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AS BASES DO SISTEMA

COLONIAL
Isac Karon e Erick Cauann
Disponível em:
<https://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/a-antiga-capitania-dos-sarney-e-o-feudo-dos-calheiros-disputam-a-lideranca-do-campeonato-nacional-do-atraso/>
Acesso em: 13 jul 2018
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2012/08/1137228-politicos-sao-os-maiores-latifundiarios-do-brasil-diz-
livro.shtml> Acesso em; 13 jul 2018
Mercantilismo, absolutismo
e Colonização
- acumulacão primitiva -
XV ao XVIII
Monopólio comercial e pacto colonial
Mercado fechado e exclusivo

Só podia vender para a metrópole e comprar através desta;

As metrópoles tinham posse legal e plena jurisdição sobre suas colônias;

Unidade polÍtica e jurídica

Adotando seus objetivos e interesses.

Papel da Igreja e da Companhia de Jesus


As capitanias hereditárias

Já utilizado nas ilhas atlânticas


(Madeira, Açores e Cabo Verde);

1534 e 1536, dividiu-se em 14


capitanias hereditárias de 100 hguas;
Foram doadas a doze capitães-
donatários;

fidalgos, comerciantes e funcionários


pertencentes à burguesia e pequena
nobreza;

deu início a tradição latifundiária e da


Política de Mando (público-privado)

Poder executivo e Judiciário


O Governo geral

Criação do governo-geral do Estado do Brasil em 1548,


instalado em Salvador, Bahia, em 1549
Regimento do governo geral
Eu, El-Rei, faço saber a vós, Tomé de Sousa, fidalgo de minha casa, que
vendo eu quanto serviço de Deus e meu é conservar e enobrecer as Capitanias e
povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e mais
seguramente se possam ir povoando (...) ordenei ora de mandar nas ditas terras
fazer uma fortaleza e povoação grande e forte, em um lugar conveniente, para
daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e prover nas
cousas que cumprirem a meu serviço e aos negócios de minha Fazenda e a bem
das partes (...)
Em cada uma das ditas Capitanias praticareis, juntamente com o Capitão
dela, e com o Provedor-mor de minha Fazenda, que convosco há-de-correr as
ditas Capitanias, e, assim com o Ouvidor da tal Capitania e oficiais de minha
Fazenda que nela houver, e alguns homens principais da terra, sobre a maneira
que se terá na governança e segurança dela, e ordenareis que as povoações das
ditas Capitanias, que não forem cercadas, se cerquem, e as cercadas se reparem
e provejam de todo o necessário para a sua fortaleza e defensão (...)
(Regimento de Tomé de Sousa, 1549)
Administração municipal
Para o governo das vilas e
cidades, foi aplicado na colônia o
modelo de administração vigente no
reino, das câmaras municipais.
Formadas por conselhos de
representantes da elite proprietária,
mercantil e religiosa local - os
conselhos dos homens bons -, as
câmaras exerciam diversas funções
políticas e administrativas.
Casa de Câmara e Cadeia. Vila Flor - RN
Disponível em: <http://mapio.net/pic/p-28751279/>.
Grande propriedade e
monocultura exportadora
As riquezas do Brasil no começo do século XVII
Pelo que, começando, digo que as riquezas do Brasil consistem em seis
cousas, com as quais seus povoadores se fazem ricos, que são estas: a primeira
a lavoura do açúcar, a segunda a mercância, a terceira ao páu a que chamam do
Brasil, a quarta os algodões e madeiras, a quinta a lavoura de mantimentos, a
sexta e última a criação de gados. De tôdas estas cousas o principal nervo e
substância da riqueza da terra é a lavoura dos açúcares.

(ABREU, Capistrano de. Diálogos das grandezas do Brasil. Salvador : Progresso, 1956.)
Tráfico e escravidão africana
Os portugueses, na sua navegação mercantil para o Brasil, Índias
Ocidentais, Angola e outras partes aquém do Cabo da Boa Esperança, não se
servem de grandes navios, mas só de caravelas, as maiores das quais não
excedem o porte de mil e duzentas a mil e trezentas toneladas; ou também usam
de navios redondos, que compram aos franceses e flamengos. (...)
Os que querem voltar [da África] diretamente a Portugal, saem com
carregamento de escravos; mas os que querem fazer mais longa viagem, vão-
nos vender ao Rio da Prata, donde tiram muito dinheiro, e dali voltam ainda ao
Brasil a tomar nova carga de açúcares e doces, e do Brasil a Portugal. Outros
vão diretamente de Angola ao Brasil, para vender seus escravos, porque ali
hão mister grande número deles para servir em seus engenhos de açúcar;
porque os da América não são de tão trabalho, e não obedecem de boa
mente como os de Angola e Cabo Verde.
(François Pyrard, 1611)
O avanço da colonização
A União Ibérica (1580):
- Portugal perdeu a parceria
vantajosa com os holandeses e
sofreu retaliações;
- Divisão da colônia em duas parte;
- Portugal recorreu ao apoio da
Inglaterra, a quem fob obrigado a
fazer grandes concessões políticas
e econômicas.
- Restauração - 1640
As entradas
Antes mesmo da formação da União
Ibérica, Portugal já vinha desenvolvendo
uma estratégia do reconhecimento do
interior americano por meio de expedições
regulares ou ocasionais. Eram as
chamadas entradas, nome que revela sua
finalidade: entrar pelo interior do território,
além da faixa litorânea, para devassá-lo,
mapear seus caminhos naturais o avaliar
suas riquezas - minerais, sobretudo
Capitão Dias Adorno. Antônio Parreiras, 1993. Museu Antônio
Parreiras, Niterói.
As invasões francesas

● Rio do Janeiro - meados do século


XVI: A França Antártica
○ Instalam-se na Baía do Guanabara (1555)
sob o comando do Nicolau Durand de
Viilegaignon

● Maranhão - início do século XVII


○ Em 1612 repetem a tentativa no litoral
maranhense, liderada por Daniel de La
Touche e contando com o apoio oficial da
Coroa francesa, adversária dos
Habsburgos na Europa.
○ Avanço para o Nordeste e o Norte: França
Em 1578, o português Luis Teixeiro registrou em mapas os
contornos da região com a cidade de São Sebastião do Rio de
Equinocial.
Janeiro
As invasões holandesas

● O controle do comércio do açúcar;


● Salvador -1624;
● Pernambuco - 1630
○ Conde Maurício de Nassau

○ Insurreição Pernambucana
Os frutos da terra
Açúcar, as drogas do sertão,
a pecuária, comércio e tributação
Açúcar: a doce riqueza do Brasil
Final do século XVI e início do XVII, Começa em 1530 e 1540

Possibilitou a implantar estruturas permanentes de produção, administração, e


defesa do território.

Planta asiática mas se adaptou ao clima e solo,

Capacidade de portugal em comercializar e transformar uma iguaria cara em um


produto popular

Organizada em tome do cornpiexo formado pela casagrande, senzala, engenho,


capela, terras e canaviais.

Mão de obra negra escravizada


As drogas do sertão
Produtos extraídos do interior do Brasil, no norte amazônico;

Cacau, caju, castanha, urucu, gengibre, salsaparrilha, baunilha, anil, guaraná,


quinino, amendoim, fumo e algodão silvestre eram as principais "drogas do
sertão", além das valiosas rnaderas e do cravo, canela, e pimenta;

Graças a ajuda dos índios, importante para o conhecimento do interior do Brasil,


mas economicamente pouco influente.
A pecuária
Subsistência da colônia

de gado bono, para carne, e couro ao lado da criação cavalos e muares e mulas,
para transporte, carga e tração.

Empurrado para os sertões, chegando a caatinga, para não atrapalhar o cultivo


de cana-de-açúcar

handos de vaqueiros sertanejos, compostos de brancos, índios, negros, e


caboclos pobres.

formação social e cultural do Nordeste


Tráfico Atlântico e escravidão africana
Estratégia de dominação

500 mil negros escravizados nas


lavouras de cana e cerca de 4
milhões até 1880.

motivados pela dificuldade com os


índios, lucros no tráfico.

Apoio da igreja.

Grade índice de mortalidade.

Explorção e desigualdade.
REFERÊNCIAS
Regimento que levou Tomé de Souza governador do Brasil, Almerim, 17/12/1548.
Lisboa, AHU, códice 112, fls. 1-9.

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