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UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA
ELETROTERAPIA
Flávio Martins do Nascimento Filho
Fisioterapeuta – CREFITO 175590-F
Mestre em Ciências Aplicadas à Saúde – UFS, Campus Lagarto/SE
Pós-graduado em Fisioterapia Traumato-ortopedia – Universidade Estácio de Sá/SP
Fisioterapeuta do Esporte – Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva - SONAFE
HISTÓRICO

ELETRICIDADE

Plínio

Aristóteles Plutão
HISTÓRICO
GALVANI (1971) – a partir de experimentos em rãs e carneiros, estudou-se a
possibilidade de haver correntes elétricas em animais.

VOLTA (1799) – experimentos mostraram que há possibilidade de estimular a


contração muscular com corrente contínua através do fechamento e abertura do
circuito.
HISTÓRICO

DOUCHENE DE BOULOGNE (1833) – através do uso da corrente alternada,


descobriu os pontos de ereção (maior contração muscular dos músculos
examinados).

VON ZIEMSSEN – utilizava Nitrato de Prata no ponto de ereção em pacientes


moribundos, e descobriu após análise por dissecção de cadáveres que há neste
ponto a junção MIONEURAL: PONTO MOTOR
HISTÓRICO

LAPICQUE (1826) – define CRONAXIA = tempo mínimo de duração do pulso para


produzir contração muscular.

DU BOIS REYMOND (1843) – define o princípio de acomodação


WILLIAN GILBERT JALLABERT (1748)
CLÁUDIO GALENO OTTO DE
(1603) Trabalhou com a
(200 DC) GUERICKE (1954)
Escreve o estimulação elétrica de
O uso de peixes Construiu a
primeiro tratado soldados hemiplégicos
elétricos para o primeira
de eletricidade
tratamento de “Máquina
médica
várias patologias Elétrica”
“DE MAGNETE”

LUIGI GALVANI
ALESSANDRO VOLTA (1780)
DESHEAIS (1749)
(1800) Observou o efeito J. WESLEY (1759)
Descreveu esses
Criou a primeira da eletricidade “Desideratum
tratamentos em
bateria para fins sobre a Electricity Made
pacientes
práticos = O gerador musculatura Pain”
hemiplégicos
GALVÂNICO esquelética de
rãs
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA

O primeiro conceito importante é o conceito de carga elétrica, ou


simplesmente carga. A carga é uma propriedade da matéria que é base da força
eletromagnética. Uma carga pode ser positiva – prótons – ou negativa – elétrons.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA
Um átomo eletricamente neutro é um átomo onde as cargas positivas e negativas
se anulam, ou seja, um átomo com o mesmo número de prótons e elétrons.

Átomos com excesso de prótons são positivamente carregados, chamados de


cátions.

Átomos com excesso de elétrons são negativamente carregados, chamados de


ânions.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA

Voltagem nada mais é do que a mudança da energia potencial elétrica entre dois
pontos em um campo elétrico, por unidade de cargo. É representada pela força
motriz que faz com que partículas carregadas se movam.

“Por isso, é também chamada de força eletromotriz”.


INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA

• Eletricidade – Fenômeno natural existente em todos os corpos (estática ou em


movimento)
• Carga elétrica – Propriedade fundamental da matéria (intrínseca).
• Íon – partícula carregada (+ ou -)
• Cátion (+) – Predomínio de Prótons
• Ânion (-) – Predomínio de Elétrons

• OS OPOSTOS SE ATRAEM
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA
• Polaridade em objetos e substâncias:
• Cátodo (-) – preto Cargas positivas;
• Ânodo (+) – vermelho Cargas negativas;

• VOLTAGEM (v) (força eletromotriz):


• Diferença de potencial elétrico entre dois pontos;

• Movimento:
• Cargas opostas separadas Indução de
• Cargas iguais aproximadas movimento
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA

• Condutores:
• Permitem a livre movimentação de elétrons:
• Fios de cobre
• Tecidos biológicos
• Capacitância
“A capacitância depende do tipo e propriedade do tecido
biológico”
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA

• Isolantes:
• Resistem ao fluxo da corrente.
• Borracha
• Plástico
• Impedância = Isolantes
“Impedância é a oposição total que a corrente sofre ao
circular num circuito”
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA

• FREQÜÊNCIA (f) (r):


-Velocidade de repetição de um evento pela unidade de tempo. (no caso da
eletroterapia medida em Hertz [Hz])
-Quantidade de vezes que uma onda atinge sua amplitude máxima ou mínima
pelo tempo.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA

• COMPRIMENTO DE ONDA: distância entre valores repetidos sucessivos num


padrão de onda.

Inversamente proporcional a frequência


INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA
• PULSO (T):
• Evento elétrico isolado por um espaço de tempo mensurável.

• DURAÇÃO DE PULSO:
• Valor da subida e descida por unidade de tempo.

Conclusão: R = ao número de T por unidade de tempo.


INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ELETROTERAPIA

HERTZ (Hz): Unidade de medida de frequência que indica quantos ciclos da


corrente elétrica acontecem a cada segundo.
POR QUÊ
UTILIZAR
O QUE É
ELETROTERAPIA?
CORRENTES
ELÉTRICAS?
O QUE É ELETROTERAPIA?

-A eletroterapia é a utilização de correntes elétricas para fins terapêuticos;

-As correntes elétricas são extremamente comuns e utilizadas em grande escala pela
fisioterapia para o tratamento da dor, diminuição de edemas e produção de contrações
musculares para diferentes fins terapêuticos.
QUAL
CORRENTES
CORRENTE O
DISPONÍVEIS
APARELHO
PARA A
PODE
FISIOTERAPIA?
OFERECER?
VAMOS DESCOMPLICAR A ELETROTERAPIA?
TIPOS DE CORRENTES TERAPÊUTICAS
TIPOS DE CORRENTES TERAPÊUTICAS

CORRENTE DIRETA CONTÍNUA:


Fluxo constante e ordenado de elétrons na mesma direção;
CORRENTE ALTERNADA:
Fluxo bidirecional constante e ordenado de elétrons. (direção da corrente varia
ciclicamente)
CORRENTE PULSADA (INTERROMPIDA):
Fluxo uni ou bidirecional de elétrons que periodicamente são interrompidos.
CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A
FREQUÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A FREQUÊNCIA

ALTA FREQUÊNCIA MÉDIA BAIXA


10.000 a 100.00 FREQUÊNCIA FREQUÊNCIA
Hz 1.000 a 10.000 Hz 1 a 1.000 Hz
CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO AO
NÚMERO DE FASES
CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO AO NÚMERO DE
FASES

MONOFÁSICA: quando a onda existe somente em um dos semiciclos, sendo


bloqueada no outro semiciclo. Neste caso a onda é necessariamente
assimétrica
CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO AO NÚMERO DE
FASES

BIFÁSICA: quando a onda existe nos dois semiciclos. Pode ser simétrica ou
assimétrica.
CLASSIFICAÇÃO DAS ONDAS QUANTO A SIMETRIA
CLASSIFICAÇÃO DAS ONDAS QUANTO A SIMETRIA

ONDAS SIMÉTRICAS: quando a geometria dos semiciclos são iguais.


ONDAS ASSIMÉTRICAS: quando a geometria dos semiciclos são diferentes.
CLASSIFICAÇÃO DAS ONDAS QUANTO AO
EQUILÍBRIO DAS CARGAS
CLASSIFICAÇÃO DAS ONDAS QUANTO AO EQUILÍBRIO DAS
CARGAS

EQUILIBRADAS: primeira fase igual a segunda.


DESEQUILIBRADAS: primeira e segunda fase diferem em magnitude de
estímulo.
CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A
FORMA DE ONDA
CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A FORMA DE
ONDA

1 – RETILÍNEA/DIRETA OU CONTÍNUA = polarizada “Corrente Galvânica”


CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A FORMA DE
ONDA

2 - QUADRÁTICA/ALTERNADA = despolarizada “TENS, Corrente Russa”


CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A FORMA DE
ONDA

3 – EXPONENCIAL: polar e apolar “Corrente Farádica”


CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A FORMA DE
ONDA

4 – SENOIDAL: alternada, bifásica, simétrica, apolar “Corrente Interferencial”


CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A FORMA DE
ONDA

5 – SEMI-SENÓIDE: monofásica, polar ou apolar “Diadinâmicas de Bernard”


CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A FORMA DE
ONDA

6 – TRIANGULAR: alternada, monofásica, polar ou apolar “Corrente Farádica”


CLASSIFICAÇÃO DA ELETROTERAPIA QUANTO A FORMA DE
ONDA

7 – QUADRÁTICA COM TRIANGULAR: apolar, alternada, bifásica, assimétrica.


“T.E.N.S”
CARACTERÍSTICAS DAS CORRENTES PULSADAS E
ALTERNADAS
CARACTERÍSTICAS DAS CORRENTES PULSADAS E
ALTERNADAS
PROPRIEDADES DEPENDENTES DA AMPLITUDE:
Amplitude Máxima: voltagem máxima alcançada numa fase.

Amplitudes entre Picos: medida de pico(V) da primeira até a segunda fase.


CARACTERÍSTICAS DAS CORRENTES PULSADAS E
ALTERNADAS
AMPLITUDE EFICAZ (RMS): 70% do valor de pico, refletem a força resistente.
CARACTERÍSTICAS DAS CORRENTES PULSADAS E ALTERNADAS
“PROPRIEDADES DEPENDENTES DO TEMPO”

INTERVALO INTERPULSO: Tempo entre o término de um pulso e o início de outro.

DURAÇÃO DO PULSO (LARGURA DE PULSO): Tempo entre o início e o término de


todas as fases de um único pulso.
CARACTERÍSTICAS DAS CORRENTES PULSADAS E ALTERNADAS
“PROPRIEDADES DEPENDENTES DO TEMPO”

DURAÇÃO DA FASE: Tempo entre o início e o término de uma fase.

TEMPOS DE TRANSIÇÃO E EXTINÇÃO: do zero a amplitude máxima e da máxima


ao zero numa mesma fase.
CARACTERÍSTICAS DAS CORRENTES PULSADAS E ALTERNADAS
“PROPRIEDADES DEPENDENTES DO TEMPO”

INTERVALO INTRAPULSO: intervalo entre as duas fases sucessivas do mesmo


pulso;

CARGA DE FASE: tempo integral de uma fase apenas.


CARACTERÍSTICAS DAS CORRENTES PULSADAS E ALTERNADAS
“PROPRIEDADES DEPENDENTES DO TEMPO”

CARGA DE PULSO: tempo integral de todo um pulso.


PERÍODO DE PULSOS: intervalo entre dois pontos específicos dos pulsos.
BIOSSEGURANÇA NA ELETROTERAPIA
BIOSSEGURANÇA NA ELETROTERAPIA
BIOSSEGURANÇA NA ELETROTERAPIA
BIOSSEGURANÇA NA ELETROTERAPIA

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