA DE UM OU MAIS ADVOGADOS, QUE
SE TORNARÃO RESPONSÁVEIS POR ESSA FASE, APRESENTANDO PROVAS QUE
POSSAM INOCENTAR OU DIMINUIR A CULPA DO SUSPEITO.

O ATO DE INDICIAMENTO NO INQUÉRITO POLICIAL É UMA CONDIÇÃO


PRIVATIVA DO PRESIDENTE DA INVESTIGAÇÃO, NÃO SENDO CABÍVEL, NESSE
CASO, QUALQUER REQUISIÇÃO POR PARTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO OU DO
PODER JUDICIÁRIO, TENDO EM VISTA QUE SE TRATA DE UM ATO DE SEU
JUÍZO DE VALOR.

ASSIM, QUALQUER REQUISIÇÃO PARA INDICIAMENTO FORMULADA DURANTE


O INQUÉRITO POLICIAL É CONSIDERADA ILEGAL E NÃO EXIGE O SEU
CUMPRIMENTO.
PRAZOS PARA O INQUÉRITO POLICIAL
O INQUÉRITO POLICIAL DEVE TERMINAR NO PRAZO DE 10 DIAS QUANDO O
INDICIADO FOR PRESO EM FLAGRANTE, OU SE ESTIVER PRESO
PREVENTIVAMENTE. NO ENTANTO, PODE SER DADO O PRAZO DE 30 DIAS
QUANDO O SUSPEITO ESTIVER SOLTO, MESMO MEDIANTE FIANÇA.

COM ISSO, EXISTEM EXCEÇÕES PREVISTAS EM OUTRAS LEIS, COMO POR


EXEMPLO:
 15 DIAS PARA O INDICIADO PRESO E 30 DIAS PARA INDICADO SOLTO EM
CRIMES DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL;

 30 DIAS PARA INDICADO PRESO E 90 DIAS QUANDO SOLTO EM CASOS


DE CRIMES DA LEI DAS DROGAS;

 10 DIAS PARA INDICADOS EM CRIMES CONTRA A ECONOMIA POPULAR.


RELATÓRIO FINAL NO INQUÉRITO POLICIAL
O RELATÓRIO FINAL NO INQUÉRITO POLICIAL É O ATO QUE MARCA O
ENCERRAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES PRELIMINARES, MOMENTO EM QUE É
FORNECIDO PELA AUTORIDADE POLICIAL TODAS AS INFORMAÇÕES OBTIDAS
ATRAVÉS DAS DILIGÊNCIAS QUE FORAM REALIZADAS E SUA INTERPRETAÇÃO
TÉCNICO-JURÍDICA DOS FATOS INVESTIGADOS.

NO RELATÓRIO FINAL, PODE OU NÃO HAVER O INDICIAMENTO, QUE SÓ


PODE OCORRER QUANDO ESTIVEREM PRESENTES OS INDÍCIOS DE AUTORIA E
DE MATERIALIDADE DE UMA INFRAÇÃO PENAL.

COM A ELABORAÇÃO E OFERECIMENTO DO RELATÓRIO DO INQUÉRITO


POLICIAL, EXISTEM TRÊS POSSIBILIDADES PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO:
• REQUISITAR NOVAS DILIGÊNCIAS, QUANDO NECESSÁRIAS;

• SOLICITAR O ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POR NÃO CONTER PROVAS


QUE INDIQUEM QUE O SUSPEITO DEVA SER PROCESSADO;

• OFERECER A DENÚNCIA, A PARTIR DA QUAL O SUSPEITO DEIXA DE SER


INDICIADO (INQUÉRITO) PARA (ACUSADO), POIS INICIA A AÇÃO
CRIMINAL E O RITO DO PROCESSO PENAL.

NO CASO DE UM ARQUIVAMENTO, SE O JUIZ DISCORDAR PODE APLICAR O


ARTIGO 28 DO CÓDIGO PROCESSO PENAL, REMETENDO OS AUTOS AO
PROCURADOR GERAL QUE, SE CONCORDAR COM SUAS RAZÕES, DEVE
DESIGNAR UM PROMOTOR PARA ATUAR NO CASO.
INCOMUNICABILIDADE DO INDICIADO

O CÓDIGO DE PROCESSO PENAL ESTABELECE QUE O INDICADO PODERÁ


FICAR INCOMUNICÁVEL, DEPENDENDO SEMPRE DE DESPACHO NOS AUTOS E
PERMITIDA QUANDO O INTERESSE DA SOCIEDADE OU A CONVENIÊNCIA DE
A INVESTIGAÇÃO ASSIM EXIGIR.

A INCOMUNICABILIDADE, NO ENTANTO, NÃO PODE EXCEDER TRÊS DIAS,


DEVENDO SER DECRETADA POR DESPACHO DO JUIZ, A REQUERIMENTO DA
AUTORIDADE POLICIAL OU DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
SIGILO NO INQUÉRITO POLICIAL

EM RAZÃO DE SUA DESTINAÇÃO, O INQUÉRITO POLICIAL DEVE SER


SIGILOSO, UMA VEZ QUE SERIA INFRUTÍFERA UMA INVESTIGAÇÃO EXPOSTA
AO PÚBLICO, POSSIBILITANDO QUE SE PUDESSE SABER QUAIS SERIAM OS
PASSOS SEGUINTES. O CÓDIGO PROCESSO PENAL EXIGE QUE HAJA SIGILO
NECESSÁRIO, MUITO EMBORA O ADVOGADO DO INVESTIGADO TENHA
ACESSO ÀS INFORMAÇÕES.
COMPORTAMENTO
DO ADVOGADO E DO AVERIGUADO
DURANTE O INQUÉRITO, O ADVOGADO TEM O DIREITO DE ASSISTIR SEU CLIENTE
INVESTIGADO DURANTE A APURAÇÃO DAS INFRAÇÕES, SOB PENA DE NULIDADE
ABSOLUTA DO RESPECTIVO INTERROGATÓRIO OU DEPOIMENTO E, EM SEQUÊNCIA,
DE TODOS OS ELEMENTOS INVESTIGATÓRIOS E PROBATÓRIOS DELE DECORRENTES,
OU MESMO DERIVADOS, DIRETA OU INDIRETAMENTE.

A PARTICIPAÇÃO DO ADVOGADO NO INQUÉRITO POLICIAL NÃO É OBRIGATÓRIA,


MAS ELE POSSUI O DIREITO DE PARTICIPAR DO DEPOIMENTO DE SEU CLIENTE. OU
SEJA, É MAIS UMA PRERROGATIVA DO ADVOGADO CONSTITUÍDO DO QUE UM
DIREITO DO SUSPEITO, QUE TEM O EXERCÍCIO DE AMPLA DEFESA, NÃO TENDO A
RESPONSABILIDADE DE APRESENTAR QUALQUER TIPO DE PROVA QUE POSSA
INCRIMINÁ-LO.

O ADVOGADO TAMBÉM TEM O DIREITO DE ACESSAR TODOS OS AUTOS DE


INVESTIGAÇÕES EM TODOS OS ÓRGÃOS COMPETENTES, NÃO APENAS O INQUÉRITO
NA POLÍCIA CIVIL OU FEDERAL, MAS TAMBÉM O PROCEDIMENTO CRIMINAL
PRODUZIDO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO.
CONCLUSÃO
O INQUÉRITO POLICIAL É UM PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DE VIÉS
INVESTIGATIVO ATRAVÉS DA REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIAS INVESTIGATIVAS
COM A FINALIDADE DE APURAR A AUTORIA DO DELITO E ENTENDER DE QUE
FORMA OCORRERAM OS FATOS. A INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR TEM COMO
OBJETIVO SUBSIDIAR A APURAÇÃO DE CONDUTAS TÍPICAS. NA AÇÃO PENAL
PÚBLICA CONDICIONADA A REPRESENTAÇÃO FAZ-SE NECESSÁRIO À
REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA, REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO OU
DE SEU REPRESENTANTE LEGAL, SENDO QUE SEM A FORMALIZAÇÃO DA
REQUISIÇÃO OU DA REPRESENTAÇÃO O INQUÉRITO POLICIAL NÃO PODERÁ
SER INICIADO. A OFICIOSIDADE NÃO É UMA CARACTERÍSTICA ABSOLUTA E
COMPORTA EXCEÇÕES, COMO NOS CASOS DOS CRIMES DE AÇÃO PENAL
PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO OU
REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA E NOS DE AÇÃO PENAL PRIVADA,
SENDO QUE NESSES CRIMES O INQUÉRITO POLICIAL NÃO PODE SER
REALIZADO DE OFÍCIO.
AS PEÇAS INAUGURAIS DO INQUÉRITO POLICIAL FORAM DESCRITAS COMO
SENDO: PORTARIA (QUANDO INSTAURADO DE OFÍCIO PELO DELEGADO DE
POLÍCIA); AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE; REQUERIMENTO DO OFENDIDO
OU DE SEU REPRESENTANTE LEGAL; REQUISIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO,
DA AUTORIDADE JUDICIÁRIA OU DO MINISTRO DA JUSTIÇA OCORRERÁ A
INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POR REQUISIÇÃO DA AUTORIDADE JUDICIÁRIA
OU DO MINISTÉRIO PÚBLICO, POR REQUERIMENTO DA VÍTIMA OU DE SEU
REPRESENTANTE LEGAL, A PARTIR DO AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE E
TAMBÉM POR QUALQUER DO POVO ATRAVÉS DO BOLETIM DE OCORRÊNCIA.
O INQUÉRITO POLICIAL PODERÁ SER INICIADO DE DUAS FORMAS ATRAVÉS
DE UMA PORTARIA EXPEDIDA PELA AUTORIDADE POLICIAL OU PELA
LAVRATURA DE UM AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE.
O INDICIAMENTO FOI COMPREENDIDO COMO SENDO A INDIVIDUALIDADE
DO INVESTIGADO, PERMEANDO A TRANSIÇÃO ENTRE A PROBABILIDADE E
POTENCIALIZAÇÃO DO SUSPEITO. O ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO
POLICIAL NÃO É UMA DECISÃO DA AUTORIDADE POLICIAL, ELE OCORRERÁ
A REQUERIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO E POR DECISÃO JUDICIAL. O IP
TRAMITA NA INQUÉRITO POLICIAL: POLÍCIA JUDICIÁRIA E ENCERRADO SERÁ
REMESSADO AO PODER JUDICIÁRIO E POSTERIORMENTE AO MP COMO
DESTINATÁRIO FINAL. DESSA MANEIRA, CONCLUI-SE QUE, A ATUAÇÃO DAS
POLÍCIAS JURÍDICAS NA REALIZAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL É REALIZADA
EM CONFORMIDADE COM OS PROCEDIMENTOS LEGAIS QUE BUSCAM A
AVERIGUAÇÃO DOS FATOS RELACIONADOS AOS CRIMES, PRIMANDO PELA
BUSCA DE PROVAS DO DELITO DE MANEIRA SIGILOSA, GARANTINDO AO
SUSPEITO O DIREITO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA, ATÉ O FIM DAS
APURAÇÕES, ONDE POR MEIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO OU DO JUIZ SE
INSTAURA A AÇÃO CRIMINAL.
FIM

Você também pode gostar