Você está na página 1de 10

Micro Aula

TEMA:
DESVITIMIZAR PARA
HUMANIZAR: UMA ANALISE
SOBRE A ESCRAVIDÃO NOS
LIVROS DIDÁTICOS
Autor: Willian Robson Soares Lucindo

 Formado em História pelo


Centro Universitário FIEO
em 2006;
 Concluiu o Mestrado em
História do tempo presente
pela Universidade do Estado
de Santa Catarina ( UDESC)
no ano de 2010, com a
dissertação intitulada
"Educação no pós-Abolição:
um estudo sobre as • Atualmente: está cursando o doutora
propostas educacionais de na UNICAMP, pesquisando sobre
afrodescendentes (São festas e festas e comemorações de
associações de homens de cor
Paulo/1918-1931)“;
paulistas entre 1897 a 1931.
Livro didático: A Escrita da História

 Editora: Escala
Educacional ;
 Escritores: Flavio de
Campos e Renan Garcia
Miranda;
 Ano: 2005;
 Voltado a alunos de
ensino médio;
 (Crítica).
O ensino de história e o livro didático

 “ao se tentar investigar como as populações cativas


são apresentadas em livros didáticos será feita uma
reflexão sobre o saber histórico escolar e as
propostas de ensino abertas à diversidade
etnicorracial”;
 O livro didático como principal veiculador de
conhecimentos.;
I. “o material didático referencial de professores,
pais e alunos...”.
II. Antes destinado aos professores.
O ensino de história e o livro didático

III. Passou a mudar nos fins do século XIX e início do


século XX. (Apresentação gráfica);

 Pensando que o livro didático é um “depositário de


conteúdos escolares”, apenas reproduzindo as ideologias
e saber oficial, ele é transformado pelos usos variados,
pois Michel de Certeau aponta que toda leitura apresenta
traços de uma produção silenciosa;

 Até a Era Vargas, a história nas escolas tinha como


propósito ensinar/formar a cidadania e a moral cívica.
O ensino de história e o livro didático

 O ensino de história desde os fins do século XIX,


esteve vinculado à construção da identidade
nacional, em que a genealogia brasileira baseava-se
no mundo europeu e esse mundo seria nossa matriz;

 Nos anos 80/90 surgiram as primeiras críticas a esta


genealogia, pensando na inclusão da mulher, do
negro e do indígena;

 Sendo assim que as origens africanas passem a ser


pertencente a todos e não somente aos negros.
O ensino de história e o livro didático

 O problema do ensino de história:


I. Interpretação dominante: tendência marxista, valoriza
apenas fatores econômicos acima de tudo.
II. Uma produção histórica nova, onde também considera
a identidade nacional brasileira.
III. O estudo sobre escravidão ficou preso a ideia de que
dominação, governado pelos interesses dos senhores,
sustentando a ideia de que o “escravo” é uma coisa.
IV. Pensando nisso, setor público teve que atender as
críticas, incluindo uma nova análise aos livros
didáticos em torno da diversidade.
A civilização do açúcar, o doce inferno do escravo

 O livro didático: A escrita da História;


 Critério para avaliação: renovação historiográfica, os
autores trabalham com Caio Prado Jr e Gilberto
Freyre (década de 40 do século XX);
 Trabalha com o conceito da diversidade social,
cultural e temporal de maneira simplificada;
 O início do negro na história;
 Para entender a escravidão africana na América é
preciso também colocar a África em cena.
A civilização do açúcar, o doce inferno do escravo

 “Então, é preciso pensar nos escravizados ‘para


além da pele escura’, entendendo que eles ‘deveriam
partilhar de valores culturais de origem africana’.”;
 Ponto que permite o debate sobre a resistência: rito e
crenças;
 Quilombo, principal símbolo de resistência.
 “Os brancos fazem como gostam; os pretos fazem
como podem”.
 A sociedade colonial apresentada no livro didático
está voltada apenas para os senhores e escravos,
mais para os senhores.
A civilização do açúcar, o doce inferno do escravo

 O fim da escravidão:
I. “Não descontentar a maioria dos proprietários”
II. “Anulou qualquer fator positivo que eles (negros)
poderiam trazer”
III. Sem contribuições culturais.

 Finalizando, o autor traz que o livro didático


apresenta interpretações de obras ultrapassadas.