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Ressonância

Magnética

Disciplina: Introdução ao Magnetismo


Professor: Sidiney Leonel
Aluno: Jhonnes Toledo
Roteiro da Apresentação
• Histórico
• Introdução
• Spin e o momento magnético
• Prótons em campos magnéticos
• Introdução de um sistema de coordenadas
• Ondas de radiofrequência (RF)
• Vetor transversal
• Sinais de RM
• Magnetização transversal
• Conclusão
• referências bibliográficas
Histórico
• Inicio dos anos 20 -Stern e Gerlach- Verificação que um feixe de átomos sujeitos a um
campo magnético não homogêneo é devido conforme a orientação dos momentos
magnéticos devido ao elétrons;
• 1924 - Pauli - Sugeriu a existência de núcleos magnéticos, comportando-se como
ínfimos micro-imãs;
• Década de 30 - Determinação de momentos magnéticos nucleares;
• 1939 - Rabi e Colaboradores - Para certos valores de radiofrequências (RF) bem
definidos em um campo magnético, foi observado um pequeno desvio quando o feixe
molecular absorvia energia;
• 1946 – Felix Bloch(Stanford) e Edward Purcell (Harvard) descreveram em trabalhos
independentes a ressonância magnética em líquidos e sólidos.
Histórico
• 1952 – Nobel de física para Bloch e Purcell pelo desenvolvimento de novos métodos de
medições de precisão magnética nuclear e suas descobertas relacionadas;
• 1970 - Introdução de técnicas de impulsos RF e com a ajuda de transformadas de
Fourier abriu espaço para uma vasta gama de aplicações;
• 1977 – Raymond Damadian publica a primeira imagem humana obtida por RMN.
• Atualmente - Encontra várias aplicações como identificação de misturas, elucidação
estrutural de substâncias, aumento de resolução e sensibilidade, entre outras
aplicações...
Introdução
• A ressonância magnética nuclear é, basicamente, a exploração dos domínios
magnéticos apresentados pelos núcleos atômicos;
• É um fenômeno em que partículas contendo momento angular e momento magnético
exibem um movimento de precessão quando estão sob ação de um campo magnético.
• Esta exploração se dá através da exibição por núcleos de determinados elementos
químicos que, quando submetidos a um campo magnético forte e excitados por ondas
na frequência RF (rádio frequência);
• Iremos limitar a apresentação para o átomo de Hidrogênio;
Spin e o Momento Magnético
• O átomo de hidrogênio, o mais simples da tabela periódica, possui como núcleo o
próton;
• Os prótons são partículas carregadas positivamente, que possuem uma propriedade
chamada de spin ou momento angular;
• Vamos admitir que o spin (I) represente o movimento de giro do próton em torno de seu
próprio eixo;
• Para o próton de hidrogênio valor é sempre em múltiplos de ½;
Spin e o Momento Magnético

Figura 1: Próton do átomo de hidrogênio e a geração do campo


magnético em torno de si com o momento magnético (μ) associado.
Spin e o Momento Magnético
• De maneira geral, os prótons encontram-se arranjados no núcleo de maneira aleatória,
implicando que, a direção dos seus momentos magnéticos também se apresente
aleatoriamente;
• Esse arranjo aleatório faz com que o momento magnético associado ao núcleo seja
nulo;
• Dipolos magnéticos são perturbados pela presença de qualquer campo magnético
externo;

Figura 2: Representação dos momentos


magnéticos distribuídos aleatoriamente.
Prótons em Campos Magnéticos
• Ao posicionar um campo magnético externo (B0) próximo ao núcleo de um átomo que
apresente momento magnético, estes serão perturbados pelo campo e serão
orientados preferencialmente na direção do campo;
• Momentos magnéticos de maior energia serão orientados no sentido oposto ao do
campo, ao passo que, momentos magnéticos de menor energia serão orientados no
mesmo sentido do campo;
• No entanto, o alinhamento não será exato: a partícula rodará em torno de um eixo na
direção deste campo aplicado, graças ao movimento de precessão dos prótons.
• A precessão acontece em uma certa frequência chamada frequência de Larmor.
Prótons em Campos Magnéticos

Figura 3: Spins na
presença de um campo
magnético
Introdução de um sistema de
coordenadas
• O eixo z, ou longitudinal, representa a direção de aplicação do campo magnético
principal (B0). O plano xy é chamado de plano transversal;
• Os spins irão se alinhar paralelamente e anti-paralelamente realizando o
cancelamento mútuo do vetor momento magnético dos que estão para cima com os que
estão para baixo ;
• Uma componente de magnetização resultante M0 irá surgir alinhada ao eixo
longitudinal.
• Apesar de todos os momentos magnéticos individuais precessarem em torno de B0 a
uma frequência angular igual a w, não existe coerência de fase entre eles e, portanto,
não existirá componente de magnetização no plano transversal.
Introdução de um sistema de
coordenadas

Figura 4: Eixos de coordenadas usados em IRM e o Figura 5: Spins alinhados paralelamente e


vetor momento magnético (μ) associado ao próton de antiparalelamente ao campo magnético externo
hidrogênio. aplicado (eixo z), realizando movimento de
precessão. Vetor magnetização resultante (M0).
Introdução de um sistema de
coordenadas
• Ao colocar uma pessoa numa RM ela se torna um imã, ou seja, tem seu próprio campo
magnético;
• Ocorre porque os prótons não se cancelam, ele somam-se uns com os outros;
• Essa magnetização não pode ser medida diretamente, sendo necessário uma
magnetização transversal ao campo magnético em Z.

Figura 6: Ilustração de uma pessoa dentro


do magneto e sua magnetização
longitudinal.
Ondas de radiofrequência (RF)
• São enviados pulsos de RF que perturbam a precessão dos prótons que estão
alinhados com o campo magnético;
• Os pulsos de RF têm que ter a mesma frequência que os prótons para que possa ocorrer
transferência de energia (aqui que ocorre o fenômeno de ressonância);
• Quando um spin recebe energia, ele vai do nível de menor energia para o nível de maior
energia;
• O pulso de RF deixa os prótons em fase, com isso vetores magnéticos apontam para o
lado que os prótons processam;
• O pulso de RF diminui a magnetização longitudinal e estabelece uma transversal.
Vetor Transversal
• A nova magnetização move-se em fase com a precessão dos spins;
• Induz uma corrente elétrica e essa corrente induzida é o sinal da RM;
• O sinal tem mesma frequência que os spins em precessão.

Figura 7: Figura 8: Figura 9: Sinal de Indução Livre (SIL)


gerado pelo retorno da magnetização
para o alinhamento após a aplicação de
um pulso de RF de 90º.
Vetor Transversal
• Para criar uma imagem a partir do sinal de RM é necessário saber de onde o sinal veio?
• Temos um gradiente de campo magnético;
• Como a frequência de precessão depende da intensidade do campo magnético, spins
em locais diferentes têm frequências diferentes
Sinais de RM
• Quando o pulso de RF é desligado todo sistema volta ao estado natural;
• Ocorre o relaxamento transversal: A magnetização transversa começa a dissipar;
• Ocorre o relaxamento longitudinal: A magnetização longitudinal volta ao estado
natural, ou seja, de menor energia.

Figura 10:
Figura 11:
Sinais de RM
Figura 12:

Figura 13: Retorno da magnetização


longitudinal.
Magnetização transversal
• Ao desligar o pulso de RF os prótons saem de fase e perdem a magnetização transversal
e perca de coerência de fase;
• O campo magnético não é homogéneo, logo a frequência das precessões são
diferentes;
• As variações internas do campo magnético são características dos tecidos;
• Um próton terá mais rotação que o outro e na medida do tempo o momento magnético
no mesmo plano será cancelado;
• A magnetização transversal desaparece com o tempo.
Magnetização transversal

Figura 14: Decaimento da magnetização transversal. Figura 15: Curva T1 e T2


Geração de Sinais
• Chamaremos o tempo entre cada conjunto de pulsos de tempo de repetição (TR).
• Os sinais são enviados na seguinte ordem:
- O gradiente de seleção de fatia (slice)
- O pulso RF de excitação
- O gradiente de codificação de fase
- Geração de eco
O gradiente de codificação de frequência
• Existem 3 formas de geração de sinais:
- Eco de spin
- Recuperação invertida
-Eco de gradiente
Contraste da Imagem
• Utilizamos três informações para calcular o contraste da imagem: a densidade dos
prótons p, T1 e T2.
• Ajustando o tempo de repetição entre cada sequência de pulsos, teremos três tipos de
contraste de imagens.
• Por densidade de prótons (PD): Longo TR e curto TE.
• As imagens são baseadas na variação de concentração de hidrogênio se movendo.
• Imagens pesadas por T1: Curto TR e curto TE.
Contraste da Imagem
• O contraste e o brilho são determinados por T1, mas a densidade sempre influi na
intensidade.
• Mostram gordura mais claro e água mais escuro.
• Imagens pesadas por T2: Longo TR e longo TE.
• Gordura aparece mais escura e água aparece mais clara.
• Massa branca contém gordura, aparecendo mais escura que massa cinzenta.
Contraste da Imagem
SNR (Signal-to-Noise Ratio)
• Vários tipos de ruído acontecem: influência térmica, artefatos devido a movimentos
feitos pelo paciente, etc.
• Desejamos ter uma taxa de sinal/ruído o mais alta quanto possível.
• Um campo magnético mais forte nos trará mais precisão, no entanto é arriscado para o
paciente. Deve-se obter uma relação balanceada entre contraste e saturação.
SNR (Signal-to-Noise Ratio)
• Podemos reduzir artefatos de movimento usando filtros de deblurring.
• Fatias mais finas originam mais ruído.
• Para remoção de ruídos, são usados principalmente métodos baseados em
estatística e métodos de thresholding.
Outros exemplos
• Imagem pesada por difusão(DWI):
• Medida é baseada no movimento Browniano da água.
• Imagens mais claras onde há mais difusão de moléculas de água.
• Detecta isquemia cerebral.
BOLD MRI
• Blood Oxygenation leveldependent MRI: Aproveita-se das propriedades
magnéticas do sangue oxigenado (diamagnético) e desoxigenado
(paramagnético)
• Quando os neurônio são ativados, há uma mudança no fluxo do sangue,
que causa uma alteração no T2* medido, graças à mudança no nível de
deoxihemoglobina.
BOLD MRI
Conclusão
• Este trabalho mostrou de maneira simples e objetiva que os resultados obtidos
utilizando esta técnica estão associados a fenômenos físicos envolvendo a interação
do campo magnético (B0) produzido pelo equipamento e o campo magnético intrínseco
dos prótons presentes nos núcleos dos átomos de hidrogênio.
Referências Bibliográficas
• Ressonância magnética - Revista Brasileira de Física Médica
• http://www.scielo.br/pdf/cr/v39n4/a147cr1097
• http://web.mit.edu/hst.583/www/course2001/LECTURES/physics_1_notes.pdf
• https://qudev.phys.ethz.ch/phys4/studentspresentations/nmr/James_Fundamentals_of_
NMR.pdf
• http://www.ic.uff.br/~aconci/ResonanciaMagneticaNuclear.pdf
• http://www.ufrgs.br/fismed/pps_pdf/IRMN_manuscrito.pdf
• https://www.youtube.com/watch?v=QK1JVrJTVLc
• Biomedical Signal and Image Processing – Najarian, Taylor , Ed. Springer

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