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REESTRUTURAÇÃO DOS

CONSELHOS MUNICIPAIS DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL
RESOLUÇÃO Nº 237, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 DO
CNAS

Dispões sobre reestruturação, reformulação do


funcionamento dos CMAS.

ORIENTAÇÕES
Versão original - Junho – 2010
Versão atualizada - Janeiro de 2013
OBJETIVO

Fortalecer e consolidar o controle social na Política


Nacional de Assistência Social, considerando as
mudanças significativas nesta política a partir de 2004.
CONTROLE SOCIAL

É a capacidade que a sociedade organizada tem de


intervir nas políticas públicas, interagindo com o estado na
definição de prioridades e na elaboração de planos de
ação dos municípios.

Os Conselhos são formas democráticas de controle social


DA DEFINIÇÃO DOS CONSELHOS
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

* Reforça o caráter permanente e deliberativo


* Composição paritária entre governo e sociedade civil
DA COMPETÊNCIA DOS
CONSELHOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

* Regimento interno
* Organizar as Conferências Municipais
(verificar orçamento)
* Encaminhar e Monitorar as deliberações da
conferência municipal
* Acompanhar, avaliar e fiscalizar a gestão
de recursos
* Aprovar o plano de capacitação de recursos
humanos
* Zelar pela implantação do SUAS
*Aprovar a proposta orçamentária dos
recursos
* Aprovar critérios de partilha de recursos
* Inscrever e fiscalizar as entidades e
organizações de assistência social
* Divulgar e promover a defesa dos direitos
socioassistenciais
* Acionar o Ministério Público
O Regimento Interno dos conselhos deve conter o
detalhamento de suas competências, de acordo
com o que está definido na LOAS e na Lei de
criação do conselho.
Assim deverá especificar, dentre outras:

- Atribuição dos membros do conselho e suas


instâncias,
- A forma como serão criadas as comissões
temáticas e procedimentos para a criação de
grupos de trabalho temporários e permanentes.
- O processo de eleição dos conselheiros
representantes da sociedade civil e da Presidência
e Vice-presidência;
- Os trâmites para substituição de conselheiros
e perda de mandato;
- A periodicidade das reuniões do Plenário e
das Comissões;
- As orientações sobre como serão publicadas
as decisões do Plenário;
- A indicação das condições que devem ser
seguidas para alterar o Regimento Interno;
- O detalhamento das atribuições da Secretaria
Executiva do conselho.
DA CRIAÇÃO DOS CONSELHOS
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

* Mandato dos conselheiros duração mínima de dois anos,


podendo ser reconduzido uma única vez, por igual
período.
* Poder Judiciário e Poder Legislativo, não cabe nos CMAS
* Serviços prestados pelos conselheiros são considerados
de interesse público, sem remuneração
DA ESTRUTURA DOS CONSELHOS
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

*Composição paritária entre governo e


sociedade civil
* Representantes do governo devem ser
indicados e nomeados pelo respectivo
chefe do Poder executivo
Assistência Social
Saúde
Educação
Fazenda ou Planejamento
Habitação (CEAS)
Esporte ou Cultura (CEAS)
*Não há impedimento para a
participação de nenhum servidor;
contudo sugere-se que sejam
escolhidos/indicados os que detenham
efetivo poder de representação e
decisão na Administração Pública
* A eleição da sociedade civil ocorrerá
em foro próprio, coordenado pela
sociedade civil - candidatos e/ou
eleitores:
* representantes dos usuários ou de
organização de usuários da assistência
social;
* entidades e organizações de assistência
social;
* entidades de trabalhadores do setor.
Representantes dos usuários ou de
organização de usuários
da assistência social
Resolução 24, de 16 de fevereiro de 2006

*usuários são sujeitos de direitos e público da PNAS


* representantes de usuários ou de organizações de
usuários são sujeitos coletivos expressos nas mais
diversas formas de participação
* serão considerados representantes de usuários,
pessoas vinculadas aos programas, projetos, serviços e
benefícios
* serão consideradas organização de usuários aquelas
juridicamente constituídas
Entidades e organizações de assistência social
Resolução 191, de 10 de novembro de 2005
Orientações do CNAS sobre a Resolução 16/2010

I – De atendimento: aquelas que de forma continuada, permanente e


planejada, prestam serviços, executam programas, projetos e concedem
benefícios às família em situação de vulnerabilidade social.

II – De assessoramento: aquelas que de forma continuada, permanente e


planejada, prestam serviços, executam programas ou projetos voltados
prioritariamente para o fortalecimento dos movimentos sociais e das
organizações de usuários.

III – De defesa e garantia de direitos: aquelas que de forma continuada,


permanente e planejada, prestam serviços, executam programas ou projetos
voltados prioritariamente para a defesa e efetivação dos direitos
socioassistenciais, promoção da cidadania, enfrentamento das
desigualdades...
TIPIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAIS

PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL ALTA COMPLEXIDADE

PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA MÉDIA COMPLEXIDADE


CREAS
Serviço de Acolhimento
Institucional:
*Abrigo institucional
Serviço de Proteção e Serviço de Proteção e Atendimento *Casa Lar
Atendimento Integral à Família Especializado a Famílias e Indivíduos PAEFI *Casa de Passagem
– PAIF *Residência Inclusiva

Serviço Especializado de Abordagem Social

Serviço de Acolhimento
Serviço de Convivência e em República
Fortalecimento de Vínculo Serviço de Proteção Social a Adolescentes em
Cumprimento de Medidas Socioeducativas de
LA e PSC
Serviço de Acolhimento
em Família Acolhedora
Serviço de Proteção Social Básica
Serviço de Proteção Social Especial
no Domicílio para pessoas com
para Pessoas com Deficiência , Idosos
deficiência e idosas
e suas famílias.

Serviço de Proteção em
Situação de Calamidades
Serviço Especializado para Pessoas em Públicas e de Emergências
Situação de Rua
Entidades de trabalhadores do setor

Todas as formas de organizações de


trabalhadores do setor como, associações de
trabalhadores, sindicatos, federações,
confederações, centrais sindicais, conselhos
federais de profissões regulamentadas que
organizam, defendem e representam os
interesses dos trabalhadores que atuam
institucionalmente na Política de Assistência
Social.
DA ESTRUTURA

*Deve ser composto 50% governo e 50%


sociedade civil
*O Presidente é eleito/a, entre os seus
membros em reunião plenária
- alternância entre governo e sociedade
civil
* Recomenda-se que o número de
conselheiros não seja inferior a 10 (CEAS
orienta que seja 12 –
paridade/proporcionalidade na sociedade
civil)
DO FUNCIONAMENTO DOS CONSELHOS
MUNICIPAIS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

*Reunião plenária, obrigatoriamente,


uma vez ao mês
* Reuniões extraordinárias, sempre que
necessário
* No Regimento Interno, deve constar o
quorum mínimo para o caráter
deliberativo das reuniões plenárias
* Os CMAS devem ter uma Secretaria
Executiva, com assessoria técnica
Secretária Executiva
Apoio Administrativo
* Espaço dos Conselhos – Casa dos
Conselhos

* Municípios de Pequeno Porte I e II,


podem compartilhar a secretaria
executiva com o órgão gestor
A GARANTIA DA SECRETARIA EXECUTIVA
POSSIBILITA

* Que as informações sejam transmitidas, aos


conselheiros, como cópia de documentos e
prazos a serem cumpridos.
* Registrar reuniões do plenário (ata)
* manter documentação atualizada
*Publicar decisões/resoluções no Diário Oficial
* manter os conselheiros informados das
reuniões e pauta
* Organizar e zelar pelos registros das reuniões
*Incentiva-se a criação das Comissões
Temáticas – Política, Financiamento e
Normas – de caráter permanente
* Grupos de Trabalho, para atender as
necessidades pontuais, de caráter
temporário. Ex. GT para preparação da
Conferência.
* No início de cada gestão é importante
que seja realizado um Planejamento
Estratégico do CMAS, com o objetivo de
definir metas, ações, estratégias e prazos,
envolvendo todos os/as conselheiros/as
* Devem ser programadas ações de capacitação
dos/as conselheiros/as por meio de: palestras,
fóruns ou cursos
* O Conselho deve estar atento à interface com
as demais políticas públicas
* Os órgãos públicos, aos quais os CMAS estão
vinculados, devem prover a infra-estrutura
necessária para o seu funcionamento
* Deve arcar com despesas, dentre outras, de
passagem, translados, alimentação,
hospedagem, tanto do governo quanto da
sociedade civil, quando estiverem no exercício
das suas atribuições.
DO DESEMPENHO DOS CONSELHOS
MUNICIPAIS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

*sejam assíduos às reuniões plenárias


* participem ativamente das atividades
do conselho
* colaborem no aprofundamento das
discussões
* divulguem as discussões nas instituições
que representam
* mantenham-se atualizados em assuntos
referentes à assistência social
* colaborem com o conselho no exercício
do controle social
*atuem, articuladamente, com o seu suplente
* desenvolvam habilidades de negociação e
prática de gestão intergovernamental
* estudem e conheçam as legislações da
assistência social
* busquem aprimorar o conhecimento in loco
da rede pública e privada – prestadora de
serviços socioassistenciais
*mantenham-se atualizados sobre o fenômeno
da exclusão social
* acompanhem, permanentemente as
atividades desenvolvidas pelas entidades, para
assegurar a qualidade dos serviços oferecidos a
população
Do papel a ser exercido pelos conselhos destacamos:

• Controle: exercer o acompanhamento e a avaliação da execução das


ações, seu desempenho e a gestão dos recursos;

• Deliberação/regulação: estabelecer, por meio de resoluções, as ações da


assistência social, contribuindo para a continuação do processo de
implantação do SUAS e da PNAS;

• Acompanhamento e avaliação: das atividades e os serviços prestados


pelas entidades e organizações de assistência social públicas e privadas.
MAIS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

•O CEAS se dispõe a dar todas as orientações necessárias para que os


CMAS se reestruturam e funcionam, não queremos inscrever entidades no
conselho estadual, queremos que os CMAS estejam capacitados para a
atribuição que é sua.

• Compete ao CMAS o acompanhamento e a fiscalização das entidades


inscritas no conselho – plano de acompanhamento

• Incluir na reformulação da lei a responsabilidade do órgão gestor em


garantir a infraestrutura dos conselhos – 3% do IGD para o CMAS.
Paridade entre
governo e
sociedade civil

CONSELHO Fiscalizar a
MUNICIPAL DE Política de
Secretaria
ASSISTÊNCIA Assistência
Executiva
SOCIAL Social

Reuniões
plenárias 1 vez ao Acompanhar e
mês fiscalizar as atividades
desenvolvidas pelas
entidades de
assistência social
Infra-estrutura
física e
financeira Conselheiros
presentes e
participativos
Os Conselheiros desempenham a função
de agentes públicos, são todos àqueles que
exercem, ainda que transitoriamente ou sem
remuneração, função pública.
Sua principal função é fazer o controle social
sobre a Política de Assistência Social no seu
município.
AGRADEÇO A OPORTUNIDADE!

AGRADECEMOS A OPORTUNIDADE E A ATENÇÃO!


Conselho Estadual de Assistência social – CEAS
www.sst.sc.gov.br
ceas@sst.sc.gov.br
(48) 3229-3648

Material elaborado por Janice Merigo, Florianópolis, 2011.