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Aprofundando a

mediação
Objeto da Mediação

“Todos os conflitos interpessoais podem ser


trabalhados pela mediação. Os requisitos
são: boa fé, livre vontade das partes, livre
escolha do mediador, respeito e cooperação
no tratamento do problema.”

Juan Carlos Vezzulla


Contextos da Mediação

Mediação Familiar
Mediação Escolar
Mediação Comunitária
Mediação Empresarial
Mediação Judicial
Qual é a Lei da Mediação ?

LEI Nº 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015.


Ainda:
Na área cível, lei 13.140/2015.
No Processo Civil o novo CPC
Na esfera trabalhista:
art. 616 da CLT
art. 11 da Lei nº 10.192/2001
Decreto nº 1.572/95
Portaria nº 3.122/88
Portaria nº 817/95
Decreto nº 5.063/04
Princípios da Mediação ?

Informalidade/ Oralidade

Autonomia das decisões/ Autocomposição

Não competitividade

Competência (do mediador)


O Mediador
“O mediador é um profissional independente
que deve capacitar-se como tal e cumprir
com cursos de aprimoramento anuais, além
de um mínimo de horas de prática por ano
para continuar com seu título.
Enquanto trabalha como mediador, não
pode, senão, ser mediador.”

Juan Carlos Vezzulla


Código de Ética dos Mediadores
a) Autonomia da vontade das partes
b) Princípios Fundamentais: Imparcialidade,
Credibilidade, Competência, Confidencialidade e
Diligência.
c) Do Mediador frente à sua nomeação
d) Do Mediador frente às partes
e) Do Mediador frente ao processo
f) Do Mediador frente à instituição ou
entidade especializada
Formas de Instituir um Processo
de Mediação

Previsão em Contrato, por meio de uma


Cláusula de Mediação

Diante do surgimento do conflito, por meio


de um Termo de Compromisso Privado de
Mediação.

Designação Judicial – Novo CPC


Exemplo de Cláusula de Mediação
“Todas as controvérsias ou desentendimentos
surgidos em virtude do presente contrato serão
resolvidos por meio de procedimento de mediação,
administrado por mediador nomeado pela
(ENTIDADE ESPECIALIZADA INDICADA), sendo-
lhe aplicável o procedimento previsto no
Regulamento de Mediação da mencionada
Entidade. No caso de fracassar a Mediação, as
partes comprometem-se a submeter a solução das
referidas controvérsias à arbitragem, a qual será
desenvolvida perante a mesma Entidade e segundo
seu próprio Regulamento de Arbitragem.“
____________________ ____________________
Parte 1 Parte 2
MEDIAÇÃO FAMILIAR
Objetivos

Contribuir para evitar o confronto do julgamento


Procurar garantir o cumprimento das sentenças
Fomentar a participação, a responsabilidade e
compartilhamento dos progenitores relativamente
aos vários aspectos do exercício do poder familiar
Possíveis Causas do Surgimento de
Conflitos

•Aumento da uniões de fato


•Aumento do número de famílias monoparentais
•Aumento do número de filhos fora do casamento
•Aumento do número de divórcios
Conveniência da Mediação Familiar

Via judicial não se revela a mais adequada


devido a:
•burocratização
•morosidade
•custos

Necessidade de uma alternativa à rigidez


jurídica que não é favorável à participação
ativa e direta das partes.
Conveniência da Mediação Familiar
•Modelo judicial repousa na oposição de
interesses e bilateraliza relações, que se
pretendem duradouras, numa oposição de
interesses que se pressupõem comuns sobretudo
quando há crianças envolvidas no litígio.

•Contempla apenas os aspectos


jurídicos
Os filhos diante da
separação conjugal
Adaptações a que os filhos estão
sujeitos:

1) Passagem a família monoparental;


2) Guarda compartilhada ou
exclusiva;
3) Possível ocorrência de nova união
conjugal dos pais;
As Reações das Crianças à Separação
Consoante a sua Idade

Entre os 0 e os 4 anos:
Confusão
Ansiedade
Culpa
Medo
Agressividade acentuada
Fantasia de reconciliação
As Reações das Crianças à Separação
Consoante a sua Idade
Entre os 5 e os 7 anos:

Tristeza
Angústia
Abandono
Medo
Sentimentos de culpa
Raiva pelo pai que tomou a iniciativa
Mudanças comportamentais
Diminuição da concentração
Diminuição do rendimento escolar
Fantasias de reconciliação
Saudades
As Reações das Crianças à Separação
Consoante a sua Idade

Entre os 8 e os 12 anos:

Perda
Rejeição
Solidão
Vergonha
Insegurança
Cólera
Falsa tranquilidade
Sintomas psicossomáticos
As Reações das Crianças à Separação
Consoante a sua Idade

Entre os 13 e os 17 anos:

Revolta
Confusão
Responsabilidade
insegurança
Necessidades das Crianças

1) Não ser envolvida no conflito;


2) Compreender que não é responsável pela
separação;
3) Expressar-se;
4) Sentir que os seus pais são capazes de
conversar;
5) Conhecer a realidade;
6) Ser informada.
Envolvimento da Criança na Mediação Familiar:

ARGUMENTOS
CONTRA ARGUMENTOS
FAVORÁVEIS A criança deve
ser ouvida para
Ansiedade
melhor ser
apoiada

Observar a
Culpa interação de
pais e filhos

Conduta mais
Onipotência
cooperativa

Negação da
autoridade
parental
Vantagens da mediação:

Viabilizar uma alternativa à justiça estatal;


Abordar a situação no plano emocional e legal;
Proteger os filhos;
Prevenir conflitos futuros;
Apoiar os pais;
Preservar relações familiares;
Promover responsabilidade parental;
Diminuir a exposição pública das posições
familiares
Participação de Advogados

Têm direito a participar


Deverão estar cientes da participação de seus
clientes no processo de mediação.
Devem conhecer o Código de Ética que rege a
prática do mediador, para que possam orientar
adequadamente as partes.
Mudança de postura do advogado: da tradicional
desconfiança ou combatividade pela cooperação e
diálogo.
Fluxograma da Mediação
 O Med. se apresenta
 Identifica as partes
PM  Explica a finalidade da mediação
 Quais as regras
 Com a aceitação, assina-se o termo de mediação
 Estipula-se a data e horário de início
Fluxograma da
1ª F  O Med. ouve as partes juntas ou separadamente
 O Med. faz um resumo das argumentações, certificando-se do entendimento das partes
Mediação

 Inicia uma discussão conjunta, tornando claras e objetivas as preocupações das partes
2ª F  O Med. pode utilizar-se, aqui, do caucus

 O Med. faz uma listagem das argumentações e organiza as questões a resolver


3ª F  Pode organizar com as partes uma hierarquia dessas questões e traçar metas para
alcançar a solução

 Procura de ideias para resolver as questões levantadas


4ª F  Seleção dessas ideias
 Esboço de um possível acordo

 Redação do acordo final


 Revisão do acordo pelas partes
5ª F  Não havendo acordo, o mediador revê os progressos que foram alcançados e informa as
partes dos possíveis passos a tomar: nova mediação, recurso à arbitragem ou resolução
do conflito no judiciário

6ª F  Recomendações finais do mediador


 Felicitações aos mediados em caso de acordo
Algumas Técnicas

Teoria de Negociação de Harvard

Separe as pessoas do problema


Concentre-se no interesses, não nas posições
Invente opções de ganho mútuo
Baseie-se em critérios objetivos
Algumas Técnicas

Observe por meio dos olhos de diferentes


especialistas

Proponha que uma parte crie propostas diferentes


para que a outra faça a escolha
Algumas Técnicas

Brainstorm Session

ANTES DA SESSÃO DE SUGESTÕES LIVRES


Defina seu objetivo;
Escolha alguns participantes;
Mude o ambiente;
Planeje uma atmosfera informal;
Escolha primeiro um facilitador.
Algumas Técnicas

Brainstorm Session

DURANTE A SESSÃO DE SUGESTÕES LIVRES


Faça com que os participantes sentem-se lado a lado,
enfrentando o problema;
Esclareça as regras básicas, inclusive a regra da
ausência de crítica;
Faça as sugestões livres;
Registre as idéias à vista de todos.
Algumas Técnicas
Brainstorm Session

DEPOIS DA SESSÃO DE SUGESTÕES LIVRES


Assinale as ideias mais promissoras;
Invente aperfeiçoamentos para as ideias promissoras;
Estipule um prazo para avaliar as ideias e decidir.
Perguntas na Mediação:

Para que as perguntas sejam funcionais no


processo de mediação de conflitos é necessário
seguir dois preceitos:

As perguntas devem estar dentro do contexto da


discussão. Devem partir de algo dito ou manifestado
no momento do processo
O mediador deve analisar: “Para que estou fazendo
essa pergunta? Qual o objetivo da pergunta? Onde
pretendo chegar?”
Perguntas na Mediação:

Na mediação de conflitos, as
perguntas utilizadas podem
ser classificadas como:
Perguntas na Mediação:

Lineares (identificação): São


perguntas diretas, usadas no começo da
mediação.

Quais problemas lhe trouxeram aqui?


Onde?
Quando?
Como?
Perguntas na Mediação:

Estratégicas (provocativas): São perguntas


que pretendem ampliar a visão dos
envolvidos para solucionar o conflito.

O que você pretende fazer agora?


Por que você não fala para ele (ou ela) das suas
preocupações?
Se ela (ele) tomar tal atitude ...
Perguntas na Mediação:

Reflexivas (geradoras de possibilidades): São


feitas para provocar reflexão na partes envolvidas.

Que ações você já tentou frente a isso?


Se você fizesse de outra forma, como imaginaria que o
outro reagiria?
Perguntas na Mediação:

Circulares (exploratórias): São feitas para


que as partes envolvidas no conflito, entendam
as diferenças nas relações, antes e depois de
começar o problema.
Como eram as coisas anteriormente?
Como deseja que seja no futuro?
Entidades Filiadas Cidades
Câmara de Mediação e Arbitragem de Florianópolis Florianópolis
Câmara de Mediação e Arbitragem de Joinville Joinville
Câmara Brasil Sul de Mediação e Arbitragem Jaraguá do Sul
Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque Brusque
Juízo de Arbitragem e Mediação de SC Blumenau
Centro de Mediação e Arbitragem de Itajaí Itajaí
Câmara de Mediação e Arbitragem do Vale do Itajaí Blumenau
Câmara Sul Brasileira de Justiça Arbitral Balneário Camboriú
Centro Catarinense de Resolução de Conflitos Florianópolis
Adam Sistemas Blumenau

www.fecema.org.br