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Chave seccionadora

Charles Lopes de Oliveira


Equipamentos Elétricos
É um dos
componentes
de uma
substação.

Também
amplamente
usada na
Distribuição
…Chave seccionadora ou chave faca (sua lâmina de
contato lembra uma faca) é um dispositivo destinado a
isolar (seccionar) partes (subsistemas, equipamentos, etc.)
de circuitos elétricos..

Interruptor x seccionador
 Diferenças : Com carga x sem carga
Seccionadora
 São dispositivos destinados a realizar
manobras de seccionar e isolar um circuito
elétrico. Em condições normais e com seus
contatos fechados, elas devem manter a
condução de sua corrente nominal, inclusive
de curto-circuito até a abertura do disjuntor,
sem sobreaquecimento. Basicamente a
seccionadora é uma extensão do condutor
que, se desloca quando acionado, abrindo e
fechando através dos contatos fixo e móvel.
Normalmente em média tensão seu controle é
manual através de alavanca ou bastão.
Classificação
Classificação
Seccionadora Unipolar
tipo C
Seccionadora
Tripolar
tipo C
(com fusível)
Unipolares, tripolares, com fusível(Chave Fusível), reversoras, by pass
São instaladas em pontos estratégicos visando:

Seccionar a rede para minimizar os efeitos das


interrupções programadas ou não;
Estabelecer seccionamento visível em equipamentos
como religadores automáticos, chaves a óleo;
Estabelecer by pass em equipamentos como reguladores de
tensão;
Como vis a vis para manobras de circuitos.
Feita a manutenção do transformador, fecha-se as chaves religando o
circuito de distribuição.
Junto a Reguladores de tensão.
Características Comuns

• Proteção contra contatos dos dedos nas partes energizadas,


evitando o "choque elétrico"
• Acionamentos seguros
• Diferentes opções de montagens, para diversas aplicações
• Possibilidade de adicionar contatos auxiliares em ambos os
lados da chave – ideais para sistemas mais complexos

APLICAÇÕES
• Isolador de circuitos
• Chaves Liga/Desliga
• Chave Geral
• Chave de controle
• Chave para seletividade de sistemas
Classificação quanto a tensão:
das seccionadoras de MT (Média Tensão)

Podemos classificar as seccionadoras de Média Tensão em função de


suas características de operação.

Características de operação

Enfocando as características de operação, as chaves seccionadoras


podem ser:
Chave faca unipolar

A operação de abertura e fechamento é realizada manualmente


através de um bastão isolante, cada fase é acionada individualmente.
Partes Principais:

1- Base - Disponível nos perfis U ou Ω de aço com acabamento zincado a


quente.
2- Isolador - Porcelana vitrificada de alta resistência conforme normas ABNT,
ANSI e IEC..
3- Terminais - Em liga de cobre com acabamento estanhado e padrão de
furação NEMA, acomodando diversos tipos de conectores.
4- Pino limitador de Posição - As facas são fabricadas para abertura de
160°, podendo com o uso do Pino Limitador de Posição ter abertura máxima
de 90°.
Partes Principais:

5- Facas - Barras dupla de cobre eletrolítico de alta condutividade e maior


resistência mecânica.
6- Anel de Abertura - Dispositivo de abertura e fechamento de fácil
operação em qualquer ângulo, provido de trava de segurança.
7- Gancho para abertura Sob Carga - Fabricado em Bronze de alta
resistência mecânica, utilizado para suporte da ferramenta para abertura sob
carga e guia das facas durante seu fechamento.
8- Contatos - Do tipo auto limpante, em liga de cobre com acabamento
estanhado, mantido sob alta pressão por molas de aço inoxidável.(Os contatos
também poderão ser fornecidos com acabamento prata-prata)
Cobre Eletrolítico
Cobre Eletrolítico
Características Construtivas

- Partes condutoras (terminais, lâminas e contatos) em cobre eletrolítico de alta


condutividade, revestida de prata por deposição eletrolítica.

- Contatos em linha, auto limpantes e de alta pressão.

- Travas de segurança que impede abertura acidental por vibrações ou curto circuito.
-Terminais padrão NEMA.

-Olhais para operação manual por meio de vara de manobra.

-Isoladores tipo suporte cilíndricos ou pedestais em porcelana vitrificada.

-Base e sub-bases em aço carbono galvanizadas a fogo, dimensional conforme


solicitação.

-Acionamento manual por meio de vara de manobra.

-Ensaios de tipo realizados em laboratórios oficiais.

-Projetada conforme normas ABNT / ANSI / IEC.

- Montagens vertical e inclinada, esquerda ou direita.


Chave fusível
Também conhecida como chave Mattews, executa tanto a função
normal de comando sem carga, quanto a de proteção perante um
curto-circuito, pela queima do fusível que, em condições normais,
também faz a vez de contato móvel. A operação desta chave é idêntica
à da chave faca unipolar.
Chave fusível
Chave seccionadora sem carga

Cada fase é munida de um isolador para sustentação do contato fixo


e outro para sustentação do braço de acionamento (varão), um eixo
rotativo, que quando acionado através de uma alavanca manual,
provoca o fechamento ou abertura simultânea das três facas
(contatos móveis).
Chave seccionadora com fusível(Chave Fusível)

Esse tipo de seccionadora pode, também, ser dotada de fusíveis


(fase a fase) que, quando queimado, interrompe a alimentação da
respectiva fase, porém, sem provocar a abertura da seccionadora.
Chave seccionadora sob carga

Também chamada de interruptor tripolar de média tensão, possui


um dispositivo destinado a abrir e fechar um circuito sob carga.

É projetada para ser instalada em ambiente abrigado.


O arco elétrico é dissipado dentro de uma câmara e os contatos são
acionados com o auxílio de molas para acelerar a abertura e
fechamento.
Esse tipo de seccionadora pode, também, operar com fusíveis (fase
a fase) que, quando queimam, provocam o acionamento de um
disparador (espoleta) que, por sua vez, aciona o dispositivo de
abertura da chave, seccionando o circuito.
Reversora com carga
Com aterramento
By pass
Tandem
Chave seccionadora de aterramento Tetrapolar
Mecanismo de operação
Podemos definir mecanismo de operação como sendo um subconjunto
que possibilita a operação mecânica da seccionadora, quando das
manobras de abertura e fechamento.
O mecanismo de operação das chaves seccionadoras possui, de forma
geral, o mesmo princípio de funcionamento e pouca variação de
detalhes construtivos em razão dos vários fabricantes.
Em geral, as chaves seccionadoras de média tensão, possuem
dispositivo de bloqueio dotado de fechaduras (bloqueio KIRK), que
impede a operação do mecanismo e conseqüentemente a manobra da
seccionadora, sem a necessária observância dos procedimentos de
segurança.
Manobra

Uma chave seccionadora aberta.


Nota-se uma argola na lâmina para
Punho de Manobra encaixar o gancho da
Substação vara de manobra.
Manobra

Punho de Manobra
Substação – Usar luva e tapete de proteção isolante
Bloqueio Kirk
Bloqueio Kirk
Módulos de Bloqueios Mecânicos usados nos Intertravamentos
Mecânicos em subestações e equipamentos.

Dispositivos de bloqueio podem ter solenoides elétricas com


Chaves de Fechadura dependentes de que um circuito
elétrico seja interrompido; por exemplo, se o fornecimento de
energia para um cubículo de alta tensão for desenergizado,
haverá a liberação de Chave no tambor de Fechadura para ser
usada para permitir o desbloqueio do bloco de acesso ao interior
do cubículo. Alguns bloqueios incluem uma função de atraso de
tempo ou um detector de rotação para assegurar que uma
máquina teve tempo para acontecer a parada total antes de
permitir que o próximo passo de uma sequência de
intertravamento para prosseguir.
Manobra
Para sua abertura (seccionamento com carga) é obrigatório o uso
do equipamento load buster e equipamento de proteção
individual (luva isolante) manga isolante - "mangote") para evitar
que surja o arco elétrico muito perigoso, podendo lesionar
o eletricista. Para seu fechamento utiliza-se vara de manobra.

load buster
Aplicações - Benefícios - Comparativo

Em instalações onde a chave seccionadora está localizada


próxima do disjuntor (em geral de 3 a 5m) aplica-se usualmente
a seccionadora seca, visto que o próprio disjuntor desempenha
a função de proteção contra sobrecorrentes.

Nas instalações onde se dispõe o disjuntor distante da


seccionadora (em geral acima de 5m), recomenda-se a utilização de
seccionadoras com fusíveis para proteção, inclusive dos cabos
condutores e, até mesmo, para melhoria da seletividade.

As chaves seccionadoras que operam sem carga são, em geral,


dispostas entre disjuntores e para isolação dos circuitos.
Utiliza-se, normalmente, a chave seccionadora sob carga em
circuito de alimentação de transformadores de pequeno porte.
Seccionadores de Alta Tensão
Seccionadores de Alta Tensão
Seccionadores de Alta Tensão
Normas de Referência:
NBR6935 de 01/1985 - Substituída
NBRIEC62271-102
Equipamentos de alta-tensão - Parte 102:
Seccionadores e chaves de aterramento
Tipos de Chaves mais usadas

• Os tipos mais empregados em circuitos são de:


5000 volts (600 a 1200 amperes);
15000 volts (400 a 630 amperes);
25000 volts (400 amperes).
Distância de Escoamento

Distância de escoamento: é a distância mais curta ou o somatório


das mais curtas distâncias ao longo da superfície sobre um isolador
entre duas partes condutoras, que normalmente têm a tensão de
funcionamento entre os dois.
NBI – NíVEL BÁSICO DE ISOLAMENTO
NBI – NíVEL BÁSICO DE ISOLAMENTO

Sobretensões atmosféricas são causadas pela incidência de


descargas elétricas atmosféricas no equipamento acoplado na linha.
SOBRETENSÃO DE MANOBRA
SOBRETENSÃO DE MANOBRA
SOBRETENSÃO DE MANOBRA
SOBRETENSÕES TEMPORÁRIAS
EXEMPLO ENSAIOS NORMALIZADOS
EXEMPLO ENSAIOS NORMALIZADOS
EXEMPLO ENSAIOS NORMALIZADOS

Ensaios padronizados são bons indicadores da suportabilidade dos


Isolamentos ante a solicitação da rede elétrica.
Chaves VIS À VIS – Paralelismo de redes
Chaves usadas na formação de redes anel
As regras
A manutenção, inspeção e operação somente deve ser feita
por pessoal habilitado e autorizado pela empresa.

Embora pequena a diversidade construtiva entre as várias marcas


de seccionadoras, há sempre a necessidade de o operador/inspetor
conhecer plenamente o equipamento a ser manobrado, seguindo
rigorosamente os procedimentos pré-estabelecidos.
Os procedimentos devem ser criados partindo-se da consulta ao
manual de operação do equipamento, da experiência técnica e da
observação das normas existentes.

A falta de observação dos procedimentos é o principal fator de


ocorrência de danos nas seccionadoras nas operações de
fechamento e abertura.
Inspeção e Manutenção

Exame visual periódico das características principais da


seccionadora em serviço, sem qualquer espécie de
desmontagem.
Este exame é geralmente feito, observando-se a conexão dos
contatos e a poluição das partes isolantes, compreendendo
também as operações de lubrificação e limpeza das partes que
podem ser acessadas com a seccionadora em serviço.

As constatações feitas durante uma inspeção deverão instruir


relatório técnico e podem indicar a necessidade de manutenção
preventiva e/ou corretiva.
Revisões
Conjunto de operações previstas pelas inspeções e revisões
programadas.
A manutenção executada por técnicos experientes, contemplando
medições elétricas para avaliação funcional dos equipamentos,
limpeza e lubrificação dos pontos recomendados; além das
correções requeridas no relatório técnico das inspeções e/ou
manutenções anteriores, sugerem a forma indicada para evitar ou
diminuir a incidência de paradas não programadas.
As manutenções podem ser: preditiva, preventiva e corretiva
Revisões
Os intervalos entre inspeções e revisões de seccionadoras não
devem ser tão longos, que coloquem em risco sua confiabilidade
e nem tão curtos que redundem em despesas e trabalhos
desnecessários.
Para se determinar os períodos das inspeções se baseiam nas
partes principais da seccionadora:

Estrutura;
Isoladores;
Contatos fixos e móveis;
Mecanismo de operação;
Bloqueio KIRK e Intertravamentos.

Os períodos devem ser estabelecidos tendo-se em vista cada uma


delas separadamente.
Inspeções e Revisões
Os períodos das inspeções e revisões comumente adotados são
principalmente das seguintes espécies: por tempo definido e pelo
número de operações.

Eles são estabelecidos conforme as instruções do fabricante e a


experiência adquirida pelo usuário da seccionadora.

O período por tempo definido é aquele em que o intervalo de


tempo entre as inspeções e revisões é dado em semanas, meses
ou anos.

Os intervalos estabelecidos pelo número de manobras podem


ser variáveis, uma vez que o número de operações, em geral,
depende de fatores muitas vezes aleatórios.
Independentemente do critério adotado, recomenda-se a
intervenção técnica sempre que se verificar a ocorrência de
curto-circuito.
Bibliografia
RAMOS, Ana Rita; CHAGAS, Angela; COSTA, Joana; BRAZ, Samuel.
Equipamentos de proteção e manobra - Treinamento Operacional
Aes Eletropaulo.(junho,2007).
,Coordenação de isolamento de
Subestações isoladas a ar. UFRGS

Obrigado!